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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Disputas entre China e EUA no Sudão aprofundam a já grande divisão do país

UOL Noticias

14/01/2011 

China e EUA disputam posições no Sudão do Sul
Juba, Sudão, 14 Jan 2011 (AFP) - A China, através do controle do petróleo, e os Estados Unidos, utilizando sua influência política, movem-se pelo tabuleiro do Sudão do Sul, uma região rica em recursos naturais, às vésperas de sua provável independência, que deve ser ratificada pelo referendo que termina no sábado.

Os Estados Unidos, que investiram milhões de dólares em ajuda humanitária durante a guerra civil e recebeu milhares de refugiados do sul, é considerado um aliado estratégico do novo país, enquanto a China é o principal sócio do governo de Cartum, no norte.

Os americanos acompanharam de perto os acontecimentos do referendo de autodeterminação do Sudão do Sul, que termina no dia 15, principalmente através do ex-presidente Jimmy Carter, do senador John Kerry e do enviado especial Scott Gration.

Os EUA já haviam desempenhado papel muito importante na assinatura do acordo de paz, em 2005, que pôs fim a duas décadas de guerra civil entre o norte árabe muçulmano e o sul majoritariamente cristão. Além disso, participaram das negociações sobre o futuro das relações entre as duas partes.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Divisão do Sudão, incentivada por Europa e EUA, pode resultar em nova Guerra Civil

Jornal Público, 09/01/2011 

África

Sudão: Divórcio de risco no Sul e no Norte  

Jorge Almeida Fernandes
 
O desfecho do referendo do Sudão do Sul vai ser a secessão. Nascem dois países. Ambos correm riscos de desintegração. A oportunidade de paz está num acordo sobre a renda do petróleo. Este está no Sul e tem de ser exportado pelo Norte. A China, principal interessado, pode ser o mediador. A água do Nilo e o petróleo determinaram a sua história. 

Dois novos Estados vão nascer em África. No Sudão do Sul começa amanhã (até 15) um referendo sobre a independência. O resultado é certo: secessão. O problema não é o previsível caos da votação: é “o dia seguinte”. Uns falam em “divórcio à checa”, outros em risco de guerra e desintegração. A independência terá de esperar por Julho, que é também a data limite para o decisivo acordo sobre o petróleo.

Os pessimistas falam em abertura da Caixa de Pandora e em “suicídio colectivo”. O Sul tem grandes recursos – minerais e petróleo –, mas será difícil construir um Estado e uma administração pública em tempo útil. Apenas há um exército e tribalizado. Faltam elites e funcionários. O Sul não tem identidade própria, é um mosaico de 100 tribos, apenas unidas contra a opressão do Norte. Em 2009, confrontos tribais e de senhores da guerra fi zeram 2500 mortos.

Por sua vez, o Norte, que sempre comandou, tornar-se-á num Estado pobre e instável se perder o Sul. A secessão é descrita em Cartum como uma “conspiração sionista” patrocinada pelos americanos. O Presidente Omar al-Bashir, que nos últimos tempos tem tentado seduzir o Sul, teme um golpe de Estado que levaria ao poder o partido islamista. Os outros focos de guerra permanecem activos ou prontos a reacender-se: do Darfur às montanhas Nuba.

Os optimistas dizem que a longa tragédia do Sudão – mais de quatro milhões de mortos em guerras civis desde a independência, em 1956 – torna difícil imaginar um futuro pior. E há o argumento da razão: se os actores forem racionais, uma nova guerra é impensável, pois o petróleo representa 95 por cento das receitas do Sul e 60 por cento das do Norte e só o podem explorar em conjunto. Oitenta por cento da produção está no Sul, mas é exportada pelo Norte, já que o Sul não tem acesso ao mar. Estão condenados a chegar a acordo, sob pena de suicídio.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Lula defende maior integração entre América do Sul e África


06 de agosto de 2010

Lula defende maior integração entre latino-americanos e africanos

EFE, Caracas,

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma maior integração da América Latina com a África, em encontro com o líder venezuelano, Hugo Chávez, hoje em Caracas.

“O potencial” de colaboração e desenvolvimento entre América Latina e África “é infinitamente superior à capacidade de imaginação que podemos ter desse potencial”, ressaltou Lula, na abertura da Mesa Presidencial Estratégica da Cúpula América do Sul-África (ASA), que se estenderá durante o fim de semana.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Separatistas da região petrolífera de Cabinda atacam a seleção do Togo em Angola: 1 morto e 9 feridos

Separatistas da região petrolífera de Cabinda atacam a seleção do Togo em Angola: 1 morto e 9 feridos  

Estadão Online
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ataque à seleção do Togo em Angola deixa 1 morto e 9 feridos

Equipe viajava do Congo para o país vizinho para disputar a Copa Africana das Nações, que começa no domingo
Associated Press, Reuters
http://www.estadao.com.br/
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Enclave 
de Cabinda fica entre Congo e Angola
Enclave de Cabinda fica entre Congo e Angola
Arte/estadao.com.br
LUANDA – O ônibus da seleção do Togo foi atacado por homens armados em Angola nesta sexta-feira, 8, a dois dias da Copa Africana de Nações. O motorista do ônibus morreu. Nove membros da delegação estão feridos. Dois deles são jogadores: o goleiro Kodjovi Obilale, que está em estado grave, e o zagueiro Serge Akakpo. Os outros feridos são membros da direção desportiva, administrativa e médica, de acordo com o ministério dos Esportes de Togo. O ataque aconteceu no enclave de Cabinda, região rica em petróleo, com inspirações separatistas.

O ministro Angolano Antonio Bento Bembe, responsável pelo enclave de Cabinda, afirmou que o ataque é um ato terrorista. “É um ato de terrorismo que estamos lidando enquanto falamos”, disse. Bembe, contudo, não acredita que o grupo separatista Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda, que assumiu a responsabilidade do ataque, tenha sido o verdadeiro autor do atentado: ” A FLEC não existe faz tempo. O ataque provém de certos indivíduos que querem nos causar problemas”.

De acordo com Alaixys Romao, um dos jogadores da equipe, sete pessoas foram baleadas. “Atiraram nos jogadores como se eles fossem cachorros e tivemos que ficar 20 minutos debaixo dos assentos para escapar das balas”, declarou à Rádio Monte Carlo o atacante Thomas Dossevi, do Nantes. Ainda segundo Dossevi, o ataque foi executado por homens encapuzados fortemente armados.

A equipe ia do Congo, onde estava treinando, para Angola, onde estreia na segunda-feira no torneio contra Gana. Após participar do Mundial da Alemanha, em 2006, a equipe não conseguiu garantir vaga na África do Sul. O principal nome da equipe é o atacante Adebayor, do Arsenal, da Inglaterra.

O atacante Dossevi também declarou à edição digital do diário francês L’Equipe que os jogadores estão assustados e já não desejam mais participar da Copa. “Nós somos capazes de fazê-lo. Minha primeira preocupação é com a saúde dos feridos, porque havia uma grande quantidade de sangue no chão. No momento, não temos muitas notícias, só sabemos que eles já foram levados ao hospital”, disse Dossevi. “Atiraram em nós, mesmo estando escoltados por dois ônibus e pela polícia”, acrescentou.

Um porta-voz do Comitê Organizador da Copa Africana de Nações já afirmou que a competição acontecerá, apesar do atentado contra a seleção de Togo. Uma delegação de oficiais angolanos e uma delegação da Confederação Africana de Futebol irá a Cabinda neste sábado, 9, enquanto o primeiro ministro angolano se encontrará com o presidente da CAF, Issa Hayatou, “para tomar decisões a fim de garantir um seguimento tranquilo da competição”. A CAF expressou seu “total apoio e simpatia para com toda a delegação de Togo”. A FIFA também manifestou sua “máxima simpatia” em um pronunciamento.
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Seleção em partida das eliminatórias da Copa de 2010 em setembro. Foto: Noel Kokou Tadegnon/Reuters
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http://www.estadao.com.br/

 
 
 
acessado no Site http://diariodopresal.wordpress.com/

domingo, 29 de novembro de 2009

A política externa chinesa e a 4ª Conferência do Fórum de Cooperação China-África-2009, por Diego Pautasso

Meridiano 47

28/11/2009

A política exerna chinesa e a 4ª Conferência do Fórum de Cooperação China-África-2009, por Diego Pautasso
Diego Pautasso
http://meridiano47.info/

O fim da Guerra Fria não representou apenas a derrota da URSS, mas o fim de um ordenamento mundial centrado nos EUA e o início de um período de transição sistêmica. Esta transição tem sido marcada pela perda de vantagens competitivas dos EUA, pela intensificação das rivalidades e competições interestatais e interempresariais e pelo surgimento de novas configurações de poder (ARRIGHI; SILVER, 2001, p. 30-45). Se esta premissa teórica tiver um fundo de verdade, as relações sino-afrianas são representativas destas transformações globais, amplificando a relevância da 4ª Conferência Ministerial do Fórum de Cooperação China-África, ocorrido entre 8 e 9 de novembro de 2009 em Sharm el Sheikh, no Egito. Com efeito, o presente artigo relaciona a ascensão da China (e de sua política externa) com a África através do FOCAC, no quadro de reorganição sistêmica.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

FAO: África pode alimentar o mundo

 MSIA
 03 July, 2009 


FAO: África pode alimentar o mundo 

Geraldo Luís Lino 


O velho fantasma malthusiano da escassez de alimentos para uma população mundial que caminha para os 10 bilhões de pessoas, o qual tem sido constantemente retirado da tumba na qual deveria descansar para sempre, pode ser afugentado apenas com a incorporação em grande escala da África à produção agropecuária mundial. A confirmação de tal perspectiva, já conhecida por especialistas mas pouco ressaltada, vem de dois estudos recém-divulgados pela Organização das Nações Unidas para os Alimentos e a Agricultura (FAO).
 
Os dois estudos, efetuados pela FAO em conjunto com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e o Banco Mundial, representam mais uma cabal refutação dos cenários pessimistas de "limitação de recursos" que vêm sendo brandidos por instituições neomalthusianas como o Clube de Roma desde a década de 1970, posteriormente reforçados pelo catastrofismo ambientalista, cuja ponta de lança atual é o suposto aquecimento global provocado pelo uso de combustíveis fósseis. O primeiro, o relatório OECD-FAO Agricultural Outlook 2009-2018 (Panorama agrícola 2009-2018), está disponível no sítio da OCDE; o segundo, intitulado Awakening Africa's Sleeping Giant - Prospects for Commercial Agriculture in the Guinea Savannah Zone and Beyond (Despertando o gigante adormecido da África - Perspectivas para a agricultura comercial na zona da Savana da Guiné e além), foi anunciado em um boletim de imprensa da FAO, em 22 de junho.

O planeta tem atualmente 1,4 bilhão de hectares de terras dedicadas à produção agropecuária e pode acrescentar outro 1,6 bilhão de hectares, a maior parte na África e América Latina. Na África, a vasta região de savanas que se estende do Senegal à África do Sul, a chamada Savana da Guiné, abarcando 25 países, tem um potencial agricultável de 400 milhões de hectares, dos quais apenas 10% encontram-se atualmente aproveitados. O potencial de aproveitamento da área pode ser vislumbrado pela semelhança dos solos da região com os do Cerrado brasileiro e do Nordeste da Tailândia. Em ambos os países, sucessivos governos criaram as condições para o crescimento da produção naquelas áreas, como ressalta o estudo "Despertando o gigante"