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sexta-feira, 20 de março de 2020

Vídeo sobre o Coronavírus com o Pesquisador Dr. Átila Iamarino




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"O que o Brasil precisa fazer nos próximos dias" - Live 20/03





Live sobre o Coronavírus com o Pesquisador Dr. Átila Iamarino

"O que o Brasil precisa fazer nos próximos dias" - Live 20/03





















quarta-feira, 3 de abril de 2013

Taxa de desemprego no Brasil está estável em 5%, enquanto na Espanha e na Grécia chega a 27%

Enquanto a Europa em crise vive os piores índices de desemprego registrado, o Brasil alcança a menor taxa de desemprego desde que este índice começou a ser registrado. 

A Grécia atingiu a taxa de desemprego de 27% da população economicamente ativa. Na Espanha a taxa de desemprego está em 26% e em Portugal 17,5%. A média européia está em 12% de desemprego na Zona do Euro, porque o desemprego é menor na Alemanha. 

Entre a população jovem da Europa, a situação de empregabilidade é ainda pior, as taxas de desemprego alcançam 60% na Grécia, 55% na Espanha e 37% em Portugal e 35% na Itália, sendo que a média européia está em 23,6%. A situação é ainda pior porque todos esses países estão fortemente endividados e o volume de comércio entre os países europeus vem caindo.

Enquanto isso no Brasil...
Diferentemente da realidade européia, o Brasil vive uma fase econômica muito positiva. O país vem apresentando taxas bem maiores de crescimento nos últimos anos, com aumento da renda média, melhorias na distribuição de renda e melhora nas taxas de emprego. Mesmo diante das críticas da imprensa conservadora no país, os indicadores econômicos e sociais brasileiros estão melhorando, o comércio internacional continua se espandindoe o comércio Brasil-Mercosul continua crescendo.

Nos últimos anos as taxas de desemprego brasileiras oscilaram na faixa de 5% a 7%, alcançando apenas 5% em 2013. Essas são as menores taxas de desemprego já registradas no país. Em 2010 foram criados 2,5 milhões de empregos formais, com registro em carteira. Em 2011 foram criados outros 1,9 milhão de novos empregos formais, acrescidos de outro 1,3 milhão em 2012. Ao todo, foram 14,5 milhões de novos empregos formais criados no Brasil nos últimos 10 anos.  

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Esta é uma situação ímpar na história brasileira, pois o país sempre teve altas taxas de desemprego, e no período dos anos 1980-1990 os índices de desemprego se mantiveram entre 15% e 20%, sendo que os piores índices de desemprego foram justamente nos anos 1990. Isto porque foi durante os anos 1990 que predominaram governos contrários aos interesses nacionais, que implementaram as políticas econômicas neoliberais ideologicamente mais radicais e que geraram mais desemprego no país, simplesmente destruindo cerca de 3 milhões de empregos formais em uma década, enquanto dobrou a dívida externa do país. 

Cosiderando esse histórico de desemprego, pode-se afirmar que o Brasil vive, pela primeira vez, uma situação de "pleno emprego" relativo. Soma-se a isso, o fato de que a quantidade de jovens fazendo faculdade mais que dobrou na última década, e percebe-se que a situação atual de quase pleno emprego deve-se manter nos próximos anos. 

Essa situação economômica postiva no país tem produzido outros fenômenos interessantes, como o aumento da vinda de imigrantes para o Brasil.  Este aumento ainda é pequeno se comparado a outros países tradicionamente receptores de imigrantes, como os EUA. Mas o fato de o número de imigrantes ter dobrado na última década significa que o Brasil se tornou mais atrativo, inclusive para a mão-de-obra mais qualificada de outros países. 
Como mais emprego significa mais renda e maior consumo, e a atividade industrial não está se expandindo no mesmo ritmo, até mesmo os índices de inflação subiram, pressionados por uma capacidade de consumo recorde no Brasil. A solução para iso seria simples: reduzir os juros para os investimentos na expansão produtiva, especialmente da indústria, para que a produção cresça mais rápido que o consumo. 

Entretanto, os economistas ortodoxos neoliberais já começaram a defender que o governo deveria aumentar os juros como forma de aumentar o desemprego e reduzir a pressão do consumo sobre a inflação. Fica claro que este tipo de medida perversa para o povo brasileiro, beneficia os banqueiros, insaciáveis por lucros fáceis, pois juros maiores significam lucros maiores para os bancos. Por isso, os bancos são sempre os grandes defensores do aumento das taxas de juros e fazem tanta pressão junto à imprensa, em defesa de juros mais elevados como forma de conter a inflação. 

Mas, um outro grupo político também acredita que pode se beneficiar do aumento do desemprego: a oposição ao governo atual. Com os índices de desemprego caindo, as chances da oposição nas eleições de 2014 são nulas. Se o desemprego aumentar, talvez a oposição tenha uma remota chance de eleger um candidato contrário à política econômica atual. Estes grupos, oposição e banqueiros, parecem os mais interessados em enfraquecer o governo atual. Isto porque o governo Lula-Dilma conseguiu reduzir significativamente as taxas de juros que haviam alcançado recordes de 44,9% ao ano em 1999 e estavam em 26% em 2002, no fim do governo FHC. Hoje a taxa de juros no país, ainda considerada alta, é de 7,25%. 

Nos anos 1990 o Brasil mal conseguia vender títulos da dívida pública no exterior com mais de 6 meses de vencimento e pagando juros exorbitantes. Atualmente, o governo brasileiro consegue vender títulos da dívida do tesouro de 20 anos, a juros de 2,6%, o que era impensável nos anos 1990. 


É por isso que uma parte da grande imprensa no país, muito ligada aos banqueiros e à oposição, defende tão árduamente o aumento dos juros como forma de conter a inflação: porque o aumento dos juros vai aumentar o desemprego e diminuir a popularidade do governo em um ano crítico, de véspera das eleições de 2014. 

Infelizmente, fica claro que uma parte singificativa da oposição, dos banqueiros e da grande imprensa, que atua no Brasil, não está minimanente interessada no que é melhor para o povo brasileiro e para o país. Tudo indica que esses grupos de pressão estão engajados apenas em defender seus interesses particulares mais mesquinhos, mesmo que para isso seja necessário desempregar milhões de brasileiros. 

Segue abaixo a notícia referente à manutenção da baixa taxa de desemprego no Brasil.



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Agência Brasil, 28/03/2013

Desemprego no Brasil mantém-se estável nos primeiros dois meses do ano, diz IBGE

Flávia Villela

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O desemprego no país manteve-se estável em fevereiro na comparação com janeiro, ao subir de 5,4% para 5,6% nas seis regiões metropolitanas investigadas. Os dados foram divulgados hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que a alta da taxa de desocupação em fevereiro também mostrou-se estável em relação ao mesmo período do ano passado (5,7%). Cerca de 1,4 milhão de pessoas nas regiões pesquisadas estavam desocupadas em fevereiro, segundo a pesquisa.

A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas do Recife, de Salvador, Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, de São Paulo e Porto Alegre. Houve queda de desocupação nas regiões metropolitanas de Salvador e do Rio de Janeiro (19,3% e 19%, respectivamente) e alta em Recife (28,2%).

Segundo o IBGE, a população ocupada em fevereiro é de aproximadamente 23 milhões de pessoas, o que representa queda frente a janeiro (-0,7%) e alta na comparação com o mesmo período do ano passado (1,6%), com incremento de 362 mil postos de trabalho em 12 meses.

Regionalmente, a análise mostrou variação mensal significativa apenas no Recife (queda de 3,2% ou menos 51 mil pessoas ocupadas de janeiro para fevereiro). Na comparação com fevereiro do ano passado, houve variação somente em São Paulo (2,5%, ou mais 236 mil pessoas ocupadas).

O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado (11,5 milhões) ficou estável em relação a janeiro e cresceu 2,3% em relação a fevereiro de 2012 – mais 254 mil postos de trabalho com carteira assinada em um ano.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 1.849,50, com alta de 1,2% frente a janeiro e de 2,4% na comparação com fevereiro de 2012. A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 42,8 bilhões) também apresentou estabilidade em fevereiro ante janeiro último e cresceu 4,2% em relação a fevereiro de 2012.

Regionalmente, na comparação com janeiro deste ano, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores aumentou nas regiões metropolitanas do Recife (1,6%), Rio de Janeiro (1,7%), de São Paulo (1,3%) e Porto Alegre (2,2%); ficou estável em Belo Horizonte e caiu em Salvador (-1,2%). Já em relação a fevereiro do ano passado houve altas no Recife e em Belo Horizonte (ambas, 7,4%), em Porto Alegre (7,3%), São Paulo (2,8%) e no Rio de Janeiro (0,8%). Apenas Salvador registrou queda no rendimento (-9,8%).

Assim como o IBGE, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese) e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) divulgam dados mensais sobre o desemprego no país. As informações apresentadas nesses levantamentos costumam ser diferentes, devido aos conceitos e à metodologia usados. Entre as diferenças está o conjunto de regiões pesquisadas.

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada pelo Dieese e pela Fundação Seade, não engloba o número de desempregados na região metropolitana do Rio de Janeiro. Já na pesquisa do IBGE não estão incluídas duas regiões que fazem parte do conjunto da PED: Fortaleza e o Distrito Federal.


Edição: Denise Griesinger
Agência Brasil



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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Os “milagres econômicos” da Guerra Fria

Correio da Cidadania
 
29/12/2012   

Os “milagres econômicos” da Guerra Fria


José Luis Fiori - do Rio de Janeiro

Guerra Fria
A lógica da Guerra Fria pesou decisivamente na origem dos “milagres econômicos” na Alemanha, Japão, Itália e Coreia, e na transformação posterior desses países em peças centrais da engrenagem econômica do poder global dos Estados Unidos, pelo menos até a década de 70

Agora bem, a despeito de suas grandes diferenças históricas e políticas, Alemanha, Japão, Itália e Coréia foram derrotados e destruídos – na II Guerra Mundial ou na Guerra da Coréia – e depois foram ocupados e transformados em “protetorados militares” dos EUA. Logo depois da guerra, a ideia americana era desmontar as antigas estruturas econômicas destes países. Mas depois do começo da Guerra Fria e do fim da Guerra da Coréia, este projeto inicial foi substituído por uma política diametralmente oposta de estimulo ao crescimento econômico, com forte dos governos locais, e dos próprios agentes econômicos e instituições privadas do pré-guerra. Por isto, se pode dizer com toda certeza que a lógica da Guerra Fria pesou decisivamente na origem dos “milagres econômicos”, e na transformação posterior daqueles países, em peças centrais da engrenagem econômica do poder global dos Estados Unidos, pelo menos até a década de 70.

No caso do Brasil – que foi aliado dos EUA na II Guerra – o caminho foi diferente, mas também se pode falar de um “convite” que foi aceito – depois do Acordo Militar Brasil-EUA, de 1952 – e que transformou o Brasil no pivot central da estratégia desenvolvimentista norte- americana, para a América Sul. A nova política foi experimentada primeiro com o governo JK – inteiramente alinhado com os EUA e com o colonialismo europeu – e só depois, a partir de 1964, sob comando direto do regime militar.

Depois de quase três décadas de “milagre econômico”, entretanto, este processo foi interrompido pela “crise americana” da década de 70, e pela nova mudança da política internacional dos EUA. Tudo começou com a reaproximação da China, no início da década de 70, que levou à derrota/saída americana do Vietnã, e ao redesenho do equilíbrio do poder, no sudeste asiático. Foi neste mesmo contexto que os EUA decidiram abandonar Bretton Woods, liberando sua moeda e iniciando a desregulação do seu mercado financeiro, com a lenta construção de um novo sistema monetário internacional, baseado no dólar, mas sem base metálica.

A nova estratégia permitiu o cerco e desconstrução final da URSS e o fim da Guerra Fria, mas ao mesmo tempo, ela desativou ou esvaziou o papel econômico que fora ocupado pela Alemanha e pelo Japão, e secundariamente, pelo Brasil, durante as primeiras décadas da Guerra Fria. O crescimento econômico médio anual da Alemanha caiu para 2,10%, entre 1973 e 1990; o do Japão, caiu para 2,97%; o da Itália, para 1,76; o da Coréia, para 6,77; enquanto o Brasil entrava num longo período de estagnação. No mesmo tempo em que a China se transformou no novo milagre econômico” do sistema capitalista mundial, enquanto a Alemanha e o Japão seguiam na sua condição de gigantes industriais e tecnológicos, mas com “pés de barro”, ainda na condição de protetorados militares dos EUA e sem dispor de recursos naturais essenciais, além de serem igualmente dependentes do ponto de vista alimentar e energético.

Assim mesmo, no início da segunda década do século XXI, pode ser que o Japão e a Alemanha venham a ser resgatados, uma vez mais, como caminho de saída da crise, para os EUA, e como instrumentos da nova doutrina Obama, que se propõe fazer – desta vez – o cerco econômico e militar da China. O Japão e a Coréia estão sendo pressionados para participar da Trans-Pacific Partenership – TPP, que é hoje a pedra angular da política comercial de Obama, e que se propõe reunir dos dois lados do Pacífico, numa grande zona de livre comércio.

Ao mesmo tempo em que a Alemanha vem sendo estimulada a liderar um grande pacto comercial transatlântico, entre a UE e os EUA, e há quem proponha que o Brasil se junte à “aliança do pacífico”. Neste novo xadrez, entretanto, o Brasil é muito menos desenvolvido que a Alemanha e o Japão, mas dispõe de recursos naturais e é auto-suficiente, do ponto de vista alimentar e energético. Por isto, talvez, só o Brasil tenha hoje condições reais de escolher um caminho que lhe dê maior grau de autonomia estratégica, e maior capacidade de projetar seus interesses e sua influencia, numa escala global.

 
José Luis Fiori é professor titular de Economia Política Internacional da UFRJ e coordenador do Grupo de Pesquisa do CNPQ/UFRJ “O Poder Global e a Geopolítica do Capitalismo”. (www.poderglobal.net).



http://correiodobrasil.com.br/noticias/opiniao/os-milagres-economicos-da-guerra-fria/564162/ 
 
 










sábado, 15 de janeiro de 2011

Itália insulta o Brasil no caso Battisti, diz filósofo italiano Toni Negri

UOL Notícias

15/02/2009

Itália insulta o Brasil no caso Battisti, diz filósofo italiano Toni Negri 

Thiago Scarelli 

Do UOL Notícias Em São Paulo (SP)

A Itália adota uma postura "insultante" com o Brasil no conflito em torno do ex-ativista Cesare Battisti, porque não se trata de um país desenvolvido, e mente quando diz que vivia um Estado de Direito nos anos 70. A análise é do filósofo italiano Antonio Negri, que passou mais de dez anos preso por seu envolvimento com a militância de esquerda na Itália.

Negri é co-autor, com Michael Hardt, do livro "Império", publicado no Brasil em 2001 e umas das obras mais importantes e polêmicas sobre o processo de globalização. Com Giuseppe Cocco, publicou "Global - Biopoder e Luta em uma América Latina Globalizada", em 2005.

Macarena Lobos/Folha Imagem

Quem é Toni Negri

Antonio Negri, 75, é um filósofo italiano,
professor da Universidade de Pádua (Itália)
e do Colégio Internacional de Paris (França).
Entre os anos 50 e 70, participou dos
movimentos de esquerda na Itália, condenando
tanto a direita quanto o stalinismo.
Esteve preso entre 1979 e 1983, depois se
exilou na França por 14 anos. Condenado
por subversão, o filósofo voltou para a
Itália em 1997 e cumpriu pena até 2003.
Atualmente, divide seu tempo entre
Veneza e Paris, cidades onde desenvolve
atividades acadêmicas
Leia abaixo a entrevista completa, concedida por Negri via telefone desde Veneza.

UOL - Como o senhor vê a posição da Itália no caso Battisti?

Antonio Negri - A posição italiana é uma posição muito complexa. Como se sabe, o governo italiano é um governo de direita e é um governo que, depois de 30 anos, retomou a perseguição das pessoas que se refugiaram no exterior depois do final dos anos 70, depois do final dos anos nos quais na Itália houve um forte movimento de transformação, de rebelião. E, portanto, o governo italiano retoma hoje uma campanha pela recuperação destas pessoas. Em particular, tentou fazê-lo com a França, para conseguir a extradição de Marina Petrella [condenada por subversão pela justiça italiana] e não conseguiu porque o governo francês, a presidência francesa [Nicolas Sarkozy], impediu. Neste ponto, aparece em um momento exemplar o caso Battisti.

UOL - O que o senhor quer dizer com perseguição? É perigoso neste momento para Battisti retornar à Itália?

Negri - Eu não sei se é perigoso. Mas é certo que ele foi condenado à prisão perpétua e seria para ele uma situação muito grave.

UOL - Um dos motivos que o Brasil cita para manter o refúgio político é a ameaça de perseguição política contra Battisti...

Negri - Mas seguramente ele seria alvo de uma perseguição política e midiática.