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segunda-feira, 24 de maio de 2021
Itaipu Binacional: Oportunidades, Desafios e Perspectivas para o setor de geração de energia
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sexta-feira, 19 de junho de 2020
Integração Regional Sul-Americana: Segunda ponte Brasil-Paraguai em Foz do Iguaçu tem ritmo intenso de obras
Agência Estadual de Notícias do Estado do Paraná
19/06/2020
19/06/2020
Segunda ponte de Foz do Iguaçu tem ritmo intenso de obras
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| Projeto da Segunda Ponte Brasil-Paraguai em Foz do Iguaçu, PR. Fonte: DNIT |
Uma descida até o Paraguai ou uma subida até o Brasil poderão ser jargões em Foz do Iguaçu a partir de 2022, quando a segunda ponte entre os dois países estiver em pleno funcionamento. A brincadeira faz referência a uma diferença de mais dez metros de altura entre as cabeceiras das duas pistas, mas essa sensação será praticamente imperceptível ao percorrer a distância de 760 metros da ponte, que será um novo marco arquitetônico e logístico do Paraná. O Governo do Estado é gestor da obra.
Os trabalhos alcançaram 22% na primeira semana de junho e envolvem mais de 350 funcionários. O ritmo está bem acelerado na margem brasileira do Rio Paraná, com estruturas bem visíveis, mas questões aduaneiras atrasaram as obras no Paraguai, que ainda estão na fase de terraplanagem e construção do dique de contenção contra eventual cheia. Essa diferença de cerca de seis meses será recuperada nos próximos meses.
“É um projeto que está em discussão há mais de 25 anos e que tiramos do papel em tempo recorde”, diz o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Somos responsáveis pela gestão desta obra, que é parte do planejamento de melhorar a integração na América do Sul e ampliar o turismo em Foz do Iguaçu. É um símbolo, porque fica perto do Marco das Três Fronteiras, é uma ponte que marcará esse século como a Ponte Internacional da Amizade marcou o último”.
O secretário da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, enfatiza que é a maior obra do Estado, uma das maiores do País e um desafio logístico internacional. “A nova ponte é fruto do bom relacionamento com o governo federal, que entendeu que o Governo do Estado deveria ser responsável pela gestão da obra”, afirma o secretário. “Esse projeto demorou a sair do papel e passou algum tempo abandonado, mas fizemos questão de participar”.
A segunda ponte internacional sobre o Rio Paraná e a nova perimetral até a BR-277, que acompanha a obra, terão investimentos de R$ 463 milhões da Itaipu Binacional. Segundo o diretor-geral brasileiro da usina, Joaquim Silva e Luna, a obra faz parte da missão da Itaipu de impulsionar o desenvolvimento econômico, turístico, tecnológico, sustentável no Brasil e no Paraguai. “Queremos que o cidadão perceba onde o dinheiro está sendo aplicado e, por isso, investimos em grandes obras estruturantes, como esta ponte, que será um marco da ligação entre os dois países”, afirma o diretor-geral.
EM TRÊS ANOS – A ponte está sendo construída nas proximidades do Marco das Três Fronteiras, ligando Foz do Iguaçu à cidade paraguaia de Presidente Franco. Batizada de Ponte da Integração Brasil-Paraguai, a segunda ponte internacional sobre o Rio Paraná custará cerca de R$ 323 milhões. A Itaipu injetou mais R$ 140 milhões nas obras da Perimetral Leste, que ligará a nova estrutura à BR-277.
A nova ponte terá 760 metros de comprimento e vão-livre de 470 metros, o maior da América Latina. Serão duas pistas simples com 3,6 metros de largura, acostamento de 3 metros e calçada de 1,70 metro nas laterais. A previsão é que a obra seja entregue em três anos. Ela será maior que a Ponte Internacional da Amizade e está localizada cerca de 10 quilômetros abaixo dela, em direção ao Rio Iguaçu.
O projeto foi concebido originalmente por uma comissão mista entre os dois países em 1992, mas foi deixado de lado com o decorrer dos anos por falta de dinheiro ou interesse diplomático. Também houve problemas ambientais no início da execução, em 2014, e a obra foi paralisada. Quando houve avanços nas questões legais não havia recursos e a entrada da Itaipu Binacional nessa estratégia foi fundamental para resolveu todas as pendências.
“Inicialmente não era para ser uma ponte estaiada, depois o projeto previa um vão menor, mas, ao final, o consórcio escolheu por deixar os pilares nas bordas por facilidade na execução e para ter o maior vão livre da América Latina”, explica o engenheiro Marcus Arantes, responsável pelo acompanhamento da obra por parte do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), órgão delegado para fiscalização do contrato.
Como contrapartida da estratégia paraguaia, haverá uma nova ponte, também bancada pela Itaipu Binacional, entre Carmelo Peralta (Paraguai) e Porto Murtinho (Mato Grosso do Sul).
PERIMETRAL – A perimetral que faz parte da obra vai permitir que caminhões procedentes da Argentina e do Paraguai acessem diretamente a BR-277 na altura do Posto Paradão, reduzindo o fluxo de veículos pesados na área urbana de Foz do Iguaçu. A ponte também terá acesso facultado a veículos menores e turistas.
A perimetral do lado brasileiro está prevista para começar em outubro e inclui toda a estrutura necessária para a aduana na chamada zona primária. A perimetral do lado paraguaio será de responsabilidade do governo local. Da mesma forma, na outra ponte ligando os dois países, cada um deles será responsável pela construção da sua respectiva perimetral.
“A ponte e a perimetral são de fundamental importância para o comércio e o turismo”, diz Mario Camargo, presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz). “Esse contorno vai tirar os caminhões de dentro da cidade e da Rodovia das Cataratas. Foz do Iguaçu tem duas grandes vocações e elas não podem causar transtornos entre si”, diz ele. “Fora a degradação do asfalto. Esse anel rodoviário vai melhorar a rotina da cidade”.
Box 1
Ponte terá torres do tamanho de prédio de 50 andares
No lado brasileiro, uma das duas principais torres de 190 metros (tamanho de um prédio de 50 andares) já bateu os 60 metros (altura da pista do asfalto) e os trabalhos na coirmã para alcançar esse patamar terminam em breve. A intensidade é possível graças a uma tecnologia de concreto injetado por camadas. A espessura de cada cilindro é de 60 centímetros.
As torres formarão um Y invertido, por onde passarão os estaios (cabos de aço) da ponte estaiada. Esse canteiro trabalha 24 horas por dia. O lado paraguaio será espelhado.
A caixa de equilíbrio do lado brasileiro também já tem estrutura praticamente finalizada e passa por um processo de deslizamento de concreto. Ela foi fixada nas rochas de basalto do morro que margeia o Rio Paraná e é onde todos os estaios serão ancorados para garantir estabilidade para a ponte.
A estrutura terá ainda outros três pares de torres de concreto em cada lado do rio Paraná, além das torres principais de 190 metros. No lado brasileiro, dois pares estão em avançada fase de concretagem e o outro está praticamente finalizado. Todas essas estruturas são “grampeadas” sobre os morros.
O Paraguai iniciou neste mês as armações das bases das torres principais e a regularização do subleito para as demais estruturas. Mesmo com a diferença no avanço das obras nos dois países a expectativa é de finalizar até o fim do ano a parte mais robusta das fundações e do concreto para começar a instalação das vigas entre as estruturas. Elas estão sendo pré-montadas em Porto Alegre e serão transportadas de caminhão para Foz do Iguaçu, onde ocorrerão os últimos encaixes.
Os atrasos paraguaios envolveram questões aduaneiras. Como o consórcio é brasileiro (Construbase–Cidade–Paulitec), foi preciso criar uma normativa própria entre os dois países para permitir exportações de produtos e mão de obra para acesso exclusivo à margem paraguaia. Qualquer funcionário que se desloque entre os canteiros precisa apresentar documento para a Receita Federal dos dois países.
Box 2
Ponte terá conexão com o Centro Integrado de Operações de Fronteira
A nova ponte será totalmente conectada ao Centro Integrado de Operações de Fronteira (CIOF), unidade formada por forças nacionais e estaduais que trabalham integradas em ações estratégicas. A sede é dentro do Parque Tecnológico de Itaipu (PTI). O centro atua prioritariamente em três frentes: operações ostensivas, auxílio das investigações e combate às facções criminosas.
A ideia do CIOF de Foz do Iguaçu, primeiro do País nesse modelo, foi reunir sob um mesmo teto representantes de várias agências encarregadas da aplicação da lei para trocar informações e investigações. A iniciativa é inspirada em uma experiência norte-americana chamada de Fusion Center, instalada após os ataques de 11 de setembro de 2001.
Box 3
Para economista, potencial comercial da Ponte da Integração é imenso
O economista Luciano Wexell Severo, professor do Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política (ILAESP) da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), explica que a nova ponte entre o Brasil e o Paraguai pode ajudar a estruturar novas políticas públicas no Cone Sul e ser preponderante na conexão bioceânica entre o Porto de Paranaguá e os portos do Norte do Chile, principalmente Antofagasta.
“Existe um esforço de investimentos em obras para transporte multimodal para o escoamento de produção e a articulação produtiva dessa região, que é uma área geograficamente e geopoliticamente muito importante para a América Latina, envolvendo Paraná, Mato Grosso do Sul, Paraguai, Bolívia e Argentina. Parcela considerável da exportação do Paraná tem a Ásia como destino, principalmente celulose, soja e carnes congeladas. Podemos baratear os custos de deslocamento”, afirma Severo.
Ele cita um estudo do Observatório de Integração Econômica da Unila que prevê que o corredor tem potencial de desenvolver novas cadeias produtivas ao longo do seu eixo, integrando melhor alguns setores da economia. “Apesar da distância entre Foz do Iguaçu e Paranaguá ser a metade da distância entre Foz do Iguaçu e Antofagasta, via Chile, haverá redução do tempo de transporte e dos custos logísticos. Dá para estimar uma economia de 20% do tempo entre Foz do Iguaçu e a Ásia e a Costa Oeste dos Estados Unidos e de 30% dos custos logísticos de alguns produtos”, acrescenta.
Outro aspecto positivo da nova ponte é o aumento da integração entre o Brasil e o Paraguai. A média da balança comercial entre os dois países é de cerca de US$ 4,5 bilhões nos últimos cinco anos e 90% desse comércio passa pela Ponte da Amizade. Ele cita que a economia paraguaia vem crescendo a uma taxa média de 4,5% nos últimos cinco anos, fruto da produção agrícola e do estímulo para estabelecimento de empresas.
"Nos próximos 10 ou 12 anos a expectativa é que o País cresça para usar 100% de sua parte da produção energética de Itaipu e Yacyretá (binacional entre o Paraguai e a Argentina)”, defende o economista. “Se o Brasil recuperar bom nível de crescimento, com articulação, o Paraná pode se transformar em um centro de produção e distribuição. Porque nossa economia ajuda a alavancar a latino-americana”.
Severo também aponta que a Ponte da Integração pode ser fundamental no novo xadrez político global do pós-pandemia, que ainda é incerto. Ele cita o exemplo de duas pontes com menos de 15 anos no Acre, conectando o estado a Peru e Bolívia, e como elas mudaram a dinâmica econômica local. A nova estrutura pode ajudar a lapidar novas formatações econômicas no Mercosul.
“O comércio naquela região era realizado via chalanas, embarcações primárias, e agora as exportações são pelas pontes. Todos os estados brasileiros têm como maiores parceiros a China e os EUA, mas isso não ocorre com o Acre. Isso acontece porque o estado se voltou para dentro da América. Antes as exportações aconteciam pelos portos de Santos, Manaus e Paranaguá, agora podem sair pelo Pacífico”, desenha o professor.
Ele cita inúmeras outras possibilidades de integração nas áreas de saúde, cultura, educação, emprego. “Pontes e estradas não são passageiras. As cidades estabelecem agendas comuns a partir delas. Podemos facultar acesso maior a paraguaios e vice-versa, aproximar produtores chilenos e argentinos, parar de comprar sal para o agronegócio em Mossoró (RN), a 3,7 mil quilômetros, e comprar aqui do lado. Em 2019, o Paraná importou mais de US$ 1,7 milhão de sal do Chile, via porto de Paranaguá”, arremata. “Além disso podemos utilizar mecanismos já previstos para não utilizar dólar nas transações comerciais latinoamericanas, as compensações. A crise pode nos obrigar a nos unirmos”.
Foz tem programa com sete eixos de desenvolvimento
O Programa Acelera Foz, lançado no mês passado, reúne 40 iniciativas em sete eixos para que o município alcance e ultrapasse os patamares registrados pouco antes do início da pandemia provocada pelo novo coronavírus. Os eixos são infraestrutura, divulgação, retomada econômica do turismo, empreendedorismo, inovação e atração de investimentos, apoio à produção e comercialização, e fomento de políticas públicas.
Apenas as obras prioritárias em infraestrutura somam cerca de R$ 900 milhões. São projetos já em execução – entre elas a segunda ponte e a ampliação da pista do aeroporto – e os novos empreendimentos da revitalização e duplicação da Rodovia das Cataratas, trincheira da Rua Teodoro Risden com a BR-277, revitalização do Espaço das Américas e um porto seco trimodal.
“Estamos trabalhando no pós-pandemia em parceria com diversas entidades para potencializar ações integradas. Foz do Iguaçu não pode ser apenas turismo contemplativo, aprendemos com a crise que essa matriz é frágil. Queremos dinamizar o ecossistema de inovação, diversificar a economia, trabalhar com startups e com planos integrados de marketing”, explica Mario Camargo, presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Foz do Iguaçu (Codefoz).
Parte do plano de retomada econômica da cidade Codefoz, Itaipu Binacional, Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Prefeitura de Foz do Iguaçu, Sebrae, Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI) e Conselho Municipal de Turismo (Comtur).
Fonte: Agência Paraná de Notícias.
Agência Estadual de Notícias do Estado do Paraná. Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2019
Mercosul prevê compartilhamento do atendimento em saúde
Agência Saúde
Ministério da Saúde
05 de Dezembro de 2019
Mercosul prevê compartilhamento do atendimento em saúde
Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai assinaram acordo para oferta de atendimento médico em condição de reciprocidade e complementaridade
Os moradores das cidades fronteiriças dos países do Mercosul, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, passarão a ter acesso aos serviços de saúde em ambos os lados da fronteira. É o que prevê um dos Acordos de Cooperação assinados nesta quinta-feira (5), pelo presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), durante a 55ª Cúpula de Presidentes do Mercosul.
No acordo entre os países, o esforço será para que, de forma recíproca, sejam oferecidos atendimentos médicos às populações das cidades gêmeas. As ações podem ser combinadas entre dois ou até três países que compartilhem a mesma região de maior trânsito local de pessoas. O acordo foi finalizado pelos chanceleres dos países membros no âmbito do subgrupo de integração fronteiriça do Mercosul e tem como objetivo facilitar a vida da população dessas regiões.
O Brasil possui fronteira de cerca de 3.700 km com os países do Mercosul. Pelo texto aprovado, os estados partes (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) poderão conceder outros direitos que acordarem bilateralmente ou trilateralmente, inclusive atenção médica nos serviços públicos de saúde em condições de reciprocidade e complementaridade.
O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta integrou a comitiva do o presidente da República, Jair Bolsonaro que encerrou o período de presidência pró-tempore do Mercosul. Os presidentes da Argentina, Maurício Macri; do Paraguai, Mario Abdo Benítez e a vice-presidente do Uruguai, Lúcia Topolansky, representando o presidente Tabaré Vásquez, assinaram ainda, acordos diplomáticos de cooperação policial na fronteira, transporte de produtos perigosos, serviços financeiros, defesa do consumidor e reconhecimento recíproco de assinaturas digitais.
A saúde nas fronteiras, no âmbito do Mercosul, vem sendo tratada, ao longo deste ano, com a intensificação de ações de vacinação; a formalização da Rede de Bancos de Leite Humano; rodada de negociação conjunta de Medicamentos de Alto Custo; e a declaração sobre hepatites virais. Durante a reunião de Ministros da Saúde do Mercosul, ocorrida em São Paulo no dia 1º de novembro de 2019, o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu o fortalecimento da cooperação técnica entre os quatro países membros do Mercosul para intercâmbio de experiências e ações conjuntas nas fronteiras.
Os moradores das cidades fronteiriças dos países do Mercosul, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, passarão a ter acesso aos serviços de saúde em ambos os lados da fronteira. É o que prevê um dos Acordos de Cooperação assinados nesta quinta-feira (5), pelo presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), durante a 55ª Cúpula de Presidentes do Mercosul.
No acordo entre os países, o esforço será para que, de forma recíproca, sejam oferecidos atendimentos médicos às populações das cidades gêmeas. As ações podem ser combinadas entre dois ou até três países que compartilhem a mesma região de maior trânsito local de pessoas. O acordo foi finalizado pelos chanceleres dos países membros no âmbito do subgrupo de integração fronteiriça do Mercosul e tem como objetivo facilitar a vida da população dessas regiões.
O Brasil possui fronteira de cerca de 3.700 km com os países do Mercosul. Pelo texto aprovado, os estados partes (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) poderão conceder outros direitos que acordarem bilateralmente ou trilateralmente, inclusive atenção médica nos serviços públicos de saúde em condições de reciprocidade e complementaridade.
O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta integrou a comitiva do o presidente da República, Jair Bolsonaro que encerrou o período de presidência pró-tempore do Mercosul. Os presidentes da Argentina, Maurício Macri; do Paraguai, Mario Abdo Benítez e a vice-presidente do Uruguai, Lúcia Topolansky, representando o presidente Tabaré Vásquez, assinaram ainda, acordos diplomáticos de cooperação policial na fronteira, transporte de produtos perigosos, serviços financeiros, defesa do consumidor e reconhecimento recíproco de assinaturas digitais.
A saúde nas fronteiras, no âmbito do Mercosul, vem sendo tratada, ao longo deste ano, com a intensificação de ações de vacinação; a formalização da Rede de Bancos de Leite Humano; rodada de negociação conjunta de Medicamentos de Alto Custo; e a declaração sobre hepatites virais. Durante a reunião de Ministros da Saúde do Mercosul, ocorrida em São Paulo no dia 1º de novembro de 2019, o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu o fortalecimento da cooperação técnica entre os quatro países membros do Mercosul para intercâmbio de experiências e ações conjuntas nas fronteiras.
Por Roberto Chamorro, da Agência Saúde
Atendimento à imprensa
(61) 3315-3580 / 2745
Publicado originalmente no Portal do Ministério da Saúde:
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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Geopolítica e História da América do Sul: "A Guerra do Paraguai", com Eduardo Bueno
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Mercosul: 40 anos de articulação até a criação do bloco
Agência Brasil, 02/12/2012
Mercosul: 40 anos de articulação até a criação do bloco
Renata Giraldi
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – As articulações para criação de um bloco regional na América do Sul tiveram início há cerca de 40 anos, mas só avançaram de fato a partir da década de 80 do século passado, com acordos entre o Brasil e a Argentina e, posteriormente, com o Uruguai e o Paraguai. Em seguida, o Chile, o Equador, a Colômbia, o Peru e a Bolívia foram incorporados ao bloco como países associados. Há, ainda, membros observadores: o México e a Nova Zelândia.
Em 1991, houve a formalização do Tratado de Assunção, que uniu Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Em 31 de julho deste ano, a Venezuela foi incorporada ao grupo. Paralelamente, está em negociação o ingresso do Equador e da Bolívia – as negociações estão mais avançadas com os equatorianos.
O processo de adesão da Venezuela ao Mercosul consumiu seis anos de articulações e, até julho, quando foi oficializada a entrada do país, dividia opiniões no Brasil e nos demais países do bloco. No Brasil, houve intensa articulação da base aliada no Congresso Nacional para conseguir a aprovação.
O momento final das negociações foi em meados deste ano, durante uma crise no Paraguai. Na época, o presidente Fernando Lugo, que era favorável à incorporação dos venezuelanos, mas não contava com o apoio do Congresso para chancelar a decisão, sofreu processo de impeachment e foi destituído do cargo em junho.
Sem a aprovação do Congresso, o Paraguai não votou a favor da entrada da Venezuela no Mercosul. Porém, essa postura não pesou na decisão dos demais membros porque, quando foi aprovada a adesão dos venezuelanos, o Paraguai estava suspenso do bloco.
Enquanto isso, bolivianos e chilenos disputam judicialmente uma questão territorial.
Edição: Nádia Franco
sábado, 30 de junho de 2012
Paraguai é suspenso e Venezuela se torna membro-pleno do Mercosul
Carta Capital
29/06/2012
No encerramento da 43ª cúpula do Mercosul, a presidente da Argentina,
Cristina Kirchner, anunciou a decisão do bloco em suspender o Paraguai
até que sejam realizadas novas eleições presidenciais democráticas no
país. A decisão ocorreu porque os integrantes do mercado comum
sul-americano consideraram a destituição de Fernando Lugo na última
semana uma ruptura da ordem democrática. Além disso, com o Paraguai
suspenso, a Venezuela será incorporada como membro pleno do bloco a
partir de 31 de julho deste ano, em cerimônia a ser realizada no Rio de
Janeiro.
Como esperado, as sanções contra o Paraguai foram “leves” e
políticas, mas não econômicas. O país não poderá participar de nenhum
evento do Mercosul até que o novo presidente assuma o poder em agosto de
2013. “Não serão aplicadas sanções econômicas contra o Paraguai, já que
nosso objetivo é a melhora econômica das pessoas que moram no Cone Sul e
no resto da América do Sul”, disse Kirchner.
![]() |
| Reunião da cúpula extraordinária de Chefes de Estado da UNASUL. Mendonza-ARG, 29/06/2012 Foto: Roberto Stuckert Filho/PR |
Cristina Kirchner anunciou adesão da Venezuela
como membro pleno do Mercosul. Foto: AFP
|
O presidente do Paraguai, Federico Franco, disse mais cedo que se uma
suspensão ocorresse, procuraria novos parceiros comerciais. “Ao ser
suspenso, o Paraguai está liberado para tomar decisões. Vamos analisar
os custos e benefícios. Vamos fazer o que for mais conveniente para os
interesses do Paraguai”, afirmou. Franco também comentou que havia
chegado ao fim “a tutela dos vizinhos”, em referência a Brasil e
Argentina. Mas o Paraguai depende em grande parte do Mercosul. Apenas no
ano passado o Paraguai exportou aos membros do bloco cerca de 2,9
bilhões de dólares. Desde 2007 foram quase 10 bilhões de dólares. Na
comparação das exportações nos últimos cinco anos até 2011 para o
restante da América do Sul (sem os integrantes do Mercosul), esse valor é
de apenas 3,6 bilhões, quase três vezes menor. Os dados são do Sistema
de Análise das Informações de Comércio Exterior do Mercosul, do
Ministério do Desenvolvimento. E esse perfil se repete quando analisadas
as exportações paraguaias à União Europeia, grupo com o qual o Mercosul
tenta fortalecer laços. Em 2011, foram apenas 515 milhões de dólares e
desde 2007 o valor fica em torno de 1,8 bilhão de dólares. Número bem
inferior às exportações paraguaias do último ano ao Mercosul. Na Ásia, a
situação não é muito diferente. Entre 2007 e 2011, as vendas para
China, Hong Kong e Macau somaram escassos 287 milhões de dólares.
A dependência de nações vizinhas fica clara nos dados. Uruguai,
Brasil e Chile (que não integra o Mercosul) são os maiores compradores
de produtos paraguaios, enquanto principais vendedores são China, Brasil
e Argentina, segundo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Por outro lado, o Paraguai não aparece entre os cinco principais
parceiros dos países do Mercosul em exportação ou importação, um
indicador de que tem pouca relevância comercial para estes Estados,
embora eles representem considerável parte de sua renda.
Leia mais sobre o assunto:
‘Unasul não é base para um bloco econômico da região’
Brasileiro deixa cargo de Alto Representante Geral do Mercosul
Paraguai e o golpe do colonialismo interno
Brasil deve ser ‘firme’ e ‘prudente’ com Paraguai
OEA quer resolver conflito no Paraguai por meio do diálogo
Expulsão do Mercosul traria grande impacto ao Paraguai
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Na Cúpula do Mercosul, Dilma defende Integração Regional e compromisso com a Democracia na América do Sul
Na Cúpula do Mercosul, Dilma defende a Integração Regional e o compromisso com a Democracia na América do Sul
http://youtu.be/7J4fiNElp6A
Presidentes da Unasul pedem respeito à ordem democrática no Paraguai
http://youtu.be/iRv1CMtjx9g
http://youtu.be/7J4fiNElp6A
Presidentes da Unasul pedem respeito à ordem democrática no Paraguai
http://youtu.be/iRv1CMtjx9g
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Dilma assume a Presidência do Mercosul e reafirma o compromisso do bloco com a democracia
Dilma assume a Presidência do Mercosul e reitera compromisso do bloco com a democracia
http://youtu.be/QSC8T2icAxc
Dilma participa de reuniões de Cúpula do Mercosul e Unasul
http://youtu.be/2sQOkFwzRjk
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sábado, 6 de novembro de 2010
Paraguai pode ter as maiores reservas de titânio do mundo
5 de Noviembre de 2010
Reserva de titanio de Paraguay sería la mayor del mundo, afirma geólogo
El geólogo norteamericano David Lowell, importante referente de la minería mundial, dio cuenta sobre eldescubrimiento de titanio en la región Oriental y mencionó, inclusive, que se trataría de la mayor reserva delEl enorme potencial en ese mineral de nuestro país fue plenamente corroborado por técnicos de la Subsecretaría de Minas y Energía. mundo.
La Agencia “Bloomberg”, en su edición de ayer, en un material firmado por Elliot Blair Smith, Nathan Cooks y Wing-Gar Cheng, se hace eco de las últimas declaraciones realizadas en Hong Kong por el explorador americano, quien descubrió el mayor yacimiento de cobre del mundo en Chile y que afirmó haber descubierto en Paraguay “lo que él dice podría ser el mayor hallazgo de titanio”.
El geólogo está en China presentando su descubrimiento a inversores en una conferencia del mercado global de titanio, patrocinada por TZ Minerals International, una firma consultora de Australia que se especializa en el mineral, explica el material.
El geólogo norteamericano David Lowell, importante referente de la minería mundial, dio cuenta sobre eldescubrimiento de titanio en la región Oriental y mencionó, inclusive, que se trataría de la mayor reserva delEl enorme potencial en ese mineral de nuestro país fue plenamente corroborado por técnicos de la Subsecretaría de Minas y Energía. mundo.
La Agencia “Bloomberg”, en su edición de ayer, en un material firmado por Elliot Blair Smith, Nathan Cooks y Wing-Gar Cheng, se hace eco de las últimas declaraciones realizadas en Hong Kong por el explorador americano, quien descubrió el mayor yacimiento de cobre del mundo en Chile y que afirmó haber descubierto en Paraguay “lo que él dice podría ser el mayor hallazgo de titanio”.
El geólogo está en China presentando su descubrimiento a inversores en una conferencia del mercado global de titanio, patrocinada por TZ Minerals International, una firma consultora de Australia que se especializa en el mineral, explica el material.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Lula vai acompanhar início de obras de ampliação da Integração Energética Regional com o Paraguai
TN Petróleo
30/07/2010
Presidente Lula vai acompanhar início de obra na hidrelétrica de Itaipu
Fonte: AFP
O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva realizará uma visita a Assunção, no Paraguai, hoje (30), para assistir ao começo da obra de uma linha de transmissão da hidrelétrica de Itaipu Binacional, até o Paraguai. Seu colega paraguaio , o Presidente Fernando Lugo também estará presente.
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
Contra a "colombização" da América do Sul
Jornal do Brasil
06/05/2010
Não à colombização
José Sarney
06/05/2010
Não à colombização
José Sarney
RIO - Em 1985 estive com o presidente Reagan. Tratou-me muito bem, mas não cedeu nada. Nossa conversa versava sobre dívida externa, para nós impagável, e relações comerciais, em que nos impuseram várias sanções.
Terminada a agenda bilateral, fiz uma pergunta fora de qualquer formato diplomático: “Presidente, como o senhor entende a escolha da Bolívia por Che Guevara para fazer a revolução sul-americana?”. Ele não compreendeu a pergunta, e eu mesmo respondi: “Presidente, não foi por amor à Bolívia, mas por sua posição geopolítica. É um país pobre, sem condições de sustentabilidade. Na realidade, dois países. O do altiplano e o das zonas baixas. Qualquer instabilidade ali se espalhará como fogo a todos os países da região. Precisamos ajudar a Bolívia fortemente, e o Brasil não se negará a participar desse esforço”.
Não comovi o presidente dos Estados Unidos. Felizmente, depois de alguns tropeços sérios, a Bolívia está relativamente estável, embora as ameaças de divisão estejam latentes.
Terminada a agenda bilateral, fiz uma pergunta fora de qualquer formato diplomático: “Presidente, como o senhor entende a escolha da Bolívia por Che Guevara para fazer a revolução sul-americana?”. Ele não compreendeu a pergunta, e eu mesmo respondi: “Presidente, não foi por amor à Bolívia, mas por sua posição geopolítica. É um país pobre, sem condições de sustentabilidade. Na realidade, dois países. O do altiplano e o das zonas baixas. Qualquer instabilidade ali se espalhará como fogo a todos os países da região. Precisamos ajudar a Bolívia fortemente, e o Brasil não se negará a participar desse esforço”.
Não comovi o presidente dos Estados Unidos. Felizmente, depois de alguns tropeços sérios, a Bolívia está relativamente estável, embora as ameaças de divisão estejam latentes.
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terça-feira, 4 de maio de 2010
Malvinas e tensão no Paraguai entram na pauta da Unasul
Agência Brasil
03/05/2010
Malvinas e tensão no Paraguai entram na pauta da Unasul
Luiz Antônio Alves
Enviado Especial
Buenos Aires – Além da eleição do primeiro secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), da ajuda financeira para a reconstrução do Haiti e do Chile e da situação de Honduras após o golpe de Estado que retirou Manuel Zelaya do poder, dois novos assuntos foram acrescentados à pauta de discussões dos chefes de Estado e de Governo que se encontrarão amanhã em Los Cardales, pequena cidade a 70 quilômetros (km) da capital argentina.
A Unasul deverá se posicionar sobre a situação das Ilhas Malvinas e sobre o Estado de Exceção decretado pelo presidente do Paraguai, Fernando Lugo, devido ao recrudescimento das ações violentas atribuídas ao chamado Exército do Povo Paraguaio. Há duas semanas, Lugo pediu que o Congresso autorizasse o Estado de Exceção para facilitar a captura de guerrilheiros que, desde 2008, praticam sequestros para obter dinheiro. Segundo o presidente paraguaio, será possível, a partir do Estado de Exceção, usar as forças militares do Paraguai, que terão ampla liberdade de atuação.
Sucesso do Paraguai é bom para o Brasil
Blog do Planalto
Segunda-feira, 3 de maio de 2010
Sucesso do Paraguai é bom para o Brasil
O encontro desta segunda-feira (3/5) com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, em Ponta Porã (MS), é para o presidente Lula é mais um passo no aperfeiçoamento da relação com o país vizinho, por ajudar no seu desenvolvimento e também no da região como um todo. O Brasil, afirmou Lula hoje em seu programa de rádio Café com o Presidente, vive um momento excepcional na relação com o Paraguai e torce pelo seu sucesso.
O Brasil tem consciência de que os seus vizinhos precisam ser economicamente fortes, que precisam crescer, e uma das coisas principais que nós estamos tratando hoje com o Paraguai é a construção de uma linha de transmissão para que o Paraguai possa utilizar mais energia de Itaipu, um investimento que vai custar por volta de US$ 400 milhões, para garantir o fim do apagão em Assunção e em outras cidades do Paraguai. Eu penso que esse encontro do presidente Lugo comigo vai permitir que a gente possa assinar novos acordos e que a gente possa aperfeiçoar ainda mais a relação Brasil e Paraguai.
Ouça aqui a íntegra do programa:
Para ler a transcrição do programa, clique aqui.
http://blog.planalto.gov.br/sucesso-do-paraguai-e-bom-para-o-brasil/
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Segunda-feira, 3 de maio de 2010
Sucesso do Paraguai é bom para o Brasil
O encontro desta segunda-feira (3/5) com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, em Ponta Porã (MS), é para o presidente Lula é mais um passo no aperfeiçoamento da relação com o país vizinho, por ajudar no seu desenvolvimento e também no da região como um todo. O Brasil, afirmou Lula hoje em seu programa de rádio Café com o Presidente, vive um momento excepcional na relação com o Paraguai e torce pelo seu sucesso.
O Brasil tem consciência de que os seus vizinhos precisam ser economicamente fortes, que precisam crescer, e uma das coisas principais que nós estamos tratando hoje com o Paraguai é a construção de uma linha de transmissão para que o Paraguai possa utilizar mais energia de Itaipu, um investimento que vai custar por volta de US$ 400 milhões, para garantir o fim do apagão em Assunção e em outras cidades do Paraguai. Eu penso que esse encontro do presidente Lugo comigo vai permitir que a gente possa assinar novos acordos e que a gente possa aperfeiçoar ainda mais a relação Brasil e Paraguai.
Ouça aqui a íntegra do programa:
Lula falou também sobre a importância da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que completou 37 anos na semana passada, para o desenvolvimento do País. Segundo o presidente, a empresa é motivo de orgulho para todos os brasileiros, por ter promovido uma revolução na agricultura brasileira, garantindo o desenvolvimento não só do agronegócio mas também da agricultura familiar.
E mais importante do que tudo isso é que a Embrapa colocou o Brasil como um dos países mais extraordinários na produção de alimentos, o que é uma coisa fantástica; na produção do etanol, na produção de soja, na produção de carne. O Brasil virou um país fantasticamente respeitado no mundo, por conta da Embrapa.
http://blog.planalto.gov.br/sucesso-do-paraguai-e-bom-para-o-brasil/
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Lula deve discutir temas polêmicos em encontros com Chávez e Lugo esta semana
Agência Brasil
25/04/2010
Lula deve discutir temas polêmicos em encontros com Chávez e Lugo esta semana
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá uma agenda internacional intensa nesta semana. Ele tem encontros marcados com os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e do Paraguai, Fernando Lugo. Em pauta, temas polêmicos e que geram impasse. Com Chávez, Lula deve conversar sobre as tensões do venezuelano às voltas com as eleições parlamentares e as críticas internas e externas decorrentes da crise energética. A conversa vai ser dia 28, em Brasília.
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
Representação brasileira no PARLASUL analisa acordo que aumenta pagamento pela energia de Itaipu
Blog Geografia & Geopolítica
Representação brasileira no PARLASUL analisa acordo que aumenta pagamento pela energia de Itaipu
Lucas K. Oliveira
É bastante profícua a notícia de que o Congresso Nacional e os representantes Legislativos do Brasil no Parlamento do Mercosul (Parlasul) estão analisando o acordo entre o Brasil e Paraguai, para que o país possa pagar um pouco mais pela energia vinda da parte paraguaia de Itaipu. Atualmente, o Paraguai recebe apenas US$ 120 milhões anuais (US$ 10 milhões por mês) por toda a eletricidade que exporta para o Brasil da metade paraguaia de Itaipu Binacional. O acordo atual prevê que este país irmão e aliado receberá um pouco mais, US$ 360 milhões a cada ano, por meio da alteração do chamado "fator de multiplicação" do valor a ser pago, que atualmente é de 5,1 e passará para 15,3.
Esta notícia é das mais interessantes, pois envolve simultâneamente a questão da Integração Regional - diretamente relacionada ao futuro do Mercosul e da questão da Integração Energética Regional (infra-estrutura da integração) - , e o papel de Itaipu para a Segurança Energética brasileira.
Para o bem da integração sul-americana é fundamental que o Brasil se disponha a pagar um valor um pouco maior pela eletricidade gerada em Itaipu Binacional, da qual, o Paraguai tem direito a metade, mas sua economia e infra-estrutura não têm condições de consumir esta energia no local. O que o Paraguai não consegue consumir, exporta para o Brasil a preços bem abaixo do mercado.
Acontece que muitos dizem por aí que isto é um "absurdo", que os paraguaios estão exigindo demais. Na realidade, o PIB brasileiro é quase 110 vezes maior do que o do Paraguai (PIB do Brasil: US$ 1.481.547,00, ou 1 trilhão e meio; PIB do Paraguai: US$ 13.611,00 ou treze bilhões). Isto significa que para o Brasil, pagar 200 ou 300 milhões a mais por esta eletricidade, custa muito pouco, se comparado ao que isto vai significar para o Paraguai.
Além disso, a energia elétrica no Brasil é cara não porque pagamos um valor alto à energia exportada pelo Paraguai, na realidade esta é muito mais barata do que o normal, porque Itaipu é muito eficiente, gera muita energia e o Brasil desconta o valor da dívida paraguaia com Itaipu diretamente do valor da energia exportada pelo país vizinho. Na realidade a energia elétrica no Brasil é muito cara porque o país aceitou as imposições do FMI/Banco Mundial nos anos 1990 e privatizou as redes de distribuição de eletricidade, que, hoje, nas mãos de empresas privadas, têm lucros estratosféricos. Isto sem contar que estas empresas não estão cumprindo os contratos firmados inicialmente, que exigiam re-investimentos na geração de energia, que nunca foram feitos de verdade.
O ideal ser que o Brasil tivesse como meta de médio prazo a criação de mecanismos para incentivar o aumento do consumo de energia elétrica local no Paraguai, com a eletrificação das pequenas cidades, zonas rurais e áreas mais pobres do país, que, além de ser um direito básico para a população local, é um pré-requisito básico para que o país possa se industrializar e mesmo aumentar o consumo de eletrodomésticos e eletroeletrônicos fabricados no Brasil ou em outros países do Mercosul.
Seria muito interessante pagar um valor maior pela eletricidade da parte paraguaia de Itaipu em troca, por exemplo, de um investimento mais significativo em eletrificação rural no Paraguai, que traria ganhos indiretos para o Brasil. O Brasil ganha não apenas com as perspectivas econômicas de ampliar as exportações de eletrodomésticos para o país vizinho, mas, principalmente, diante da perspectiva geopolítica de assegurar maior desenvolvimento e estabilidade econômica, política e social nos nossos vizinhos. Isto aumenta diretamente a segurança e as perspectivas de desenvolvimento no longo prazo do Brasil. Neste tipo de cenário também se fortalecem as perspectivas de aprofundamento da Integração Regional, que não pode ser pensada apenas em termos comerciais, mas também na integração da infra-estrutura, da política e das instituições, da segurança e do aprofundamento dos laços culturais e sociais entre os países sul-americanos.
Neste sentido, pode-se considerar que seria muito interessante pagar um valor ainda maior pela eletricidade e exigir garantias políticas concretas (talvez um tratado bilateral ou multilateral?) de que bases aéreas ou outras bases militares existentes no Paraguai não serão cedidas ou emprestadas (nem temporariamente), para países de fora da UNASUL. Isto fortaleceria os laços de confiança entre os países do Cone Sul e da UNASUL, ampliaria as perspectivas de desenvolvimento do Paraguai e diminuiria as possibilidade de militarização do continente sul-americano.
A notícia citada, referente à análise do acordo pela representação brasileira no Mercosul, segue abaixo.
Lucas K. Oliveira
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Agência Senado
MERCOSUL
06/04/2010 - 11h40
Representação brasileira no PARLASUL analisa acordo que eleva pagamento pela energia de Itaipu
Marcos Magalhãeshttp://www.senado.gov.br/agencia/
O acordo político firmado com o Paraguai em julho do ano passado, que triplica o pagamento feito pelo governo brasileiro pela utilização da energia da usina hidrelétrica binacional de Itaipu, passa nesta quarta-feira (7) pelo seu primeiro teste no Congresso Nacional. A Mensagem 951 do Poder Executivo, que submete ao Legislativo as "notas reversais" por meio das quais se autoriza o aumento do pagamento, será analisada, a partir das 14h30, pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul .
Atualmente, o Paraguai recebe US$ 120 milhões anualmente pela cessão ao Brasil da energia de Itaipu que não utiliza para seu próprio consumo. Por meio do acordo, o país vizinho terá direito a mais US$ 240 milhões a cada ano, por meio da ampliação do chamado "fator de multiplicação" utilizado para o cálculo do valor a ser pago, de 5,1 para 15,3.
A mensagem presidencial conta com voto favorável do relator, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), ex-presidente do Parlamento do Mercosul. Em sua análise, ele recorda que a elevação do pagamento ao Paraguai pelo uso da energia de Itaipu vem acompanhada de importantes concessões do lado paraguaio, que incluem a regularização fundiária de agricultores de origem brasileira no Paraguai e a regularização migratória de cidadãos brasileiros que vivem naquele país.
Caso venha a receber parecer favorável da representação, a mensagem presidencial passará a tramitar na Câmara dos Deputados e, em seguida, no Senado Federal. A aprovação do acordo é tão importante para o Paraguai que uma delegação do país vizinho já visitou a Câmara, no início deste ano, em busca de apoio ás "notas reversais".
Audiência
Na mesma reunião desta quarta-feira, a representação promoverá a sua primeira audiência pública do ano. Será debatido o processo de revalidação, no Brasil, de diplomas acadêmicos obtidos nos outros países do Mercosul - Argentina, Paraguai e Uruguai.
Entre os convidados estão o presidente da Fundação Capes (Conselho de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Jorge Almeida Guimarães; a secretária de Educação Superior do Ministério da Educação, Maria Paula Dallari Bucci; e um representante da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
http://www.senado.gov.br/agencia/
Debate sobre pequenas hidrelétricas é transferido para esta tarde
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Hidrelétrica de Itaipu
Itaipu a noite
Itaipu a noite
Lazer: População local tem acesso a praias de água doce na represa de Itaipu
Itaipu e a rede de transmissão de energia elétrica no Brasil, com destaque para as outras linhas de transmissão de países do Mercosul que também fornecem eletricidade para o Brasil. Fonte: ONS
Vídeo Institucional da Usina Itaipu Binacional:
Assita ao vídeo na página oficial da Usina de Itaipu:
http://www.itaipu.gov.br/?q=pt/node/434&id_video=3056&pagina=
Vídeo Institucional da Usina Itaipu Binacional:
Assita ao vídeo na página oficial da Usina de Itaipu:
http://www.itaipu.gov.br/?q=pt/node/434&id_video=3056&pagina=
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