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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

11 razões para o Brasil dizer não à guerra de Trump contra o Irã


Carta Capital, 8 de janeiro de 2020

Opinião
11 razões para o Brasil dizer não à guerra de Trump contra o Irã 

 O Brasil possui relações amistosas com o Irã de longa data. Atualmente, o fluxo de comércio entre os dois países é de US$ 2,1 bilhões





1. O mundo precisa de paz para que a economia global se recupere. O único setor econômico que tem interesse num conflito de grandes proporções é a indústria bélica. 

2. Um dos principais motivos – senão o principal motivo – para a escalada beligerante de Donald Trump é fortalecer a sua campanha para evitar o impeachment e, na sequência, conseguir a reeleição. Ou seja, assim como vários de seus antecessores, o magnata das fake news quer se reeleger à custa de milhares de vidas, inclusive de seus compatriotas.

3. Um eventual conflito entre Estados Unidos e Irã tem grande possibilidade de envolver todos os países da Ásia – inclusive China e Rússia – e se transformar numa guerra de escala mundial. Ao contrário da 1ª e da 2ª Guerras, entretanto, as potências militares hoje possuem capacidade para exterminar a vida humana no planeta.

4. Há muitas alternativas à guerra que passam pelo diálogo e por outras medidas, como sanções econômicas. Aliás, as sanções econômicas impostas pela comunidade internacional – por pressão dos Estados Unidos – ao Irã só encontram precedentes na história quando comparadas ao embargo econômico contra Cuba. A guerra é um recurso extremo cujas consequências são impossíveis de estimar.

5. Além das sanções comerciais, o Irã sofre há mais de duas décadas com a ação sistemática de agências de espionagem que perseguem e “eliminam” cientistas iranianos de várias áreas, não apenas daqueles suspostamente relacionados ao programa nuclear do país.  

6. Do ponto de vista do Brasil, a guerra pretendida por Donald Trump, definitivamente, não favorece qualquer interesse do país. Muito ao contrário.  

7. A postura do governo Bolsonaro de apoiar a operação militar que resultou no assassinato do general Qasem Soleimani foi precipitada e irresponsável, fruto da submissão incondicional aos Estados Unidos que nos envergonha perante o mundo. Nenhum país emitiu uma nota de apoio ao governo Trump tão vassala quanto a do Brasil.  

8. Em 2010, através do governo Lula e do governo da Turquia, foi feito um acordo com o Irã para que este país se comprometesse com o uso do urânio para finalidades pacíficas. Outro acordo foi firmado em 2015, desta vez com os Estados Unidos, então presidido por Barack Obama. Em 2018, Trump abandonou o acordo unilateralmente e impôs sanções ao Irã. 

9. O sentimento do povo brasileiro é amplamente favorável à promoção da paz e isso é expresso nas tradições da nossa diplomacia, que é historicamente reconhecida no mundo inteiro por privilegiar a construção de consensos multilaterais e não por instigar o conflito, como o atual governo vem fazendo agora, ao jogar gasolina na fogueira acesa por Donald Trump. Ao adotar como sua a posição beligerante dos Estados Unidos, Jair Bolsonaro está traindo o povo brasileiro.  

10. O Brasil possui relações amistosas com o Irã de longa data. Atualmente, o fluxo de comércio entre os dois países é de US$ 2,1 bilhões, com a balança favorável ao Brasil em US$ 2 bilhões. Em 2018 o Irã foi o maior mercado para o milho brasileiro e o quinto maior destino da carne bovina e da soja exportadas pelo Brasil.  




11. A cooperação entre Brasil e Irã se dá em várias áreas e setores da economia: ciência e tecnologia, agricultura, engenharia, energia (hidroeletricidade e energias renováveis), capacitação industrial, entre outras.  

Por estas e outras razões, digo com todas as letras: não à guerra de Trump e não à submissão irresponsável de Bolsonaro.  



Este texto não reflete necessariamente a opinião de CartaCapital.


Referência:

PIMENTA, Paulo (2020). 11 razões para o Brasil dizer não à guerra de Trump contra o Irã Carta Capital, 8 de janeiro de 2020. <https://www.cartacapital.com.br/opiniao/11-razoes-para-o-brasil-dizer-nao-a-guerra-de-trump-contra-o-ira/>

Este texto não reflete necessariamente a opinião deste Site.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Brasil vai exportar gado vivo para o Irã - abertura deste mercado é negociada entre os dois países desde 2014

Agência Brasil, 22/10/2018

Brasil vai exportar gado vivo para o Irã

Abertura deste mercado é negociada entre países desde 2014



O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou hoje (22) que o Brasil vai exportar gado vivo ao Irã. Desde 2014, o Departamento de Saúde Animal do ministério negocia com os iranianos para a abertura deste mercado, que tem potencial de comprar inicialmente pelo menos 100 mil cabeças de bovinos do Brasil por ano.

A aprovação do Certificado Zoossanitário Internacional (CZI), que permite o embarque dos animais, foi comunicada nesta segunda-feira pela Organização Veterinária do Irã ao Departamento de Saúde Animal.




O ministério explica que a conquista desta certificação se deve ao reconhecimento de que o Brasil está livre de febre aftosa com vacinação e do chamado Mal da Vaca Louca, uma vez que a exportação de gado vivo é feita somente por países que possuem rígido controle sanitário dos seus rebanhos.

Segundo a pasta, a exportação de gado vivo também representa um canal de escoamento da produção que pode contribuir para melhorar a rentabilidade e a gestão do produtor rural, a sanidade dos animais, atender os protocolos nutricionais, gerar empregos e receita cambial.

De 2010 a 2017, a exportação de gado vivo gerou US$ 3,7 bilhões em divisas para o Brasil. No ano passado, a atividade faturou mais de US$ 276 milhões e, até julho deste ano, o volume de embarques alcançou US$ 301 milhões.

Edição: Fábio Massalli


Fonte:

Agência Brasil, 22/10/2018


sábado, 9 de abril de 2016

Oriente Médio comprou 46,3% mais das exportações agropecuárias brasileiras

ANBA, 08/04/2016

Oriente Médio comprou 46,3% mais do agronegócio

Região figurou como a terceira do mundo que mais importou produtos da pecuária e da agricultura brasileiras em março. 

Receita das exportações ficou em US$ 724,3 milhões, com destaque do Irã.




Da Redação
anba@anba.com.br

São Paulo – As exportações de produtos da pecuária e agricultura brasileira ao Oriente Médio cresceram 46,3% em março sobre igual mês do ano passado, segundo números divulgados nesta sexta-feira (8) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As receitas do segmento com as vendas para a região passaram de US$ 495,1 milhões em março de 2015 para US$ 724,3 milhões no último mês.


O crescimento ficou bem acima do avanço geral nas vendas internacionais do agronegócio, que foi de 5,9%. A agricultura e a pecuária brasileiras faturaram US$ 8,3 bilhões com o mercado externo em março. Os produtos do segmento responderam por 52,2% de toda a receita que o Brasil teve com exportações.


O Oriente Médio figurou como terceira região do mundo que mais comprou do País, atrás apenas de Ásia e União Europeia. Houve grande aumento das exportações para o Irã, que não é país árabe, mas fica na região. Os iranianos importaram 124,6% mais do Brasil em produtos do campo, para US$ 222,8 milhões. Entre os árabes que são grandes importadores, compraram mais a Arábia Saudita (5,9%), o Egito (16,8%) e os Emirados (69,4%).

No geral, as áreas dentro do agronegócio que mais exportaram em março foram complexo soja, cujas vendas atingiram US$ 3,4 bilhões e cresceram 23,8%, a de carnes, que teve avanço de 5,4% e faturamento de US$ 1,24 bilhão, e o complexo sucroalcooleiro, com exportações de US$ 737,2 milhões e aumento de 10,8% sobre o mesmo mês do ano passado.

No acumulado do ano até março, o agronegócio brasileiro exportou US$ 20 bilhões e teve crescimento de 8,7% sobre igual período de 2015. No trimestre, as áreas que mais venderam ao exterior foram complexo soja, carnes e produtos florestais. A pecuária e a agricultura participaram com 49,4% do total exportado pelo Brasil no período, segundo o Mapa.
Fonte:
ANBA - Agência de Notícias Brasil-Árabe

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Apesar das críticas dos "mercopessimistas", Venezuela garante 2º maior superávit comercial do Brasil

Federasur
Valor, 14/01/2013

Cresce saldo comercial com Venezuela 

Sergio Leo


A Venezuela de Hugo Chávez tornou-se, em 2012, o país responsável pelo terceiro maior saldo comercial do Brasil com seus parceiros no mundo, só atrás da Holanda e da China. A Holanda, como se sabe, é porto de entrada de mercadorias para a Europa. Se descontado, do superávit desse país, o resultado do comércio do Brasil com outros países da União Europeia, os venezuelanos ficaram atrás só da China na lista de saldos positivos do comércio brasileiro com o exterior. Os especialistas se dividem ao analisar os efeitos da crise política no país sobre as crescentes relações comerciais entre o Brasil e o vizinho caribenho.

A lista de principais produtos de exportação do Brasil à Venezuela deixa clara a importância das relações entre os governos na aproximação comercial: dos pouco mais de US$ 5 bilhões de vendas brasileiras ao mercado venezuelano, quase US$ 1,1 bilhão foi em bovinos vivos, para corte ou reprodução, carnes desossadas de bovino e carne de frango. Açúcar, bebidas e outros alimentos também estão entre os primeiros itens do comércio bilateral, e, assim como as carnes, são comprados majoritariamente pelo governo e distribuídos a preços subsidiados em armazéns estatais.

Os exportadores de carne, principal produto de exportação do Brasil ao vizinho, estão otimistas, mesmo com as incertezas provocadas pela doença de Chávez, que o impediu de tomar posse normalmente na semana passada e alimenta dúvidas sobre o futuro político do país. “Nossas vendas cresceram 19% no ano passado e a expectativa é de continuidade no crescimento”, disse ao Valor o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Antônio Camardelli. Com a recente autorização do governo para importações pelo setor privado, deve aumentar a demanda pelo produto, acredita.

O resultado nas vendas de carnes à Venezuela poderia ser ainda maior se o setor privado não tivesse conseguido do governo, no primeiro semestre, uma redução nas importações de carne de frango, sob alegação de que os produtores nacionais seriam suficientes para abastecer o mercado. O anúncio oficioso da interrupção das importações, em junho, levou os exportadores brasileiros e o Itamaraty a pedirem informações ao governo Chávez, que chegou a assegurar a manutenção das compras estatais. Mas, ao fim do ano, as vendas brasileiras haviam caído 42% em relação a 2011. As perspectivas para 2013 são melhores, porém.

Com o controle de preços de alimentos, em um período de alta de custos, e falhas logísticas na distribuição estatal, o país mergulhou em uma crise de desabastecimento, e o ministro de Alimentação da Venezuela, Carlos Osorio, em dezembro, anunciou que o governo local retomará a importação de carne de frango, que tem o Brasil como principal fornecedor.

O aumento das vendas à Venezuela se deu também em manufaturados. Só as exportações de máquinas de papel, para projetos de industrialização promovidos por Chávez, aumentou 840%, para acima de US$ 143 milhões, quase 3% do total das importações venezuelanas provenientes do Brasil. A grande diversificação da pauta exportadora ao país vizinho, ainda que fortemente dependente do governo, leva o presidente da Câmara de Comércio Venezuela-Brasil (Camven), José Francisco Marcondes, a prever uma tendência crescente para o comércio bilateral. “Nossa projeção, já a partir 2011 era de que o fluxo de comércio dobrará até 2014, e essa perspectiva continua”, afirmou ao Valor. A previsão implica em uma corrente de comércio acima de US$ 9 bilhoes até o ano que vem.

“Sem trocadilho, o relacionamento comercial entre os dois países já é maduro, e a entrada da Venezuela no Mercosul deve aumentar as oportunidades para as empresas”, comentou o executivo, brincando com o nome do vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro. A forte presença de empresas brasileiras com obras ou serviços de consultoria na Venezuela – como a Odebrecht, que constrói a linha 5 do metrô da capital, Caracas – é outro fator de demanda por mercadorias brasileiras, diz Marcondes.

Ele aponta, porém, um incômodo na relação bilateral: o baixo patamar de compras de produtos venezuelanos pelo Brasil, hoje, em torno de US$ 1 bilhão, com uma queda pouco acima de 20% registrada em 2012. São, majoritariamente, produtos básicos, como petróleo e derivados (entre eles ureia, um fertilizante) e minerais em bruto ou semimanufaturados. A Câmara de Comércio identifica oportunidades para os venezuelanos, de abastecer os mercados de Norte e Nordeste, para onde há maior facilidade de transporte. A venda de energia elétrica, por meio de linhas de transmissão que ligam os dois países, é o terceiro maior item na pauta de exportações venezuelanas ao Brasil.

A concentração das compras venezuelanas de produtos brasileiros nas mãos do governo, de estatais ou de empresas ligadas ao governo é um risco para o Brasil, especialmente em caso de transição política, na opinião do diretor-executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. Ele crê que poderia haver uma substituição do Brasil por concorrentes poderosos como a China, no caso de um esforço maior para o controle da inflação ou alteração na estrutura de poder do chavismo, hoje favorito para o governo da Venezuela mesmo em caso de morte de Chávez. O fato de a Venezuela ter ingressado no Mercosul, estreitando os laços econômicos com o Brasil, e a melhor qualidade e preço dos produtos brasileiros impede, porém, qualquer mudança brusca nos fluxos de comércio, disse Castro. “Em curto prazo, num primeiro momento, não vejo mudanças.”
Publicado por Valor Econômico, em 14/01/13


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Brasil exporta US$ 201,916 bilhões em 2010, um recorde histórico

Blog do Planalto


Segunda-feira, 3 de janeiro de 2011 às 15:22

Brasil exporta US$ 201,916 bilhões em 2010, um recorde histórico

As exportações brasileiras fecharam o ano passado em US$ 201,916 bilhões, um recorde histórico, acima do resultado obtido em 2008, US$ 197,999 bilhões, até então o maior da história do comércio exterior brasileiro. Em 2010, as importações atingiram o volume de US$ 181,638 bilhões – também superior ao resultado de 2008, que atingiu US$ 172,984 bilhões. Assim, a corrente de comércio (soma das exportações e importações) de 2010 foi de US$ 383,554 bilhões (média diária de US$ 1,528 bilhão). O superávit (diferença entre exportações e importações) alcançou US$ 20,278 bilhões (média diária de US$ 80,8 milhões).

Os números da balança comercial foram divulgados nesta segunda-feira (3/1) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Na comparação com as exportações de 2009 (US$ 152,995 bilhões), houve crescimento de 31,4%, pelo critério da média diária. Nas importações, também pela média, houve aumento de 41,6% sobre os US$ 127,720 bilhões (média diária de US$ 510,9 milhões) de 2009.

Já a corrente de comércio registrou crescimento de 36,1%, em relação ao mesmo período de 2009, que registrou US$ 280,715 bilhões (média diária de US$ 1,122 bilhão). Na comparação com a média diária, o saldo em 2010 é 20,1% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, que teve superávit de US$ 25,275 bilhões (média diária de US$ 101,1 milhões).

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Negócios entre a China e os países africanos bateram novo recorde em 2010

Agência Brasil


24/12/2010

Negócios entre a China e os países africanos batem recorde no ano

Eduardo Castro

Correspondente da EBC na África


Maputo (Moçambique) – O volume de negócios entre a China e os países africanos bateu recorde em 2010. De acordo com números chineses citados pelo jornal China Daily, o total atingiu US$ 114,8 bilhões (aproximadamente R$ 194 bilhões), 43,5% a mais que no ano passado.

Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial da África, à frente da União Europeia ou dos Estados Unidos. Mais da metade do volume exportado pelo país é de maquinário pesado e produtos eletrônicos. A maior parte das vendas africanas é de produtos agrícolas.

A China também faz grandes investimentos diretos no continente, que totalizaram US$ 9,3 bilhões em 2009 (cerca de R$ 15 bilhões), em mais de 500 projetos, em áreas como mineração, infraestrutura, manufatura e tecnologia.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O Real supervalorizado frente ao Dólar e a ameaça da desindustrialização

 Jornal do Comércio

29/09/2010

Impacto da produção na economia divide setores

Patrícia Comunello

A maior parte  da fatura externa da Marcopolo é gerada fora e depois nacionalizada
A maior parte da fatura externa 
da Marcopolo é gerada fora 
e depois nacionalizada 
FREDY VIEIRA/JC

O câmbio desvalorizado, que gera arrepios a industriais exportadores e vitamina importações de manufaturados, é o epicentro de um debate longe de consenso entre entidades setoriais e especialistas: o Brasil vive uma desindustrialização? Números de produção e emprego aquecidos pelo crescimento interno esvaziam este risco. Por enquanto.


A montadora gaúcha de ônibus Marcopolo sempre foi uma grife da face made in Brazil da balança comercial. E continua, só que 80% das unidades que a marca coloca no mercado internacional são feitas em oito fábricas situadas fora do Brasil e em três continentes - América, África e Ásia. Em vez de captar dólares vendendo os veículos, hoje a maior parte da fatura externa é gerada fora e depois nacionalizada. Com isso, 4 mil dos 14 mil empregados da companhia, que projeta receita líquida de R$ 2,8 bilhões em 2010, 30% acima da de 2009, movem as plantas do exterior. Um caso típico de exportação de empregos, mesmo que em família. Sem contar as vagas geradas nos fornecedores de peças e matérias-primas na Argentina, no México, na Colômbia, no Chile, na África do Sul, na Índia e no Egito.

Depois de 30 anos operando no mercado internacional, a montadora mudou sua estratégia, traduzida pela migração da produção, para não perder mercado ante um  câmbio desvalorizado em até 20%. “O Brasil não é mais competitivo”, justifica o diretor de Relações com Investidores da montadora, Carlos Zignani.

sábado, 17 de julho de 2010

Crescimento das relações comerciais e políticas entre Brasil e Argentina fortalece a Integração Sul-Americana

Agência Brasil

17/07/2010

Relação política e comercial entre Brasil e Argentina é o eixo para a integração da América Latina
Luiz Antônio Alves

Correspondente da Agência Brasil na Argentina


Buenos Aires - A relação entre o Brasil e a Argentina é o eixo central que poderá permitir a construção de uma América Latina e caribenha integrada e de um Mercosul fortalecido. Na medida em que o entendimento político entre os dois países torna-se mais sólido, as questões que provocam atritos pontuais são resolvidas graças aos mecanismos de aproximação já consolidados, como é o caso das reuniões entre os presidentes, ministros e autoridades dos dois governos. A existência de diferenças de entendimento sobre determinados temas não é grave. O importante é que elas possam ser tratadas em ambiente institucional de diálogo, e isso já existe entre os dois países.

sábado, 29 de maio de 2010

Brasil precisa fortalecer comércio com vizinhos para reduzir perda de mercado para a China

Agência Brasil

28/05/2010

Brasil precisa fortalecer comércio com vizinhos para reduzir perda de mercado para a China

Pedro Peduzzi

Repórter da Agência Brasil


 Brasília - Para diminuir a perda do mercado externo para a China, sobretudo na América Latina e nos Estados Unidos, o Brasil precisará olhar principalmente para dentro, visando a reduzir custos da produção. A avaliação foi feita por alguns dos pesquisadores que lançaram hoje (28) o livro O Brasil e os demais Brics: Comércio e Política, no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

“A China é, sim, a nova oficina da manufatura mundial e isso é uma ameaça para o Brasil, caso o país não passe por uma estratégia de fortalecimento, principalmente na América do Sul. Ou fazemos isso ou seremos prejudicados”, avalia o coordenador de Pesquisas e Estudos de Economia e Política Internacional do Ipea, Marcos Antônio Macedo Cintra.

domingo, 29 de novembro de 2009

A política externa chinesa e a 4ª Conferência do Fórum de Cooperação China-África-2009, por Diego Pautasso

Meridiano 47

28/11/2009

A política exerna chinesa e a 4ª Conferência do Fórum de Cooperação China-África-2009, por Diego Pautasso
Diego Pautasso
http://meridiano47.info/

O fim da Guerra Fria não representou apenas a derrota da URSS, mas o fim de um ordenamento mundial centrado nos EUA e o início de um período de transição sistêmica. Esta transição tem sido marcada pela perda de vantagens competitivas dos EUA, pela intensificação das rivalidades e competições interestatais e interempresariais e pelo surgimento de novas configurações de poder (ARRIGHI; SILVER, 2001, p. 30-45). Se esta premissa teórica tiver um fundo de verdade, as relações sino-afrianas são representativas destas transformações globais, amplificando a relevância da 4ª Conferência Ministerial do Fórum de Cooperação China-África, ocorrido entre 8 e 9 de novembro de 2009 em Sharm el Sheikh, no Egito. Com efeito, o presente artigo relaciona a ascensão da China (e de sua política externa) com a África através do FOCAC, no quadro de reorganição sistêmica.