quinta-feira, 28 de agosto de 2025

O Petróleo na Margem Equatorial e a Transição Energética no Brasil | Podcast Joule #55

 

 
O Joule, podcast de energia do JOTA em parceria com o Inté, o Instituto Brasileiro de Transição Energética, recebe Ticiana Alvares, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) e Lucas Kerr-Oliveira, professor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e especialista em geopolítica energética. Na entrevista, os dois aprofundaram o debate sobre a exploração petrolífera no Amapá, na Margem Equatorial Brasileira e as novas fronteiras de exploração do petróleo no norte do país. As entrevistas foram feitas por Larissa Fafá, analista de energia do JOTA.
 
Fonte: <https://www.jota.info/coberturas-especiais/joule/a-importancia-da-margem-equatorial-na-transicao-energetica-brasileira> 
 
 
Fonte: <https://www.youtube.com/watch?v=-qyvh45QdX4>
 
 





sexta-feira, 27 de junho de 2025

Fórum Acadêmico do BRICS apresenta portfólio inédito mapeando 180 mecanismos de cooperação do grupo

 Boletim BRICS Brasil #51

 Fórum Acadêmico do BRICS apresenta portfólio inédito mapeando 180 mecanismos de cooperação do grupo

O documento sistematiza as principais iniciativas implementadas ao longo dos anos, com o objetivo de fortalecer a governança do grupo e servir de referência para os países que passaram a integrar o BRICS recentemente ou que pretendem aderir futuramente. Ouça a reportagem e saiba mais.

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Vietnã ingressa como décimo "País Parceiro" no BRICS


Palácio do Planalto, Governo Federal, Brasil

NOTA À IMPRENSA Nº 260

Ingresso do Vietnã como País Parceiro do BRICS

Publicado em 13/06/2025 12h19  
 

No exercício de sua presidência pro tempore do BRICS, o governo brasileiro anuncia o ingresso formal do Vietnã como país parceiro do agrupamento. O governo brasileiro saúda a decisão do governo vietnamita.

O Vietnã torna-se o décimo país parceiro do BRICS, juntamente com Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão. A categoria de país parceiro foi criada na XVI Cúpula do BRICS, em Kazan, em outubro de 2024.

Com uma população de quase 100 milhões de habitantes e uma economia dinâmica fortemente integrada às cadeias globais de valor, o Vietnã destaca-se como um ator relevante na Ásia. O país compartilha com os membros e parceiros do BRICS o compromisso com uma ordem internacional mais inclusiva e representativa. Sua atuação em prol da cooperação Sul-Sul e do desenvolvimento sustentável reforça a convergência com os interesses do agrupamento.

 

 

Fonte: https://www.instagram.com/p/DK9dWdjMPrz/ 
 
 
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o Presidente da República Socialista do Vietnã, Luong Cuong.
Palácio Presidencial - Hanói - Vietnã.

Foto: Ricardo Stuckert / PR 
© Ricardo Stuckert / PR 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Futuro Sustentável: o cenário das energias renováveis no Brasil

 

Futuro Sustentável: o cenário das energias renováveis no Brasil

Agência Cenário Energia

10/02/2025

Diego Guillen & Leonardo Bastos



O uso de energias renováveis tem se tornado cada vez mais promissor no Brasil. Entre os principais propulsores desse avanço estão as metas globais de emissões líquidas zero de carbono (Net Zero) e a crescente relevância das práticas ESG (Ambiental, Social e Governança). Esses fatores têm direcionado o foco para a urgência de assegurar um futuro sustentável, promovendo o uso responsável e eficiente dos recursos naturais.


A partir desse cenário, o avanço tecnológico tem contribuído assiduamente para a ascensão das fontes renováveis como fotovoltaica, eólica, biogás e hidrogênio verde. No entanto, o mercado ainda carece de qualificação profissional, o que impacta diretamente na execução de projetos, na operação e manutenção de sistemas. Assim como as burocracias regulatórias que podem atrasar projetos.


Brasil: um país promissor para um futuro sustentável

A pesquisa “Reduzindo as incertezas das projeções climáticas sobre os recursos de energia solar no Brasil”, publicada pelos cientistas do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), aponta que a irradiação solar deve aumentar entre 2% e 8% na maior parte do Brasil até 2040, com exceção da região Sul, que deverá ter uma redução de cerca de 3%.


Em contrapartida, a região Sul do país possui o maior potencial técnico para geração eólica offshore, de 660 GW de capacidade instalada, de acordo com estudo realizado pelo grupo Banco Mundial, em parceria com o Ministério de Minas e Energia e a Empresa de Pesquisa Energética.


Esses dados refletem o quão rico é o Brasil em recursos naturais, o que o torna altamente promissor para o desenvolvimento de usinas de fontes renováveis. Inclusive, uma possibilidade relevante é a implantação de usinas híbridas, capazes de operar 24 horas por dia. Esse modelo pode combinar diferentes fontes de energia renovável, como o aproveitamento do sol durante o dia (fotovoltaico) e do vento à noite (eólico), ou ainda integrar recursos naturais em um período e baterias em outro, garantindo uma operação contínua e eficiente.


Para alavancar ainda mais esse potencial, a inovação tem se mostrado uma grande aliada. Com os avanços tecnológicos, é possível dobrar a geração de energia no mesmo espaço físico, graças às melhorias nos módulos fotovoltaicos. Além disso, os inversores garantem mais eficiência, enquanto os equipamentos para instalação e comissionamento otimizam o dia a dia das operações, conferindo mais agilidade e produtividade.


Falta de capacitação profissional

No entanto, esse é um mercado que ainda carece de qualificação profissional. Uma pesquisa realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) revelou que o Brasil precisará formar, a cada ano, quase 3 mil técnicos e trabalhadores qualificados para expandir a produção do chamado hidrogênio verde, combustível limpo produzido a partir de energias renováveis.


Dada a grande dificuldade de encontrar engenheiros e técnicos que dominem a operação com energias renováveis, observa-se que o déficit de qualificação se estende a outras frentes além do hidrogênio verde. Isso porque, esse setor conta com complexidades de sistemas, normas, regulamentações e tecnologias que um profissional com formação tradicional dificilmente consegue atender.


Nesse sentido, a especialização em energias renováveis tem se tornado indispensável para quem almeja trabalhar em prol de um futuro sustentável, tendo o estudo contínuo e acompanhamento do mercado como premissa para realizar projetos robustos e eficientes.


Olhar para o futuro

As hidrelétricas ainda estão à frente na geração de energia no Brasil, cenário que deve mudar considerando a necessidade de um futuro sustentável próximo. Nesse sentido, fontes fotovoltaicas, eólicas, hidrogênio verde, entre outras, têm começado a sair do papel para se tornar uma realidade rentável.


Para tanto, investir em tecnologia de ponta e formação de qualidade, bem como no apoio de empresas parceiras capazes de maximizar a eficiência, garantindo segurança e sustentabilidade, é essencial para uma evolução capaz de manter o mundo funcionando para as futuras gerações.


Essa combinação fortalece a competitividade do setor, reduz os impactos ambientais e promove um ciclo virtuoso de inovação, responsabilidade social e desenvolvimento econômico.


Fonte: 

Guillen, Diego & Bastos, Leonardo (2025). Futuro Sustentável: o cenário das energias renováveis no Brasil. Agência Cenário Energia, 10/02/2025. <https://cenarioenergia.com.br/2025/02/10/futuro-sustentavel-o-cenario-das-energias-renovaveis-no-brasil/> . 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Nove nações são anunciadas como ‘países parceiros’ do BRICS. Ingresso da Nigéria como País Parceiro do BRICS

 

Palácio do Planalto, Governo Federal, Brasil

PAÍSES PARCEIROS

Nove nações são anunciadas como ‘países parceiros’ do BRICS

Primeiras nações a aderirem ao BRICS como ‘país parceiro’ inauguram modalidade criada na cúpula de Kazan, na Rússia, em 2024
Publicado em 17/01/2025  
 

Nos últimos dias da presidência russa do BRICS, Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Nigéria foram anunciados como "países parceiros" do agrupamento. A adesão inaugurou a modalidade criada durante a Cúpula de Kazan, em outubro de 2024. Mais de 30 nações já externaram interesse em participar do BRICS tanto na qualidade de membros como de parceiros.

Países parceiros do BRICS

Países parceiros são convidados para a Cúpula, para a reunião de Ministros das Relações Exteriores e podem integrar outros espaços de discussão do fórum, após consulta aos países membros e decisão por consenso. Essas nações podem ainda endossar às Declarações de Cúpula do BRICS, Conjuntas dos Ministros das Relações Exteriores do BRICS, bem como a outros documentos finais.

O processo de adesão como "país parceiro" do BRICS é realizado em etapas. A primeira, são consultas informais realizadas pela presidência de turno, seguindo critérios como equilíbrio geográfico e de manutenção de boas relações diplomáticas com todos os membros do grupo. Em seguida, os líderes do agrupamento decidem por consenso convidar os países a somarem-se à categoria de "país parceiro". Finalizadas as consultas, a divulgação dos novos parceiros acontece na medida em que eles aceitam o convite.