terça-feira, 28 de abril de 2026

Luz para Todos avança em territórios indígenas e leva energia limpa a aldeias isoladas do Pará

Ministério de Minas e Energia

28/04/2026 

Luz para Todos avança em territórios indígenas e leva energia limpa a aldeias isoladas do Pará

Iniciada no Dia dos Povos Indígenas, nova etapa do programa destina R$ 129,3 milhões para reduzir desigualdades na Amazônia Legal



- Foto: Arte/MME


O Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, marcou o início de uma nova frente de inclusão energética na Amazônia. Na data simbólica, o Ministério de Minas e Energia (MME) deu início a mais uma etapa da implementação da 1ª Tranche Especial Indígena do Programa Luz para Todos (LPT), voltada ao atendimento das aldeias Mapuera, em áreas remotas do Pará. A ação representa um avanço estratégico da política de universalização do acesso à energia elétrica em territórios indígenas isolados e busca beneficiar 2.910 unidades consumidoras.  

Com investimento avaliado em R$ 129,3 milhões, reforça o compromisso da Pasta em levar energia limpa, dignidade e desenvolvimento social a comunidades onde barreiras geográficas ainda dificultam o acesso a serviços essenciais. O projeto integra a agenda de inclusão energética na Amazônia Legal e fortalece a redução das desigualdades regionais por meio de soluções adaptadas à realidade local.

“A ampliação de acesso à energia elétrica nessas comunidades é uma importante marca na promoção de cidadania, educação, saúde e comunicação, além de criar condições para que o desenvolvimento chegue respeitando a cultura e o modo de vida dos povos indígenas. Essa é uma ação que une justiça social, sustentabilidade e presença efetiva do poder público nas regiões onde ele se faz mais necessário”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.


Luz para Todos: respeito a tradição e novas oportunidades

A operacionalização será feita por meio da instalação de Sistemas Individuais de Geração de Energia Elétrica com Fonte Intermitente (SIGFIs), tecnologia destinada a localidades isoladas e de difícil acesso que utilizam exclusivamente o uso de fontes renováveis para geração de energia. A solução garante atendimento contínuo sem necessidade de expansão convencional da rede, sendo adequada para áreas da floresta amazônica onde a logística impõe desafios técnicos consideráveis.

O início das atividades ganhou ainda mais significado com a recepção das equipes técnicas pela liderança das aldeias Mapuera, no Dia dos Povos Indígenas. O encontro simbolizou a convergência entre inovação tecnológica e respeito às especificidades culturais, consolidando uma ação construída para levar infraestrutura básica sem romper com a dinâmica tradicional das comunidades.

Criado em 2003, o Programa Luz para Todos já transformou a realidade de milhares de famílias paraenses. Somente no estado, foram beneficiadas mais de 592 mil famílias desde o início do programa. A intensificação em áreas remotas permitiu o atendimento de mais de 69 mil famílias em localidades antes excluídas do sistema convencional.

Os investimentos acumulados no Pará somam R$ 6,98 bilhões, dos quais R$ 2,7 bilhões foram destinados exclusivamente a soluções para regiões isoladas. Agora, com a execução da 1ª Tranche Especial Indígena, o MME consolida mais um passo na construção de um modelo energético socialmente inclusivo, ambientalmente sustentável e alinhado às necessidades dos povos da Amazônia.




Assessoria Especial de Comunicação Social - MME

Telefone: (61) 2032-5759 | E-mail: imprensa@mme.gov.br


Fonte:
MME (2026). Luz para Todos avança em territórios indígenas e leva energia limpa a aldeias isoladas do Pará. Ministério de Minas e Energia28/04/2026. Assessoria Especial de Comunicação Social,  MME. Governo Federal.  <https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/luz-para-todos-avanca-em-territorios-indigenas-e-leva-energia-limpa-a-aldeias-isoladas-do-para> .


quinta-feira, 28 de agosto de 2025

O Petróleo na Margem Equatorial e a Transição Energética no Brasil | Podcast Joule #55

 

 
O Joule, podcast de energia do JOTA em parceria com o Inté, o Instituto Brasileiro de Transição Energética, recebe Ticiana Alvares, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) e Lucas Kerr-Oliveira, professor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e especialista em geopolítica energética. Na entrevista, os dois aprofundaram o debate sobre a exploração petrolífera no Amapá, na Margem Equatorial Brasileira e as novas fronteiras de exploração do petróleo no norte do país. As entrevistas foram feitas por Larissa Fafá, analista de energia do JOTA.
 
Fonte: <https://www.jota.info/coberturas-especiais/joule/a-importancia-da-margem-equatorial-na-transicao-energetica-brasileira> 
 
 
Fonte: <https://www.youtube.com/watch?v=-qyvh45QdX4>
 
 





sexta-feira, 27 de junho de 2025

Fórum Acadêmico do BRICS apresenta portfólio inédito mapeando 180 mecanismos de cooperação do grupo

 Boletim BRICS Brasil #51

 Fórum Acadêmico do BRICS apresenta portfólio inédito mapeando 180 mecanismos de cooperação do grupo

O documento sistematiza as principais iniciativas implementadas ao longo dos anos, com o objetivo de fortalecer a governança do grupo e servir de referência para os países que passaram a integrar o BRICS recentemente ou que pretendem aderir futuramente. Ouça a reportagem e saiba mais.

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Vietnã ingressa como décimo "País Parceiro" no BRICS


Palácio do Planalto, Governo Federal, Brasil

NOTA À IMPRENSA Nº 260

Ingresso do Vietnã como País Parceiro do BRICS

Publicado em 13/06/2025 12h19  
 

No exercício de sua presidência pro tempore do BRICS, o governo brasileiro anuncia o ingresso formal do Vietnã como país parceiro do agrupamento. O governo brasileiro saúda a decisão do governo vietnamita.

O Vietnã torna-se o décimo país parceiro do BRICS, juntamente com Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão. A categoria de país parceiro foi criada na XVI Cúpula do BRICS, em Kazan, em outubro de 2024.

Com uma população de quase 100 milhões de habitantes e uma economia dinâmica fortemente integrada às cadeias globais de valor, o Vietnã destaca-se como um ator relevante na Ásia. O país compartilha com os membros e parceiros do BRICS o compromisso com uma ordem internacional mais inclusiva e representativa. Sua atuação em prol da cooperação Sul-Sul e do desenvolvimento sustentável reforça a convergência com os interesses do agrupamento.

 

 

Fonte: https://www.instagram.com/p/DK9dWdjMPrz/ 
 
 
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o Presidente da República Socialista do Vietnã, Luong Cuong.
Palácio Presidencial - Hanói - Vietnã.

Foto: Ricardo Stuckert / PR 
© Ricardo Stuckert / PR 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Futuro Sustentável: o cenário das energias renováveis no Brasil

 

Futuro Sustentável: o cenário das energias renováveis no Brasil

Agência Cenário Energia

10/02/2025

Diego Guillen & Leonardo Bastos



O uso de energias renováveis tem se tornado cada vez mais promissor no Brasil. Entre os principais propulsores desse avanço estão as metas globais de emissões líquidas zero de carbono (Net Zero) e a crescente relevância das práticas ESG (Ambiental, Social e Governança). Esses fatores têm direcionado o foco para a urgência de assegurar um futuro sustentável, promovendo o uso responsável e eficiente dos recursos naturais.


A partir desse cenário, o avanço tecnológico tem contribuído assiduamente para a ascensão das fontes renováveis como fotovoltaica, eólica, biogás e hidrogênio verde. No entanto, o mercado ainda carece de qualificação profissional, o que impacta diretamente na execução de projetos, na operação e manutenção de sistemas. Assim como as burocracias regulatórias que podem atrasar projetos.


Brasil: um país promissor para um futuro sustentável

A pesquisa “Reduzindo as incertezas das projeções climáticas sobre os recursos de energia solar no Brasil”, publicada pelos cientistas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), aponta que a irradiação solar deve aumentar entre 2% e 8% na maior parte do Brasil até 2040, com exceção da região Sul, que deverá ter uma redução de cerca de 3%.


Em contrapartida, a região Sul do país possui o maior potencial técnico para geração eólica offshore, de 660 GW de capacidade instalada, de acordo com estudo realizado pelo grupo Banco Mundial, em parceria com o Ministério de Minas e Energia e a Empresa de Pesquisa Energética.


Esses dados refletem o quão rico é o Brasil em recursos naturais, o que o torna altamente promissor para o desenvolvimento de usinas de fontes renováveis. Inclusive, uma possibilidade relevante é a implantação de usinas híbridas, capazes de operar 24 horas por dia. Esse modelo pode combinar diferentes fontes de energia renovável, como o aproveitamento do sol durante o dia (fotovoltaico) e do vento à noite (eólico), ou ainda integrar recursos naturais em um período e baterias em outro, garantindo uma operação contínua e eficiente.


Para alavancar ainda mais esse potencial, a inovação tem se mostrado uma grande aliada. Com os avanços tecnológicos, é possível dobrar a geração de energia no mesmo espaço físico, graças às melhorias nos módulos fotovoltaicos. Além disso, os inversores garantem mais eficiência, enquanto os equipamentos para instalação e comissionamento otimizam o dia a dia das operações, conferindo mais agilidade e produtividade.


Falta de capacitação profissional

No entanto, esse é um mercado que ainda carece de qualificação profissional. Uma pesquisa realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) revelou que o Brasil precisará formar, a cada ano, quase 3 mil técnicos e trabalhadores qualificados para expandir a produção do chamado hidrogênio verde, combustível limpo produzido a partir de energias renováveis.


Dada a grande dificuldade de encontrar engenheiros e técnicos que dominem a operação com energias renováveis, observa-se que o déficit de qualificação se estende a outras frentes além do hidrogênio verde. Isso porque, esse setor conta com complexidades de sistemas, normas, regulamentações e tecnologias que um profissional com formação tradicional dificilmente consegue atender.


Nesse sentido, a especialização em energias renováveis tem se tornado indispensável para quem almeja trabalhar em prol de um futuro sustentável, tendo o estudo contínuo e acompanhamento do mercado como premissa para realizar projetos robustos e eficientes.


Olhar para o futuro

As hidrelétricas ainda estão à frente na geração de energia no Brasil, cenário que deve mudar considerando a necessidade de um futuro sustentável próximo. Nesse sentido, fontes fotovoltaicas, eólicas, hidrogênio verde, entre outras, têm começado a sair do papel para se tornar uma realidade rentável.


Para tanto, investir em tecnologia de ponta e formação de qualidade, bem como no apoio de empresas parceiras capazes de maximizar a eficiência, garantindo segurança e sustentabilidade, é essencial para uma evolução capaz de manter o mundo funcionando para as futuras gerações.


Essa combinação fortalece a competitividade do setor, reduz os impactos ambientais e promove um ciclo virtuoso de inovação, responsabilidade social e desenvolvimento econômico.


Fonte: 

Guillen, Diego & Bastos, Leonardo (2025). Futuro Sustentável: o cenário das energias renováveis no Brasil. Agência Cenário Energia, 10/02/2025. <https://cenarioenergia.com.br/2025/02/10/futuro-sustentavel-o-cenario-das-energias-renovaveis-no-brasil/> . 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Nove nações são anunciadas como ‘países parceiros’ do BRICS. Ingresso da Nigéria como País Parceiro do BRICS

 

Palácio do Planalto, Governo Federal, Brasil

PAÍSES PARCEIROS

Nove nações são anunciadas como ‘países parceiros’ do BRICS

Primeiras nações a aderirem ao BRICS como ‘país parceiro’ inauguram modalidade criada na cúpula de Kazan, na Rússia, em 2024
Publicado em 17/01/2025  
 

Nos últimos dias da presidência russa do BRICS, Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Nigéria foram anunciados como "países parceiros" do agrupamento. A adesão inaugurou a modalidade criada durante a Cúpula de Kazan, em outubro de 2024. Mais de 30 nações já externaram interesse em participar do BRICS tanto na qualidade de membros como de parceiros.

Países parceiros do BRICS

Países parceiros são convidados para a Cúpula, para a reunião de Ministros das Relações Exteriores e podem integrar outros espaços de discussão do fórum, após consulta aos países membros e decisão por consenso. Essas nações podem ainda endossar às Declarações de Cúpula do BRICS, Conjuntas dos Ministros das Relações Exteriores do BRICS, bem como a outros documentos finais.

O processo de adesão como "país parceiro" do BRICS é realizado em etapas. A primeira, são consultas informais realizadas pela presidência de turno, seguindo critérios como equilíbrio geográfico e de manutenção de boas relações diplomáticas com todos os membros do grupo. Em seguida, os líderes do agrupamento decidem por consenso convidar os países a somarem-se à categoria de "país parceiro". Finalizadas as consultas, a divulgação dos novos parceiros acontece na medida em que eles aceitam o convite.

 

 

quarta-feira, 30 de outubro de 2024

BNDES aprova R$ 37,6 mi para expandir a produção de biometano no Paraná

 

BNDES aprova R$ 37,6 mi para expandir a produção de biometano no PR

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor total de R$ 37,6 milhões para a Geo bio Gas&Carbon ampliar a produção de biometano e de biofertilizantes.

Fonte: Agrimidia


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor total de R$ 37,6 milhões para a Geo bio gas&carbon ampliar a produção de biometano e de biogás na unidade de Tamboara, no Paraná. Ao todo, o projeto tem valor de R$ 41 milhões.

O financiamento aprovado conta com R$ 33,6 milhões do Fundo Clima e R$ 3,9 milhões do Finem Padrão B (destinado à aquisição de máquinas e equipamentos importados novos, sem similar nacional). O objetivo é ampliar a capacidade de produção de biometano de 70 Nm³/h para até 1.500 Nm³/h. E de biogás, de 1.750 Nm³/h para até 3.500 Nm³/h.

Inaugurada em 2012, a unidade de Tamboara foi a primeira planta de produção comercial de biogás em larga escala no Brasil a processar resíduos da produção sucroenergética: torta de filtro, vinhaça e palha. A quase totalidade do biogás produzido era utilizada, historicamente, para a geração de energia elétrica.
Após a conclusão do projeto, o biogás deverá ser utilizado, em sua maior parte, para a produção de biometano. É quando o biogás passa por um processo de upgrade, que consiste na remoção de outros gases (principalmente CO2) de forma a aumentar a concentração do metano (CH4) na molécula, atingindo o padrão de biometano definido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Um diferencial da unidade é a produção constante de biometano ao longo do ano, independente de safra e entressafra. A planta utiliza uma tecnologia de biodigestão anaeróbica capaz de processar torta de filtro e outros resíduos sólidos, possíveis de serem estocados sem perda de matéria orgânica, fornecendo gás de forma constante.

“O incentivo à produção de biometano é uma diretriz importante do governo do presidente Lula porque tem grande impacto ambiental. O projeto aprovado pelo BNDES, após concluído, deverá resultar na produção de até 9,4 milhões de Nm³ de biometano por ano, um combustível renovável, que pode substituir cerca de 8,5 milhões de litros de diesel ou aproximadamente 7,4 milhões de quilos de GLP, combustíveis de origem fóssil, evitando a emissão de quase 340 mil toneladas de CO2 equivalentes por ano”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.


Segundo o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, a nova política industrial do governo federal e o Novo Fundo Clima têm como objetivo apoiar e estimular projetos que contribuam para a descarbonização e para uma indústria mais verde. “Por isso, o Banco apoia a implantação e a ampliação de empreendimentos, além da aquisição de máquinas e equipamentos mais eficientes, para que o país aumente a produtividade, utilizando fontes de energia limpa.”

Alessandro Gardemann, CEO da Geo, destacou o apoio do BNDES à Tamboara desde o seu início, em 2010, por meio de uma linha de financiamento à inovação, e os impactos desse novo empréstimo na trajetória da empresa. “O apoio do BNDES foi determinante para essa usina ser implementada, assim como está sendo este novo financiamento, que permite à Geo dar um grande passo na ampliação de sua carteira de projetos para produção de biometano. E, principalmente, contribui na transição energética e na implementação das metas de descarbonização determinadas pela Lei do Combustível do Futuro. O aumento da oferta de biometano também vai permitir interiorizar a oferta de gás, de origem renovável, no país”, afirma.

Geo Bio Gas&Carbon – Fornecedora de plataforma de tecnologia, a Geo concentra-se no desenvolvimento da produção de hidrocarbonetos verdes. A companhia desenvolveu um processo proprietário único e inovador para produção de biogás a partir do reaproveitamento de resíduos sólidos e líquidos do agronegócio. Hoje, com quatro plantas operando nos estados do Paraná e São Paulo, a Geo já investiu mais de R$ 450 milhões na criação e instalação de projetos para produção de biogás.

A unidade de Tamboara (PR) produz biogás os 12 meses do ano. A partir dessa produção, que atinge cerca de 16 milhões de Nm3/ano, podem ser gerados aproximadamente 21.000 MWh/ano de energia elétrica, 53.000 toneladas de biofertilizantes sólidos e 1 milhão de m3 de biofertilizantes líquidos. O biogás e a energia elétrica são vendidos no mercado. Os biofertilizantes são doados como forma de contrapartida para a Cooperativa Agrícola Regional de Produtores de Cana Ltda (Coopcana), parceira da qual a Geo utiliza dejetos (vinhaça e torta de filtro) para a produção de biogás.



Fonte:
AGRIMIDIA (2024). BNDES aprova R$ 37,6 mi para expandir a produção de biometano no PRGessulli AgriMidia Boletim Informativo, 29/10/2024. <https://agrimidia.com.br/biomassa/2024/10/29/bndes-aprova-r-376-mi-para-expandir-a-producao-de-biometano-no-pr/> . 

sexta-feira, 5 de julho de 2024

Geopolítica da Integração : Bolívia se torna membro pleno do Mercosul

Prensa Latina, 05/07/2024

 

 

 

 

Presidente da Bolívia promulga lei de adesão ao Mercosul


Bianka de Jesus

La Paz, 5 jul (Prensa Latina) : O presidente Luis Arce promulgou a Lei 1.567 do Protocolo de Adesão da Bolívia ao Mercado Comum do Sul (Mercosul), evento que qualificou hoje como “estratégico” nas redes sociais.
 

Luis Arce presidente da Bolívia

Arce declarou em sua conta no X( antes Twitter) que “o Projeto de Adesão ao Mercosul foi apresentado à Assembleia Legislativa Plurinacional em 15 de dezembro de 2023. Em 14 de junho de 2024 foi aprovado na Câmara dos Deputados e em 3 de julho de 2024 na Câmara dos Senadores (…)”.

O dignitário sustentou que “depois de quase 7 meses, finalmente (…) enviaram-nos a lei sancionada, e neste mesmo dia nós a promulgamos imediatamente (sic)”.

Considerou que, com esta incorporação, a Bolívia fará parte de um “importante espaço” de integração regional, intercâmbio comercial e fortalecimento produtivo, o que permitirá ao país se tornar um eixo articulador na região.

O artigo único da Lei 1.567 estabelece que “(…) fica ratificado o Protocolo de Adesão do Estado Plurinacional da Bolívia ao Mercosul, assinado na cidade de Brasília, República Federativa do Brasil, em 17 de julho de 2015, e cujo texto faz parte desta lei”.



A ministra das Relações Exteriores da Bolívia, Celinda Sosa, explicou esta sexta-feira em entrevista coletiva que além dos benefícios comerciais, a entrada no bloco beneficiará os mais de dois milhões de bolivianos residentes nos países-membros.

Insistiu que esta condição lhes permitirá adquirir a condição de Cidadãos do Mercosul, o que lhes oferece direitos e benefícios muito favoráveis ​​à sua qualidade de vida.

Sosa informou que na próxima segunda-feira Arce participará da Cúpula do Mercosul no Paraguai, onde será realizado um evento especial para apresentar a Lei 1.567.

Lá deverá formalizar o Depósito do Instrumento de Ratificação do Protocolo de Adesão ao Mercosul no Ministério das Relações Exteriores daquele país, depositário do documento.

Ingresso da Bolívia como membro pleno deve marcar Cúpula do Mercosul

Há oito anos, a Bolívia iniciou o processo de adesão ao Mercosul, que ficou paralisado devido à falta de aprovação no Legislativo do Brasil, obstáculo que foi superado após a chegada à presidência de Luiz Inácio Lula da Silva e os esforços envidados antes dele pelo seu homólogo boliviano.

Após esse passo, a Bolívia terá um prazo de até quatro anos para adotar toda a bagagem regulatória do bloco e consolidar o livre comércio recíproco com Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Com a conclusão deste processo, os bolivianos terão uma série de benefícios como a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos em toda esta área.

Da mesma forma, serão eliminados os obstáculos aduaneiros e as restrições não tarifárias à circulação de mercadorias e qualquer outra medida equivalente.


Fonte: <https://www.prensalatina.com.br/2024/07/05/presidente-da-bolivia-promulga-lei-de-adesao-ao-mercosul/>

 

 


 

IIRSA - Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana





La geopolítica de Bolivia - Mapas de El Orden Mundial - EOM

Fonte: La geopolítica de Bolivia <https://elordenmundial.com/mapas-y-graficos/geopolitica-bolivia/>




sexta-feira, 21 de junho de 2024

Fontes renováveis alcançam 49,1% na matriz energética brasileira

 

Ministério de Minas e Energia, 

20/06/2024

Fontes renováveis atingem 49,1% na matriz energética brasileira

Aumento da renovabilidade nos últimos anos evidencia ainda mais a liderança do Brasil nas ações que visam à transição energética por meio da inserção de novas fontes



Nos últimos dois anos, a participação das renováveis na Oferta Interna de Energia (OIE) brasileira aumentou para 49,1%, em 2023. Em 2021, o percentual de fontes renováveis na matriz energética brasileira era de 45%. O dado foi divulgado, nesta semana, no Balanço Energético Nacional (BEN) 2024 elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em parceria com Ministério de Minas e Energia (MME).

“Esses dados mostram o resultado das ações que temos feito à frente do MME, sob a liderança do presidente Lula, para desenvolver e fortalecer a transição energética justa e inclusiva. Seguimos liderando os diálogos mundiais sobre o tema, atraindo investimentos para aumentar cada vez mais o papel de protagonista do país na nova economia verde, na economia da energia renovável”, explicou o ministro Alexandre Silveira sobre os dados divulgados.

De acordo com o BEN 2024, os altos níveis de renovabilidade na Oferta Interna de Energia foram assegurados especialmente pelo desenvolvimento das fontes eólica, solar e biomassa. A energia hidráulica manteve-se estável com regime hídrico favorável, aponta o documento.

O incremento das fontes renováveis nas últimas duas décadas evidencia a liderança que o Brasil vem apresentando nas ações que visam à transição energética, especialmente por meio da inserção e fortalecimento de novas fontes na matriz energética brasileira.

E a meta é aumentar ainda mais. Os esforços do Ministério de Minas e Energia têm sido de atrair investimentos na área, aumentando a participação das renováveis no país, descarbonizando setores e gerando emprego, renda e oportunidades para a população.

Mais detalhes sobre o BEN
Elaborado com base em dados levantados pela EPE, o Balanço Energético Nacional é divulgado anualmente e traz uma extensa pesquisa e a contabilidade de informações relativas à oferta e consumo de energia no Brasil. O relatório contempla as atividades de extração de recursos energéticos primários, sua conversão em formas secundárias, a importação e exportação, a distribuição e o uso final da energia.

Esta é uma série de matérias que serão divulgadas até o fim desta semana para detalhar os principais destaques do BEN 2024 em relação aos setores de energia elétrica, planejamento energético, petróleo, gás natural e biocombustíveis.




Por: Ministério de Minas e Energia (MME)
Link: https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/fontes-renovaveis-atingem-49-1-na-matriz-energetica-brasileira


Fonte: 
MME (2024). Fontes renováveis atingem 49,1% na matriz energética brasileira. Ministério de Minas e Energia, 20/06/2024. <https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/fontes-renovaveis-atingem-49-1-na-matriz-energetica-brasileira> 





quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

O BRICS e a Geopolítica ascensão dos países emergentes do Sul Global


 

A agitação da ordem global

Com base em pesquisas originais realizadas com Global South Insights, o dossiê n. 72 analisa as mudanças tectônicas que estão ocorrendo no mundo e o novo clima no Sul Global.