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quinta-feira, 12 de agosto de 2021

"Competição Estratégica China-EUA" : Palestra e Debate com Andrés Ferrari e Elias Jabbour | Palestra de abertura da OfChiLA 2021/2

 

 

 

 

A Oficina de Estudos sobre China e Leste Asiático é uma atividade de extensão da UFRGS, organizada por um grupo de alunos de graduação e pós-graduação em Relações Internacionais e Estudos Estratégicos Internacionais da universidade. 

 Nesta quinta-feira, dia 12/08, às 18:30, o encontro virtual terá o seguinte tema: Competição Estratégica China-EUA por Andrés Ferrari e Elias Jabbour Mediador: Erik Ribeiro 

 

O Dr. Andrés Ferrari é Professor Adjunto do Departamento de Economia e Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS e Concursado no Núcleo de Estudos Internacionais da UFRJ. É graduado em economia pela Universidad de Buenos Aires, Mestre em Ciência Econômica pela UNICAMP e Doutor em Economia do desenvolvimento pela UFRGS. Suas áreas de Pesquisa são: desenvolvimento, modelo neoliberal, história argentina, poder global e geopolítica e relações internacionais.

O Dr. Elias Jabbour é Professor Adjunto da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCE-UERJ), do Programa de Pós-Graduação em Ciências Econômicas (PPGCE-FCE-UERJ) e do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais (PPGRI-UERJ) e Subchefe do Departamento de Evolução Econômica da FCE-UERJ e membro do Conselho Consultivo da Sub-reitoria de Extensão e Cultura - SR - 3 - da UERJ. É graduado, Mestre e Doutor em Geografia pela USP. Suas áreas de Pesquisa são Geografia e Economia com ênfase em Geografia Humana e Econômica, Economia Política, Economia Política Internacional e Planejamento Econômico, atuando principalmente nos seguintes temas: China, Categorias de Transição ao Socialismo, Estratégias e Experiências Nacionais e Comparadas de Desenvolvimento, Categoria Marxista de Formação Econômico-Social e Pensamento Independente de Ignácio Rangel. É autor do livro "China: Socialismo e desenvolvimento, sete décadas depois".

quarta-feira, 25 de março de 2020

Papel do Estado será central para garantir a sobrevivência e reconstrução das economias pós-pandemia de Coronavírus

Carta Maior, 25/03/2020

Para garantir a sobrevivência das economias pós-pandemia


O aumento substancial na escala e no escopo das providências necessárias para combater a pandemia da COVID-19 indica que a ação governamental deve ser vista como uma forma sem precedentes de seguro sistêmico de curto prazo. Essa abordagem requer não apenas enormes gastos do governo, mas também uma reorganização temporária, liderada pelo Estado, de toda a economia.
 

 Por Roman Frydman e Edmund S. Phelps  


O aumento substancial na escala e no escopo das providências necessárias para combater a pandemia da COVID-19 indica que a ação governamental deve ser vista como uma forma sem precedentes de seguro sistêmico de curto prazo. Essa abordagem requer não apenas enormes gastos do governo, mas também uma reorganização temporária, liderada pelo Estado, de toda a economia.

NOVA IORQUE – Confinamentos de cidades inteiras. Pânico nos mercados financeiros. Prateleiras vazias nas lojas. Escassez de leitos hospitalares. O mundo entrou em uma realidade desconhecida fora de tempos de guerra.

Ao ordenar que as pessoas se isolem em casa, os formuladores de políticas esperam diminuir e depois reverter a taxa de propagação do COVID-19. Mas o confinamento isoladamente, ou uma explosão de criação de dinheiro, não impedirá a pandemia ou salvará nossas economias. Precisamos da intervenção do governo, porém muitas propostas atuais parecem equivocadas, algumas mesmo lamentáveis. Outras se movem na direção certa, mas são muito graduais.

A própria possibilidade de milhões de pessoas morrerem à medida que a economia é mutilada justifica aumentar substancialmente a extensão e o escopo da ação do governo. Essa ação deve ser vista como uma forma seguro sistêmico de curto prazo, sem precedentes, para nossas vidas e nossos meios de subsistência. Dado o valor absoluto que atribuímos a ambos, cidadãos e governos devem estar preparados para pagar o que pode parecer um prêmio extravagantemente alto por esse seguro.

O seguro sistêmico necessário exige um esforço liderado pelo governo em quatro áreas principais:

- Redirecionar a capacidade produtiva existente da economia para superar a crescente escassez de equipamentos e serviços necessários para responder à pandemia de modo eficaz.

- Apoiar empresas que não estão diretamente envolvidas nos esforços para combater a crise, para que possam continuar fornecendo bens e serviços essenciais.

- Garantir que a população tenha meios suficientes para comprar esses bens e serviços.

- Criar um mecanismo financeiro para ajudar as pessoas incapazes de pagar suas hipotecas e cumprir outras obrigações, mitigando riscos cataclísmicos para o setor financeiro.

Tal seguro sistêmico vai muito além das propostas correntes de gastar trilhões de dólares, em grande parte destinados a iniciativas políticas, com destinação previamente definida, que diagnosticam erroneamente a crise como provocada por demanda agregada deficiente ou como resultado de um choque de oferta comum.

Além disso, quantias substanciais estão sendo dedicadas a resgates sem condicionar explicitamente o recebimento dos recursos à participação da empresa no esforço de combater a crise da saúde e suas consequências econômicas.

Portanto, na medida em que as autoridades de todo o mundo consideram grandes gastos para combater a crise do COVID-19, as perguntas mais imediatas que enfrentamos são se as políticas atualmente em estudo proporcionam um seguro suficiente contra os riscos sistêmicos que estão se multiplicando rapidamente. Os critérios são diretos:

- Os gastos do governo estão suficientemente focados na superação da crise da saúde pública?

- O pacote de resgate econômico é adequado para sustentar o bem-estar da população?

Considerando o segundo critério primeiro, a distribuição governamental do chamado dinheiro de helicóptero (distribuição direta de dinheiro), para ajudar a manter a população à tona, deve ser recorrente, em vez de um ou dois desembolsos como atualmente em discussão.

Benefícios de desemprego ampliados, juntamente com maior elegibilidade para cupons de alimentos e outros pagamentos desse tipo, também ajudariam a fornecer os meios para pagar por bens e serviços essenciais.

Políticas que visam estimular o emprego, como os cortes nos impostos corporativos ou na folha de pagamento defendidos pelos republicanos do Senado dos EUA, certamente não ajudarão a combater a pandemia e suas consequências no fornecimento de bens e serviços. Empregados doentes ou com risco de adoecerem e, portanto, perigosos para os outros, não podem contar com a manutenção da produção de bens e serviços.

O que agora é dolorosamente claro é que há uma escassez de suprimentos de um tipo sem precedentes: equipamentos e instalações médicas. E é igualmente claro que as políticas em avaliação nos EUA, que dependem principalmente da conversão voluntária da capacidade de produção existente, são lamentavelmente inadequadas para fechar a crescente lacuna.

Reequipar fábricas para produzir ventiladores para pacientes e equipamentos de proteção individual (EPI) para profissionais médicos, por exemplo, leva tempo. Portanto, essas medidas devem ser ampliadas sem demora. Além disso, esse reaparelhamento requer gastos financeiros substanciais, difíceis de serem feitos em uma economia em colapso.

A fim de redirecionar a capacidade existente, o governo deve condicionar o suporte a qualquer empresa privada com o compromisso da empresa de produzir equipamentos vitais (especificados por um corpo de médicos especialistas) e atender sua folha de pagamento com salários razoáveis. Para evitar a manipulação de preços, os suprimentos médicos devem ter preços nos níveis pré-crise.

Essa condicionalidade não deve se aplicar apenas às empresas que produzem equipamentos. A abordagem do seguro sistêmico para alocar fundos dos contribuintes exigiria que grandes empresas do setor de serviços, como companhias aéreas ou redes de hotéis, recebessem resgates apenas após redefinirem sua capacidade de apoiar a luta contra a pandemia.

Em vez de ficar ociosas aguardando a retomada da viagem dos passageiros, as companhias aéreas deveriam receber fundos para equipar seus aviões para transportar suprimentos e equipamentos médicos ou para transportar pacientes doentes para locais com capacidade para cuidar deles. Da mesma forma, as redes de hotéis devem ser apoiadas pelo governo apenas se concordarem em redirecionar seus hotéis para servir como hospitais temporários.

Além de reaproveitar a capacidade existente, o seguro sistêmico exigiria que os funcionários de empresas socorridas continuassem recebendo um salário adequado. Os resgates não devem ser desviados para aumentos salariais da administração, recompra de ações ou distribuição de dividendos.

O que torna sem precedentes o seguro sistêmico é que ele requer não apenas gastos do governo - que podem ser considerados parte do valor do prêmio - mas também intervenções lideradas pelo governo em larga escala na maneira como nossas economias produzem e distribuem bens e serviços. Esse movimento em direção à ação estatal é muito mais abrangente do que a mobilização para a Segunda Guerra Mundial - um paralelo frequentemente invocado – jamais foi.

Mas essa reorganização de nossas economias coloca mais do que dificuldades operacionais, especialmente nos EUA, onde o governo historicamente limitou estritamente sua intervenção direta em atividades produtivas. Embora a intervenção dos governos nas economias modernas assuma várias formas, ideias arraigadas sobre o equilíbrio entre o Estado e o mercado estão agora impedindo uma resposta adequada a essa crise.

Até agora, o presidente Donald Trump e os formuladores de políticas dos EUA favorecem medidas graduais, especialmente quando se trata de o estado dirigir - de fato, reorganizar - o setor privado. Sua crença instintiva na superioridade do mercado e em iniciativas privadas, independentemente das circunstâncias, leva-os a recuar da escala de intervenção governamental necessária para salvar nossas vidas e meios de subsistência.

Os repetitivos bordões sobre o papel adequado do Estado não devem se tornar obstáculos ao empenho para mitigar os graves riscos sistêmicos que enfrentamos. O fraco histórico dos governos em lidar com outra ameaça existencial - a das mudanças climáticas - não inspira otimismo.

*Publicado originalmente em 'Project Syndicate' | Tradução de César Locatelli

Fonte: Carta Maior,
Original:

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Brasil: o desafio de crescer a 7% ao ano, por Samuel Pinheiro Guimarães

 Agência Carta Maior

09/06/2010

Crescer a 7%

Se o objetivo central da sociedade brasileira for vencer o subdesenvolvimento, a economia terá de crescer a taxas mais elevadas do que as que têm ocorrido no passado recente, enquanto que as políticas de distribuição de renda terão de ser mais vigorosas para incorporar ao sistema econômico e social moderno as imensas massas que se encontram em situação de grave pobreza: cerca de 60 milhões de brasileiros. caso se deseje manter o Brasil como país pobre e subdesenvolvido, basta crescer a taxas modestas, obedecendo a todas as metas e a supostos potenciais máximos de crescimento, e, assim, lograr manter a economia estável porém miserável. O artigo é de Samuel Pinheiro Guimarães.

Samuel Pinheiro Guimarães

1. O subdesenvolvimento, situação em que a esmagadora maioria da população de um país não pode desfrutar dos bens e serviços que o avanço tecnológico e produtivo moderno permitem, é sempre uma questão relativa. Nenhum país é subdesenvolvido isoladamente; esta é sempre uma situação comparativa entre países e sociedades, desenvolvidas e subdesenvolvidas, em diferentes graus, em distintos momentos históricos.

2. Naturalmente, há indicadores objetivos de subdesenvolvimento: a exploração ao mesmo tempo insuficiente e predatória dos recursos naturais; a baixa escolaridade e qualificação média da mão de obra; a desintegrada rede de transportes; o pequeno consumo per capita de energia; a reduzida diversificação das exportações; o pequeno número de patentes registradas; o acesso restrito da população a saneamento básico; as precárias condições de saúde, educação e cultura; o alto percentual da população que se encontra abaixo da linha de pobreza etc.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Produção industrial cresce 18,4% em um ano

Agência Brasil

01/04/2010

Produção industrial cresce 18,4% em um ano

Nielmar Oliveira 
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A produção industrial brasileira cresceu 1,5% na passagem de janeiro para fevereiro deste ano, descontadas as influências sazonais. Os dados da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Brasil (PIM-Brasil) estão sendo divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que, em relação a fevereiro de 2009, a expansão foi de 18,4%.
Segundo o IBGE, este é o terceiro resultado consecutivo de dois dígitos nesse tipo de confronto (com igual mês do ano passado), “refletindo sobretudo a baixa base de comparação decorrente dos efeitos da crise econômica internacional verificada no ano passado”.
Com o resultado, o setor industrial acumula crescimento de 17,2% no primeiro bimestre de 2010. A taxa anualizada (resultado acumulado nos últimos 12 meses) apresenta recuo de 2,6%, o que indica continuidade da tendência de redução no ritmo de perda.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Geopolítca da atual Crise Financeira Mundial

UFRGS TV

Crise Financeira Mundial

Programa Multiponto

http://geopoliticadopetroleo.wordpress.com/2009/08/06/geopolitca-da-atual-crise-financeira-mundial/




Programa produzido pela UFRGSTV, apresentado em duas partes na UNITV (Canal 15 da NET em Porto Alegre-RS), nos dias 09/07/2009 e 23/07/2009.

Sinopse: Programa Multiponto entrevista profissionais das áreas de economia, política, relações internacionais, história, saúde e meio ambiente para discutir diferentes aspectos da atual crise mundial.

 
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Disponível no YouTube em 6 partes, postadas em 05 e 06 de agosto de 2009:
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Multiponto - Crise Financeira Mundial
[1/6]


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Multiponto - Crise Financeira Mundial [2/6]


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Multiponto - Crise Financeira Mundial
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Multiponto - Crise Financeira Mundial [4/6]


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Multiponto - Crise Financeira Mundial [5/6]


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Multiponto - Crise Financeira Mundial [6/6]



Do Blog Geopolítica do Petróleo