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sábado, 1 de dezembro de 2012

Presidentes da Unasul se reúnem em Lima para discutir inclusão social e crescimento econômico

Agência Brasil, 30/11/2012

Presidentes da Unasul se reúnem em Lima para discutir inclusão social e crescimento econômico

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Alguns dos presidentes da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) se reúnem hoje (30), em Lima, no Peru, durante a Cúpula dos Chefes de Estado e Governo da Unasul para definir as metas e prioridades para a próxima etapa dos trabalhos do grupo. A ideia é aliar a inclusão social ao crescimento econômico e ao desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação.

A presidenta Dilma Rousseff cancelou a participação na cúpula por questões de agenda interna. Os presidentes Cristina Kirchner (Argentina) e Hugo Chávez (Venezuela) também estarão ausentes.

Já estão em Lima os presidentes José Mujica (Uruguai), Ramotar Donald (Guiana), Desiré Delano Bouterse (Suriname) e o vice-presidente brasileiro Michel Temer, que representa Dilma na cúpula. Para hoje são esperados os presidentes Rafael Correa (Equador), Sebastián Piñera (Chile) e Evo Morales (Bolívia).

Ontem (29) os ministros das Relações Exteriores da Unasul definiram que deve ser criado um mecanismo para a resolução de disputas de investimentos. Mas o tema ainda tem de ser discutido e aprovado pelos presidentes de países da região.

Também há a proposta de apresentar uma posição comum sobre temas específicos, como o sugerido pelo governo do Equador, para reformar o Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanas (OEA)

O presidente do Peru, Ollanta Humala, ofereceu ontem (29) um jantar para os presidentes sul-americanos. No jantar, ele disse que a Unasul deve servir também para articular políticas e troca de experiências sobre a melhor forma de combater a pobreza e a promoção social na região.

Humala lembrou que a América do Sul é mais “desigual” do que pobre e que o esforço para combater essa característica da região deve ser coletivo. "Atualmente o povo sul-americano espera muito de nós, por isso é importante a Unasul porque a nossa história é de esperança e é por isso que nós temos que trabalhar", disse ele.

Na reunião ontem os ministros das Relações Exteriores da Unasul analisaram também as propostas apresentadas pelos conselhos de defesa, de economia, de saúde, de desenvolvimento social, de energia, educação, ciência, tecnologia e inovação e combate ao tráfico de drogas.

*Com informações da agência pública de notícias do Peru, Andina.

Edição: Talita Cavalcante



http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-11-30/presidentes-da-unasul-se-reunem-em-lima-para-discutir-inclusao-social-e-crescimento-economico

Chanceleres da Unasul se reúnem no Peru para discutir política, economia e defesa

Agência Brasil, 29/11/2012

Chanceleres da Unasul se reúnem no Peru para discutir política, economia e defesa

Renata Giraldi

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e mais dez chanceleres que compõem a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) se reúnem hoje (29), em Lima, no Peru. A reunião antecede a Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo da Unasul, que ocorre amanhã. Estarão em debate questões políticas, como a expectativa do Paraguai de ver revogada sua suspensão do grupo, econômicas, com a ampliação de parcerias, além de defesa e segurança.

A Unasul é formada pela Bolívia, Colômbia, o Equador, Peru, a Argentina, o Brasil, Paraguai, Uruguai, a Venezuela, o Chile, a Guiana e o Suriname. São países observadores o Panamá e o México.

A presidenta Dilma Rousseff cancelou a participação na cúpula. No Paraguai, a expectativa é que os presidentes presentes ao encontro decidam pela revogação da suspensão do país tanto da Unasul quanto do Mercosul. O Paraguai foi suspenso em junho porque os líderes políticos da região concluíram que a destituição do então presidente Fernando Lugo ocorreu em meio ao rompimento da ordem democrática. As autoridades paraguaias negam irregularidades.

O presidente do Grupo de Alto Nível da Unasul, Salomón Lerner, esteve em Assunção, examinou o funcionamento das instituições paraguaias e conversou com autoridades do Judiciário, Executivo e Legislativo. Lerner apresentará um relatório detalhando as conclusões do grupo sobre a situação política do Paraguai. Por enquanto, a suspensão é válida até abril de 2013, quando haverá eleições presidenciais no país.

Nas áreas econômica e comercial, os conselhos ministeriais, integrados por membros de todos os países, negociam a ampliação de parcerias. As prioridades são os projetos de infraestrutura  de planejamento e integração física. Nas questões relativas à segurança e defesa, há a proposta de instaurar um conselho específico para a área e as preocupações estão centradas no combate  ao tráfico de drogas, de armas e de pessoas.   

Há ainda vários temas também em discussão que devem ser incluídos no comunicado final da cúpula. A reunião dos chefes de Estado e Governo ocupará apenas a manhã de sexta-feira (30). Os líderes poderão se manifestar pelo tempo que considerarem adequado, não há limite. Mas a única manifestação à imprensa prevista é do presidente do Peru, Ollanta Humala, que deverá fazer uma declaração – sem direito a perguntas.

Em 2011, as relações comerciais entre o Brasil e os demais integrantes da Unasul envolveu US$ 76 bilhões, registrando crescimento de 20% em relação a 2010 e de 65% se comparado a 2009. Criado em 2008, o grupo reúne 12 países sul-americanos, sendo que o Paraguai está suspenso há cinco meses. Juntos,somam 400,2 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 4,276 trilhões.

Edição: Graça Adjuto