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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Vídeo Debate: "Cooperação Técnica Internacional: Saúde e Educação"


Canal do NEEGI no Youtube

06/agosto/2020

"Cooperação Técnica Internacional: Saúde e Educação"📺






Debates Online do NEEGI


"Cooperação Técnica Internacional: Saúde e Educação" 
Neste programa ao vivo do NEEGI contamos com a presença do Prof. Dr. Bruno Sadeck. Mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília - UnB (2006) e Doutor em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (2014) na linha de Política Internacional. Professor Adjunto da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no curso de Relações Internacionais. O professor Bruno atuou na Assessoria Internacional (coordenador do Setor Educacional do MERCOSUL) e na Secretaria de Regulação e na Supervisão da Educação Superior - SERES (colaborador técnico) do Ministério da Educação. Também trabalhou na Secretaria de Relações Institucionais (Subchefia de Assuntos Federativos) da Presidência da República e na Secretaria Nacional de Articulação Social. 
 Para verificar o currículo dos palestrantes e debatedores, basta acessar os links a seguir: 
Prof. Dr. Lucas Kerr Oliveira | http://lattes.cnpq.br/4584511557852332 
Prof. Dr. Bruno R. Viana Sadeck Santos | http://lattes.cnpq.br/4903586823158464

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Crescimento econômico, elevação da escolaridade, e desigualdade social, correlações verdadeiras e causalidades imaginárias

Carta Capital

24/12/2010

Crescimento econômico, elevação da escolaridade, e desigualdade social, correlações verdadeiras e causalidades imaginárias

Coluna do Leitor 24 de dezembro de 2010 às 15:39h

Por Valerio Arcary*


Duas luvas da mão esquerda não perfazem um par de luvas.Duas meias verdades não perfazem uma verdade.

Eduard Douwes Dekker, alias,  Multatuli (1820/87) Ideias.

Se o vaso não está limpo, tudo o que nele derramares se azeda.

Horácio (65-68 a.C.) Epístolas 1.2.
                                                                                                                                                       

O ano de 2010 se aproxima do fim e o Brasil, de resto, como costuma acontecer nas vésperas de todos os Natais, procura se reconciliar consigo mesmo e entra em “estado alterado de consciência”: o otimismo ingênuo de que, apesar de tudo, vamos bem. Essa é a tradição política do país e um dos traços peculiares de sua classe dominante. As retrospectivas na grande mídia são o momento culminante da infantilização política da sociedade. A divulgação do Plano Nacional de Educação serviu para que, mesmo em um tema especialmente embaraçoso, porque vergonhoso, seja possível um último suspiro de alívio. Os objetivos do Plano são ambiciosos, como devem ser todos os planos. E o argumento central do Plano é que é possível atingi-los elevando, em mais de uma década, o orçamento da educação Nacional de 5% para 7% do PIB, porque haveria sinergia entre a conquista das metas para a educação e o crescimento econômico, racionalizando recursos. Mesmo entidades como a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), muito identificadas com o governo, adiantaram a defesa da reivindicação de um investimento de 10% do PIB.

O argumento deste artigo é que as metas do Plano, tal como foram apresentadas, não são possíveis com os recursos previstos. Não é sequer possível demonstrar uma causalidade direta entre a elevação da escolaridade e a redução do desemprego, ou entre o crescimento econômico e o aumento da escolaridade. As correlações entre estes indicadores existem, mas processos complexos têm múltiplas determinações que não se resumem a somente uma variável. Os dados disponíveis sugerem uma causalidade direta entre o crescimento econômico e a redução do desemprego, e entre a redução da desigualdade social e o aumento da escolaridade. Tudo o resto são ilusões.