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terça-feira, 1 de maio de 2012

Comissão da Câmara vai prever construção simultânea de eclusas e hidrelétricas para viabilizar Hidrovias

Agência Câmara de Notícias


17/04/2012 

Relator vai prever construção simultânea de eclusas e hidrelétricas

José Carlos Oliveira 

Em audiência nesta terça-feira, representantes do governo e empresários divergiram sobre a simultaneidade das obras. Ministério do Transporte pretende investir R$ 11,5 bilhões, até 2018, na construção de 27 eclusas no País.

 Beto Oliveira
Homero Pereira
Homero Pereira diz estar confiante no consenso para aprovação do projeto.
A obrigatoriedade de construção simultânea de hidrelétrica e eclusa em rios navegáveis será mantida no parecer do deputado Homero Pereira (PSD-MT) ao Projeto de Lei 3009/97, mas ainda divide governo e empresários.

A divergência ficou clara, nesta terça-feira, em audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável sobre o projeto que exige a instalação de eclusas e de equipamentos de proteção à fauna aquática em barragens. A eclusa permite a descida ou a subida de embarcações em trechos de desnível acentuado em rios.
Representantes do Ministério do Transporte, da Agência Nacional de Transportes Aquáticos e da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária avaliam que a proposta é fundamental para ampliar a participação das hidrovias na matriz do transporte nacional e reduzir os custos de produção de alimentos e outros insumos.

O secretário de Política Nacional do Ministério do Transporte, Marcelo Perupato, disse que o órgão está disposto a assumir os custos de construção das eclusas e argumentou que a medida poderá, inclusive, facilitar o licenciamento ambiental dos empreendimentos hidrelétricos. Segundo informou, o governo quer aproximar os cronogramas das hidrelétricas e das eclusas.

“Navegação é uma coisa ambientalmente boa e adequada. Uma coisa é dizer que vai construir uma hidrelétrica lá no meio da Amazônia. Outra coisa é dizer: 'Olha, vou fazer uma hidrelétrica, mas vou viabilizar lá uma hidrovia'. E a hidrovia viabilizada significa que não será feita uma ferrovia lá e, muito menos, uma estrada de rodagem”, explicou. Perupato informou que o Ministério do Transporte pretende investir R$ 11,5 bilhões, até 2018, na construção de 27 eclusas no País.

Luiz Alves
Gilberto Hollauer - Min. Minas e Energia
Gilberto Hollauer concorda com eclusas, mas chama
 atenção para o custo da tarifa para o consumidor.
 O Ministério de Minas e Energia se mostrou favorável às eclusas, mesmo reconhecendo que elas diminuem o potencial hidrelétrico dos rios. O diretor do núcleo de estudos estratégicos do ministério, Gilberto Hollauer, não vê problemas no projeto de lei, desde que sejam respeitados os contratos existentes, a segurança jurídica e a baixa tarifa de energia para o consumidor.

Sem clareza

No entanto, juntamente com a Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia, Hollauer não concordou com a obrigatoriedade de construção simultânea de hidrelétricas e eclusas. "É interessante que, na configuração do uso múltiplo dos recursos hídricos, esses usos sejam separáveis tanto em processos quanto em custo e em implementação”, defendeu. Segundo Hollauer, há o risco potencial de um uso começar a ser financiado pelo outro uso, e com isso, perde-se a clareza dos investimentos feitos.

Apesar da resistência do setor energético, Homero Pereira confirmou que pretende manter a simultaneidade no parecer que vai apresentar em maio. “Hoje o impasse está na concomitância, pois o setor energético está muito avançado nos leilões de energia e na construção de novas usinas hidrelétricas. No meu relatório, está prevista a concomitância e queremos o acordo”, antecipou.
Homero Pereira disse que seu relatório também vai prever a obrigatoriedade de redução do impacto dessas obras sobre a fauna, sobretudo em relação aos peixes que migram para as nascentes durante a desova, no fenômeno conhecido como piracema.

Consenso

O relator afirmou estar confiante no consenso, já que, depois de 15 anos de tramitação do projeto, o impasse entre os setores de energia e de logística de transporte está praticamente reduzido a apenas um ponto. "É um equívoco que as barragens construídas até hoje não tenham previsto as eclusas, sobretudo considerando o baixo custo dentro dos gastos para o barramento de um rio”, avaliou. Ele também elogiou o fato de o Ministério do Transporte assumir os custos de construção de eclusas a fim de evitar impacto na conta de luz para o consumidor.

Segundo o Ministério do Transporte, o Brasil tem 63 mil quilômetros de rios e lagos, dos quais 43 mil são potencialmente navegáveis, a maior parte na Amazônia. No entanto, apenas 15,5 mil quilômetros permitem hoje a navegação comercial. Atualmente, as hidrovias respondem por 4% da matriz do transporte de carga no País, enquanto o transporte rodoviário chega a 63%.

Íntegra da proposta:



Reportagem - José Carlos Oliveira
Edição – Maria Clarice Dias
 


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Copa de 2014 movimentará mais de R$ 110 bilhões em investimentos, impostos, consumo e turismo, mas os derrotistas insistem que nada vai dar certo

Agência Brasil 
 
05/07/2011

Copa de 2014 movimentará mais de R$ 110 bilhões em investimentos, impostos, consumo e turismo
 
Pedro Peduzzi


 
Brasília – Sediar a Copa de 2014 renderá R$ 47 bilhões ao Brasil em impostos diretos. Com outros tributos, serão arrecadados mais R$ 16 bilhões. O aumento do consumo agregará R$ 5 bilhões à economia brasileira. Já os cerca de 600 mil turistas estrangeiros esperados para a competição deverão deixar no país quase R$ 4 bilhões, enquanto os 3 milhões de turistas brasileiros que aproveitarão a Copa para viajar deverão gastar R$ 5,5 bilhões. Esse dinheiro, somado ao que será investido em obras de infraestrutura públicas e privadas e pelo setor de serviços, representará para a economia brasileira incremento de mais de R$ 110 bilhões.
 
Os números foram apresentados hoje (5) pelo assessor especial do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde, no 2º Fórum Legislativo das Cidades-Sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014. O fórum tem como objetivo mobilizar o Poder Legislativo nos níveis federal, estadual e municipal para debater desafios, metas e estratégias relacionadas à competição. 
 
 
Gomide disse ainda que, de acordo com as projeções do ministério, serão criados nos próximos três anos 332 mil empregos permanentes e, em 2014, 381 mil empregos temporários. Parte desses empregos será consequência dos R$ 23 bilhões que devem ser investidos em obras de infraestrutura relacionadas à Copa e dos R$ 10 bilhões previstos para o setor de serviços.

Brasília é a sexta cidade a receber o fórum, após Fortaleza, Recife, Curitiba, Belo Horizonte e Manaus. Até outubro, todas as 12 cidades-sede serão visitadas pelos integrantes do fórum.

Edição: Vinicius Doria
 


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Criação da Ferrosul é estratégica para o Brasil e a América do Sul, afirma diretor

Agência Brasil

13/06/2010

Criação da Ferrosul é estratégica para o Brasil e a América do Sul, afirma diretor

Lúcia Nórcio
 
Repórter da Agência Brasil

Curitiba – A integração ferroviária entre os quatro estados que fazem parte do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) – Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul – e a Região Centro-Oeste brasileira, o Paraguai e a Argentina ficará a cargo da Ferrovia de Integração do Sul S.A. (Ferrosul). O projeto de lei que cria a ferrovia foi aprovado na semana passada na Assembleia Legislativa do Paraná. A linha terá aproximadamente 3,3 mil quilômetros e deverá ficar pronta até 2013.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Criação da Ferrovia da Integração do Sul - Ferrosul

Agência Estadual de Notícias 

19/04/2010 

Assembléia Legislativa aprova a criação da Ferrovia da da Integração do Sul 


Flavia Prazeres 

Os deputados aprovaram nesta segunda-feira (19), em primeira discussão, o projeto de lei nº. 127/10, que autoriza o governo do Paraná a criar a Ferrovia da Integração do Sul S/A (Ferrosul) a partir da Ferroeste. Somando o atual projeto da Ferroeste e a expansão futura com a Ferrosul, o total de novas linhas chegará a 2.595 quilômetros. A matéria ainda deve passar por pelo menos mais duas votações antes de ser enviada à sanção ou veto do governador Orlando Pessuti (PMDB).

O projeto de lei que cria a Ferrosul permite alterar a denominação e os fins sociais da companhia estatal paranaense Ferroeste, que receberá o nome de Ferrosul, passando a ter a participação acionária do Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, integrantes do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). A medida também assegura a celebração de acordo de acionistas da Ferroeste assegurando a participação dos demais Estados na gestão da nova empresa.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Trem-bala terá garantia de conteúdo nacional

Valor Econômico

01/04/2010

Trem-bala terá garantia de conteúdo nacional  



Edital do TAV terá previsão de conteúdo nacional mínimo, além da transferência tecnológica. Percentual de nacionalização ainda será discutido, mas setor defende índice de 60%

Além da exigência de transferência de tecnologia, o edital do trem de alta velocidade terá previsão de conteúdo nacional mínimo. O percentual de nacionalização ainda está sendo discutido entre representantes do Ministério dos Transportes e do Ministério do Desenvolvimento, Comércio e Indústria (MDIC), mas sua inclusão na pauta já agrada representantes do setor, defensores da medida - e gera críticas entre as empresas interessadas no projeto.

A definição do percentual depende da análise da disponibilidade da indústria ferroviária local para atender à exigência, afirmou o recém-empossado ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. O setor defende o índice de 60% de nacionalização - o mesmo usado em linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que estrutura o financiamento do projeto -, mas Passos não assegura que a garantia chegará a esse nível. O índice garantiria a produção local de R$ 3,6 bilhões em equipamentos e material rodante.

Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), que encabeça a campanha pela garantia de conteúdo nacional no TAV, diz que o importante é haver alguma exigência de produção local, mesmo que não seja obrigatória. "Não somos inflexíveis quanto ao índice de 60%".

"O que não pode é acontecer o mesmo que ocorreu na licitação do metrô do Rio de Janeiro", afirma o representante do setor. No início de 2009, o governo do Rio abriu licitação para aquisição de 30 trens para o metrô, mas não deu nenhuma preferência à produção nacional. A vencedora foi a chinesa CNR, que importará os trens prontos, deixando para trás empresas com produção local, como Alstom e CAF, ou candidatos que poderiam nacionalizar a produção.

A regra do conteúdo nacional pode obrigar indústrias sem presença no Brasil, como a japonesa Hitachi, a CNR (China North Railway) e Rotten - subsidiária da Hyundai -, a instalar fábricas aqui. As três são consideradas fortes candidatas ao contrato.

Para executivos envolvidos na disputa pelo trem-bala, a reserva de mercado para a produção nacional pode encarecer o negócio e até inviabilizá-lo. Depois de usada, alega um executivo da área, a fábrica criada para fazer os trens de alta velocidade só servirá para manutenção, o que dificulta a amortização do investimento. O número de unidades usadas para o trem, entre 200 e 300 vagões, não justifica por si só trazer para cá uma unidade de produção. Na China, onde a transferência de tecnologia foi acompanhada da montagem local, a previsão é de fornecimento de 3 mil trens de alta velocidade.

O problema não é montar o TAV aqui, diz uma fonte do setor, mas nacionalizar a fabricação da "caixa" do trem, a sua estrutura - parte mais cara do produto. Feitas em alumínio, elas destoam das estruturas de aço inox usadas na frota local de trens de passageiros - ou seja, a unidade teria poucos clientes locais mais tarde.

Outra questão é o que se entende por conteúdo nacionalizado - se apenas os trens ou os sistemas de telecomunicação, sinalização e alimentação de energia. Pelos cálculos do governo, dos R$ 34,6 bilhões destinados ao projeto, R$ 3,4 bilhões vão para sistemas e equipamentos, e R$ 2,7 bilhões para o material rodante. Como possuem uma indústria mais tradicional no País e outras aplicações além do trem-bala, os sistemas de telecomunicação e energia poderiam ser nacionalizados com mais facilidade.

Outra hipótese para a nacionalização é a associação do fornecedor estrangeiro com alguma fábrica local. Antes de abrir sua unidade em Hortolândia no ano passado, a espanhola CAF tentou se associar com produtores locais - entre eles, a Amsted-Maxion, que produz vagões de carga. A Maxion tem uma capacidade para 10 mil unidades, mas sua produção dificilmente chega à metade disso. A Maxion diz que sua estrutura é facilmente adaptável à produção de trens de passageiros e mantém conversas com representantes do ramo. A empresa foi listada pelo BNDES como um dos candidatos a participar do processo de transferência de tecnologia do TAV.



Acessado a partir do site da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica - Protec

quarta-feira, 17 de março de 2010

Acre debate Ferrovia para ligar o Brasil ao Pacífico, através do Peru

Notícia muito interessante que nos permite visualizar o que pode vir a ser, na próxima década, uma Ferrovia para o Pacífico, que ajude a consolidar a integração sul-americana. Isto significa, que a construção desta ferrovia, não irá apenas melhorar a integração entre as regiões do Brasil, mas também a Integração Sul-Americana. Para facilitar o entendimento desta estão, acrescentei dois mapas a seguir que ilustram a importância desta questão. 
Lucas

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16-Mar-2010 

Acre debate ferrovia que liga Sul do Brasil à fronteira com o Peru        

Edmilson Ferreira   

http://www.agencia.ac.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12078&Itemid=26

Vice-governador e secretário de Planejamento anunciam audiência em Rio Branco para discutir implantação do projeto


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Vice-governador em Porto Velho discutiu construção da estrada de ferro (Foto: cedida)
Reunião ocorrida semana passada em Vilhena (RO) entre o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre  (Dnit), Luis Antonio Pagot,  e o vice-governador do Acre, César Messias, definiu a agenda do debate acerca da implantação da Ferrovia Transcontinental, que ligará Vilhena a Boqueirão da Esperança, na fronteira entre Acre e Peru.  A primeira ação é incluir o projeto do na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Em 90 dias, o diretor do Dnit estará em Rio Branco para evento público que explicará a ferrovia e sua importância para o Brasil e a Amazônia. "Antes de Lula, uma ferrovia como essa era um projeto megalomaníaco, mas agora deixa de ser coisa de visionário e se transformou em um projeto viável", disse o secretário de Planejamento do Acre, Gilberto Siqueira.

Com a inclusão do trecho Vilhena-Boqueirão da Esperança no PAC 2, a região ganhará em competividade em larga escala. O encontro de Vilhena foi uma reunião técnica-política que traz ao Acre as discussões sobre a implantação de um novo corredor de integração nesta parte da Amazônia.



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 Mapa da ANTT mostrando o trajeto das novas linhas ferroviárias ligando o centro-sul do país ao Pará e a Rondônia
 ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres 
http://www.antt.gov.br/concessaofer/valec/mapa_valec.asp 


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Mapa dos projetos da IIRSA com  destaque (em amarelo) para futuras conexões ferroviárias entre o Brasil e o Oceano Pacífico através do Peru e da Bolívia

 Elaborado a partir do mapa da original da  
Iniciativa para a Integração da Infra-Estrutura Regional Sul Americana - IIRSA

 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Decidida criação da Ferrosul - Ferrovia da Integração do Sul

MSIA

 24 February, 2010

Decidida criação da Ferrosul
 

Nilder Costa


No Brasil, um novo projeto ferroviário mostra um grande potencial para estabelecer um marco inovador no planejamento, implementação e operação de projetos de infra-estrutura viária, a criação da Ferrosul. A empresa, resultante da conversão da estatal paranaense Ferroeste em uma nova empresa pública multiestadual, deverá ser criada para planejar, construir e operar ferrovias e sistemas logísticos no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, os quatro estados integrantes do Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). Seu primeiro projeto será a extensão da atual linha da Ferroeste aos demais estados, proporcionando a ligação destes com a malha ferroviária de São Paulo e o porto de Rio Grande (RS).
 

terça-feira, 3 de novembro de 2009

"A urgência das hidrovias e ferrovias", por Sérgio B. Motta

Portal NetMarinha 
02 November, 2009  

A urgência das hidrovias e ferrovias
Por Sérgio Barreto Motta

http://netmarinha.uol.com.br/



As agências de águas (ANA) e de navegação interior (Antaq), com apoio do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, estão fechando o cerco, para que as novas usinas hidrelétricas tenham, desde sua inauguração, passagem para barcos (eclusas). O sistema hidroviário permite a colocação, no porto, a preço mais baixo, da produção agrícola, além de ser o que menos agride o ambiente, pois seu consumo de combustível é bem inferior ao da ferrovia e mais ainda da rodovia. E o presidente Lula, que pouco ligava para o ambiente até há alguns meses atrás, agora é considerado um dos líderes mundiais do setor.


16.03.2009_malha-ferroviaria_mat.jpgUm forte obstáculo está no Ministério de Minas e Energia. Recentemente, o secretário-executivo do MME, Márcio Zimmermann, afirmou que não se deveria incluir eclusas em todas as barragens, pois " poderia haver ferrovias no mesmo trajeto". Em todas as barragens em projeto ou construção no Brasil não há ferrovias paralelas em nenhuma delas.


O superintendente de Navegação Interior da Antaq, Alex Oliva, está entusiasmado. Garante que nas novas usinas do Rio Madeira, já em construção - Santo Antonio e Juruá - serão instaladas eclusas. Oliva insiste em sua tese, embora os projetos oficiais não contemplem esse benefício. Segundo Oliva, já estão sendo contratados projetos básicos para essas eclusas. No caso da maior usina hidrelétrica em fase final de projeto, Belo Monte, haverá, igualmente, nova guerra: ANA, Antaq e Minc querem eclusas, mas o MME, com apoio das empreiteiras, sequer deseja ouvir falar no assunto.

17.03.2009_terminal-aquav-sc_fs.jpg
À época da construção da usina de Tucuruí, no Rio Tocantins, em 1984, a instalação de eclusas custaria R$ 320 milhões. Agora - a inauguração das eclusas está prevista para 2010 - o valor é de alguns bilhões.


O diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte (Dnit), Luiz Antonio Pagot, afirmou, nesse encontro: “Temos um invejável potencial hídrico navegável que não aproveitamos por falta de recursos para projetos e obras. Estamos agora retomando a implantação de ferrovias. A combinação de novas rodovias e investimentos consistentes na área de ferrovias e hidrovias vai nos permitir, com certeza, gerar imensas oportunidades de negócios. Algumas regiões brasileiras que têm enorme potencialidade minerosiderúrgica , florestal e para atividade agropecuária e que estão cerceadas, exatamente por falta de uma infraestrutura multimodal que permita a chegada de insumos e o transporte de produtos por preços que viabilizem a atividade econômica. O investimento em multimodalidade assegura o crescimento igual a muitas regiões brasileiras”.



Confira mais destaques na Coluna semanal de Sérgio Barreto Motta, no Portal NetMarinha.