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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Celso Amorim: Brasil ajuda a desenhar nova realidade internacional

Carta Capital


14/09/2010
Um novo mapa do mundo

Celso Amorim  (*)

Há sete anos, quando se falava da necessidade de mudanças na geografia econômica mundial ou se dizia que o Brasil e outros países deveriam desempenhar um papel mais relevante na Organização Mundial do Comércio (OMC) ou integrar-se de modo permanente ao Conselho de Segurança na ONU, muitos reagiam com ceticismo. Desde então, o mundo e o Brasil mudaram numa velocidade acelerada e algumas supostas “verdades” do passado vão se rendendo ante a evidência dos fatos. As diferenças no ritmo de seu crescimento econômico em relação aos países desenvolvidos converteram os países em desenvolvimento em atores centrais da economia mundial.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Diplomacia: Unasul amplia negociações para tentar um acordo entre Venezuela e Colômbia

Agência Brasil
27/07/2010

Unasul intensifica negociações para tentar um acordo amanhã entre Venezuela e Colômbia

Renata Giraldi

Repórter da Agência Brasil


Brasília – Às vésperas da reunião dos ministros das Relações Exteriores dos países que compõem a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), em Quito, para discutir a crise entre Venezuela e Colômbia, o governo do presidente do Equador e pro tempore do bloco, Rafael Correa, afirmou que há um esforço coletivo para a busca de um acordo. Hoje (27) o governo colombiano propôs a criação de um fórum dentro da Unasul para a discussão do tema. A reunião entre os ministros está marcada para amanhã (28) à tarde.

sábado, 29 de maio de 2010

Brasil precisa fortalecer comércio com vizinhos para reduzir perda de mercado para a China

Agência Brasil

28/05/2010

Brasil precisa fortalecer comércio com vizinhos para reduzir perda de mercado para a China

Pedro Peduzzi

Repórter da Agência Brasil


 Brasília - Para diminuir a perda do mercado externo para a China, sobretudo na América Latina e nos Estados Unidos, o Brasil precisará olhar principalmente para dentro, visando a reduzir custos da produção. A avaliação foi feita por alguns dos pesquisadores que lançaram hoje (28) o livro O Brasil e os demais Brics: Comércio e Política, no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“A China é, sim, a nova oficina da manufatura mundial e isso é uma ameaça para o Brasil, caso o país não passe por uma estratégia de fortalecimento, principalmente na América do Sul. Ou fazemos isso ou seremos prejudicados”, avalia o coordenador de Pesquisas e Estudos de Economia e Política Internacional do Ipea, Marcos Antônio Macedo Cintra.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sucesso do Paraguai é bom para o Brasil

Blog do Planalto


Segunda-feira, 3 de maio de 2010 

Sucesso do Paraguai é bom para o Brasil

O encontro desta segunda-feira (3/5) com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, em Ponta Porã (MS), é para o presidente Lula é mais um passo no aperfeiçoamento da relação com o país vizinho, por ajudar no seu desenvolvimento e também no da região como um todo. O Brasil, afirmou Lula hoje em seu programa de rádio Café com o Presidente, vive um momento excepcional na relação com o Paraguai e torce pelo seu sucesso.

    O Brasil tem consciência de que os seus vizinhos precisam ser economicamente fortes, que precisam crescer, e uma das coisas principais que nós estamos tratando hoje com o Paraguai é a construção de uma linha de transmissão para que o Paraguai possa utilizar mais energia de Itaipu, um investimento que vai custar por volta de US$ 400 milhões, para garantir o fim do apagão em Assunção e em outras cidades do Paraguai. Eu penso que esse encontro do presidente Lugo comigo vai permitir que a gente possa assinar novos acordos e que a gente possa aperfeiçoar ainda mais a relação Brasil e Paraguai.




Ouça aqui a íntegra do programa:
Para ler a transcrição do programa, clique aqui.

Lula falou também sobre a importância da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que completou 37 anos na semana passada, para o desenvolvimento do País. Segundo o presidente, a empresa é motivo de orgulho para todos os brasileiros, por ter promovido uma revolução na agricultura brasileira, garantindo o desenvolvimento não só do agronegócio mas também da agricultura familiar.

  E mais importante do que tudo isso é que a Embrapa colocou o Brasil como um dos países mais extraordinários na produção de alimentos, o que é uma coisa fantástica; na produção do etanol, na produção de soja, na produção de carne. O Brasil virou um país fantasticamente respeitado no mundo, por conta da Embrapa.


http://blog.planalto.gov.br/sucesso-do-paraguai-e-bom-para-o-brasil/



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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Ibama diz que Belo Monte não atinge diretamente terras indígenas


Agência  Brasil

15/04/2010
 

Ibama diz que Belo Monte não atinge diretamente terras indígenas

Sabrina Craide

Repórter da Agência Brasil



Brasília - O diretor de licenciamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Pedro Alberto Bignelli, disse hoje (15) que a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA) não atinge diretamente as terras indígenas da região, ao contrário do que afirma a decisão judicial que suspendeu a realização do leilão e determinou que o Ibama conceda uma nova licença prévia ao empreendimento.

“Existem mapas e a anuência da Funai [Fundação Nacional do Índio] ao processo todo, e nenhum mapa do empreendedor nos estudos que foram feitos remetem a essa influência direta, que é justamente a base dessa lei na qual o juiz deu o parecer”, argumenta Bignelli.

Na decisão anunciada ontem (14), o juiz federal Antônio Carlos Almeida Campelo, da subseção de Altamira, argumenta que a emissão da licença prévia pelo Ibama descumpre o que estabelece o artigo 176 da Constituição Federal, que diz que qualquer aproveitamento hidrelétrico em terras indígenas deve ser precedido por uma lei específica.

“Não é o caso de Belo Monte, que não tem nenhuma influência direta sobre terras indígenas. Existem influências indiretas sobre as comunidades indígenas, que estão pleiteadas nas condicionantes, mas, no momento, influência direta não existe nenhuma”, disse o diretor do Ibama, em entrevista à Agência Brasil.

Ele diz que o instituto não trabalha ainda com a edição de uma nova licença, como determinou a decisão liminar do juiz, e que o Ibama está fazendo pareceres técnicos para subsidiar a defesa que está sendo elaborada pela Advocacia-Geral da União.

Bignelli também garantiu que o instituto não tem preocupação com o possível cancelamento do leilão, marcado para o dia 20 de abril. “A preocupação do Ibama é o cumprimento das 40 condicionantes, qualquer que seja o consórcio, que é para o bem da comunidade, para o bem do meio ambiente”, declarou.


Edição: Lílian Beraldo





quinta-feira, 11 de março de 2010

Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admite que economia poderá crescer até 6% neste ano

Agência Brasil

10/03/2010

Paulo Bernardo admite que economia poderá crescer até 6% neste ano

Wellton Máximo

Repórter da Agência Brasil
http://agenciabrasil.ebc.com.br/home/-/journal_content/56/19523/171796

Brasília - Apesar de manter a previsão oficial de crescimento de 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, o governo admite que a economia pode se expandir até 6% neste ano. Ao chegar para uma reunião no Ministério da Fazenda, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que o país pode crescer mais que o estimado.

“Não tenho nenhuma dúvida de que vamos ter crescimento acima de 5% em 2010. Nossa previsão oficial é de 5,2%, por enquanto, mas podemos reestimar isso. Acho que não estão chutando muito fora aqueles que acham que o Brasil poderá crescer 6% neste ano”, disse o ministro.

Mais cedo, num encontro com prefeitos do Paraná, Paulo Bernardo havia afirmado que o crescimento poderá ser de 6%. Mesmo cogitando que o crescimento poderá ser maior que o inicialmente projetado, o ministro afirmou que o relatório de programação orçamentária, que sairá nas próximas semanas, manterá a previsão de 5,2%.

“Poderíamos fazer uma previsão mais otimista, mas está muito cedo. O ano começou. Os dados estão interessantes, estão bons. Não temos, entretanto, nenhuma base sólida para dizer que [o PIB de 2010] ficará acima de 5,2%”, disse. “O relatório vai primar pelo conservadorismo, [sairá] com a cara da Fazenda. Não vai ser desenvolvimentista.”

Segundo o ministro, as receitas federais fecharão o ano com crescimento nominal de 12% em relação a 2009. Ele admitiu, no entanto, que a expansão de 6% do PIB tornará mais complicada a definição da quantia que precisará ser cortada do orçamento de 2010 para cumprir a meta de superávit primário – economia de recursos para pagar os juros da dívida pública – de 3,3% do PIB.

“Vai precisar cortar mais, com certeza. O nosso orçamento para este ano está apertado”, ressaltou. O ministro não informou uma estimativa do valor que deve ser contingenciado (bloqueado) do orçamento deste ano.

Em relação ao crescimento do PIB de 2009, que será divulgado amanhã (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Paulo Bernardo afirmou que o crescimento deverá ficar próximo de zero. Um eventual resultado negativo, avaliou o ministro, tornaria ainda maior o crescimento da economia em 2010 por causa de efeitos estatísticos.

“Tem uns pessimistas dizendo que pode dar um pouco negativo, e uns otimistas dizendo que pode dar um pouco positivo. Quanto menor o resultado do ano passado, o crescimento deste ano será maior porque a base de comparação vai ser favorável ao ano de 2010”, destacou.

Agência Brasil

http://agenciabrasil.ebc.com.br/home/-/journal_content/56/19523/171796

segunda-feira, 8 de março de 2010

Reforma Agrária: Governo Lula assenta 580 mil famílias em sete anos, mas movimentos sociais querem mais

Agência Brasil

07/03/2010

Governo Lula assenta 580 mil famílias em sete anos, mas movimentos sociais querem mais

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil
http://agenciabrasil.ebc.com.br/home/-/journal_content/56/19523/173763

São Paulo - O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) assentou 580 mil famílias em 47 milhões de hectares de terra de 2003 a 2009. Foram construídas e recuperadas 382 mil casas. Por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), mais de 353 mil assentados tiveram acesso à escola. Para o presidente do Incra, Rolf Hackbart, os dados mostram o compromisso do governo federal em priorizar a reforma agrária. “Se isso não é prioridade, eu não sei o que é.”

Apesar dos números apresentados pelo governo, os movimentos sociais afirmam que a reforma agrária, na prática, está paralisada. “O governo abandonou um projeto estratégico de reforma agrária”, afirmou o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), José Batista de Oliveira.

Os números de famílias assentadas são contestados pelo especialista na questão agrária brasileira Ariovaldo Umbelino, professor de geografia da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ele, o governo contabiliza todas as famílias que receberam títulos de terra como beneficiários da reforma agrária e, com isso, os números sofrem distorções que mostram a distribuição de terras três vezes maior do que a real. “Desde o Fernando Henrique [Cardoso] o governo começou a contar todo mundo como sendo da reforma agrária, e não é”.

De acordo com o professor, parte dos que recebem títulos já tem direito legal sobre a terra e por isso a regulamentação é apenas uma obrigação do Estado. “No caso do posseiro e do ribeirinho, é regularização fundiária, eles já estão na terra. As leis brasileiras já lhes garantem o direito sobre aquela área.”

O presidente do Incra defende a metodologia alegando que as famílias que recebem titulação passam a ter acesso às políticas públicas implementadas pelo governo. “Evidentemente que eu vou contar uma família que está em um assentamento. Tem lotes vagos nesse assentamento. Eu tiro as famílias da lona e coloco nesses assentamentos, claro que eu vou contar. Porque essas famílias começam a ter direito à assistência técnica, à casa.”

O professor da USP acredita que as políticas do governo estão corretas, mas que há erro na nomenclatura. “O governo está certo em fazer o que ele está fazendo. Tem que reconhecer mesmo, tem que dar acesso, tem que fazer as políticas chegarem. Mas isso não é reforma agrária”, reforça Umbelino.

Além da redistribuição de terras, a coordenadora da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Isolete Wichinieski, afirma que faltam políticas para propiciar um desenvolvimento mais justo no campo. “Há algumas políticas que já existem como a questão do crédito, que contribui para que o trabalhador possa ter subsídios para conseguir uma produção. Mas não basta isso, é necessário saúde, educação e lazer.”

Para ela, parte dos recursos do governo tem sido direcionados na direção contrária à reforma agrária. “O investimento que o governo faz para atrair capital estrangeiro tem aumentado muito a expansão do agronegócio.”

Como exemplo, o historiador da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Clifford Welch cita os recursos investidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em grandes empresas agropecuárias. “Não é algo que vai ajudar no processo de reforma agrária. Um processo de concentrar riquezas nas mãos de poucas pessoas e criar dificuldades para os pequenos produtores”, destacou.

Segundo o presidente do Incra, entretanto, o governo federal procura priorizar o desenvolvimento sustentável do campo focado na produção de alimentos. “A prioridade do governo em termo de recursos não é para esses setores [agronegócio]. Agora, evidentemente, o dinheiro é para produção, e o modo de produzir depende muito do produtor”, disse.

Agência Brasil

http://agenciabrasil.ebc.com.br/home/-/journal_content/56/19523/173763