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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Futuro Sustentável: o cenário das energias renováveis no Brasil

 

Futuro Sustentável: o cenário das energias renováveis no Brasil

Agência Cenário Energia

10/02/2025

Diego Guillen & Leonardo Bastos



O uso de energias renováveis tem se tornado cada vez mais promissor no Brasil. Entre os principais propulsores desse avanço estão as metas globais de emissões líquidas zero de carbono (Net Zero) e a crescente relevância das práticas ESG (Ambiental, Social e Governança). Esses fatores têm direcionado o foco para a urgência de assegurar um futuro sustentável, promovendo o uso responsável e eficiente dos recursos naturais.


A partir desse cenário, o avanço tecnológico tem contribuído assiduamente para a ascensão das fontes renováveis como fotovoltaica, eólica, biogás e hidrogênio verde. No entanto, o mercado ainda carece de qualificação profissional, o que impacta diretamente na execução de projetos, na operação e manutenção de sistemas. Assim como as burocracias regulatórias que podem atrasar projetos.


Brasil: um país promissor para um futuro sustentável

A pesquisa “Reduzindo as incertezas das projeções climáticas sobre os recursos de energia solar no Brasil”, publicada pelos cientistas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), aponta que a irradiação solar deve aumentar entre 2% e 8% na maior parte do Brasil até 2040, com exceção da região Sul, que deverá ter uma redução de cerca de 3%.


Em contrapartida, a região Sul do país possui o maior potencial técnico para geração eólica offshore, de 660 GW de capacidade instalada, de acordo com estudo realizado pelo grupo Banco Mundial, em parceria com o Ministério de Minas e Energia e a Empresa de Pesquisa Energética.


Esses dados refletem o quão rico é o Brasil em recursos naturais, o que o torna altamente promissor para o desenvolvimento de usinas de fontes renováveis. Inclusive, uma possibilidade relevante é a implantação de usinas híbridas, capazes de operar 24 horas por dia. Esse modelo pode combinar diferentes fontes de energia renovável, como o aproveitamento do sol durante o dia (fotovoltaico) e do vento à noite (eólico), ou ainda integrar recursos naturais em um período e baterias em outro, garantindo uma operação contínua e eficiente.


Para alavancar ainda mais esse potencial, a inovação tem se mostrado uma grande aliada. Com os avanços tecnológicos, é possível dobrar a geração de energia no mesmo espaço físico, graças às melhorias nos módulos fotovoltaicos. Além disso, os inversores garantem mais eficiência, enquanto os equipamentos para instalação e comissionamento otimizam o dia a dia das operações, conferindo mais agilidade e produtividade.


Falta de capacitação profissional

No entanto, esse é um mercado que ainda carece de qualificação profissional. Uma pesquisa realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) revelou que o Brasil precisará formar, a cada ano, quase 3 mil técnicos e trabalhadores qualificados para expandir a produção do chamado hidrogênio verde, combustível limpo produzido a partir de energias renováveis.


Dada a grande dificuldade de encontrar engenheiros e técnicos que dominem a operação com energias renováveis, observa-se que o déficit de qualificação se estende a outras frentes além do hidrogênio verde. Isso porque, esse setor conta com complexidades de sistemas, normas, regulamentações e tecnologias que um profissional com formação tradicional dificilmente consegue atender.


Nesse sentido, a especialização em energias renováveis tem se tornado indispensável para quem almeja trabalhar em prol de um futuro sustentável, tendo o estudo contínuo e acompanhamento do mercado como premissa para realizar projetos robustos e eficientes.


Olhar para o futuro

As hidrelétricas ainda estão à frente na geração de energia no Brasil, cenário que deve mudar considerando a necessidade de um futuro sustentável próximo. Nesse sentido, fontes fotovoltaicas, eólicas, hidrogênio verde, entre outras, têm começado a sair do papel para se tornar uma realidade rentável.


Para tanto, investir em tecnologia de ponta e formação de qualidade, bem como no apoio de empresas parceiras capazes de maximizar a eficiência, garantindo segurança e sustentabilidade, é essencial para uma evolução capaz de manter o mundo funcionando para as futuras gerações.


Essa combinação fortalece a competitividade do setor, reduz os impactos ambientais e promove um ciclo virtuoso de inovação, responsabilidade social e desenvolvimento econômico.


Fonte: 

Guillen, Diego & Bastos, Leonardo (2025). Futuro Sustentável: o cenário das energias renováveis no Brasil. Agência Cenário Energia, 10/02/2025. <https://cenarioenergia.com.br/2025/02/10/futuro-sustentavel-o-cenario-das-energias-renovaveis-no-brasil/> . 

terça-feira, 13 de outubro de 2020

3º Encontro da Rede Brasileira de Estudos da China - 2º dia, 15/10, tarde

3º Encontro da Rede Brasileira de Estudos da China - 2º dia, 15/10, tarde




 


3º Encontro da Rede Brasileira de Estudos da China - 2º dia, 15/10, tarde

  


quinta-feira, 8 de outubro de 2020

3º Encontro da Rede Brasileira de Estudos da China | 14, 15 e 16 de outubro de 2020

 

3º Encontro da Rede Brasileira de Estudos da China 

A Rede Brasileira de Estudos da China (RBChina) promoverá o seu III Encontro nos dias 14, 15 e 16 de outubro de 2020, com o tema “O Sul Global no contexto da disputa hegemônica China-EUA”. O evento será realizado no formato virtual e as inscrições são gratuitas. Neste ano, a organização está sob a responsabilidade do Instituto de Estudos da Ásia da Universidade Federal de Pernambuco (IEASIA/UFPE), em colaboração com diversas outras instituições ligadas à Rede.

O Encontro estava previsto inicialmente para acontecer de maneira presencial na cidade do Recife, no entanto, devido à pandemia de COVID-19, o evento ocorrerá 100% online, aberto a toda sociedade mediante inscrições. Isso deverá ampliar o alcance e a relevância da iniciativa, sobretudo em um momento no qual a existência de fóruns acadêmicos e institucionais que permitam uma maior compreensão acerca da China se mostra de grande importância, especialmente no Brasil.

A programação conta com as presenças do Embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, e da Cônsul-Geral da China no Recife, Yan Yuqing, além de palestras e debates com convidados(as) de vários estados brasileiros e de outros países. Além de acadêmicos(as) das principais universidades nacionais, também participarão do evento pesquisadores(as) da China University Foreign Affairs, Shanghai Jiao Tong University e do Shanghai Institute for International Studies (SIIS).

Ao todo, o Encontro terá dez mesas que abordarão temáticas variadas. Entre elas, os papeis do Brasil e da China na política internacional, a recente disputa comercial sino-americana e seus reflexos para a América Latina, os efeitos da atual pandemia na geopolítica mundial, inovação tecnológica, protagonismo feminino, finanças e bancos, etc.

Histórico

A RBChina foi lançada em novembro de 2017 e atualmente é integrada por mais de 200 pessoas, entre acadêmicos(as), diplomatas, advogados(as), jornalistas, artistas, empresários(as) e estudantes, espalhados(as) pelos diversos estados brasileiros e por outros países. Trata-se de uma rede em processo de ampliação, que tem se consolidado como um importante fórum nacional dedicado à China. Desde então, já foram organizados dois encontros nacionais: o primeiro, em 2018, aconteceu na cidade de Belo Horizonte; o segundo, em Campinas, ocorreu no ano seguinte.

Em 2018, o evento teve o apoio direto da Embaixada da China no Brasil e da Associação de Amizade do Povo da China com os Países Estrangeiros, que organizaram a vinda de acadêmicos chineses. Em 2019, o Encontro contou com a participação de pesquisadores(as) da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS) através do Centro CASS – Unicamp de Estudos sobre a China.

As inscrições podem ser feitas através do link https://bit.ly/3bX1QML

 Fonte: Instituto de Estudos da Ásia   https://ufpeieasia.wordpress.com/



Assista ao vivo o 3º Encontro da Rede Brasileira de Estudos da China no Canal da UFPE no Youtube:

  


 
Dúvidas e maiores informações pelo e-mail: ieasia.ufpe@gmail.com.

Instituto de Estudos da Ásia
Institute of Asian Studies



 


quinta-feira, 17 de setembro de 2020

75 anos da II Guerra Mundial: o papel do Brasil, da Rússia e da China

75 anos da II Guerra Mundial: o papel do Brasil, da Rússia e da China

 



 

 https://youtu.be/R9hEhuACp9Q

 

 

 O último suspiro da Segunda Guerra Mundial acontecia em setembro de 1945, com a rendição japonesa.

O Sistema Internacional foi reestruturado e reconstruído pelos efeitos da II Guerra Mundial
sofreu grandes transformações, mas continua apresentando diversas estruturas e padrões de relações entre os Estados herdadas daquele evento catastrófico.

Exatos 75 anos depois, as potências tradicionais apresentam relativa decadência em relação às potências emergentes. A construção de novos padrões de relações Sul-Sul, progressivamente mais institucionalizadas, vem acompanhada de diversos estudos acadêmicos partindo de uma visão do sul global geopolítico, reivindicando o lugar da periferia na história mundial. Neste contexto o grupo dos países do BRICS reposiciona sua voz nessa História constantemente re-interpretada e re-analisada.

O Ciclo de Debates do NEEGI apresenta do debate:

“75 anos da II Guerra Mundial: o papel do Brasil, da Rússia e da China”, realizado ao vivo, no canal do NEEGI no YouTube, no dia 17 de setembro, quinta-feira, à partir das 19h


Nossos queridos convidados e debatedores são:
Alessandra Scangarelli Brites
Bruno Magno
Eden Pereira Lopes da Silva
João Claudio Platenik Pitillo
Lucas Kerr Oliveira


 

 
 
Evolução da Guerra entre os países do Eixo Nazifascista e os Aliados das Nações Unidas (1939-1945). (Fonte:  Wikimedia Commons)
Fonte:  Wikimedia Commons
 
 
 
Fonte:  Wikimedia Commons
 






 
 


 
 



 

 

 

 

 

 

 

 








 
 
 
 













sábado, 1 de agosto de 2020

Vídeo: "Epidemiologia da COVID19 no Brasil, no Nordeste e no Ceará"​, com a prof.a. Dra. Lígia Kerr


Vídeo Palestra:

"Epidemiologia da COVID19 no Brasil, no Nordeste e no Ceará"​

com a prof.a. Dra. Lígia Kerr


Sábado, 1o de agosto de 2020 : 16h






"Epidemiologia da COVID19 no Brasil, no Nordeste e no Ceará"

Vídeo Palestra na forma de Aula Pública​ com a Professora Dra. Ligia Regina Franco Sansigolo Kerr, da Universidade Federal do Ceará, UFC



Professora Dra. Ligia Regina Franco Sansigolo Kerr, é professora titular da Universidade Federal do Ceará. Possui graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, USP (1983), mestrado em Medicina (Medicina Preventiva) pela Universidade de São Paulo (1988), doutorado em Medicina (Medicina Preventiva) pela Universidade de São Paulo (1992). Possui, também, pós-doutorado em epidemiologia na Harvard School of Public Health (1997) e pós-doutorado em epidemiologia na University of California San Francisco (2007). É Membro do Comitê de Eliminação da Hanseníase do Ministério da Saúde, foi membro do Comitê de Pesquisa do Programa Nacional de AIDS do Ministério da Saúde e da Comissão Nacional de AIDS do Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde, foi editor associado da Revista de Epidemiologia da ABRASCO, assessora do Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária Dona Libânia, revisora da Revista de Saúde Pública da USP, JAIDS, AIDS & Behavior, Journal of Infection in Developing Countries, foi membro do corpo editorial dos Cadernos de Saúde Pública e é membro do corpo editorial da revista Culture, Health and Sexuality. Possui vasta experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: epidemiologia e controle da aids, epidemiologia e controle da hanseníase e outras doenças transmissíveis. Atualmente participa do desenvolvimento de quatro pesquisas epidemiológicas no Brasil, com foco no Nordeste e no Ceará, coordena a pesquisa sobre Incidência e prevalência da COVID-19 no Arquipélago de Fernando de Noronha.

Professora Dra. Ligia Regina Franco Sansigolo Kerr, link para o Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/6549222399222061

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Integração Regional Sul-Americana: Segunda ponte Brasil-Paraguai em Foz do Iguaçu tem ritmo intenso de obras


Agência Estadual de Notícias do Estado do Paraná
19/06/2020

Segunda ponte de Foz do Iguaçu tem ritmo intenso de obras

Projeto da Segunda Ponte Brasil-Paraguai em Foz do Iguaçu, PR. Fonte: DNIT

 


 Foto: José Fernando Ogura/AEN

Uma descida até o Paraguai ou uma subida até o Brasil poderão ser jargões em Foz do Iguaçu a partir de 2022, quando a segunda ponte entre os dois países estiver em pleno funcionamento. A brincadeira faz referência a uma diferença de mais dez metros de altura entre as cabeceiras das duas pistas, mas essa sensação será praticamente imperceptível ao percorrer a distância de 760 metros da ponte, que será um novo marco arquitetônico e logístico do Paraná. O Governo do Estado é gestor da obra.

Os trabalhos alcançaram 22% na primeira semana de junho e envolvem mais de 350 funcionários. O ritmo está bem acelerado na margem brasileira do Rio Paraná, com estruturas bem visíveis, mas questões aduaneiras atrasaram as obras no Paraguai, que ainda estão na fase de terraplanagem e construção do dique de contenção contra eventual cheia. Essa diferença de cerca de seis meses será recuperada nos próximos meses.

“É um projeto que está em discussão há mais de 25 anos e que tiramos do papel em tempo recorde”, diz o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Somos responsáveis pela gestão desta obra, que é parte do planejamento de melhorar a integração na América do Sul e ampliar o turismo em Foz do Iguaçu. É um símbolo, porque fica perto do Marco das Três Fronteiras, é uma ponte que marcará esse século como a Ponte Internacional da Amizade marcou o último”.

O secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, enfatiza que é a maior obra do Estado, uma das maiores do País e um desafio logístico internacional. “A nova ponte é fruto do bom relacionamento com o governo federal, que entendeu que o Governo do Estado deveria ser responsável pela gestão da obra”, afirma o secretário. “Esse projeto demorou a sair do papel e passou algum tempo abandonado, mas fizemos questão de participar”.

A segunda ponte internacional sobre o Rio Paraná e a nova perimetral até a BR-277, que acompanha a obra, terão investimentos de R$ 463 milhões da Itaipu Binacional. Segundo o diretor-geral brasileiro da usina, Joaquim Silva e Luna, a obra faz parte da missão da Itaipu de impulsionar o desenvolvimento econômico, turístico, tecnológico, sustentável no Brasil e no Paraguai. “Queremos que o cidadão perceba onde o dinheiro está sendo aplicado e, por isso, investimos em grandes obras estruturantes, como esta ponte, que será um marco da ligação entre os dois países”, afirma o diretor-geral.

EM TRÊS ANOS A ponte está sendo construída nas proximidades do Marco das Três Fronteiras, ligando Foz do Iguaçu à cidade paraguaia de Presidente Franco. Batizada de Ponte da Integração Brasil-Paraguai, a segunda ponte internacional sobre o Rio Paraná custará cerca de R$ 323 milhões. A Itaipu injetou mais R$ 140 milhões nas obras da Perimetral Leste, que ligará a nova estrutura à BR-277.

A nova ponte terá 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros, o maior da América Latina. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de 3 metros e calçada de 1,70 metro nas laterais. A previsão é que a obra seja entregue em três anos. Ela será maior que a Ponte Internacional da Amizade e está localizada cerca de 10 quilômetros abaixo dela, em direção ao Rio Iguaçu.

O projeto foi concebido originalmente por uma comissão mista entre os dois países em 1992, mas foi deixado de lado com o decorrer dos anos por falta de dinheiro ou interesse diplomático. Também houve problemas ambientais no início da execução, em 2014, e a obra foi paralisada. Quando houve avanços nas questões legais não havia recursos e a entrada da Itaipu Binacional nessa estratégia foi fundamental para resolveu todas as pendências.

“Inicialmente não era para ser uma ponte estaiada, depois o projeto previa um vão menor, mas, ao final, o consórcio escolheu por deixar os pilares nas bordas por facilidade na execução e para ter o maior vão livre da América Latina”, explica o engenheiro Marcus Arantes, responsável pelo acompanhamento da obra por parte do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), órgão delegado para fiscalização do contrato.

Como contrapartida da estratégia paraguaia, haverá uma nova ponte, também bancada pela Itaipu Binacional, entre Carmelo Peralta (Paraguai) e Porto Murtinho (Mato Grosso do Sul).

PERIMETRAL – A perimetral que faz parte da obra vai permitir que caminhões procedentes da Argentina e do Paraguai acessem diretamente a BR-277 na altura do Posto Paradão, reduzindo o fluxo de veículos pesados na área urbana de Foz do Iguaçu. A ponte também terá acesso facultado a veículos menores e turistas.

A perimetral do lado brasileiro está prevista para começar em outubro e inclui toda a estrutura necessária para a aduana na chamada zona primária. A perimetral do lado paraguaio será de responsabilidade do governo local. Da mesma forma, na outra ponte ligando os dois países, cada um deles será responsável pela construção da sua respectiva perimetral.

“A ponte e a perimetral são de fundamental importância para o comércio e o turismo”, diz Mario Camargo, presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz). “Esse contorno vai tirar os caminhões de dentro da cidade e da Rodovia das Cataratas. Foz do Iguaçu tem duas grandes vocações e elas não podem causar transtornos entre si”, diz ele. “Fora a degradação do asfalto. Esse anel rodoviário vai melhorar a rotina da cidade”.




Box 1

Ponte terá torres do tamanho de prédio de 50 andares

No lado brasileiro, uma das duas principais torres de 190 metros (tamanho de um prédio de 50 andares) já bateu os 60 metros (altura da pista do asfalto) e os trabalhos na coirmã para alcançar esse patamar terminam em breve. A intensidade é possível graças a uma tecnologia de concreto injetado por camadas. A espessura de cada cilindro é de 60 centímetros.

As torres formarão um Y invertido, por onde passarão os estaios (cabos de aço) da ponte estaiada. Esse canteiro trabalha 24 horas por dia. O lado paraguaio será espelhado.

A caixa de equilíbrio do lado brasileiro também já tem estrutura praticamente finalizada e passa por um processo de deslizamento de concreto. Ela foi fixada nas rochas de basalto do morro que margeia o Rio Paraná e é onde todos os estaios serão ancorados para garantir estabilidade para a ponte. 
A estrutura terá ainda outros três pares de torres de concreto em cada lado do rio Paraná, além das torres principais de 190 metros. No lado brasileiro, dois pares estão em avançada fase de concretagem e o outro está praticamente finalizado. Todas essas estruturas são “grampeadas” sobre os morros.
O Paraguai iniciou neste mês as armações das bases das torres principais e a regularização do subleito para as demais estruturas. Mesmo com a diferença no avanço das obras nos dois países a expectativa é de finalizar até o fim do ano a parte mais robusta das fundações e do concreto para começar a instalação das vigas entre as estruturas. Elas estão sendo pré-montadas em Porto Alegre e serão transportadas de caminhão para Foz do Iguaçu, onde ocorrerão os últimos encaixes.

Os atrasos paraguaios envolveram questões aduaneiras. Como o consórcio é brasileiro (Construbase–Cidade–Paulitec), foi preciso criar uma normativa própria entre os dois países para permitir exportações de produtos e mão de obra para acesso exclusivo à margem paraguaia. Qualquer funcionário que se desloque entre os canteiros precisa apresentar documento para a Receita Federal dos dois países.

 Foto: José Fernando Ogura/AEN

 Foto: José Fernando Ogura/AEN

 Foto: José Fernando Ogura/AEN

 Foto: José Fernando Ogura/AEN
 Foto: José Fernando Ogura/AEN




Box 2

Ponte terá conexão com o Centro Integrado de Operações de Fronteira

A nova ponte será totalmente conectada ao Centro Integrado de Operações de Fronteira (CIOF), unidade formada por forças nacionais e estaduais que trabalham integradas em ações estratégicas. A sede é dentro do Parque Tecnológico de Itaipu (PTI). O centro atua prioritariamente em três frentes: operações ostensivas, auxílio das investigações e combate às facções criminosas.
A ideia do CIOF de Foz do Iguaçu, primeiro do País nesse modelo, foi reunir sob um mesmo teto representantes de várias agências encarregadas da aplicação da lei para trocar informações e investigações. A iniciativa é inspirada em uma experiência norte-americana chamada de Fusion Center, instalada após os ataques de 11 de setembro de 2001.

Box 3

Para economista, potencial comercial da Ponte da Integração é imenso

O economista Luciano Wexell Severo, professor do Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política (ILAESP) da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), explica que a nova ponte entre o Brasil e o Paraguai pode ajudar a estruturar novas políticas públicas no Cone Sul e ser preponderante na conexão bioceânica entre o Porto de Paranaguá e os portos do Norte do Chile, principalmente Antofagasta.

“Existe um esforço de investimentos em obras para transporte multimodal para o escoamento de produção e a articulação produtiva dessa região, que é uma área geograficamente e geopoliticamente muito importante para a América Latina, envolvendo Paraná, Mato Grosso do Sul, Paraguai, Bolívia e Argentina. Parcela considerável da exportação do Paraná tem a Ásia como destino, principalmente celulose, soja e carnes congeladas. Podemos baratear os custos de deslocamento”, afirma Severo.

Ele cita um estudo do Observatório de Integração Econômica da Unila que prevê que o corredor tem potencial de desenvolver novas cadeias produtivas ao longo do seu eixo, integrando melhor alguns setores da economia. “Apesar da distância entre Foz do Iguaçu e Paranaguá ser a metade da distância entre Foz do Iguaçu e Antofagasta, via Chile, haverá redução do tempo de transporte e dos custos logísticos. Dá para estimar uma economia de 20% do tempo entre Foz do Iguaçu e a Ásia e a Costa Oeste dos Estados Unidos e de 30% dos custos logísticos de alguns produtos”, acrescenta.

Outro aspecto positivo da nova ponte é o aumento da integração entre o Brasil e o Paraguai. A média da balança comercial entre os dois países é de cerca de US$ 4,5 bilhões nos últimos cinco anos e 90% desse comércio passa pela Ponte da Amizade. Ele cita que a economia paraguaia vem crescendo a uma taxa média de 4,5% nos últimos cinco anos, fruto da produção agrícola e do estímulo para estabelecimento de empresas.

"Nos próximos 10 ou 12 anos a expectativa é que o País cresça para usar 100% de sua parte da produção energética de Itaipu e Yacyretá (binacional entre o Paraguai e a Argentina)”, defende o economista. “Se o Brasil recuperar bom nível de crescimento, com articulação, o Paraná pode se transformar em um centro de produção e distribuição. Porque nossa economia ajuda a alavancar a latino-americana”.

Severo também aponta que a Ponte da Integração pode ser fundamental no novo xadrez político global do pós-pandemia, que ainda é incerto. Ele cita o exemplo de duas pontes com menos de 15 anos no Acre, conectando o estado a Peru e Bolívia, e como elas mudaram a dinâmica econômica local. A nova estrutura pode ajudar a lapidar novas formatações econômicas no Mercosul.

“O comércio naquela região era realizado via chalanas, embarcações primárias, e agora as exportações são pelas pontes. Todos os estados brasileiros têm como maiores parceiros a China e os EUA, mas isso não ocorre com o Acre. Isso acontece porque o estado se voltou para dentro da América. Antes as exportações aconteciam pelos portos de Santos, Manaus e Paranaguá, agora podem sair pelo Pacífico”, desenha o professor.

Ele cita inúmeras outras possibilidades de integração nas áreas de saúde, cultura, educação, emprego. “Pontes e estradas não são passageiras. As cidades estabelecem agendas comuns a partir delas. Podemos facultar acesso maior a paraguaios e vice-versa, aproximar produtores chilenos e argentinos, parar de comprar sal para o agronegócio em Mossoró (RN), a 3,7 mil quilômetros, e comprar aqui do lado. Em 2019, o Paraná importou mais de US$ 1,7 milhão de sal do Chile, via porto de Paranaguá”, arremata. “Além disso podemos utilizar mecanismos já previstos para não utilizar dólar nas transações comerciais latinoamericanas, as compensações. A crise pode nos obrigar a nos unirmos”.






Box 4
Foz tem programa com sete eixos de desenvolvimento

O Programa Acelera Foz, lançado no mês passado, reúne 40 iniciativas em sete eixos para que o município alcance e ultrapasse os patamares registrados pouco antes do início da pandemia provocada pelo novo coronavírus. Os eixos são infraestrutura, divulgação, retomada econômica do turismo, empreendedorismo, inovação e atração de investimentos, apoio à produção e comercialização, e fomento de políticas públicas.

Apenas as obras prioritárias em infraestrutura somam cerca de R$ 900 milhões. São projetos já em execução – entre elas a segunda ponte e a ampliação da pista do aeroporto – e os novos empreendimentos da revitalização e duplicação da Rodovia das Cataratas, trincheira da Rua Teodoro Risden com a BR-277, revitalização do Espaço das Américas e um porto seco trimodal.

“Estamos trabalhando no pós-pandemia em parceria com diversas entidades para potencializar ações integradas. Foz do Iguaçu não pode ser apenas turismo contemplativo, aprendemos com a crise que essa matriz é frágil. Queremos dinamizar o ecossistema de inovação, diversificar a economia, trabalhar com startups e com planos integrados de marketing”, explica Mario Camargo, presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz).

Parte do plano de retomada econômica da cidade Codefoz, Itaipu Binacional, Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Prefeitura de Foz do Iguaçu, Sebrae, Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI) e Conselho Municipal de Turismo (Comtur).

 Fonte: Agência Paraná de Notícias. 










 Foto: José Fernando Ogura/AEN



 Foto: José Fernando Ogura/AEN

 Foto: José Fernando Ogura/AEN







 Agência Estadual de Notícias do Estado do Paraná. Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura. 

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Crise no Brasil : Dólar ultrapassa R$ 5,32 pela primeira vez na história

Agência Brasil, 03/04/2020 

Dólar sobe pela sexta vez seguida e ultrapassa R$ 5,32


Bolsa caiu para o menor nível em dez dias



Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil - Brasília 



Em mais um dia de tensão nos mercados globais, o dólar voltou a subir e a bater recorde. A bolsa de valores, que tinha se recuperado ontem (2), voltou a cair para o menor nível em dez dias.


O dólar comercial encerrou a sexta-feira (3) vendido a R$ 5,326, com alta de R$ 0,06 (+1,14%), na maior cotação nominal desde a criação do real. A divisa operou em alta o dia inteiro e fechou no valor máximo do dia, mesmo com o Banco Central (BC) tendo intervindo no mercado.


A autoridade monetária vendeu US$ 455 milhões das reservas internacionais. O dólar fechou a semana com alta de 4,3%. Em 2020, a divisa acumula alta de 32,72%.


Depois de um dia de alta, o índice Ibovespa, da B3, a bolsa de valores brasileira, fechou esta sexta aos 69.537 pontos, com queda de 3,76%. O índice seguiu as bolsas no exterior. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com queda de 1,69%, refletindo a destruição de 701 mil empregos nos Estados Unidos em março. A taxa de desemprego na maior economia do planeta cresceu de 3,5% em fevereiro para 4,4% no mês passado.


Há várias semanas, os mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia de coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades.

Petróleo

A intensificação da guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia continuou a dar uma trégua nesta sexta-feira. Os dois países estão aumentando a produção de petróleo, o que tem provocado uma queda mundial nos preços, mas o presidente norte-americano Donald Trump postou ontem numa rede social que um acordo está sendo fechado entre os principais produtores.


A cotação do barril do tipo Brent, que na terça-feira atingiu o menor nível em 18 anos, estava US$ 34,70 por volta das 18h, com alta de 15,9%. Mesmo com a alta nos preços, as ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, caíram hoje, depois de uma sequência de altas. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) desvalorizaram-se 0,71% nesta sexta. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) caíram 1,1%.






Edição: Fábio Massalli
Fonte: Agência Brasil, EBC.


terça-feira, 31 de março de 2020

Anvisa aprovou 17 testes rápidos para o Coronavirus / Covid-19 para uso no Brasil


Confira os 17 testes rápidos para o Coronavírus / Covid-19 aprovados pela Anvisa em março de 2020 para uso no Brasil  


 Com dados da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde.

 
Aprovados primeiros testes rápidos para Covid-19
Anvisa/Ascom, 19/03/2020  


 A Anvisa aprovou os primeiros oito kits específicos para o diagnóstico de Covid-19. Os novos produtos são testes rápidos voltados para uso profissional e permitem a leitura dos resultados, em média, em 15 minutos. Os dados devem ser interpretados por um profissional de saúde, com auxílio de informações clínicas do paciente e de outros exames.

Os novos registros constam das Resoluções RE 776/2020 e RE 777/2020, publicadas no Diário Oficial da União (D.O.U.) desta quinta-feira (19/3). A oferta e a produção dos kits irão depender da capacidade de cada empresa que recebeu o registro.
Prioridade

A aprovação dos novos produtos foi feita com base na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 348/2020, publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) de quarta-feira (18/3). A resolução permitiu a priorização da avaliação de produtos para diagnóstico laboratorial (in vitro) do novo coronavírus.

A medida faz parte das ações estratégicas para viabilizar produtos que possam ser utilizados no enfrentamento da pandemia de Covid-19. A Anvisa informa, ainda, que há outros produtos destinados ao diagnóstico do novo vírus que estão sendo analisados com prioridade.
Kits para diagnóstico

Os kits estão divididos em dois grupos: os que usam amostra de sangue e detectam anticorpos (IgM e IgG) e os que usam amostras das vias respiratórias dos pacientes, nasofaringe (nariz) e orofaringe (garganta) e detectam o antígeno (vírus). Todos são do tipo ensaio imunocromatográfico, sendo que seis fazem o uso de amostras de sangue, soro ou plasma. Confira quais são:

 · One Step Covid-2019 Test

· Coronavírus Rapid Test

· Coronavírus IgG/IgM (Covid-19)

· Medteste Coronavírus 2019-nCoV IgG/IgM

· Teste Rápido em Cassete (Covid-19) IgG/IgM

· Covid-19 IgG/IgM Eco Teste

 Outros dois utilizam um dispositivo semelhante a um cotonete (swab), que retira amostra das vias respiratórias dos pacientes, da nasofaringe e da orofaringe. São eles:

· Eco F Covid-19 Ag

· Covid-19 Ag Eco Teste




Anvisa aprova mais três testes para detectar o Covid-19 
Anvisa, 23/março    

A Anvisa aprovou, nesta segunda-feira (23/3), três novos testes para detectar o Covid-19. Com isso já são 11 os testes aprovados pela Agência para aumentar a capacidade de diagnóstico do vírus no Brasil.

Entre os novos produtos aprovados dois são ensaios moleculares, do tipo PCR, que têm um alto grau de precisão.

O terceiro é um novo teste rápido que faz a detecção de anticorpos, ou seja, que utiliza uma pequena amostra de sangue para a detecção.

Dos 11 testes aprovados até o momento no Brasil, nove são do tipo rápido, com resultados em cerca de 15 minutos, e dois são do tipo molecular.

Confira a publicação dos novos testes no Diário Oficial da União:

    Anti COVID-19 IgG/IgM Rapid Test
    Família Kit de Detecção por PCR em Tempo Real VIASURE SARS-CoV-2
    Família cobas SARS-CoV-2





A Anvisa aprovou novos seis testes para o diagnóstico de Covid-19.
Anvisa, 26/03/2020 

A Anvisa aprovou seis novos testes para o diagnóstico de Covid-19. Com as aprovações anteriores, foram autorizados ao todo 17 testes para facilitar o diagnóstico do novo coronavírus no Brasil. 

Os novos registros constam das Resoluções RE 860/2020 e RE 861/2020, publicadas no Diário Oficial da União (D.O.U.) desta quinta-feira (26/3). A oferta e a produção dos kits para diagnóstico irão depender da capacidade de cada empresa que recebeu o registro.
Confira quais são os novos testes: 


  • LUMIRATEK COVID-19 (IgG/IgM)

  • MAGLUMI IgM de 2019-nCoV (CLIA)

  • MAGLUMI IgG de 2019-nCoV (CLIA)
  • Smart Test Covid-19 Vyttra

  • FAMÍLIA KIT XGEN MASTER COVID-19 – Kit Master para Detecção do Coronavírus SARS-CoV-2

  • DPP® COVID-19 IgM/IgG System 




Referência:
POLITICA, GEOGRAFIA E GEOPOLÍTICA (2020). Anvisa aprovou 17 testes rápidos para o Coronavirus / Covid-19 para uso no Brasil. Política, Geografia e Geopolítica, 31/março/2020.

Fontes:
ANVISA (2020). Aprovados primeiros testes rápidos para Covid-19. Anvisa, 19/03/2020. Ascom, Assessoria de Comunicação da Anvisa. Portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde.

ANVISA (2020). Três novos testes de Covid-19 ganham autorização. Anvisa, 23/03/2020, Ascom, Assessoria de Comunicação da Anvisa. Portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde.


ANVISA (2020). Covid-19: aprovados seis novos testes portal. Anvisa, 23/03/2020, Ascom, Assessoria de Comunicação da Anvisa. Portal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde.