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terça-feira, 5 de abril de 2022

Por qué Patria Grande : Teoria y praxis de una política latinoamericana en tiempos de pandemia

🌎 Palestra com o geopolitólogo, pesquisador e professor Dr. Miguel Ángel Barrios, referente ao lançamento do seu novo livro: "Por qué Patria Grande : Teoria y praxis de una política latinoamericana en tiempos de pandemia", com Prefácio de Samuel Pinheiro Guimarães. 

🌎 Breve resumo do currículo do Prof. Dr. Miguel Ángel Barrios: Geopolitólogo, Profesor Invitado de la Cátedra Universitaria “Juan Domingo Perón” de la Facultad de Ciencia Política y Relaciones Internacionales de la Universidad Nacional de Rosario. Fue profesor de la Universidad de Morón, y invitado Universidad del Salvador, Instituto de Altos Estudios Diplomáticos “Pedro Gual” , Escuela de Políticas Públicas Círculo de Legisladores del Congreso de la Nación, Escuela de Defensa Nacional del Ministerio de Defensa Nacional de la República Argentina Doutor en Ciencia Política Doutor en Ciencias de la Educación Magister en Sociología. Magister en Ciencias de la Educación Diploma en Relaciones Internacionales Experto en Gestión y Planificación de Políticas de Seguridad Ha escrito quince obras de política latinoamericana. Profesor universitario, Investigador y Consultor Internacional. Ha dictado seminarios, cursos y conferencias en Universidades y Academias Diplomáticas de América Latina, Europa, Asia y África.

 O livro "Por qué Patria Grande : Teoria y praxis de una política latinoamericana en tiempos de pandemia", é uma publicação disponível na Editora Biblos : https://www.editorialbiblos.com.ar/libro/por-que-patria-grande_138819/

sexta-feira, 15 de maio de 2020

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Universidade Federal da Integração Latino-Americana completa 3 anos de existência

Unila, 12/01/2013

Três anos de criação da UNILA

Neste sábado (12/janeiro), a UNILA completou três anos da assinatura da lei que a criou

A Universidade Federal da Integração Latino-Americana completa, neste sábado (12), três anos da assinatura da Lei 12.189/2010, que marca a sua criação. Um projeto inovador para a educação da América Latina e do Caribe e um desafio para quem aposta no conhecimento compartilhado como uma possibilidade real de unir povos, respeitando o multiculturalismo e o bilinguismo.

Um dos destaques do ano para a UNILA foi início do processo de institucionalização, com a homologação do seu Estatuto no mês de abril. A partir daí, a Universidade propôs uma série de atividades para que docentes, estudantes e técnicos-administrativos desenvolvessem, em conjunto, a base do Projeto Pedagógico Institucional (PPI).

Um segundo momento desse processo foi pontuado pelas discussões internas para a consolidação do texto do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), que está em fase de elaboração e posteriormente será aprovado pelo Conselho Universitário. Comissões internas também foram formadas para iniciar as discussões de elaboração do Regimento Geral e dos regimentos dos quatro institutos que se encontram em formação.

O ano também foi marcado pela greve nacional de docentes e técnicos-administrativos, que paralisou as atividades por cerca de três meses, alterando assim o calendário acadêmico. O movimento estimulou a união das pessoas no ambiente interno, por meio de diálogos entre os segmentos envolvidos e com a administração; como também proporcionou aproximação com toda a comunidade de Foz do Iguaçu, por meio de atividades para o público externo e mobilizações sociais.

Em números

A UNILA já conta com representantes de pelo menos 11 diferentes países, formando um universo de cerca de 1200 estudantes, tendo El Salvador como pioneiro entre os países da América Central. O número de cursos ofertados aumentou para 16, com a inclusão de Cinema e Audiovisual, Arquitetura e Urbanismo, Música e Saúde Coletiva.

O processo seletivo de estudantes deverá mudar em 2013. Será realizado em dois momentos, sendo o primeiro até o mês de julho para nove cursos. A principal mudança será a adesão ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e a chegada antecipada de estudantes a Foz do Iguaçu, com o intuito de que eles possam ter aulas prévias de português e espanhol e também se ambientarem à cidade antes do início do semestre letivo.

O número de servidores da UNILA totalizou 292 pessoas, entre docentes e técnicos-administrativos. Em um ano o corpo técnico passou de 72 para 157, atuando em diversas áreas. O número de professores também registrou aumento, passando de 65 para 123. Em 2012 a UNILA realizou dois grandes concursos de docentes efetivos, sendo que o último, no mês de novembro, habilitou mais 65 candidatos e alguns deles serão chamados já no início deste ano.

A Universidade se expandiu fisicamente, tendo a necessidade de alugar dois prédios externos às instalações até então concentradas no Parque Tecnológico da Itaipu. Em 2012, parte da Reitoria e da administração foi transferida para o Edifício Rio Almada, enquanto os cursos da área de Humanas iniciaram aulas no UNILA Centro, que se tornou um espaço de maior aproximação com a comunidade de Foz do Iguaçu.

No mês de outubro, a UNILA firmou acordo com a Caixa Econômica Federal, visando a cessão do espaço da antiga sede do banco, na parte central da cidade, para a criação de um Centro Cultural que contará com espaços para biblioteca, cinema, teatro, exposições e concertos, além de outras atividades para estudantes e comunidade.
Enquanto isso, o novo campus já começa a mostrar formas definitivas, tornando visível parte de todas as edificações previstas. Até o mês de dezembro estavam sendo cumpridas as etapas de terraplanagem e a escavação da central de utilidades e do edifício central. O campus da UNILA foi um dos últimos projetos assinados pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que deixa um grande legado para a história dessa Universidade.
Esse foi um ano de lutas, perdas e ganhos, de imagens fortes, mobilizações e sensibilizações com temas locais e continentais. Alguns desses momentos estão registrados em vídeos no Mais UNILA.


http://www.unila.edu.br/noticias/tr%C3%AAs-anos-cria%C3%A7%C3%A3o











http://youtu.be/2GRPjz4zhy8



http://youtu.be/0_RsN6Htoro



http://youtu.be/mB4fftkGm4c



http://youtu.be/xIJvX7qADJU



domingo, 22 de janeiro de 2012

Neoimperialismo europeu se volta contra a América do Sul

Carta Maior, 21/01/2012 

DEBATE ABERTO

Ofensiva colonialista ameaça a América Latina

A decisão da União Européia de reconhecer o arquipélago das Malvinas como seu território, endossando as posições belicistas do premier britânico, David Cameron, que aprovou um plano para aumentar o contingente militar nas ilhas, serve para reacender um dado histórico que nunca deve ser esquecido.

Gilson Caroni Filho

 A decisão da União Européia de reconhecer o arquipélago das Malvinas como seu território, endossando as posições belicistas do premier britânico, David Cameron, que aprovou um plano para aumentar o contingente militar nas ilhas, serve para reacender um dado histórico que nunca deve ser esquecido: a tragédia dos países da América Latina, com seu fundo aberrante de exploração, miséria e desculturalização é uma só e com os mesmos inimigos: o neocolonialismo europeu e o imperialismo estadunidense.

Uma atualização política do "currency board", sistema inventado pelo império inglês para controlar seus domínios. Se nele, a colônia não tem autonomia nenhuma e a economia flutua ao sabor do déficit comercial, na geopolítica, que se afigura ameaçadora, os países periféricos voltam a orbitar em torno dos ditames das grandes potências. Cameron tira as gravatas de seda e os ternos alinhados para, três décadas depois, reafirmar a retórica de Margareth Thatcher.

Do convés do destróier Antrim, atravessado por uma bomba que não explodiu, Thatcher pronunciou o último discurso no seu giro de cinco dias pelas Malvinas: "Uma coisa tem que ficar clara: estas ilhas são britânicas, seus habitantes são súditos da rainha Elisabeth II e querem permanecer como tais". Dirigindo-se aos jornalistas que acompanhavam, ela reiterou que "não se pode negociar a soberania com os argentinos. Estendemos as mãos à Argentina. Não responderam. Confiamos em que eles o farão um dia. Mas não negociaremos a respeito de nossa posição soberana".

Cameron deve ignorar que o tempo histórico tem suas razões, que devem ser levadas em conta. A aventura do regime militar de Leopoldo Galtieri tinha como objetivo a permanência indefinida no governo, todo o tempo que fosse possível. Em 2012, Cristina Kirchner representa um modelo político em andamento na região há algum tempo, mais democrático de fato, humanizado e com ênfase nas reformas estruturais necessárias após o desmonte promovido pelo neoliberalismo. Ao contrário do "reel", dança típica inglesa, o tango se dança em silêncio, não contam tanto as palavras, mas os movimentos e os gestos.

A autodeterminação dos Kelpers, argumento central de Thatcher e Cameron, encerra uma contradição difícil de superar. Como podem reivindicar a cidadania britânica e o direito à autodeterminação? O que temos, de fato, é uma ocupação colonial permanente travestida de "independência". Não há mais condições objetivas para o oprimido fazer sua uma memória fabricada pelo opressor.

Convém recordar que se há 30 anos os países da América Latina foram muito além do previsível em seu apoio aos direitos argentinos, não cedendo um metro do seu território para que aviões militares fizessem escala, a resistência seria bem mais intensa com a região estruturada em comunidades como a Unasul e a Celac. Uma empreitada militar teria custos políticos bem mais profundos do que podem imaginar seus idealizadores.

Nada impede o início de discussões bilaterais sobre as Malvinas. Há para isso um antecedente importante: o documento celebrado em 1968 com a Argentina pelo governo trabalhista de Harold Wilson, que só não entrou em vigor, devido ao adiamento por causa da campanha eleitoral, e à vitória do conservador Edward Heath, depois, nas eleições de 1970.

Seu artigo 4 era bem explícito. "O governo de sua Majestade Britânica reconhecerá a soberania argentina sobre as ilhas a partir da data a ser combinada. Essa data será fixada tão logo o governo de sua Majestade Britânica esteja satisfeito com as garantias e salvaguardas oferecidas pelos governos argentinos para defender os interesses dos seus habitantes."

Como se vê, há uma saída para um impasse. Majestática, britânica e sensata. Algo que seria bem apreciado no sul do nosso continente



Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5419

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010