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quarta-feira, 30 de outubro de 2024

BNDES aprova R$ 37,6 mi para expandir a produção de biometano no Paraná

 

BNDES aprova R$ 37,6 mi para expandir a produção de biometano no PR

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor total de R$ 37,6 milhões para a Geo bio Gas&Carbon ampliar a produção de biometano e de biofertilizantes.

Fonte: Agrimidia


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor total de R$ 37,6 milhões para a Geo bio gas&carbon ampliar a produção de biometano e de biogás na unidade de Tamboara, no Paraná. Ao todo, o projeto tem valor de R$ 41 milhões.

O financiamento aprovado conta com R$ 33,6 milhões do Fundo Clima e R$ 3,9 milhões do Finem Padrão B (destinado à aquisição de máquinas e equipamentos importados novos, sem similar nacional). O objetivo é ampliar a capacidade de produção de biometano de 70 Nm³/h para até 1.500 Nm³/h. E de biogás, de 1.750 Nm³/h para até 3.500 Nm³/h.

Inaugurada em 2012, a unidade de Tamboara foi a primeira planta de produção comercial de biogás em larga escala no Brasil a processar resíduos da produção sucroenergética: torta de filtro, vinhaça e palha. A quase totalidade do biogás produzido era utilizada, historicamente, para a geração de energia elétrica.
Após a conclusão do projeto, o biogás deverá ser utilizado, em sua maior parte, para a produção de biometano. É quando o biogás passa por um processo de upgrade, que consiste na remoção de outros gases (principalmente CO2) de forma a aumentar a concentração do metano (CH4) na molécula, atingindo o padrão de biometano definido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Um diferencial da unidade é a produção constante de biometano ao longo do ano, independente de safra e entressafra. A planta utiliza uma tecnologia de biodigestão anaeróbica capaz de processar torta de filtro e outros resíduos sólidos, possíveis de serem estocados sem perda de matéria orgânica, fornecendo gás de forma constante.

“O incentivo à produção de biometano é uma diretriz importante do governo do presidente Lula porque tem grande impacto ambiental. O projeto aprovado pelo BNDES, após concluído, deverá resultar na produção de até 9,4 milhões de Nm³ de biometano por ano, um combustível renovável, que pode substituir cerca de 8,5 milhões de litros de diesel ou aproximadamente 7,4 milhões de quilos de GLP, combustíveis de origem fóssil, evitando a emissão de quase 340 mil toneladas de CO2 equivalentes por ano”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.


Segundo o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luís Gordon, a nova política industrial do governo federal e o Novo Fundo Clima têm como objetivo apoiar e estimular projetos que contribuam para a descarbonização e para uma indústria mais verde. “Por isso, o Banco apoia a implantação e a ampliação de empreendimentos, além da aquisição de máquinas e equipamentos mais eficientes, para que o país aumente a produtividade, utilizando fontes de energia limpa.”

Alessandro Gardemann, CEO da Geo, destacou o apoio do BNDES à Tamboara desde o seu início, em 2010, por meio de uma linha de financiamento à inovação, e os impactos desse novo empréstimo na trajetória da empresa. “O apoio do BNDES foi determinante para essa usina ser implementada, assim como está sendo este novo financiamento, que permite à Geo dar um grande passo na ampliação de sua carteira de projetos para produção de biometano. E, principalmente, contribui na transição energética e na implementação das metas de descarbonização determinadas pela Lei do Combustível do Futuro. O aumento da oferta de biometano também vai permitir interiorizar a oferta de gás, de origem renovável, no país”, afirma.

Geo Bio Gas&Carbon – Fornecedora de plataforma de tecnologia, a Geo concentra-se no desenvolvimento da produção de hidrocarbonetos verdes. A companhia desenvolveu um processo proprietário único e inovador para produção de biogás a partir do reaproveitamento de resíduos sólidos e líquidos do agronegócio. Hoje, com quatro plantas operando nos estados do Paraná e São Paulo, a Geo já investiu mais de R$ 450 milhões na criação e instalação de projetos para produção de biogás.

A unidade de Tamboara (PR) produz biogás os 12 meses do ano. A partir dessa produção, que atinge cerca de 16 milhões de Nm3/ano, podem ser gerados aproximadamente 21.000 MWh/ano de energia elétrica, 53.000 toneladas de biofertilizantes sólidos e 1 milhão de m3 de biofertilizantes líquidos. O biogás e a energia elétrica são vendidos no mercado. Os biofertilizantes são doados como forma de contrapartida para a Cooperativa Agrícola Regional de Produtores de Cana Ltda (Coopcana), parceira da qual a Geo utiliza dejetos (vinhaça e torta de filtro) para a produção de biogás.



Fonte:
AGRIMIDIA (2024). BNDES aprova R$ 37,6 mi para expandir a produção de biometano no PRGessulli AgriMidia Boletim Informativo, 29/10/2024. <https://agrimidia.com.br/biomassa/2024/10/29/bndes-aprova-r-376-mi-para-expandir-a-producao-de-biometano-no-pr/> . 

sexta-feira, 21 de junho de 2024

Fontes renováveis alcançam 49,1% na matriz energética brasileira

 

Ministério de Minas e Energia, 

20/06/2024

Fontes renováveis atingem 49,1% na matriz energética brasileira

Aumento da renovabilidade nos últimos anos evidencia ainda mais a liderança do Brasil nas ações que visam à transição energética por meio da inserção de novas fontes



Nos últimos dois anos, a participação das renováveis na Oferta Interna de Energia (OIE) brasileira aumentou para 49,1%, em 2023. Em 2021, o percentual de fontes renováveis na matriz energética brasileira era de 45%. O dado foi divulgado, nesta semana, no Balanço Energético Nacional (BEN) 2024 elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em parceria com Ministério de Minas e Energia (MME).

“Esses dados mostram o resultado das ações que temos feito à frente do MME, sob a liderança do presidente Lula, para desenvolver e fortalecer a transição energética justa e inclusiva. Seguimos liderando os diálogos mundiais sobre o tema, atraindo investimentos para aumentar cada vez mais o papel de protagonista do país na nova economia verde, na economia da energia renovável”, explicou o ministro Alexandre Silveira sobre os dados divulgados.

De acordo com o BEN 2024, os altos níveis de renovabilidade na Oferta Interna de Energia foram assegurados especialmente pelo desenvolvimento das fontes eólica, solar e biomassa. A energia hidráulica manteve-se estável com regime hídrico favorável, aponta o documento.

O incremento das fontes renováveis nas últimas duas décadas evidencia a liderança que o Brasil vem apresentando nas ações que visam à transição energética, especialmente por meio da inserção e fortalecimento de novas fontes na matriz energética brasileira.

E a meta é aumentar ainda mais. Os esforços do Ministério de Minas e Energia têm sido de atrair investimentos na área, aumentando a participação das renováveis no país, descarbonizando setores e gerando emprego, renda e oportunidades para a população.

Mais detalhes sobre o BEN
Elaborado com base em dados levantados pela EPE, o Balanço Energético Nacional é divulgado anualmente e traz uma extensa pesquisa e a contabilidade de informações relativas à oferta e consumo de energia no Brasil. O relatório contempla as atividades de extração de recursos energéticos primários, sua conversão em formas secundárias, a importação e exportação, a distribuição e o uso final da energia.

Esta é uma série de matérias que serão divulgadas até o fim desta semana para detalhar os principais destaques do BEN 2024 em relação aos setores de energia elétrica, planejamento energético, petróleo, gás natural e biocombustíveis.




Por: Ministério de Minas e Energia (MME)
Link: https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/fontes-renovaveis-atingem-49-1-na-matriz-energetica-brasileira


Fonte: 
MME (2024). Fontes renováveis atingem 49,1% na matriz energética brasileira. Ministério de Minas e Energia, 20/06/2024. <https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/fontes-renovaveis-atingem-49-1-na-matriz-energetica-brasileira> 





quinta-feira, 17 de junho de 2010

O Programa Nacional de Biodiesel: avanços e limites

Carta Maior

16/06/2010 

O Programa Nacional de Biodiesel: avanços e limites

Do ponto de vista produtivo, é inquestionável o sucesso do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel. No curto espaço de cinco anos, o programa conseguiu induzir a formação de um parque industrial capaz de atender a uma demanda de cerca de dois bilhões e meio de litros de biodiesel. O PNPB não apenas conseguiu atender à demanda antecipada do B5, como alcançou uma capacidade produtiva bem superior à demanda atual. Contudo, do ponto de vista distributivo e da justiça social, o programa ainda precisa avançar muito. O artigo é de Georges Flexor, professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

Georges Flexor (*)

O Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) completou em janeiro de 2010 cinco anos. Dado que a meta de adicionar 5% (B5) de biodiesel ao diesel mineral foi alcançada oficialmente em 2010, antecipando em três anos a previsão inicial, e que o mercado de biodiesel encontra-se relativamente bem estruturado, o momento atual pode ser apropriado para tecer algumas considerações avaliativas sobre o caminho percorrido.

Do ponto de vista produtivo, é inquestionável o sucesso do PNPB. No curto espaço de cinco anos, o programa conseguiu induzir a formação de um parque industrial capaz de atender a uma demanda de cerca de dois bilhões e meio de litros de biodiesel. O PNPB não apenas conseguiu atender à demanda antecipada do B5, como alcançou uma capacidade produtiva bem superior à demanda atual. Não existem, portanto, riscos de desabastecimento no horizonte próximo. Segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia, divulgado recentemente pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), se o índice de adição de biodiesel permanecer em 5%, a capacidade produtiva atual será suficiente para garantir uma oferta segura do combustível até 2019.