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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Ciclo de Palestras de Geopolítica : "Geopolítica, infraestrutura e segurança Internacional na América do Sul"

Ciclo de Palestras de Geopolítica : "Geopolítica, infraestrutura e segurança Internacional na América do Sul"

 

 Projeto de Extensão "Ciclo de Debates de Geopolítica: Infraestrutura, Geopolítica e Economia Política da Integração Energética no Cone Sul" (UNILA-PPGICAL).

 

  

Neste primeiro tema, contamos com a participação da Dr.a Graciela de Conti Pagliari e do prof. Dr. Lucas Kerr Oliveira.

A Dr.a Graciela de Conti Pagliari é Professora Associada da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com atuação no Programa de Pós Graduação em Relações Internacionais. É autora do livro "O Brasil e a Segurança na América do Sul" (2009) e co-autora do "Guia de Defesa Cibernética na América do Sul" (2017). Tem experiência na área de Relações Internacionais, com ênfase em Relações Internacionais, Bilaterais e Multilaterais, atuando principalmente nos seguintes temas: Segurança Internacional (regional e comparada), Defesa e Política Internacional. É pesquisadora e vice-líder do Grupo Brasil e as Américas. 

O Dr. Lucas Kerr de Oliveira é Professor Adjunto na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), onde atua no Programa de Pós-Graduação em Integração Contemporânea na América Latina. Atualmente é pesquisador colaborador do Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (CEGOV), do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (ISAPE) e do Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais (NERINT), e coordenador do Núcleo de Estudos de Estratégia, Geopolítica e Integração Regional (NEEGI) da UNILA.

domingo, 13 de junho de 2010

Política Externa e Segurança Internacional em debate nas eleições para Presidente 2010, por Beto Almeida

Carta Maior

12/06/2010 

Serra, Bolívia e Irã: segurança para quem?

Como avaliar a extensão e a profundidade da preocupação do ex-ministro José Serra para com a segurança nacional se, quando ministro de FHC, participou desta espantosa política de desarmamento unilateral que é como pode ser chamada a desnacionalização da Embratel e a entrega de informações militares e governamentais brasileiras para o controle de um consórcio internacional muito vinculado à indústria bélica? Quem criou o apagão satelital agora clama para segurança? O artigo é de Beto Almeida.

Beto Almeida (*)


O candidato presidencial pelo PSDB tem insistido na crítica à atual política externa brasileira, à proposta da integração latino-americana. Foca na Bolívia, sobretudo, acusando o presidente Evo Morales de conivência com o narcotráfico. E critica também o governo Lula-Dilma por não adotar medidas de segurança mais eficazes no combate ao tráfico de drogas.

Porém, lembramos algumas medidas adotadas no governo da dupla FHC-Serra que diluíram a níveis gravíssimos a capacidade do estado de praticar indispensáveis políticas de soberania. Tomemos a privatização da Embratel. Com ela, todas as comunicações governamentais e de segurança nacional, além da cobertura nacional das TVs, que passam pelos antigos Brasil-SAT da empresa, estão hoje sob controle de consórcio internacional. Basta uma ligeira modificação no posicionamento dos satélites, por sabotagem ou por erro técnico - atenção para a elasticidade do termo - para causar um apagão em todo o território nacional. A informação é importante para compreender que concepção de segurança o ex-ministro de FHC está a alardear hoje.

Muito recentemente, com a aprovação da nova Estratégia Nacional de Defesa, a preocupação de importantes segmentos militares com aquela extravagante vulnerabilidade externa criada pela privatização-desnacionalização da Embratel, está sendo resolvida pelo governo atual. Por iniciativa da Aeronáutica, já há o planejamento para um satélite brasileiro, geoestacionário, por onde trafegarão as comunicações militares e governamentais, hoje sob comando de consórcios vinculados a operações militares destinadas a sustentar o expansionismo dos interesses do EUA sobre o Iraque, o Afeganistão e, bola da vez, o Irã, todos riquíssimos em energia. Como sabemos, estas grandes empresas registram grande vinculação com a indústria bélica, fonte de todas suas encomendas.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Algumas das dificuldades que o país enfrenta para garantir a Segurança do povo brasileiro

Revista Época

09/10/2008 

Os pés de barro de um gigante

Um exercício teórico para defender nossas jazidas revela a penúria bélica que o país vive desde 1910


Roberto Lopes



SEMPRE ALERTA
O porta-aviões São Paulo na costa carioca. Se ele precisar entrar em ação, o Brasil não terá como dar conta da tarefa



 Do litoral da Bahia até o porto estratégico de São Sebastião, na costa paulista, quase 10 mil marinheiros, soldados e aviadores se embrenharam num jogo de ataque e defesa em torno de uma jazida batizada de Yptu – anagrama de Tupi, primeiro grande campo de petróleo descoberto na camada do fundo do mar conhecida como pré-sal, ao largo da Bacia de Santos. Apenas parcialmente fictícia, ela inspirou, numa semana de setembro último, o exercício militar mais importante de 2008 realizado por militares das três forças brasileiras, equipados com 17 navios, 40 aviões e 327 veículos terrestres, em treinamento planejado por um semestre.