Interessante artigo da prof.a. Larissa Ramina publicado na Carta Maior, a respeito da política colonial inglesa nas Malvinas. Apenas discordo da sitação de que a inação da ONU neste caso, seja parecido com o da organização frente ao Tibet, que é bem diferente, pois esta província é uma parte integrante da China histórica à vários séculos, mais precisamente, cerca de dois mil anos. Ou seja, o Tibet é claramente parte da China, um país tradicionalmente multinacional e multilinguístico, tanto que não é classificada como área colonial pelo Comitê de Descolonização da ONU e nunca, nenhum país reconheceu a provinícia como um país independente. A diferença é gritante em relação às Ilhas Malvinas , que são obviamente um caso de zona colonial, conquistada militarmente pela Inglaterra, uma das grandes potências imperiais da Era Contemporânea, que construiu o maior império colonial da história durante o século XIX e hoje é, mais do que nunca, nitidamente decadente, mas não por isso, uma potência menos "violenta".
Carta Maior
Lucas K. Oliveira
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Carta Maior
25/02/2010 - Copyleft
Malvinas: resquício de um império decadente
O imbróglio jurídico-político que envolve as Malvinas reflete o embate entre o direito à descolonização, invocado pela Argentina, e uma visão distorcida do direito à autodeterminação dos povos, utilizado pelo Reino Unido, confiando no fato de que a população das Ilhas é de maioria britânica. Não obstante, essa população fora importada para o arquipélago no processo de expansão mundial do império britânico. A posição britânica está respaldada na mais pura lógica do imperialismo e do colonialismo. O artigo é de Larissa Ramina.
Larissa Ramina *
Larissa Ramina *
As Ilhas Malvinas situam-se no Atlântico Sul, a 480 km da costa argentina e a 14 mil km do Reino Unido. No passado, o arquipélago foi palco de reivindicações territoriais por parte da França, que foi expulsa pela Espanha, que o cedeu ao Reino Unido, que por sua vez o deixou desabitado. A Argentina, desde a conquista de sua independência, reclama a soberania sobre as Ilhas, jamais aceitando a ocupação britânica que desde 1833 ali mantém uma colônia.