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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Desafios geopolíticos para a Integração Energética Regional

Integração Energética Regional: desafios geopolíticos

08/05/2015

A energia é uma das principais preocupações em todo o mundo. A agenda internacional de sustentabilidade está cada vez mais vinculada à segurança do abastecimento energético. As mudanças climáticas já são uma realidade tangível e um exemplo de seu impacto é a relação entre o aquecimento global e a disponibilidade de água. Recentes cenários de escassez hídrica impõem um novo desafio para os países que decidiram construir suas plantas de energia baseados na energia hidrelétrica. Por ser um insumo importante para a produção, a energia desempenha um papel fundamental no plano do desenvolvimento dos países de rendimento médio. Esses países experimentaram anos de crescimento e melhora da qualidade de vida de sua população, conduzindo a um maior consumo de energia. Em suma, a produção está diminuindo; ao passo que o consumo está elevando. Enfrentar esses desafios requer necessariamente a cooperação entre nações através da integração regional. Mecanismos de integração são múltiplos na região. Com a incorporação da Venezuela, Mercosul converteu-se em uma potência mundial de energia: é o quarto maior produtor de petróleo bruto, depois de Arábia Saudita, Rússia e Estados Unidos. A Unasul, por sua vez, tem dois conselhos que tratam diretamente dos desafios energéticos: o Conselho Energético Sul-americano (CES) e o Conselho Sul-americano de Infraestrutura e Planejamento (COSIPLAN). Por outro lado, a CELAC promove reuniões dos Ministros de Energia para o intercâmbio de experiências e pontos de vista sobre a segurança energética, o desenvolvimento sustentável e o uso adequado e equilibrado da energia. Além disso, a OLADE, que se formou em resposta à crise energética da década de 1970, proporciona apoio técnico e político aos países para alcançar a integração e o desenvolvimento no mercado energético regional. Apesar da existência de tais mecanismos, é necessário avançar com projetos concretos para enfrentar os desafios climáticos e geopolíticos atuais da integração. Nesse sentido, convidamos todos a refletir sobre possíveis avanços.

La energía es una de las principales preocupaciones en todo el mundo. La agenda internacional de sostenibilidad está cada vez más vinculada a la seguridad del abastecimiento energético. El cambio climático ya es una realidad tangible y un ejemplo de su impacto es la relación entre el calentamiento global y la disponibilidad de agua. Escenarios recientes de la escasez del agua han puesto un nuevo desafío para los países que han decidido construir sus plantas de energía basados en la energía hidroeléctrica. La energía es un insumo importante para la producción y, por lo tanto, desempeña un papel fundamental en la planificación del desarrollo de los países de ingresos medios. Estos países han experimentado años de crecimiento y mejoramiento del nivel de vida de su población, lo que conduzco a un mayor consumo de energía. En suma, la producción está disminuyendo; aunque el consumo se está elevando. Hacer frente a estos retos requiere necesariamente de la cooperación entre las naciones a través de la integración regional. Mecanismos de integración son múltiples en la región. Con la incorporación de Venezuela, Mercosur se ha convertido en una potencia mundial de energía: es el cuarto mayor productor de petróleo crudo, después de Arabia Saudita, Rusia y Estados Unidos. Asimismo, Unasur tiene dos consejos que tratan directamente con los desafíos energéticos: el Consejo Energético Suramericano (CES) y el Consejo Suramericano de Infraestructura y Planeamiento (COSIPLAN). Por otro lado, CELAC promueve reuniones de los Ministros de Energía para el intercambio de experiencias y puntos de vista sobre la seguridad energética, el desarrollo sostenible y el uso adecuado y equilibrado de la energía. Además, OLADE, que se formó en respuesta a la crisis energética de la década de 1970, proporciona apoyo técnico y político a los países para lograr la integración y el desarrollo en el mercado energético regional. A pesar de la existencia de tales mecanismos, es necesario avanzar con proyectos concretos para hacer frente a los desafíos climáticos y geopolíticos actuales de la integración. En este sentido, invitamos a todos a reflexionar sobre posibles avances.
  • Download áudio PAINEL 1 - Contextualizando a integração regional
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  • Download áudio PANEL 1 - Contextualizando la integración energética regional
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  •  Download áudio PANEL 1 - Contextualizing the Energy Integration
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  • Download áudio PAINEL 2 – Avançando a matriz energética regional
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  • Download áudio PANEL 2 - Desplegando la matriz energética regional
  • 00:00:00 -01:21:06
     
  • Download áudio PANEL 2 - Improving the matrix regional energy
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  • Download áudio PAINEL 3 – Os desafios geopolíticos do abastecimento energético: integração energética bi ou multilateral
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  • Download áudio PANEL 3 - Los desafíos geopolíticos del abastecimiento energético: Integración energética bi o multilateral
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  • Download áudio PANEL 3 - Geopolitical challenges of suply energy: bi or multilateral energy integration
  • 00:00:00 - 01:43:40
     
     
  • Download áudio PAINEL 4 - Os impactos das mudanças climáticas no abastecimento de água e a energia hidrelética
  • 00:00:00 - 01:15:59
     
  • Download áudio PANEL 4 - Los impactos del cambio climático hacia el abastecimiento de agua y la energía hidroeléctrica
  • 00:00:00 - 01:22:42

  • Download áudio PANEL 4 - The impacts of climate changes on water supply and hydroelectric energy
  • 00:00:00 - 01:43:40
     
     
     


    quarta-feira, 28 de setembro de 2011

    Paim defende benefícios para empreendimentos que favoreçam a integração sul-americana

    Agência Senado

    27/09/2011

    Paim defende benefícios para empreendimentos que favoreçam a integração sul-americana


    Ao elogiar o ciclo de palestras sobre a integração sul-americana que vem sendo promovido pela Subcomissão Permanente em Defesa do Emprego e da Previdência Social, o senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu benefícios fiscais para empreendimentos que estimulem a integração entre os países da América do Sul. O senador informou já ter apresentado projeto de lei nesse sentido, o PLS 232/2011

    - Devemos buscar, no âmbito de toda a América do Sul, alianças entre os parlamentos, entre os parlamentares, trabalhadores, empresários, mulheres e juventude a fim de dar aos nossos governos amplas condições sociais e políticas para aprofundarem um projeto integracionista - disse. 

    O senador informou que essa subcomissão, ligada à Comissão de Assuntos Sociais (CAS), já promoveu três debates sobre o tema: o primeiro sobre mecanismos de defesa do mercado interno frente à crise internacional e o segundo sobre a realidade dos trabalhadores perante a crise. O terceiro debate foi realizado nesta terça-feira (27) com o tema "A integração sul-americana no contexto da crise mundial: a perspectiva empresarial". 

    domingo, 10 de julho de 2011

    Brasil e Argentina comemoram 20 anos de acordo nuclear

    Agência Brasil

    08/07/2011 - 18h41 

    Brasil e Argentina comemoram 20 anos de acordo nuclear


    Monica Yanakiew

    Especial para a Agência Brasil


    Buenos Aires – O Brasil e a Argentina comemoraram hoje (8) o 20º aniversario da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (Abacc).

    O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse que a agencia é considerada um exemplo no mundo, e pode servir de modelo para outras regiões, como o Oriente Médio, a Península Coreana e a Ásia Meridional.

    Rivais na década de 1970, quando eram governados por militares, Brasil e Argentina criaram em 1991 a única organização binacional de salvaguardas, cujo objetivo é garantir que todos os materiais nucleares sejam usados para fins pacíficos.


    sexta-feira, 30 de julho de 2010

    Lula vai acompanhar início de obras de ampliação da Integração Energética Regional com o Paraguai

    TN Petróleo
    30/07/2010

    Presidente Lula vai acompanhar início de obra na hidrelétrica de Itaipu

    Fonte: AFP

    O presidente do Brasil  Luiz Inácio Lula da Silva realizará uma visita a Assunção, no Paraguai, hoje (30), para assistir ao começo da obra de uma linha de transmissão da hidrelétrica de Itaipu Binacional, até o Paraguai. Seu colega paraguaio , o Presidente Fernando Lugo também estará presente.

    quinta-feira, 17 de junho de 2010

    Ferrosul é tema de reunião binacional Brasil-Uruguai


    Agência de Notícias do Estado do Paraná

    16/06/2010 

    Ferrosul é tema de reunião binacional Brasil-Uruguai 
     
    O presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, e o presidente da empresa estatal uruguaia AFE (Administración de Ferrocarriles del Estado), Alejandro Orellano, reuniram-se terça-feira (15) na cidade gaúcha de Santana do Livramento, na fronteira com a cidade uruguaia de Rivera. A reunião foi promovida pela Comissão de Serviços Públicos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, e teve por objetivo discutir as possibilidades de cooperação entre as duas empresas com a entrada em funcionamento da Ferrosul, cuja criação, a partir de mudanças nos estatutos sociais da Ferroeste, foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Paraná, em projeto que aguarda a sanção do governador Orlando Pessuti.

    terça-feira, 4 de maio de 2010

    Sucesso do Paraguai é bom para o Brasil

    Blog do Planalto


    Segunda-feira, 3 de maio de 2010 

    Sucesso do Paraguai é bom para o Brasil

    O encontro desta segunda-feira (3/5) com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, em Ponta Porã (MS), é para o presidente Lula é mais um passo no aperfeiçoamento da relação com o país vizinho, por ajudar no seu desenvolvimento e também no da região como um todo. O Brasil, afirmou Lula hoje em seu programa de rádio Café com o Presidente, vive um momento excepcional na relação com o Paraguai e torce pelo seu sucesso.

        O Brasil tem consciência de que os seus vizinhos precisam ser economicamente fortes, que precisam crescer, e uma das coisas principais que nós estamos tratando hoje com o Paraguai é a construção de uma linha de transmissão para que o Paraguai possa utilizar mais energia de Itaipu, um investimento que vai custar por volta de US$ 400 milhões, para garantir o fim do apagão em Assunção e em outras cidades do Paraguai. Eu penso que esse encontro do presidente Lugo comigo vai permitir que a gente possa assinar novos acordos e que a gente possa aperfeiçoar ainda mais a relação Brasil e Paraguai.




    Ouça aqui a íntegra do programa:
    Para ler a transcrição do programa, clique aqui.

    Lula falou também sobre a importância da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que completou 37 anos na semana passada, para o desenvolvimento do País. Segundo o presidente, a empresa é motivo de orgulho para todos os brasileiros, por ter promovido uma revolução na agricultura brasileira, garantindo o desenvolvimento não só do agronegócio mas também da agricultura familiar.

      E mais importante do que tudo isso é que a Embrapa colocou o Brasil como um dos países mais extraordinários na produção de alimentos, o que é uma coisa fantástica; na produção do etanol, na produção de soja, na produção de carne. O Brasil virou um país fantasticamente respeitado no mundo, por conta da Embrapa.


    http://blog.planalto.gov.br/sucesso-do-paraguai-e-bom-para-o-brasil/



    Outras notícias relacionadas, no Blog do Planalto:

    terça-feira, 20 de abril de 2010

    Criação da Ferrovia da Integração do Sul - Ferrosul

    Agência Estadual de Notícias 

    19/04/2010 

    Assembléia Legislativa aprova a criação da Ferrovia da da Integração do Sul 


    Flavia Prazeres 

    Os deputados aprovaram nesta segunda-feira (19), em primeira discussão, o projeto de lei nº. 127/10, que autoriza o governo do Paraná a criar a Ferrovia da Integração do Sul S/A (Ferrosul) a partir da Ferroeste. Somando o atual projeto da Ferroeste e a expansão futura com a Ferrosul, o total de novas linhas chegará a 2.595 quilômetros. A matéria ainda deve passar por pelo menos mais duas votações antes de ser enviada à sanção ou veto do governador Orlando Pessuti (PMDB).

    O projeto de lei que cria a Ferrosul permite alterar a denominação e os fins sociais da companhia estatal paranaense Ferroeste, que receberá o nome de Ferrosul, passando a ter a participação acionária do Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, integrantes do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). A medida também assegura a celebração de acordo de acionistas da Ferroeste assegurando a participação dos demais Estados na gestão da nova empresa.

    quarta-feira, 7 de abril de 2010

    Representação brasileira no PARLASUL analisa acordo que aumenta pagamento pela energia de Itaipu

    Blog Geografia & Geopolítica

    Representação brasileira no PARLASUL analisa acordo que aumenta pagamento pela energia de Itaipu 

    Lucas K. Oliveira


    É bastante profícua a notícia de que o Congresso Nacional e os representantes Legislativos do Brasil no Parlamento do Mercosul (Parlasul) estão analisando o acordo entre o Brasil e Paraguai, para que o país possa pagar um pouco mais pela energia vinda da parte paraguaia de Itaipu. Atualmente, o Paraguai recebe apenas US$ 120 milhões anuais (US$ 10 milhões por mês) por toda a eletricidade que exporta para o Brasil da metade paraguaia de Itaipu Binacional. O acordo atual prevê que este país irmão e aliado receberá um pouco mais, US$ 360 milhões a cada ano, por meio da alteração do chamado "fator de multiplicação" do valor a ser pago, que atualmente é de 5,1 e passará para 15,3.




    Esta notícia é das mais interessantes, pois envolve simultâneamente a questão da Integração Regional - diretamente relacionada ao futuro do Mercosul e da questão da Integração Energética Regional (infra-estrutura da integração) - , e o papel de Itaipu para a Segurança Energética brasileira.

    Para o bem da integração sul-americana é fundamental que o Brasil se disponha a pagar um valor um pouco  maior pela eletricidade gerada em Itaipu Binacional, da qual, o Paraguai tem direito a metade, mas sua economia e infra-estrutura não têm condições de consumir esta energia no local. O que o Paraguai não consegue consumir, exporta para o Brasil a preços bem abaixo do mercado.


    Acontece que muitos dizem por aí que isto é um "absurdo", que os paraguaios estão exigindo demais. Na realidade, o PIB brasileiro é quase 110 vezes maior do que o do Paraguai (PIB do Brasil: US$ 1.481.547,00, ou 1 trilhão e meio; PIB do Paraguai: US$ 13.611,00 ou treze bilhões). Isto significa que para o Brasil, pagar 200 ou 300 milhões a mais por esta eletricidade, custa muito pouco, se comparado ao que isto vai significar para o Paraguai.

    Além disso, a energia elétrica no Brasil é cara não porque pagamos um valor alto à energia exportada pelo Paraguai, na realidade esta é muito mais barata do que o normal, porque Itaipu é muito eficiente, gera muita energia e o Brasil desconta o valor da dívida paraguaia com Itaipu diretamente do valor da energia exportada pelo país vizinho. Na realidade a energia elétrica no Brasil é muito cara porque o país aceitou as imposições do FMI/Banco Mundial nos anos 1990 e privatizou as redes de distribuição de eletricidade, que, hoje, nas mãos de empresas privadas, têm lucros estratosféricos. Isto sem contar que estas empresas não estão cumprindo os contratos firmados inicialmente, que exigiam re-investimentos na geração de energia, que nunca foram feitos de verdade.



    O ideal ser que o Brasil tivesse como meta de médio prazo a criação de mecanismos para incentivar o aumento do consumo de energia elétrica local no Paraguai, com a eletrificação das pequenas cidades, zonas rurais e áreas mais pobres do país, que, além de ser um direito básico para a população local, é um pré-requisito básico para que o país possa se industrializar e mesmo aumentar o consumo de eletrodomésticos e eletroeletrônicos fabricados no Brasil ou em outros países do Mercosul.

    Seria muito interessante pagar um valor maior pela eletricidade da parte paraguaia de Itaipu em troca, por exemplo, de um investimento mais significativo em eletrificação rural no Paraguai, que traria ganhos indiretos para o Brasil. O Brasil ganha não apenas com as perspectivas econômicas de ampliar as exportações de eletrodomésticos para o país vizinho, mas, principalmente, diante da perspectiva geopolítica de assegurar maior desenvolvimento e estabilidade econômica, política e social nos nossos vizinhos. Isto aumenta diretamente a segurança e as perspectivas de desenvolvimento no longo prazo do Brasil. Neste tipo de cenário também se fortalecem as perspectivas de aprofundamento da Integração Regional, que não pode ser pensada apenas em termos comerciais, mas também na integração da infra-estrutura, da política e das instituições, da segurança e do aprofundamento dos laços culturais e sociais entre os países sul-americanos.

    Neste sentido, pode-se considerar que seria muito interessante pagar um valor ainda maior pela eletricidade  e exigir garantias políticas concretas (talvez um tratado bilateral ou multilateral?) de que bases aéreas ou outras bases militares existentes no Paraguai não serão cedidas ou emprestadas (nem temporariamente), para  países de fora da UNASUL. Isto fortaleceria os laços de confiança entre os países do Cone Sul e da UNASUL, ampliaria as perspectivas de desenvolvimento do Paraguai e diminuiria as possibilidade de militarização do continente sul-americano.

    A notícia citada, referente à análise do acordo pela representação brasileira no Mercosul, segue abaixo.

    Lucas K. Oliveira


     ________________________

    Agência Senado

    MERCOSUL
    06/04/2010 - 11h40

    Representação brasileira no PARLASUL analisa acordo que eleva pagamento pela energia de Itaipu

    Marcos Magalhães


    http://www.senado.gov.br/agencia/
    
    O acordo político firmado com o Paraguai em julho do ano passado, que triplica o pagamento feito pelo governo brasileiro pela utilização da energia da usina hidrelétrica binacional de Itaipu, passa nesta quarta-feira (7) pelo seu primeiro teste no Congresso Nacional. A Mensagem 951 do Poder Executivo, que submete ao Legislativo as "notas reversais" por meio das quais se autoriza o aumento do pagamento, será analisada, a partir das 14h30, pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul .

    Atualmente, o Paraguai recebe US$ 120 milhões anualmente pela cessão ao Brasil da energia de Itaipu que não utiliza para seu próprio consumo. Por meio do acordo, o país vizinho terá direito a mais US$ 240 milhões a cada ano, por meio da ampliação do chamado "fator de multiplicação" utilizado para o cálculo do valor a ser pago, de 5,1 para 15,3.

    A mensagem presidencial conta com voto favorável do relator, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), ex-presidente do Parlamento do Mercosul. Em sua análise, ele recorda que a elevação do pagamento ao Paraguai pelo uso da energia de Itaipu vem acompanhada de importantes concessões do lado paraguaio, que incluem a regularização fundiária de agricultores de origem brasileira no Paraguai e a regularização migratória de cidadãos brasileiros que vivem naquele país.

    Caso venha a receber parecer favorável da representação, a mensagem presidencial passará a tramitar na Câmara dos Deputados e, em seguida, no Senado Federal. A aprovação do acordo é tão importante para o Paraguai que uma delegação do país vizinho já visitou a Câmara, no início deste ano, em busca de apoio ás "notas reversais".

    Audiência

    Na mesma reunião desta quarta-feira, a representação promoverá a sua primeira audiência pública do ano. Será debatido o processo de revalidação, no Brasil, de diplomas acadêmicos obtidos nos outros países do Mercosul - Argentina, Paraguai e Uruguai.

    Entre os convidados estão o presidente da Fundação Capes (Conselho de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Jorge Almeida Guimarães; a secretária de Educação Superior do Ministério da Educação, Maria Paula Dallari Bucci; e um representante da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).



    http://www.senado.gov.br/agencia/


    Debate sobre pequenas hidrelétricas é transferido para esta tarde



    __________________________



     
    Hidrelétrica de Itaipu


    Itaipu a noite

    Itaipu a noite
    Lazer: População local tem acesso a praias de água doce na represa de Itaipu

    Itaipu e a rede de transmissão de energia elétrica no Brasil, com destaque para as outras linhas de transmissão de países do Mercosul que também fornecem eletricidade para o Brasil.   Fonte: ONS



    Vídeo Institucional da Usina Itaipu Binacional:


     Assita ao vídeo na página oficial da Usina de Itaipu:
    http://www.itaipu.gov.br/?q=pt/node/434&id_video=3056&pagina=