quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O desafio ambiental dos painéis fotovoltáicos

Embora discorde da abordagem utilizada para descrever este problema (no artigo a seguir), a realidade é que os resíduos tóxicos da produção de células fotosensíveis para placas fotovoltáicas, ainda é bastante incerto. Por enquanto, esta continua sendo uma "alternativa" energética de custo extremamente elevado e cujo passivo ambiental envolvido na sua fabricação e reciclagem, ainda não foi solucionado satisfatoriamente. Por enquanto a geração de energia termossolar (transformação da energia térmica do sol em energia) continua sendo muito mais barata e menos poluente que a geração de eletricidade através de placas fotovoltáicas (luz em eletricidade) que necessitam de semicondutores a base de silício, seja silício monocristalino (mono-Si), seja policristalino (poly-Si). 

Entretanto, o fato de que uma tecnologia ainda inicial apresente problemas, não significa que seu desenvolvimento deva ser abandonado, afinal, materiais semicondutores capazes de transformar diferentes modalidades de energia (luz, calor, radiações, vibrações) em eletricidade, podem ajudar a humanidade a realizar uma transiçãomais suave para uma nova matriz energética no sec. XXI. A depender das decisões e das políticas públicas que adotarmos hoje, esta transição para uma nova matriz energética pode ser problemática e desestabilizadora para as relações entre as nações, ou pode ser  mais sustentável em termos ambientais, sociais e econômicos, levando a Humanidade a um novo patamar de geração de energia mais abundante e barata.

De qualquer forma, recomendo a leitura do artigo, que está reproduzido a seguir:




Alerta em Rede

19/10/2010

Células solares não são tão “verdes” assim

Na contramão do que defendem os ambientalistas, as assim chamadas “energias limpas” não passam de uma bela “ficção verde”, pois, além dos custos econômicos elevadíssimos, não é incomum que os seus impactos ambientais sejam bem maiores do que sugere a propaganda ambientalista. Um exemplo didático é a energia solar, que gera uma considerável quantidade de resíduos tóxicos como subproduto da fabricação das placas coletoras. Além disto, as primeiras placas em funcionamento estão se aproximando do fim de sua vida útil e ainda não se sabe o que fazer com elas ao serem descartadas, em um futuro muito próximo.

De fato, um dos principais problemas que comprometem as credenciais ambientais dos painéis fotovoltaicos é a indefinição sobre a sua disposição. Os equipamentos instalados no início da década de 1990 têm uma vida útil que expira por volta de 2015. Levando-se em conta que muitos dos tipos de painéis solares utilizam em sua composição cádmio ou metais raros, como o lítio, tal volume de equipamentos desativados pode se tornar um sério problema ambiental, ainda que algumas empresas, como a First Solar, estejam se mobilizando para viabilizar a reciclagem desse material (New Scientist, 13/10/2010).

Outro fator que compromete o suposto caráter “ecologicamente correto” dos painéis solares é o conjunto de subprodutos tóxicos gerados durante o processo de fabricação – dentre os quais metais pesados, como o cromo e o mercúrio. Em 2008, por exemplo, um artigo publicado no jornal Washington Post (9/03/2008) denunciou que empresas estavam despejando nas regiões rurais da China resíduos tóxicos do processo de fabricação de painéis fotovoltaicos, dentre os quais o tetracloreto de silício, uma substância altamente tóxica, que compromete o solo a ponto de inviabilizar a agricultura nas regiões afetadas.

Por essas e outras, o argumento de que é preciso estimular a adoção de tais “fontes limpas” como meio de preservar o meio ambiente do planeta é falacioso e encobre a real motivação do discurso ambientalista radical: encarecer a produção de energia, de modo a restringir o consumo de eletricidade a menores parcelas da população mundial, inviabilizando o seu acesso aos benefícios da modernidade.






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