Mostrando postagens com marcador Epidemiologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Epidemiologia. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de agosto de 2020

Vídeo: "Epidemiologia da COVID19 no Brasil, no Nordeste e no Ceará"​, com a prof.a. Dra. Lígia Kerr


Vídeo Palestra:

"Epidemiologia da COVID19 no Brasil, no Nordeste e no Ceará"​

com a prof.a. Dra. Lígia Kerr


Sábado, 1o de agosto de 2020 : 16h






"Epidemiologia da COVID19 no Brasil, no Nordeste e no Ceará"

Vídeo Palestra na forma de Aula Pública​ com a Professora Dra. Ligia Regina Franco Sansigolo Kerr, da Universidade Federal do Ceará, UFC



Professora Dra. Ligia Regina Franco Sansigolo Kerr, é professora titular da Universidade Federal do Ceará. Possui graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, USP (1983), mestrado em Medicina (Medicina Preventiva) pela Universidade de São Paulo (1988), doutorado em Medicina (Medicina Preventiva) pela Universidade de São Paulo (1992). Possui, também, pós-doutorado em epidemiologia na Harvard School of Public Health (1997) e pós-doutorado em epidemiologia na University of California San Francisco (2007). É Membro do Comitê de Eliminação da Hanseníase do Ministério da Saúde, foi membro do Comitê de Pesquisa do Programa Nacional de AIDS do Ministério da Saúde e da Comissão Nacional de AIDS do Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde, foi editor associado da Revista de Epidemiologia da ABRASCO, assessora do Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária Dona Libânia, revisora da Revista de Saúde Pública da USP, JAIDS, AIDS & Behavior, Journal of Infection in Developing Countries, foi membro do corpo editorial dos Cadernos de Saúde Pública e é membro do corpo editorial da revista Culture, Health and Sexuality. Possui vasta experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: epidemiologia e controle da aids, epidemiologia e controle da hanseníase e outras doenças transmissíveis. Atualmente participa do desenvolvimento de quatro pesquisas epidemiológicas no Brasil, com foco no Nordeste e no Ceará, coordena a pesquisa sobre Incidência e prevalência da COVID-19 no Arquipélago de Fernando de Noronha.

Professora Dra. Ligia Regina Franco Sansigolo Kerr, link para o Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6549222399222061

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Mini-curso: Geopolítica das Epidemias na História Humana sob uma perspectiva de Longa Duração


Geopolítica da Pandemia

Mini-curso online Gratuito:

Geopolítica das Epidemias na História Humana sob uma perspectiva de Longa Duração






Mini-curso Online Gratuito produzido pelo NEEGI e pelo Observatório Latino-Americano do Coronavírus, transmitido e gravado pela plataforma Zoom, em 16/abril/2020.





terça-feira, 31 de março de 2020

Anvisa aprovou 17 testes rápidos para o Coronavirus / Covid-19 para uso no Brasil


Confira os 17 testes rápidos para o Coronavírus / Covid-19 aprovados pela Anvisa em março de 2020 para uso no Brasil  


 Com dados da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde.

 
Aprovados primeiros testes rápidos para Covid-19
Anvisa/Ascom, 19/03/2020  


 A Anvisa aprovou os primeiros oito kits específicos para o diagnóstico de Covid-19. Os novos produtos são testes rápidos voltados para uso profissional e permitem a leitura dos resultados, em média, em 15 minutos. Os dados devem ser interpretados por um profissional de saúde, com auxílio de informações clínicas do paciente e de outros exames.

Os novos registros constam das Resoluções RE 776/2020 e RE 777/2020, publicadas no Diário Oficial da União (D.O.U.) desta quinta-feira (19/3). A oferta e a produção dos kits irão depender da capacidade de cada empresa que recebeu o registro.
Prioridade

A aprovação dos novos produtos foi feita com base na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 348/2020, publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) de quarta-feira (18/3). A resolução permitiu a priorização da avaliação de produtos para diagnóstico laboratorial (in vitro) do novo coronavírus.

A medida faz parte das ações estratégicas para viabilizar produtos que possam ser utilizados no enfrentamento da pandemia de Covid-19. A Anvisa informa, ainda, que há outros produtos destinados ao diagnóstico do novo vírus que estão sendo analisados com prioridade.
Kits para diagnóstico

Os kits estão divididos em dois grupos: os que usam amostra de sangue e detectam anticorpos (IgM e IgG) e os que usam amostras das vias respiratórias dos pacientes, nasofaringe (nariz) e orofaringe (garganta) e detectam o antígeno (vírus). Todos são do tipo ensaio imunocromatográfico, sendo que seis fazem o uso de amostras de sangue, soro ou plasma. Confira quais são:

 · One Step Covid-2019 Test

· Coronavírus Rapid Test

· Coronavírus IgG/IgM (Covid-19)

· Medteste Coronavírus 2019-nCoV IgG/IgM

· Teste Rápido em Cassete (Covid-19) IgG/IgM

· Covid-19 IgG/IgM Eco Teste

 Outros dois utilizam um dispositivo semelhante a um cotonete (swab), que retira amostra das vias respiratórias dos pacientes, da nasofaringe e da orofaringe. São eles:

· Eco F Covid-19 Ag

· Covid-19 Ag Eco Teste




Anvisa aprova mais três testes para detectar o Covid-19 
Anvisa, 23/março    

A Anvisa aprovou, nesta segunda-feira (23/3), três novos testes para detectar o Covid-19. Com isso já são 11 os testes aprovados pela Agência para aumentar a capacidade de diagnóstico do vírus no Brasil.

Entre os novos produtos aprovados dois são ensaios moleculares, do tipo PCR, que têm um alto grau de precisão.

O terceiro é um novo teste rápido que faz a detecção de anticorpos, ou seja, que utiliza uma pequena amostra de sangue para a detecção.

Dos 11 testes aprovados até o momento no Brasil, nove são do tipo rápido, com resultados em cerca de 15 minutos, e dois são do tipo molecular.

Confira a publicação dos novos testes no Diário Oficial da União:

    Anti COVID-19 IgG/IgM Rapid Test
    Família Kit de Detecção por PCR em Tempo Real VIASURE SARS-CoV-2
    Família cobas SARS-CoV-2





A Anvisa aprovou novos seis testes para o diagnóstico de Covid-19.
Anvisa, 26/03/2020 

A Anvisa aprovou seis novos testes para o diagnóstico de Covid-19. Com as aprovações anteriores, foram autorizados ao todo 17 testes para facilitar o diagnóstico do novo coronavírus no Brasil. 

Os novos registros constam das Resoluções RE 860/2020 e RE 861/2020, publicadas no Diário Oficial da União (D.O.U.) desta quinta-feira (26/3). A oferta e a produção dos kits para diagnóstico irão depender da capacidade de cada empresa que recebeu o registro.
Confira quais são os novos testes: 


  • LUMIRATEK COVID-19 (IgG/IgM)

  • MAGLUMI IgM de 2019-nCoV (CLIA)

  • MAGLUMI IgG de 2019-nCoV (CLIA)
  • Smart Test Covid-19 Vyttra

  • FAMÍLIA KIT XGEN MASTER COVID-19 – Kit Master para Detecção do Coronavírus SARS-CoV-2

  • DPP® COVID-19 IgM/IgG System 




Referência:
POLITICA, GEOGRAFIA E GEOPOLÍTICA (2020). Anvisa aprovou 17 testes rápidos para o Coronavirus / Covid-19 para uso no Brasil. Política, Geografia e Geopolítica, 31/março/2020.

Fontes:
ANVISA (2020). Aprovados primeiros testes rápidos para Covid-19. Anvisa, 19/03/2020. Ascom, Assessoria de Comunicação da Anvisa. Portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde.

ANVISA (2020). Três novos testes de Covid-19 ganham autorização. Anvisa, 23/03/2020, Ascom, Assessoria de Comunicação da Anvisa. Portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde.


ANVISA (2020). Covid-19: aprovados seis novos testes portal. Anvisa, 23/03/2020, Ascom, Assessoria de Comunicação da Anvisa. Portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde.




sábado, 28 de março de 2020

Isolamento Social no combate à Epidemias: Exemplos históricos e lições da Pandemia da Gripe Espanhola (1918-1920)





History

Coronavirus Coverage


March 27, 2020

How some cities ‘flattened the curve’ during the 1918 flu pandemic


Social distancing isn’t a new idea—it saved thousands of American lives during the last great pandemic. Here's how it worked.

By Nina Strochlic and Riley D. Champine


Social distancing isn’t a new idea—it saved thousands of American lives during the last great pandemic. Here's how it worked.

By Nina Strochlic and Riley D. Champine



Philadelphia detected its first case of a deadly, fast-spreading strain of influenza on September 17, 1918. The next day, in an attempt to halt the virus’ spread, city officials launched a campaign against coughing, spitting, and sneezing in public. Yet 10 days later—despite the prospect of an epidemic at its doorstep—the city hosted a parade that 200,000 people attended.








Flu cases continued to mount until finally, on October 3, schools, churches, theaters, and public gathering spaces were shut down. Just two weeks after the first reported case, there were at least 20,000 more.
The 1918 flu, also known as the Spanish Flu, lasted until 1920 and is considered the deadliest pandemic in modern history. Today, as the world grinds to a halt in response to the coronavirus, scientists and historians are studying the 1918 outbreak for clues to the most effective way to stop a global pandemic. The efforts implemented then to stem the flu’s spread in cities across America—and the outcomes—may offer lessons for battling today’s crisis. (Get the latest facts and information about COVID-19.)










From its first known U.S. case, at a Kansas military base in March 1918, the flu spread across the country. Shortly after health measures were put in place in Philadelphia, a case popped up in St. Louis. Two days later, the city shut down most public gatherings and quarantined victims in their homes. The cases slowed. By the end of the pandemic, between 50 and 100 million people were dead worldwide, including more than 500,000 Americans—but the death rate in St. Louis was less than half of the rate in Philadelphia. The deaths due to the virus were estimated to be about 358 people per 100,000 in St Louis, compared to 748 per 100,000 in Philadelphia during the first six months—the deadliest period—of the pandemic.


Dramatic demographic shifts in the past century have made containing a pandemic increasingly hard. The rise of globalization, urbanization, and larger, more densely populated cities can facilitate a virus’ spread across a continent in a few hours—while the tools available to respond have remained nearly the same. Now as then, public health interventions are the first line of defense against an epidemic in the absence of a vaccine. These measures include closing schools, shops, and restaurants; placing restrictions on transportation; mandating social distancing, and banning public gatherings. (This is how small groups can save lives during a pandemic.)
Of course, getting citizens to comply with such orders is another story: In 1918, a San Francisco health officer shot three people when one refused to wear a mandatory face mask. In Arizona, police handed out $10 fines for those caught without the protective gear. But eventually, the most drastic and sweeping measures paid off. After implementing a multitude of strict closures and controls on public gatherings, St. Louis, San Francisco, Milwaukee, and Kansas City responded fastest and most effectively: Interventions there were credited with cutting transmission rates by 30 to 50 percent. New York City, which reacted earliest to the crisis with mandatory quarantines and staggered business hours, experienced the lowest death rate on the Eastern seaboard.
In 2007, a study in the Journal of the American Medial Association analyzed health data from the U.S. census that experienced the 1918 pandemic, and charted the death rates of 43 U.S. cities. That same year, two studies published in the Proceedings of the National Academy of Sciences sought to understand how responses influenced the disease’s spread in different cities. By comparing fatality rates, timing, and public health interventions, they found death rates were around 50 percent lower in cities that implemented preventative measures early on, versus those that did so late or not at all. The most effective efforts had simultaneously closed schools, churches, and theaters, and banned public gatherings. This would allow time for vaccine development (though a flu vaccine was not used until the 1940s) and lessened the strain on health care systems.
The studies reached another important conclusion: That relaxing intervention measures too early could cause an otherwise stabilized city to relapse. St. Louis, for example, was so emboldened by its low death rate that the city lifted restrictions on public gatherings less than two months after the outbreak began. A rash of new cases soon followed. Of the cities that kept interventions in place, none experienced a second wave of high death rates. (See photos that capture a world paused by coronavirus.)
In 1918, the studies found, the key to flattening the curve was social distancing. And that likely remains true a century later, in the current battle against coronavirus. “[T]here is an invaluable treasure trove of useful historical data that has only just begun to be used to inform our actions,” Columbia University epidemiologist Stephen S. Morse wrote in an analysis of the data. “The lessons of 1918, if well heeded, might help us to avoid repeating the same history today.”



Nina Strochlic is a staff writer covering culture for National Geographic.






STROCHLIC, N. & CHAMPIRE, R. D. (2020). How some cities ‘flattened the curve’ during the 1918 flu pandemic. National Geographic, March 27, 2020. History, Coronavirus Coverage. National Geographic Society.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Vídeo sobre o Coronavírus com o Pesquisador Dr. Átila Iamarino




Vídeo sobre o Coronavírus com o Pesquisador Dr. Átila Iamarino

"O que o Brasil precisa fazer nos próximos dias" - Live 20/03





Live sobre o Coronavírus com o Pesquisador Dr. Átila Iamarino

"O que o Brasil precisa fazer nos próximos dias" - Live 20/03





















quarta-feira, 11 de março de 2020

Vídeo: Novo Coronavírus SARS-CoV-2 / COVID 19 com médico sanitarista Cláudio Maierovitch da Fiocruz


 Fiocruz, 11 de março de 2020

Palestra com médico sanitarista Cláudio Maierovitch, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz - Brasília)



Novo Coronavírus SARS-CoV-2 COVID 19







Fonte:
https://www.youtube.com/watch?time_continue=8769&v=Dq2G59Rka58&feature=emb_logo

https://portal.fiocruz.br/video/talk-show-novo-coronavirus-sars-cov-2-covid-19

domingo, 1 de março de 2020

História das Epidemias: lições não aprendidas da gripe espanhola



GGN, 29/02/2020


As lições que os EUA não aprenderam com a gripe espanhola: dizer a verdade

Enquanto a pandemia ocorria em outubro daquele ano, os americanos podiam ver com seus próprios olhos que as "garantias absurdas" vindas de autoridades locais e nacionais não eram verdadeiras.

Luis Nassif 




Trump está ignorando as lições da pandemia de gripe de 1918 que matou milhões, diz historiador


 Washington Post: Breaking News, World, por Gillian Brockell 

A Espanha, por outro lado, era um país neutro na guerra. Quando a doença chegou lá, o governo e os jornais relataram com precisão. Até o rei ficou doente.

Meses depois, quando uma onda maior e mais mortal varreu o mundo, parecia ter começado na Espanha, embora não tivesse começado. Simplesmente porque os espanhóis disseram a verdade, o vírus foi apelidado de “gripe espanhola”.

Quando a segunda onda de gripe espanhola ocorreu globalmente, “houve censura total” na Europa, disse Barry. “Nos Estados Unidos, eles não fizeram exatamente isso, mas houve intensa pressão para não dizer nada de negativo.”

As notícias sobre a guerra foram cuidadosamente controladas pelo Comitê de Informação Pública, uma agência federal independente cujo arquiteto, publicitário Arthur Bullard, disse uma vez: “A força de uma idéia está em seu valor inspirador. Pouco importa se é verdadeiro ou falso. ”

A CPI divulgou milhares de histórias positivas sobre o esforço de guerra, e os jornais muitas vezes as republicaram textualmente. Então, quando a gripe espanhola se espalhou pelos Estados Unidos no outono de 1918, o governo e a mídia continuaram a mesma estratégia “de manter a moral”.

O Presidente Woodrow Wilson não divulgou declarações públicas. O cirurgião geral Rupert Blue disse: “Não há motivo para alarme se as devidas precauções forem observadas”. Outro alto funcionário da área de saúde, disse Barry, o descartou como “gripe comum por outro nome”.

Mas não foi. A gripe espanhola teve uma taxa de mortalidade de 2% – muito mais alta que as cepas sazonais de influenza e semelhante a algumas estimativas iniciais sobre o coronavírus.

Também diferia em quem matava. A gripe sazonal tende a ser pior para os mais jovens e os mais velhos. A gripe espanhola era mais letal em adultos jovens.

Como soldados amontoados em campos militares.




Na maior parte, a mídia seguiu a liderança do governo e as notícias terríveis autocensuradas. Isso piorou tudo, disse Barry.

Por exemplo, na Filadélfia, as autoridades locais estavam planejando o maior desfile da história da cidade. Pouco antes do evento agendado, cerca de 300 soldados que retornavam começaram a espalhar o vírus na cidade.


“E basicamente todos os médicos, diziam aos repórteres que o desfile não deveria acontecer. Os repórteres estavam escrevendo as histórias; editores estavam matando-os ”, disse ele. “Os jornais da Filadélfia não publicariam nada sobre isso.”

O desfile foi realizado e, 48 horas depois, a gripe espanhola atingiu a cidade. Mesmo quando as escolas foram fechadas e as reuniões públicas foram proibidas, as autoridades da cidade alegaram que não era uma medida de saúde pública e que não havia motivo para alarme, disse Barry.

A Filadélfia se tornou uma das áreas mais atingidas do país. Os mortos jaziam em suas camas e nas ruas por dias; eventualmente, eles foram enterrados em valas comuns. Mais de 12.500 moradores morreram, de acordo com o Philadelphia Inquirer .
https://www.ohiohistory.org/learn/collections/history/history-blog/march-2020/spanishflu
Diferenças de mortos entre as cidades de S. Louis (que declarou a quarentena com isolamento social 2 dias depois do primeiro caso), e a Filadéfia (que demorou três semanas após o primeiro caso para iniciar a quarentena).


Se um jornal denunciou a verdade, o governo a ameaçou. A União do Condado de Jefferson, em Wisconsin, alertou sobre a gravidade da gripe em 27 de setembro de 1918. Em questão de dias, um general do Exército começou a processar o jornal sob um ato de sedição durante a guerra, alegando que tinha “moral deprimida”.




Enquanto a pandemia ocorria em outubro daquele ano, os americanos podiam ver com seus próprios olhos que as “garantias absurdas” vindas de autoridades locais e nacionais não eram verdadeiras. Essa crise de credibilidade levou a rumores sobre curas falsas e precauções desnecessárias, disse Barry.

A gripe espanhola acabou matando cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo 675.000 pessoas nos Estados Unidos, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças . Até o presidente Wilson percebeu, no meio das negociações para acabar com a Grande Guerra.

“Acho que a lição número 1 que surgiu da experiência é que, se você quiser evitar o pânico, diga a verdade”, disse Barry.



Em 2005 e 2006, Barry contribuiu como especialista no assunto para um plano de pandemia de influenza criado pelo CDC. Ele disse que achava que era seu trabalho bater o tambor “diga a verdade, diga a verdade”.

Agora, com o coronavírus, Barry disse que está “um pouco preocupado” com o plano que está sendo seguido. Ele não acha que o governo Trump esteja “mentindo completamente, mas eles definitivamente estão lhe dando interpretações que parecem ser os melhores cenários”.

Ele está particularmente preocupado com a decisão do presidente Trump de ter o vice-presidente Pence supervisionando a resposta, em vez de um especialista como Anthony Fauci, o médico que chefia o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas do National Institutes of Health.

Dada a crise de credibilidade que ocorreu com a pandemia de 1918, Barry disse que era “a coisa exata e errada a se fazer”.








Texto original:https://www.washingtonpost.com/history/2020/02/29/1918-flu-coronavirus-trump/