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sexta-feira, 29 de setembro de 2023

V Colóquio da Geopolítica Energética : Cerimônia de Abertura / Opening L...

 

 

Opening Lecture of the V Colloquium of Energy Geopolitics of the NEEGI/UNILA with Mr. Alexander Kormishin (BRICS Youth Energy Agency). Since 2015, Alexander Kormishin has served as a founding Chairperson at the BRICS Youth Energy Agency. In 2015-2017, Alexander led the coordination team for increasing capacity of the BRICS youth energy cooperation. Alexander graduated with honors from the Institute for International Politics and Diplomacy at MGIMO-University and received a Master of Science Degree at MGIMO-University and the University of Leipzig in International Energy Economics and Business Administration. Alexander is a recognized young expert on the topics of the just energy transition, international energy cooperation, research and skills development, youth engagement in the energy sector across the BRICS countries. He has supervised major international youth-led initiatives, including at COP26 in Glasgow, UK and COP27 in Sharm-el-Sheikh, Egypt, and developed projects with key major international energy organizations, including the World Energy Council, the Clean Energy Ministerial, IRENA, SEforAll and others. Alexander represents the Agency at the Youth Energy Transition Commission and operates the global initiatives like the BRICS Youth Energy Summit and the BRICS Youth Energy Outlook.

 

Inscrições: https://doity.com.br/olage-v-coloquio#registration

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Desafios geopolíticos para a Integração Energética Regional

Integração Energética Regional: desafios geopolíticos

08/05/2015

A energia é uma das principais preocupações em todo o mundo. A agenda internacional de sustentabilidade está cada vez mais vinculada à segurança do abastecimento energético. As mudanças climáticas já são uma realidade tangível e um exemplo de seu impacto é a relação entre o aquecimento global e a disponibilidade de água. Recentes cenários de escassez hídrica impõem um novo desafio para os países que decidiram construir suas plantas de energia baseados na energia hidrelétrica. Por ser um insumo importante para a produção, a energia desempenha um papel fundamental no plano do desenvolvimento dos países de rendimento médio. Esses países experimentaram anos de crescimento e melhora da qualidade de vida de sua população, conduzindo a um maior consumo de energia. Em suma, a produção está diminuindo; ao passo que o consumo está elevando. Enfrentar esses desafios requer necessariamente a cooperação entre nações através da integração regional. Mecanismos de integração são múltiplos na região. Com a incorporação da Venezuela, Mercosul converteu-se em uma potência mundial de energia: é o quarto maior produtor de petróleo bruto, depois de Arábia Saudita, Rússia e Estados Unidos. A Unasul, por sua vez, tem dois conselhos que tratam diretamente dos desafios energéticos: o Conselho Energético Sul-americano (CES) e o Conselho Sul-americano de Infraestrutura e Planejamento (COSIPLAN). Por outro lado, a CELAC promove reuniões dos Ministros de Energia para o intercâmbio de experiências e pontos de vista sobre a segurança energética, o desenvolvimento sustentável e o uso adequado e equilibrado da energia. Além disso, a OLADE, que se formou em resposta à crise energética da década de 1970, proporciona apoio técnico e político aos países para alcançar a integração e o desenvolvimento no mercado energético regional. Apesar da existência de tais mecanismos, é necessário avançar com projetos concretos para enfrentar os desafios climáticos e geopolíticos atuais da integração. Nesse sentido, convidamos todos a refletir sobre possíveis avanços.

La energía es una de las principales preocupaciones en todo el mundo. La agenda internacional de sostenibilidad está cada vez más vinculada a la seguridad del abastecimiento energético. El cambio climático ya es una realidad tangible y un ejemplo de su impacto es la relación entre el calentamiento global y la disponibilidad de agua. Escenarios recientes de la escasez del agua han puesto un nuevo desafío para los países que han decidido construir sus plantas de energía basados en la energía hidroeléctrica. La energía es un insumo importante para la producción y, por lo tanto, desempeña un papel fundamental en la planificación del desarrollo de los países de ingresos medios. Estos países han experimentado años de crecimiento y mejoramiento del nivel de vida de su población, lo que conduzco a un mayor consumo de energía. En suma, la producción está disminuyendo; aunque el consumo se está elevando. Hacer frente a estos retos requiere necesariamente de la cooperación entre las naciones a través de la integración regional. Mecanismos de integración son múltiples en la región. Con la incorporación de Venezuela, Mercosur se ha convertido en una potencia mundial de energía: es el cuarto mayor productor de petróleo crudo, después de Arabia Saudita, Rusia y Estados Unidos. Asimismo, Unasur tiene dos consejos que tratan directamente con los desafíos energéticos: el Consejo Energético Suramericano (CES) y el Consejo Suramericano de Infraestructura y Planeamiento (COSIPLAN). Por otro lado, CELAC promueve reuniones de los Ministros de Energía para el intercambio de experiencias y puntos de vista sobre la seguridad energética, el desarrollo sostenible y el uso adecuado y equilibrado de la energía. Además, OLADE, que se formó en respuesta a la crisis energética de la década de 1970, proporciona apoyo técnico y político a los países para lograr la integración y el desarrollo en el mercado energético regional. A pesar de la existencia de tales mecanismos, es necesario avanzar con proyectos concretos para hacer frente a los desafíos climáticos y geopolíticos actuales de la integración. En este sentido, invitamos a todos a reflexionar sobre posibles avances.
  • Download áudio PAINEL 1 - Contextualizando a integração regional
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  • Download áudio PANEL 1 - Contextualizando la integración energética regional
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  •  Download áudio PANEL 1 - Contextualizing the Energy Integration
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  • Download áudio PAINEL 2 – Avançando a matriz energética regional
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  • Download áudio PANEL 2 - Desplegando la matriz energética regional
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  • Download áudio PANEL 2 - Improving the matrix regional energy
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  • Download áudio PAINEL 3 – Os desafios geopolíticos do abastecimento energético: integração energética bi ou multilateral
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  • Download áudio PANEL 3 - Los desafíos geopolíticos del abastecimiento energético: Integración energética bi o multilateral
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  • Download áudio PANEL 3 - Geopolitical challenges of suply energy: bi or multilateral energy integration
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  • Download áudio PAINEL 4 - Os impactos das mudanças climáticas no abastecimento de água e a energia hidrelética
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  • Download áudio PANEL 4 - Los impactos del cambio climático hacia el abastecimiento de agua y la energía hidroeléctrica
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  • Download áudio PANEL 4 - The impacts of climate changes on water supply and hydroelectric energy
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    sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

    Curso de Geopolítica da Energia

    Curso : "Geopolítica da Energia" 

    ISAPE promove curso de Geopolítica da Energia com o prof. Lucas Kerr de Oliveira, de 21 a 24 de janeiro, em Porto Alegre


    O Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia, ISAPE, promove nos dias 21 a 24 de janeiro de 2013 o curso "Geopolítica da Energia", que trata da geopolítica dos recursos energéticos que sustentam a economia global. Através de uma análise histórica, de uma apreciação do papel dos recursos na estratégia das grandes potências e de uma análise do atual perfil geográfico e tecnológico de recursos estratégicos, o curso provocará o aluno sobre a importância da problemática energética no nível internacional, abordando questões como a geopolítica do petróleo, as guerras por recursos energéticos, a transição energética e as fontes de energia mais limpas.

    O curso será ministrado pelo Professor Dr. Lucas Kerr de Oliveira, no Clube de Cultura de Porto Alegre, as 18:30 às 22:00, nos dias 21, 22, 23 e 24 de janeiro de 2013.

    Esta atividade é direcionada a graduandos universitários, vestibulandos, pesquisadores e o público em geral. Faça sua inscrição aqui: http://www.isape.org.br/index.php/pagina/3



     

    sexta-feira, 30 de setembro de 2011

    Oferta de energia precisa crescer cerca de 5% ao ano nesta década

    Agência Senado


    28/09/2011

    Oferta de energia precisa crescer cerca de 5% ao ano, diz secretário de Desenvolvimento Energético

    Gorette Brandão



    O Brasil terá de enfrentar o desafio de expandir a oferta de energia a uma taxa ao redor de 5% ao ano, conforme assinalou o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho. Em audiência que debateu o Plano Decenal de Energia 2011/2020, ele disse que esforço significa dobrar o sistema energético ao fim de 12 anos, ampliando em 70% a atual capacidade instalada de 112 mil megawatts.

    Altino Ventura salientou que o país apresenta vantagens competitivas, pois enquanto tem uma matriz energética diversificada, utilizando mais de 86% de fontes renováveis para produzir energia, esse índice cai a 18% no restante do mundo. Entre outros dados, mostrou que até 2020 a participação do petróleo na matriz de energia cairá de 37,8% para 30,4%. Quanto aos derivados de cana, haverá um aumento dos atuais 17,7% para 21,8%.

    - É uma matriz com predomínio de fontes competitivas, de baixa emissão de gases de efeito estufa e tecnologia nacional em que o Brasil tem grande potencial - destacou o secretário do ministério.
    Demanda de consumo de energia elétrica no Brasil 2005-2010-2020-2030


    quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

    Discovery Channel discute a exploração do petróleo do Pré-Sal

    Diário do Pré-Sal 

    O documentário "O Desafio do Pré-Sal" é a mais recente co-produção do Discovery Channel com a produtora brasileira Mixer, cujo tema é a exploração do petróleo do Pré-Sal. Dirigido por Marcello Bozzin, tem uma hora de duração e entrevista diversos especialistas, desde engenheiros, cientistas, ambientalistas e analistas de relações internacionais e geopolítica do petróleo, que discutem diferentes perspectivas referentes aos principais aspectos da exploração do Pré-Sal, desde sua geografia e formação geológica, passando pelos desafios tecnológicos, financeiros e ambientais, até os aspectos políticos, econômicos e geopolíticos envolvidos na exploração deste grande campo petrolífero que pode conter cerca de 100 bilhões de barris de petróleo, situando sua descoberta entre as maiores das últimas décadas em todo o mundo.

    Os demais documentários resultantes desta parceria incluiram temas como as enchentes e as pesquisas com células-tronco, que passaram no Discovery Channel em fevereiro deste ano, todos coproduzidos pela Mixer sob supervisão do Discovery Networks Latin America/US Hispanic.




    sexta-feira, 5 de novembro de 2010

    Programa "Minha Casa, Minha Vida" prevê entre 300 e 400 mil casas com energia termosolar

    Agência Brasil

    04/11/2010

    Pelo menos 300 mil moradias da segunda edição do Minha Casa, Minha Vida terão energia solar

    Vitor Abdala

    Repórter da Agência Brasil



    Rio de Janeiro - Entre 300 mil e 400 mil casas da segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida serão equipadas com painéis solares para aquecer a água do chuveiro. Todos os novos empreendimentos do programa voltados a famílias com renda de, no máximo, três salários mínimos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste têm de vir equipados, obrigatoriamente, com sistema de captação de energia solar. A informação é da secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães.

    “O objetivo do aquecimento solar é, além da preservação da energia, também contribuir para a sustentabilidade econômica, barateando o custo da energia, aliado a um processo de educação dessas famílias, que devem fazer um uso racional da água e da energia”, ressaltou a secretária.

    terça-feira, 3 de agosto de 2010

    Após sanções, China investe US$ 40 bilhões no setor de Petróleo & Gás iraniano

    TN Petróleo
    02/08/2010

    China investe US$ 40 bi em petróleo e gás do Irã

    Segundo os acordos assinados entre os dois países, o investimento chinês em projetos de prospecção e extração de petróleo chegará a US$ 29 bilhões, enquanto os demais US$ 11 bilhões serão destinados a petroquímicas, refinarias, oleodutos e gasodutos.



    sexta-feira, 30 de julho de 2010

    Lula vai acompanhar início de obras de ampliação da Integração Energética Regional com o Paraguai

    TN Petróleo
    30/07/2010

    Presidente Lula vai acompanhar início de obra na hidrelétrica de Itaipu

    Fonte: AFP

    O presidente do Brasil  Luiz Inácio Lula da Silva realizará uma visita a Assunção, no Paraguai, hoje (30), para assistir ao começo da obra de uma linha de transmissão da hidrelétrica de Itaipu Binacional, até o Paraguai. Seu colega paraguaio , o Presidente Fernando Lugo também estará presente.

    quinta-feira, 17 de junho de 2010

    O Programa Nacional de Biodiesel: avanços e limites

    Carta Maior

    16/06/2010 

    O Programa Nacional de Biodiesel: avanços e limites

    Do ponto de vista produtivo, é inquestionável o sucesso do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel. No curto espaço de cinco anos, o programa conseguiu induzir a formação de um parque industrial capaz de atender a uma demanda de cerca de dois bilhões e meio de litros de biodiesel. O PNPB não apenas conseguiu atender à demanda antecipada do B5, como alcançou uma capacidade produtiva bem superior à demanda atual. Contudo, do ponto de vista distributivo e da justiça social, o programa ainda precisa avançar muito. O artigo é de Georges Flexor, professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

    Georges Flexor (*)

    O Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) completou em janeiro de 2010 cinco anos. Dado que a meta de adicionar 5% (B5) de biodiesel ao diesel mineral foi alcançada oficialmente em 2010, antecipando em três anos a previsão inicial, e que o mercado de biodiesel encontra-se relativamente bem estruturado, o momento atual pode ser apropriado para tecer algumas considerações avaliativas sobre o caminho percorrido.

    Do ponto de vista produtivo, é inquestionável o sucesso do PNPB. No curto espaço de cinco anos, o programa conseguiu induzir a formação de um parque industrial capaz de atender a uma demanda de cerca de dois bilhões e meio de litros de biodiesel. O PNPB não apenas conseguiu atender à demanda antecipada do B5, como alcançou uma capacidade produtiva bem superior à demanda atual. Não existem, portanto, riscos de desabastecimento no horizonte próximo. Segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia, divulgado recentemente pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), se o índice de adição de biodiesel permanecer em 5%, a capacidade produtiva atual será suficiente para garantir uma oferta segura do combustível até 2019.

    quarta-feira, 16 de junho de 2010

    Usina de Belo Monte não compromete as riquezas naturais do país

     Agência Senado

    16/06/2010

    Usina de Belo Monte não compromete as riquezas naturais do país, diz especialista

    Paulo Sérgio Vasco
     
    A exploração do potencial energético da Amazônia não colocará em risco as riquezas naturais do Brasil, que precisa acrescentar 3.300 megawatts médios de energia a cada ano, caso queira viabilizar um crescimento econômico futuro em torno de 5%.

    A afirmação foi feita nesta quarta-feira (16) pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, que participou de audiência pública sobre os impactos da construção da hidroelétrica de Belo Monte, na região do Rio Xingu, no Pará. Orçada em R$ 19 bilhões e prevista desde 1975, o obra é motivo de polêmica entre autoridades do governo e ambientalistas contrários ao empreendimento.

    A audiência pública, que também contou com a participação do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, foi promovida pela subcomissão temporária criada no âmbito da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) para acompanhar a execução da obra.

    Tolmasquim explicou que o Brasil tem o terceiro maior potencial hidroelétrico do mundo, apenas menor que o da China e o da Rússia. O país só utilizou um terço desse potencial até hoje, enquanto muitas nações desenvolvidas já utilizaram 100%, como a França, e 80%, como a Alemanha. Ele destacou que 60% do potencial energético a ser explorado pelo Brasil está situado justamente na bacia amazônica.

    terça-feira, 1 de junho de 2010

    "Belo Monte e o diabo", por Carlos Lessa

    Valor Econômico 

    31/05/2010

    Belo  Monte e o diabo

    Sistema brasileiro combina energia elétrica barata para as atividades eletrointensivas com energia extremamente cara para uso residencial e iluminação pública

    Carlos Lessa



    O Brasil dispõe de três grandes bacias hidrográficas, cada uma regida por um calendário pluviométrico e regime climático próprio e diferenciado. Isto permitiu ao Brasil instalar a geração hidráulica como fonte prioritária de eletricidade e desenvolver um sistema integrado de usinas de geração e linhas de transmissão que possibilitou ao Brasil uma energia limpa, renovável e barata. O esquartejamento da privatização levou o país a uma situação que combina energia elétrica barata para as atividades eletrointensivas (como a produção de alumínio, cimento, papel e celulose) com energia extremamente cara para uso residencial, iluminação pública e empresas não eletrointensivas.

    segunda-feira, 24 de maio de 2010

    Irã e o império decadente, por Luiz Carlos Bresser-Pereira

     Folha de S.Paulo

    23/05/2010

    O Irã e o império decadente

    Luiz Carlos Bresser Pereira *

    Há algum tempo, o establishment mundial recebeu com um misto de irritação e descrença a notícia de que o presidente Lula se dispunha a intermediar a questão do Irã.

    Na semana passada a diplomacia brasileira alcançou um êxito histórico em Teerã ao lograr que o governo nacionalista islâmico do Irã aceitasse o acordo sobre a troca de urânio pouco enriquecido por urânio enriquecido a 20% nos mesmos termos que as grandes potências e a AIEA (agência atômica da ONU) haviam proposto há seis meses.

    Não obstante, alegando que o acordo não assegura que o Irã não utilizará o restante do urânio em seu poder para se tornar potência nuclear, os EUA conseguiram convencer as demais grandes potências a levar ao Conselho de Segurança da ONU a proposta de novas sanções ao Irã. E adicionaram mais uma “razão”: assim, evitam que seu aliado Israel bombardeie o Irã. Significa isso que o acordo de Teerã fracassou?

    domingo, 23 de maio de 2010

    Belo Monte e o desenvolvimento do Brasil

    Jornal do Brasil

    22/05/2010

    Belo Monte e o desenvolvimento do Brasil

    Humberto Viana Guimarães 


    RIO - Antes que algum curioso (normalmente mal-informado) saia por aí dando opiniões sobre a conveniência e viabilidade da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e outras hidrelétricas previstas para região amazônica, seria de bom tom que essas pessoas estudassem mais e se inteirassem melhor dos fatos. Assim procedendo, dar-se-iam conta do ponto mais importante e que é mandatório para o crescimento de qualquer país: disponibilidade de energia farta.

    Para que o Brasil tenha um crescimento anual e contínuo de 5% do PIB nos próximos anos, é imperativo que sejam disponibilizados 4 mil MegaWatts (MW) a cada ano. Isso representa a entrada no parque gerador de uma usina do porte de Belo Monte a cada ano (essa hidrelétrica terá garantia física de 4.571 MW médios (MWmed).

    quarta-feira, 5 de maio de 2010

    A energia nuclear e a soberania nacional

    Carta Maior

    04/05/2010   |   Copyleft


    A energia nuclear e a soberania nacional

    A concordância do Brasil com a assinatura de um Protocolo Adicional ao Tratado de Não Proilferação Nuclear permitiria que inspetores da AIEA, sem aviso prévio, inspecionassem qualquer instalação industrial brasileira que considerassem de interesse, além das instalações nucleares (inclusive as fábricas de ultracentrífugas) e do submarino nuclear, e tivessem acesso a qualquer máquina, a suas partes e aos métodos de sua fabricação, ou seja, a qualquer lugar do território brasileiro, quer seja civil ou militar, para inspecioná-lo, inclusive instituições de pesquisas civis e militares. O artigo é de Samuel Pinheiro Guimarães.

    Samuel Pinheiro Guimarães (*)


    O acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera provoca o aquecimento global e suas catastróficas conseqüências. Cerca de 77% desses gases correspondem a CO2, dióxido de carbono, resultado inevitável da queima de combustíveis fósseis para gerar energia elétrica e para movimentar indústrias e veículos, desde automóveis a aviões e navios. Esta é a base da economia industrial moderna, desde a construção de uma máquina a vapor, capaz de girar uma roda, em 1781, por James Watt.

    A redução das emissões de dióxido de carbono é essencial para impedir que a concentração de gases, que hoje alcança 391 partículas por milhão, ultrapasse 450 ppm. Este nível de concentração corresponderia a um aumento de 2ºC na temperatura, um limiar hoje considerado como o máximo tolerável, devido ao degelo das calotas polares e ao aquecimento dos oceanos - o que, ao ocorrer de forma gradual e combinada, levaria à inundação das zonas costeiras de muitos países, onde vivem cerca de 70% da população mundial.

    domingo, 25 de abril de 2010

    Para especialista, Brasil precisa de uma Belo Monte por ano de energia

    Agência Brasil

    24/04/2010


    Para especialista, Brasil precisa de uma Belo Monte por ano de energia

    Sabrina Craide

    Repórter da Agência Brasil



    Brasília - O crescimento da economia brasileira vai levar a um aumento no consumo de energia e o país vai precisar a cada ano de cerca de 4 a 5 mil megawatts de capacidade nova instalada. Isso equivale à quantidade de energia estimada para a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que deverá entrar em operação em 2015. A avaliação é do coordenador do Grupo de Estudos do Setor de Energia Elétrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ), Nivalde de Castro

    sexta-feira, 23 de abril de 2010

    O papel estratégico da Usina de Belo Monte e os riscos políticos do projeto

    O Estado de S.Paulo

    22 de abril de 2010

    'Belo Monte agora tem risco político'

    Entrevista Edmar Almeida - Professor da UFRJ


    Nicola Pamplona do Rio - O Estado de S.Paulo



    Pressões sobre a área ambiental, apoio da Advocacia Geral da União (AGU) para cassar liminares, participação ostensiva da Eletrobrás na formação de consórcios: para o especialista em energia Edmar Almeida, do Instituto de Economia da UFRJ, a atuação do governo foi fundamental para garantir o leilão de Belo Monte. Para ele, essa atitude terá de ser mantida para garantir o bom andamento das obras. Em entrevista ao Estado, ele diz que o principal risco, agora, é político.

    Dá para fazer a obra com a tarifa vencedora do leilão?

    Edmar Almeida - A questão mais difícil hoje é saber qual o custo dessa usina. São tantos fatores imponderáveis, que é muito difícil alguém dizer se dá ou não dá. Em um projeto como esses, há variáveis de risco com elevado grau de certeza e outras que você tem que adotar hipóteses. Nessas que têm grau de certeza, como custo da mão de obra, da obra civil, as propostas se baseiam em números parecidos. O que pode fazer diferença são as hipóteses que cada uma adota quanto àquelas parcelas que são incertas. Se um é menos conservador do que o outro, tem mais chance de levar.

    sábado, 17 de abril de 2010

    Energia nuclear e dependência tecnológica, por Beto Almeida


    16/04/2010

    Energia nuclear e dependência tecnológica

    Como pano de fundo das pressões dos EUA para impor sanções que impeçam o Irã de desenvolver seu programa nuclear está o veto imperial visando intimidar todos os países que dão passos concretos para romper a dependência tecnológica. Esta dependência funciona como um vergonhoso muro que bloqueia o desenvolvimento soberano de inúmeros países emergentes, mas com desdobramentos planetários. A pressão contra o Irã também atinge o Brasil. O artigo é de Beto Almeida.

    Beto Almeida

    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16536


    A realização, nesta semana, da Cúpula Internacional para a Segurança Nuclear , supostamente para afastar o perigo de um confrontação nuclear mundial, reveste-se de farsa discursiva e prática. A participação de Lula neste evento convocado pelos EUA foi interessante. Como de hábito, Lula usou uma imagem simples e fortemente comunicativa para explicar o que anda ocorrendo nesta área nuclear, mesmo quando grandes potências assinam acordos e mais acordos de desarmamento, há mais de 40 anos, teoricamente de redução de ogivas. De vez em quando, disse Lula, eu jogo fora remédios velhos e vencidos....

    Não há, rigorosamente, qualquer esforço sincero e comprovado de que as grandes potências atômicas estariam a zelar pela paz mundial, que não existe, e para afastar o perigo de um confrontação nuclear de conseqüências imprevisíveis, até o momento. Assim, é preciso extrair o que de fato está em jogo nestes grandes encontros internacionais. Tal como aquela Conferência do Clima de Copenhaguen, no final do ano passado, foi um grande fiasco, não resultando em qualquer acordo prático que levasse as potências poluidoras a deixar de emporcalhar o mundo, esta Cúpula da Segurança Nuclear também não trouxe qualquer tranqüilidade ou segurança ao mundo. Pudera, o próprio anfitrião, o presidente Barak Obama, acaba de autorizar o Congresso dos EUA a ampliar o orçamento da indústria bélica. E vale lembrar sempre: o orçamento militar dos EUA, sozinho, supera o orçamento de todos os demais países do mundo, somados. Isto mesmo, somados. Foi o que destacou Vladimir Puttin ao ser indagado por dileto repórter da BBC se os acordos militares entre Rússia e Venezuela não causariam preocupação em Washington....