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sexta-feira, 29 de julho de 2011

O atentado do terrorista neonazista na Noruega e o espectro do nazi-fascismo que ronda a Europa

Observatório da Imprensa

29/07/2011, na edição 652

TERRORISMO NA NORUEGA

A marca registrada do fascismo

Por Mauro Malin 

Atentados terroristas realizados por um neonazista na Noruega

Duas das mais importantes revistas semanais brasileiras, Época e IstoÉ, poderiam ter disputado, no fim de semana de 23-24/7, para saber quem foi capaz de errar mais na avaliação dos violentíssimos atos terroristas cometidos na sexta-feira (22/7), na Noruega, por um fascista local.
Atentado terrorista realizado
por um neonazista em Oslo
deixa 93 mortos
IstoÉ errou de cabo a rabo: simplesmente atribuiu o atentado à Al Qaeda. Ilustra a reportagem com uma foto de prédios abalados em Oslo e outra de Ayman Al-Zawahiri, sucessor de Osama bin Laden.

A revista, como as demais, apresentou a Noruega como um cenário político idílico. Esse engano se repetiu em todas as mídias. Ou quase. Na noite de terça-feira (26/7), Alberto Dines abriu o programa do Observatório de Imprensa na TV com um comentário que colocou em contexto histórico o ato aparentemente desvairado de Anders Behring Breivik:

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Crise demográfica e xenofobia ampliam incertezas sobre o futuro de Europa e EUA

12/11/2010

Potências à deriva

Roberto Savio, da Agência IPS | Tradução Caue Seigne Ameni


Com a recente declaração da chanceler alemã Angela Merkel, sobre o fracasso do modelo multicultural na Alemanha, completam-se os sinais de uma onda xenofóbica na Europa. Segundo as pesquisas, se um partido xenofóbico disputasse hoje as eleições alemãs, obteria cerca de 15% dos votos. Mesmo países mais tolerantes, como Holanda ou Suécia, vêm demostrando nos últimos casos, um governo condicionado por partidos que pedem a expulsão dos estrangeiros e o retorno a uma nação pura e homogênea.

Segundo o Fundo de Populações da ONU (2009), a Europa deveria acolher até 2015 pelo menos 20 milhões de imigrantes para seguir sendo competitiva em plano mundial. O envelhecimento da população europeia vem crescendo rapidamente e pela primeira vez os maiores de 50 anos superam os menores de 18. Por este motivo, o sistema de Previdência Social está fadado a sofrer uma forte crise estrutural, se não houver trabalhadores suficientes para pagar as contribuições correspondentes.