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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Futuro Sustentável: o cenário das energias renováveis no Brasil

 

Futuro Sustentável: o cenário das energias renováveis no Brasil

Agência Cenário Energia

10/02/2025

Diego Guillen & Leonardo Bastos



O uso de energias renováveis tem se tornado cada vez mais promissor no Brasil. Entre os principais propulsores desse avanço estão as metas globais de emissões líquidas zero de carbono (Net Zero) e a crescente relevância das práticas ESG (Ambiental, Social e Governança). Esses fatores têm direcionado o foco para a urgência de assegurar um futuro sustentável, promovendo o uso responsável e eficiente dos recursos naturais.


A partir desse cenário, o avanço tecnológico tem contribuído assiduamente para a ascensão das fontes renováveis como fotovoltaica, eólica, biogás e hidrogênio verde. No entanto, o mercado ainda carece de qualificação profissional, o que impacta diretamente na execução de projetos, na operação e manutenção de sistemas. Assim como as burocracias regulatórias que podem atrasar projetos.


Brasil: um país promissor para um futuro sustentável

A pesquisa “Reduzindo as incertezas das projeções climáticas sobre os recursos de energia solar no Brasil”, publicada pelos cientistas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), aponta que a irradiação solar deve aumentar entre 2% e 8% na maior parte do Brasil até 2040, com exceção da região Sul, que deverá ter uma redução de cerca de 3%.


Em contrapartida, a região Sul do país possui o maior potencial técnico para geração eólica offshore, de 660 GW de capacidade instalada, de acordo com estudo realizado pelo grupo Banco Mundial, em parceria com o Ministério de Minas e Energia e a Empresa de Pesquisa Energética.


Esses dados refletem o quão rico é o Brasil em recursos naturais, o que o torna altamente promissor para o desenvolvimento de usinas de fontes renováveis. Inclusive, uma possibilidade relevante é a implantação de usinas híbridas, capazes de operar 24 horas por dia. Esse modelo pode combinar diferentes fontes de energia renovável, como o aproveitamento do sol durante o dia (fotovoltaico) e do vento à noite (eólico), ou ainda integrar recursos naturais em um período e baterias em outro, garantindo uma operação contínua e eficiente.


Para alavancar ainda mais esse potencial, a inovação tem se mostrado uma grande aliada. Com os avanços tecnológicos, é possível dobrar a geração de energia no mesmo espaço físico, graças às melhorias nos módulos fotovoltaicos. Além disso, os inversores garantem mais eficiência, enquanto os equipamentos para instalação e comissionamento otimizam o dia a dia das operações, conferindo mais agilidade e produtividade.


Falta de capacitação profissional

No entanto, esse é um mercado que ainda carece de qualificação profissional. Uma pesquisa realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) revelou que o Brasil precisará formar, a cada ano, quase 3 mil técnicos e trabalhadores qualificados para expandir a produção do chamado hidrogênio verde, combustível limpo produzido a partir de energias renováveis.


Dada a grande dificuldade de encontrar engenheiros e técnicos que dominem a operação com energias renováveis, observa-se que o déficit de qualificação se estende a outras frentes além do hidrogênio verde. Isso porque, esse setor conta com complexidades de sistemas, normas, regulamentações e tecnologias que um profissional com formação tradicional dificilmente consegue atender.


Nesse sentido, a especialização em energias renováveis tem se tornado indispensável para quem almeja trabalhar em prol de um futuro sustentável, tendo o estudo contínuo e acompanhamento do mercado como premissa para realizar projetos robustos e eficientes.


Olhar para o futuro

As hidrelétricas ainda estão à frente na geração de energia no Brasil, cenário que deve mudar considerando a necessidade de um futuro sustentável próximo. Nesse sentido, fontes fotovoltaicas, eólicas, hidrogênio verde, entre outras, têm começado a sair do papel para se tornar uma realidade rentável.


Para tanto, investir em tecnologia de ponta e formação de qualidade, bem como no apoio de empresas parceiras capazes de maximizar a eficiência, garantindo segurança e sustentabilidade, é essencial para uma evolução capaz de manter o mundo funcionando para as futuras gerações.


Essa combinação fortalece a competitividade do setor, reduz os impactos ambientais e promove um ciclo virtuoso de inovação, responsabilidade social e desenvolvimento econômico.


Fonte: 

Guillen, Diego & Bastos, Leonardo (2025). Futuro Sustentável: o cenário das energias renováveis no Brasil. Agência Cenário Energia, 10/02/2025. <https://cenarioenergia.com.br/2025/02/10/futuro-sustentavel-o-cenario-das-energias-renovaveis-no-brasil/> . 

sexta-feira, 21 de junho de 2024

Fontes renováveis alcançam 49,1% na matriz energética brasileira

 

Ministério de Minas e Energia, 

20/06/2024

Fontes renováveis atingem 49,1% na matriz energética brasileira

Aumento da renovabilidade nos últimos anos evidencia ainda mais a liderança do Brasil nas ações que visam à transição energética por meio da inserção de novas fontes



Nos últimos dois anos, a participação das renováveis na Oferta Interna de Energia (OIE) brasileira aumentou para 49,1%, em 2023. Em 2021, o percentual de fontes renováveis na matriz energética brasileira era de 45%. O dado foi divulgado, nesta semana, no Balanço Energético Nacional (BEN) 2024 elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em parceria com Ministério de Minas e Energia (MME).

“Esses dados mostram o resultado das ações que temos feito à frente do MME, sob a liderança do presidente Lula, para desenvolver e fortalecer a transição energética justa e inclusiva. Seguimos liderando os diálogos mundiais sobre o tema, atraindo investimentos para aumentar cada vez mais o papel de protagonista do país na nova economia verde, na economia da energia renovável”, explicou o ministro Alexandre Silveira sobre os dados divulgados.

De acordo com o BEN 2024, os altos níveis de renovabilidade na Oferta Interna de Energia foram assegurados especialmente pelo desenvolvimento das fontes eólica, solar e biomassa. A energia hidráulica manteve-se estável com regime hídrico favorável, aponta o documento.

O incremento das fontes renováveis nas últimas duas décadas evidencia a liderança que o Brasil vem apresentando nas ações que visam à transição energética, especialmente por meio da inserção e fortalecimento de novas fontes na matriz energética brasileira.

E a meta é aumentar ainda mais. Os esforços do Ministério de Minas e Energia têm sido de atrair investimentos na área, aumentando a participação das renováveis no país, descarbonizando setores e gerando emprego, renda e oportunidades para a população.

Mais detalhes sobre o BEN
Elaborado com base em dados levantados pela EPE, o Balanço Energético Nacional é divulgado anualmente e traz uma extensa pesquisa e a contabilidade de informações relativas à oferta e consumo de energia no Brasil. O relatório contempla as atividades de extração de recursos energéticos primários, sua conversão em formas secundárias, a importação e exportação, a distribuição e o uso final da energia.

Esta é uma série de matérias que serão divulgadas até o fim desta semana para detalhar os principais destaques do BEN 2024 em relação aos setores de energia elétrica, planejamento energético, petróleo, gás natural e biocombustíveis.




Por: Ministério de Minas e Energia (MME)
Link: https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/fontes-renovaveis-atingem-49-1-na-matriz-energetica-brasileira


Fonte: 
MME (2024). Fontes renováveis atingem 49,1% na matriz energética brasileira. Ministério de Minas e Energia, 20/06/2024. <https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/fontes-renovaveis-atingem-49-1-na-matriz-energetica-brasileira> 





segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Redução na atividade solar pode levar a resfriamento global e pequena "Era Glacial"

Agência FAPESP

05/11/2010

Imagens inéditas de explosões solares

Fábio de Castro
Cientistas do Brasil e da Argentina, com apoio da FAPESP, obtêm primeiras imagens do Sol feitas com equipamentos que mostram atividade solar com grau de detalhamento sem precedentes (divulgação)

Agência FAPESP – Um grupo de cientistas do Brasil e da Argentina acaba de anunciar a obtenção das primeiras imagens do Sol adquiridas com telescópio e filtro H-Alfa – instrumento capaz de mostrar as regiões ativas da atmosfera solar com grau de detalhamento sem precedentes quando operado no mesmo local com dois outros telescópios solares no infravermelho e em ondas submilimétricas.

As primeiras imagens foram obtidas no dia 20 de outubro, no observatório do Complexo Astronômico El Leoncito (Casleo), localizado em San Juan, na Argentina. A iniciativa faz parte de um convênio que envolve, há dez anos, cientistas do Casleo e do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (Craam), da Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A obtenção de imagens em H-Alfa faz parte do Projeto Temático “Emissões da atividade solar do submilimétrico ao infravermelho”, coordenado por Pierre Kaufmann, professor do Craam, e financiado pela FAPESP.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Programa "Minha Casa, Minha Vida" prevê entre 300 e 400 mil casas com energia termosolar

Agência Brasil

04/11/2010

Pelo menos 300 mil moradias da segunda edição do Minha Casa, Minha Vida terão energia solar

Vitor Abdala

Repórter da Agência Brasil



Rio de Janeiro - Entre 300 mil e 400 mil casas da segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida serão equipadas com painéis solares para aquecer a água do chuveiro. Todos os novos empreendimentos do programa voltados a famílias com renda de, no máximo, três salários mínimos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste têm de vir equipados, obrigatoriamente, com sistema de captação de energia solar. A informação é da secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães.

“O objetivo do aquecimento solar é, além da preservação da energia, também contribuir para a sustentabilidade econômica, barateando o custo da energia, aliado a um processo de educação dessas famílias, que devem fazer um uso racional da água e da energia”, ressaltou a secretária.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O desafio ambiental dos painéis fotovoltáicos

Embora discorde da abordagem utilizada para descrever este problema (no artigo a seguir), a realidade é que os resíduos tóxicos da produção de células fotosensíveis para placas fotovoltáicas, ainda é bastante incerto. Por enquanto, esta continua sendo uma "alternativa" energética de custo extremamente elevado e cujo passivo ambiental envolvido na sua fabricação e reciclagem, ainda não foi solucionado satisfatoriamente. Por enquanto a geração de energia termossolar (transformação da energia térmica do sol em energia) continua sendo muito mais barata e menos poluente que a geração de eletricidade através de placas fotovoltáicas (luz em eletricidade) que necessitam de semicondutores a base de silício, seja silício monocristalino (mono-Si), seja policristalino (poly-Si). 

Entretanto, o fato de que uma tecnologia ainda inicial apresente problemas, não significa que seu desenvolvimento deva ser abandonado, afinal, materiais semicondutores capazes de transformar diferentes modalidades de energia (luz, calor, radiações, vibrações) em eletricidade, podem ajudar a humanidade a realizar uma transiçãomais suave para uma nova matriz energética no sec. XXI. A depender das decisões e das políticas públicas que adotarmos hoje, esta transição para uma nova matriz energética pode ser problemática e desestabilizadora para as relações entre as nações, ou pode ser  mais sustentável em termos ambientais, sociais e econômicos, levando a Humanidade a um novo patamar de geração de energia mais abundante e barata.

De qualquer forma, recomendo a leitura do artigo, que está reproduzido a seguir:




Alerta em Rede

19/10/2010

Células solares não são tão “verdes” assim

Na contramão do que defendem os ambientalistas, as assim chamadas “energias limpas” não passam de uma bela “ficção verde”, pois, além dos custos econômicos elevadíssimos, não é incomum que os seus impactos ambientais sejam bem maiores do que sugere a propaganda ambientalista. Um exemplo didático é a energia solar, que gera uma considerável quantidade de resíduos tóxicos como subproduto da fabricação das placas coletoras. Além disto, as primeiras placas em funcionamento estão se aproximando do fim de sua vida útil e ainda não se sabe o que fazer com elas ao serem descartadas, em um futuro muito próximo.