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terça-feira, 21 de julho de 2015

Igor Fuser : A Globo é o principal agente da imbecilização da sociedade

Revista Fórum, 20 de julho de 2015, 12h21

Igor Fuser: A Globo é o principal agente da imbecilização da sociedade


A Rede Globo é o aparelho ideológico mais eficiente que as classes dominantes já construíram no Brasil desde o início do século XX. Substitui perfeitamente a Igreja Católica como instrumento de controle das mentes e do comportamento.
 
Por Redação




A Rede Globo é o aparelho ideológico mais eficiente que as classes dominantes já construíram no Brasil desde o início do século XX. Substitui perfeitamente a Igreja Católica como instrumento de controle das mentes e do comportamento

Por Igor Fuser*, no Diário Liberdade

A Globo esteve ao lado de todos os governos de direita, desde o regime militar – no qual se transformou no gigante que é hoje – até Fernando Henrique Cardoso. Serviu caninamente à ditadura, demonizando as forças de esquerda e endossando o discurso ufanista do tipo “Brasil Ame-o ou Deixe-o” e as versões sabidamente falsas sobre a morte de combatentes da resistência assassinados na tortura e apresentados como caídos em tiroteios. Mais tarde, após o fim da ditadura, alinhou-se no apoio à implantação do neoliberalismo, apresentado como a única forma possível de organizar a economia e a sociedade.

No plano cultural, é impossível medir o imenso prejuízo causado pela Rede Globo, que opera como o principal agente da imbecilização da sociedade brasileira. Começando pelas novelas, seguindo pelos reality shows, pelos programas de auditório, o papel da Globo é sempre o de anestesiar as consciências, bloquear qualquer tipo de reflexão crítica.

A Globo impôs um português brasileiro “standard”, que anula o que as culturas regionais têm de mais importante – o sotaque local, a maneira específica de falar de cada região. Pratica ativamente o racismo, ao destinar aos personagens da raça negra papéis secundários e subalternos nas novelas em que os heróis e heroínas são sempre brancos. Os personagens brancos são os únicos que têm personalidade própria, psicologia complexa, os únicos capazes de despertar empatia dos telespectadores, enquanto os negros se limitam a funções de apoio. Aliás, são os únicos que aparecem em cena trabalhando, em qualquer novela, os únicos que se dedicam a labores manuais.

A postura racista da Globo não poupa nem sequer as crianças, induzidas, há várias gerações, a valorizar a pele branca e os cabelos loiros como o padrão superior de beleza, a partir de programas como o da Xuxa.

O jornalismo da Globo contraria os padrões básicos da ética, ao negar o direito ao contraditório. Só a versão ou ponto de vista do interesse da empresa é que é veiculado. Ocorre nos programas jornalísticos da Globo a manipulação constante dos fatos. As greves, por exemplo, são apresentadas sempre do ponto de vista dos patrões, ou seja, como transtorno ou bagunça, sem que os trabalhadores tenham direito à voz. Os movimentos sociais são caluniados e a violência policial raramente aparece. Ao contrário, procura-se sempre disseminar na sociedade um clima de medo, com uma abordagem exagerada e sensacionalista das questões de segurança pública, a fim de favorecer as falsas soluções de caráter violento e os atores políticos que as defendem.

No plano da política, a Rede Globo tem adotado perante os governos petistas uma conduta de sabotagem permanente, omitindo todos os fatos que possam apresentar uma visão positiva da administração federal, ao mesmo tempo em que as notícias de corrupção são apresentadas, muitas vezes sem a sustentação em provas e evidências, de forma escandalosa, em uma postura de constante denuncismo.

A Globo pratica o monopólio dos meios de comunicação, ao controlar simultaneamente as principais emissoras de TV e rádio em todos os Estados brasileiros juntamente com uma rede de jornais, revistas, emissoras de TV a cabo e portais na internet.

Uma verdadeira democratização das comunicações no Brasil passa, necessariamente, pela adoção de medidas contra a Rede Globo, para que o monopólio seja desmontado e que a sua programação tenha de se submeter a critérios pautados pela ética jornalística, pelo respeito aos direitos humanos e pelo interesse público.


*Igor Fuser é jornalista e professor de Relações Internacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC)

 





https://revistaforum.com.br/noticias/igor-fuser-a-globo-e-o-principal-agente-da-imbecilizacao-da-sociedade/

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Denúncia de sonegação de impostos pela Globo

Blog O Cafezinho, 01/08/2013

Vazam mais páginas do Globogate!

Enviado por Miguel do Rosário on 01/08/2013

Mais algumas páginas do relatório da Receita Federal que trata da milionária sonegação da Rede Globo acabam de vazar. O Cafezinho mais uma vez divulga o fato em primeira mão.

As novas páginas disponibilizadas referem-se à decisão final da Receita de condenar a Globo ao pagamento de multa de 150%, mais juros de mora, sobre o valor sonegado. Importante anotar a data deste documento: 21 de dezembro de 2006. Alguns dias depois, estes documentos seriam roubados pela servidora Cristina Maris Meinick Ribeiro.

No documento, os auditores votam, por unanimidade, pela culpa do réu e dão 30 dias para a Globo pagar a dívida, a menos que recorresse ao Conselho de Contribuintes no mesmo prazo. O roubo do processo, alguns dias depois, permitiu à Globo adiar por um longo tempo a renegociação deste débito.

A informação joga mais pressão sobre o Ministério Público. Por que não se aprofundou nas investigações sobre o roubo do processo? Por que não ligou o roubo à sonegação em si? Ambos fazem parte do mesmo ilícito, do mesmo desejo de lesar o Tesouro Nacional. Tinha obrigação de investigar a suspeita, óbvia, de envolvimento do principal interessado: a Globo.

Em uma de suas respostas, a Globo mencionou dívidas sendo negociadas no Conselho de Contribuintes. Tudo leva a crer que a emissora apelou ao Conselho, que conta com a participação de entidades privadas. Mais uma vez, estamos diante de uma situação nebulosa.  A Globo disse que pagou o débito através da adesão ao Refis, em 2009. Como assim? No dia 21 de dezembro de 2006, a Receita deu apenas 30 dias, sob pena de cobrança executiva, para a empresa pagar ou apelar ao Conselho. Ela apelou ao Conselho? O roubo do processo lhe deu quantos meses de alívio? Qual foi a decisão do Conselho? Quem fazia parte do Conselho nesta época?

O mais importante: os novos documentos agora obrigam a mídia a não falar mais em “suposta” sonegação. Eles mostram que os auditores decidiram, com unanimidade, pela culpabilidade da empresa.

Atentem para o trecho no fácsímile abaixo:





Abaixo a coleção completa dos documentos já vazados. O roteiro é o seguinte:
Capa
2 fls novas
5 fls em repetição
3 fls novas
17 fls que já estavam divulgadas.
- See more at: http://www.ocafezinho.com/2013/08/01/vazam-mais-paginas-do-globogate/#sthash.OBQW7RBW.dpuf





quinta-feira, 2 de maio de 2013

Teatro Mágico e Pedro Munhoz inovam com música livre "Canção da Terra" tocada em novela na TV aberta






Pedro Munhoz e Teatro Mágico criam o primeiro contrato de música livre e a velha indústria fonográfica do Brasil


Por Everton Rodrigues – Artivista do Movimento Música para Baixar e pela liberdade do conhecimento e Julio Oliveira – jornalista e músico

Está em execução o primeiro contrato que reconhece a música livre no macro mercado fonográfico brasileiro. Pela primeira vez um música trilha sonora de novela da emissora mais poderosa do país terá a característica de livre distribuição e gestão de obra feita pelo autor.É de conhecimento público que muitos contratos de menor escala já são praticados no país, o Criative Commons é uma realidade no Brasil!! Mas esta é a primeira experiência de um contrato entre as empresas da velha e poderosa indústria da musica e a filosofia da música livre.

A partir desta experiência, sem dúvida a música brasileira vira uma página. Isto ocorre com o contrato que o trovador amigo Movimento sem Terra (MST) e a trupe O Teatro Mágico acabam de assinar com a Rede Globo e a gravadora Som Livre.

A música Canção da Terra  de autoria do Pedro Munhoz, que foi gravada pelo trupe O Teatro Mágico, em 2011, no disco Sociedade do Espetáculo, torna-se trilha musical da nova novela das 18h, Flor do Caribe. Tal feito é resultado do contrato  assinado entre o maior monopólio da comunicação brasileira, a Rede Globo, a gravadora Som Livre e estes artistas, ativistas declarados por um mundo mais justo, que defendem uma nova relação entre músicos, autores, produtores e principalmente com o público.


Esta nova relação vem sendo discutida desde 2008, ano em que inicialmente um grupo dos “artivistas”  entre eles Gustavo Anitelli (São Paulo), Fernando Anitelli (São Paulo), Leoni (Rio de Janeiro), Richard Serraria (Porto Alegre), Everton Rodrigues (Porto Alegre), Marcelo Branco (Porto Alegre), Sérgio Amadeu (São Paulo) e Mário Teza (Porto Alegre) em que foi construído um diálogo e a aproximação da música com a filosofia software livre. Destes encontros e diálogos surgiu o movimento música para baixar (MPB) em 2008. Esta mudança de relações e quebra de paradigmas no conceito de arte e autoria das obras artísticas tem o objetivo de levar o conhecimento livre para o mundo da música.

Em seguida a ideia do MPB se espalhou pelo meio artístico brasileiro e outras figuras importantes se juntaram ao movimento. Artistas como GOG (Brasília), Ellen  Oléria (Brasília), Fabricio Noronha (Vitória), Raphael Moraes (Curitiba), Eduardo Ferreira (Cuiabá), Juca Culatra (Belém), entre outros, que se integraram esta nova relação de arte e obra.

Agora, após 4 anos de reflexões o produtor executivo do Teatro Mágico, Gustavo Anitelli, coloca em prática aquilo que temos debatido ao longo destes anos. Nosso companheiro desenvolve um contrato que deve ser considerado modelo para artistas que visualizam na internet uma forma de disseminar suas obras, e com isso, aproximarem-se cada vez mais do seu público liberando seus conteúdos, e também criar meios de garantir que seus direitos autorais sejam devidamente remunerados pelas empresas quando estas visualizam o lucro.

Este é o primeiro grande caso da música livre no Brasil:

Primeiro: porque este contrato garante que a música Canção da Terra, fique totalmente acessível ao público, que poderá baixar livremente na internet. Ao mesmo tempo, a Globo e qualquer veículo de comunicação ou empresa, ao executar a obra, deverá pagar os devidos direitos autorais, e o ECAD repassar ao autor Pedro Munhoz.

Segundo: se qualquer empresa desejar utilizar a música em qualquer comercial, o autor deverá ser consultado para autorizar ou não. Portanto, é o autor no comando da gestão da sua obra.
Terceiro: para a música Canção da Terra rodar na Globo, não foi necessário qualquer tipo de jabá! O que levou a música para a novela foi a letra da mesma, e a alta capacidade da trupe O Teatro Mágico, e principalmente o seu público.

Quarto: a criação foi preservada! Nada foi mudado na letra da música e os artistas não precisam moderar seus discursos e pensamentos sobre aquilo que acreditam e muito menos deixarem de lado qualquer envolvimentos com seus movimentos.

Portanto, a liberdade de expressão do “artivistas” estão devidamente garantidos, o público tem acesso livre e gratuíto ao conteúdo, e os direitos autorais também serão remunerados. Foi isto que sempre defendemos. É esta a nossa proposta.

A reforma do direito autoral deve garantir minimamente estes interesses, e garantir autonomia do autor na governança das suas obras. É preciso finalizar com o monopólio do copyright e dar outras possibilidades para artistas se adaptarem nas novas possibilidades que a interenet apresenta.

Para compreender melhor o conceito de música livre, leia os posts abaixo:









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http://www.youtube.com/watch?v=qYZ4hgzWMqs



 
Canção da Terra 
O Teatro Mágico  - letra de Pedro Munhoz
http://letras.mus.br/o-teatro-magico/1961132/


Tudo aconteceu num certo dia
Hora de ave maria o universo vi gerar
No princípio o verbo se fez fogo
Nem atlas tinha o globo
Mas tinha nome o lugar
Era terra, terra

E fez, o criador, a natureza
Fez os campos e florestas
Fez os bichos, fez o mar
Fez por fim, então, a rebeldia
Que nos dá a garantia
Que nos leva a lutar
Pela terra, terra

Madre terra nossa esperança
Onde a vida dá seus frutos
O teu filho vem cantar
Ser e ter o sonho por inteiro
Ser sem-terra, ser guerreiro
Com a missão de semear
À terra, terra

Mas apesar de tudo isso
O latifúndio é feito um inço
Que precisa acabar
Romper as cercas da ignorância
Que produz a intolerância
Terra é de quem plantar
À terra, terra