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terça-feira, 21 de julho de 2015

Igor Fuser : A Globo é o principal agente da imbecilização da sociedade

Revista Fórum, 20 de julho de 2015, 12h21

Igor Fuser: A Globo é o principal agente da imbecilização da sociedade


A Rede Globo é o aparelho ideológico mais eficiente que as classes dominantes já construíram no Brasil desde o início do século XX. Substitui perfeitamente a Igreja Católica como instrumento de controle das mentes e do comportamento.
 
Por Redação




A Rede Globo é o aparelho ideológico mais eficiente que as classes dominantes já construíram no Brasil desde o início do século XX. Substitui perfeitamente a Igreja Católica como instrumento de controle das mentes e do comportamento

Por Igor Fuser*, no Diário Liberdade

A Globo esteve ao lado de todos os governos de direita, desde o regime militar – no qual se transformou no gigante que é hoje – até Fernando Henrique Cardoso. Serviu caninamente à ditadura, demonizando as forças de esquerda e endossando o discurso ufanista do tipo “Brasil Ame-o ou Deixe-o” e as versões sabidamente falsas sobre a morte de combatentes da resistência assassinados na tortura e apresentados como caídos em tiroteios. Mais tarde, após o fim da ditadura, alinhou-se no apoio à implantação do neoliberalismo, apresentado como a única forma possível de organizar a economia e a sociedade.

No plano cultural, é impossível medir o imenso prejuízo causado pela Rede Globo, que opera como o principal agente da imbecilização da sociedade brasileira. Começando pelas novelas, seguindo pelos reality shows, pelos programas de auditório, o papel da Globo é sempre o de anestesiar as consciências, bloquear qualquer tipo de reflexão crítica.

A Globo impôs um português brasileiro “standard”, que anula o que as culturas regionais têm de mais importante – o sotaque local, a maneira específica de falar de cada região. Pratica ativamente o racismo, ao destinar aos personagens da raça negra papéis secundários e subalternos nas novelas em que os heróis e heroínas são sempre brancos. Os personagens brancos são os únicos que têm personalidade própria, psicologia complexa, os únicos capazes de despertar empatia dos telespectadores, enquanto os negros se limitam a funções de apoio. Aliás, são os únicos que aparecem em cena trabalhando, em qualquer novela, os únicos que se dedicam a labores manuais.

A postura racista da Globo não poupa nem sequer as crianças, induzidas, há várias gerações, a valorizar a pele branca e os cabelos loiros como o padrão superior de beleza, a partir de programas como o da Xuxa.

O jornalismo da Globo contraria os padrões básicos da ética, ao negar o direito ao contraditório. Só a versão ou ponto de vista do interesse da empresa é que é veiculado. Ocorre nos programas jornalísticos da Globo a manipulação constante dos fatos. As greves, por exemplo, são apresentadas sempre do ponto de vista dos patrões, ou seja, como transtorno ou bagunça, sem que os trabalhadores tenham direito à voz. Os movimentos sociais são caluniados e a violência policial raramente aparece. Ao contrário, procura-se sempre disseminar na sociedade um clima de medo, com uma abordagem exagerada e sensacionalista das questões de segurança pública, a fim de favorecer as falsas soluções de caráter violento e os atores políticos que as defendem.

No plano da política, a Rede Globo tem adotado perante os governos petistas uma conduta de sabotagem permanente, omitindo todos os fatos que possam apresentar uma visão positiva da administração federal, ao mesmo tempo em que as notícias de corrupção são apresentadas, muitas vezes sem a sustentação em provas e evidências, de forma escandalosa, em uma postura de constante denuncismo.

A Globo pratica o monopólio dos meios de comunicação, ao controlar simultaneamente as principais emissoras de TV e rádio em todos os Estados brasileiros juntamente com uma rede de jornais, revistas, emissoras de TV a cabo e portais na internet.

Uma verdadeira democratização das comunicações no Brasil passa, necessariamente, pela adoção de medidas contra a Rede Globo, para que o monopólio seja desmontado e que a sua programação tenha de se submeter a critérios pautados pela ética jornalística, pelo respeito aos direitos humanos e pelo interesse público.


*Igor Fuser é jornalista e professor de Relações Internacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC)

 





https://revistaforum.com.br/noticias/igor-fuser-a-globo-e-o-principal-agente-da-imbecilizacao-da-sociedade/

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O STF abriu a Caixa de Pandora, por Luis Nassif

 ter, 18/12/2012 

O Supremo abriu a Caixa de Pandora



Autor : 
 
O xadrez político está interessantíssimo, principalmente depois do episódio STF-Congresso.
O Estadão não se pronunciou em editorial. A Folha condenou a atitude do Supremo. Parece que o Globo não se pronunciou.
As razões ficarão mais claras no decorrer da leitura desse artigo. Abriu-se uma Caixa de Pandora que, provavelmente, nem mesmo os Ministros do STF tinham previsto.
Como diz o Antonio Só nos comentários: "Tirar o saci da garrafa é fácil; quero ver botar ele de novo lá dentro..."

Primeiro passo - Esqueçam, por um instante, que essa pro-atividade do STF (Supremo Tribunal Federal) foi insuflada pela mídia. Interessa, agora, a análise dos desdobramentos.

Segundo passo – Separem o relevante do irrelevante na atuação dos Ministros.
Joguem no lixo da história personagens como Luiz Fux e Ayres Britto, insignificantes, pequenos oportunistas.
Fixem-se nos dois que tiveram efetivamente peso, Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes. O primeiro, um torquemada para ninguém botar defeito. O segundo, um acendrado defensor dos seus que, no episódio Satiagraha, agiu para enquadrar o juizado de primeira instância. Incluam o Marco Aurélio de Mello, um ex-garantista que, por convicção política, abriu mão de sua atuação pregressa.
Por motivos nobres ou menores, liberou geral.
Depois, analisem o voto de Celso de Mello, o que mais se aproxima do perfil do magistrado tradicional, afirmando – com o rompante de quem aguardou a vida toda por esse momento histórico – o primado da lei e a ameaça à ordem democrática no caso de ela ser desrespeitada.

Terceiro passo –Vamos alargar a vista, sair das paredes restritas do Supremo para o Poder Judiciário como um todo. Para o bem ou para o mal, esse voto enquadra todos os poderes – inclusive o próprio STF. É por aí que se entenderá a abertura da Caixa de Pandora.
O sistema judiciário é uma organização complexa, composta de várias instituições, a primeira instância, os tribunais estaduais, os federais, o Ministério Público etc.
É um sistema integrado por pessoas, organizadas em torno da interpretação da Constituição e das leis. Como leis comportam várias interpretações, o agente uniformizador é o Supremo. Proferidas suas sentenças, firmada a jurisprudência, as conclusões irradiam-se por todo o sistema jurídico, obrigando juízes, promotores, procuradores a se adequarem às normas.
Mais que isso: sujeitando o STF a todo tipo de cobrança, daqui para frente, para preservar a coerência.
Vamos a um pequeno levantamento das repercussões dessa votação

Direitos humanos
O Ministério Público Federal trabalha, há anos, para condenar torturadores. Para tanto, há a necessidade de sobrepor à Lei da Anistia um documento juridicamente superior: as determinações da Corte Interamericana de Direitos Humanos (http://www.corteidh.or.cr/).
Segundo o que consta no site da AGU (http://migre.me/cr0nA)
A Corte Interamericana de Direitos Humanos tem competência para conhecer de qualquer caso relativo à interpretação e aplicação das disposições da Convenção Americana sobre Direitos humanos, desde que os Estados-Partes no caso tenham reconhecido a sua competência. Somente a Comissão Interamericana e os Estados Partes da Convenção Americana sobre Direitos Humanos podem submeter um caso à decisão desse Tribunal. (…)
No plano contencioso, sua competência para o julgamento de casos, limitada aos Estados Partes da Convenção que tenham expressamente reconhecido sua jurisdição, consiste na apreciação de questões envolvendo denúncia de violação, por qualquer Estado Parte, de direito protegido pela Convenção. Caso reconheça que efetivamente ocorreu a violação à Convenção, determinará a adoção de medidas que se façam necessárias à restauração do direito então violado, podendo condenar o Estado, inclusive, ao pagamento de uma justa compensação à vítima.
A tendência do STF era a de não aceitar as determinações da Corte. À luz da observância estrita das leis, o STF ousará se opor às determinações da Corte? Não tem como. A não ser que Celso de Mello e seus pares pretendam impor o primado da selvageria jurídica no país.

Reportagens abusivas contra saúde pública
A revista Veja solta uma matéria de capa vendendo como emagrecedor determinado remédio para diabetes. A Anvisa  (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem legislação férrea contra publicidade de remédios, mas não agiu contra a publicidade disfarçada de matéria. Pode alegar que existe um vácuo na lei em relação a esse ponto.
Mas o STF ensinou que, em caso de vácuo na legislação, caberá ao Judiciário atuar. Com base na decisão dos cinco do Supremo, procuradores da base ganharam fôlego para atuar contra esse tipo de reportagem.
Gradativamente os abusos midiáticos contra a saúde pública terão um novo fiscal: o MPF e o Judiciário.
Outro caso: o carnaval em torno da febre amarela. Oficiou-se o MPF. Na época, o Ministério da Saúde não apresentou estatísticas que comprovassem o aumento de mortes devido à escandalização da febre, por isso o processo não foi para frente. Mas, no decorrer da instrução, todas as empresas jornalísticas tiveram que mobilizar seu jurídico para prestar contas ao MPF. Agora, saiu um estudo de uma professora da USP com a comprovação do aumento de mortes. Provavelmente o MPF reabrirá o caso, agora com força redobrada graças ao horizonte que se abriu com os votos dos cinco do Supremo.
E as empresas jornalísticas terão que reforçar seu jurídico para atender às novas cobranças.

Concessões de rádio e TV
Até hoje era questão absolutamente pacificada. O Ministério das Comunicações nunca teve coragem de enfrentar o modelo abusivo de concessões e o Congresso, como parte interessada, sempre avalizou a não-ação do Ministério.
Jamais se exigiu dos concessionários provas de ilibada reputação – lembrem-se o caso do inacreditável Ronaldo Tiradentes, dono da concessão da CBN Manaus e que acaba de ganhar uma concessão de TV do Ministério das Comunicações, graças a sua rede de relações políticas.
Agora, haverá condições da sociedade civil questionar diretamente o Judiciário sobre o uso abusivo das concessões. Será mais um vácuo a ser ocupado.

Abusos contra minorias
Nos últimos anos houve uma ação solitária do MPF contra os abusos de emissoras contra direitos difusos da população – ataques às religiões afro, exercício do preconceito abusivo, ridicularização de gays e obesos, mensagens não-educativas às crianças, propaganda infantil abusiva etc. Mas, em geral, eram barradas na Primeira Instância porque juízes não acreditavam que o judiciário pudesse avançar em outros campos, mais restritos ao Executivo.
Ora, o Executivo não regula, não coíbe abusos. O máximo que faz é definir recomendações e horários. Mas, como o STF ensinou, o vácuo na ação do Executivo precisa ser preenchido pelo Judiciário.

Ações contra políticos da oposição
Depois do mensalão, como não repetir o mesmo padrão de julgamento no mensalão mineiro e em outras ações envolvendo parlamentares de todos os partidos e governantes de todas as épocas?

Discutindo a nova posição
Mais do que nunca, CNJ (Conselho Nacional de Justiça), MPF, justiças estaduais precisam seguir o exemplo da Ajufe (Associação dos Juízes Federais) e começar a discutir da forma mais aberta possível essas questões. Inclusive entender de maneira adequada o papel da velha mídia, da nova mídia, a nova opinião pública.
A campanha em torno do mensalão visava atingir um poder: o Executivo. Aberta a Caixa de Pandora, os demais dois poderes ficaram expostos ao primado da lei. Um, o próprio STF, que será regido, de agora em diante, pela cobrança permanente de coerência. Outro, a mídia, o segundo poder maior do país.


 

sábado, 27 de outubro de 2012

Pesquisadores traçam "mapa" sobre a abordagem do problema do aquecimeto global na imprensa




Recentemente publicado na revista científica História, Ciências, Saúde-Manguinhos, pelo pesquisador prof. Dr. Celso Dal Ré Carneiro (professor livre docente, associado do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp) e João Cláudio Toniolo, graduado em filosofia pela Unicamp, o estudo acadêmico buscou analisar o perfil das notícias e opiniões expressas pelos editoriais relativos ao tema do "aquecimento global", em alguns dos grandes veículos de comunicações de imprensa do Brasil, como a  Folha de S. Paulo, a Folha.com e o UOL. Os pesquisadores verificaram que do total de 676 notícias analisadas, de uma amostra de 3 mil que o relacionadas ao tema do "aquecimento global", apenas 1% das notícias constituem exceções à abordagem hegemônica de que o fenômeno do "aquecimento" seria causado pelo Homem (tese da causa antrópica ou do aquecimento de causa antrópica). 

Recomendados aos leitores a leitura do artigo, que, em última instância trata do problema da séria dificuldade apresentada pela grande imprensa para abordar de forma mais "imparcial" os debates envolvendo a construção do conhecimento científico, incluindo os debates acadêmicos entre teses antagônicas. As implicações desta dificuldade são ainda mais complexas quando se considera que muitas vezes, as políticas públicas são implementadas com base em uma ou outra tese que não foi amplamente verificada ou comprovada, ou ainda pior, são justificadas com base em hipóteses científicas, quando estas são apenas isso, hipóteses.     


 

CARNEIRO, Celso Dal Ré  & TONIOLO, João Cláudio (2012). A Terra 'quente' na imprensa: confiabilidade de notícias sobre aquecimento global. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, vol.19, n.2, pp. 369-390. <http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v19n2/02.pdf>


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Nomeação de praça em Porto Alegre homenageia o professor, jornalista e militante Daniel Herz

Coletiva.net - 22 de Outubro de 2012

Daniel Herz empresta nome a praça em Porto Alegre

Falecido em 2006, jornalista foi reconhecido por seu trabalho pela Democratização da comunicação no Brasil. 

A praça número 3140 – localizada na Rua Paulo Renato Ketzer de Souza com José Miguel da Conceição, no bairro Rubem Berta – passou a chamar-se Jornalista Daniel Koslowsky Herz. Iniciativa do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJors) para saudar seu ex-diretor, falecido em 2006, a proposta foi acolhida pelo vereador Adeli Sell e formalizada em cerimônia no local, ocorrida neste sábado, 20. Para a concretização da proposta, uma petição pública foi lançada na internet, e contou com adesão de nomes como Santiago, Edelberto Behs, Juarez Fonseca, Ayrton Kanitz, Adroaldo Bauer Corrêa, Flávio Porcello e Ayrton Centeno, entre centenas de pessoas.

Participaram da cerimônia diretores do sindicato, autoridades, amigos e familiares, além dos três filhos do homenageado - Fernando, Guilherme e Ada. "No momento em que o Brasil retoma o Conselho de Comunicação no Congresso Nacional, vemos a importância que se dá à memória do Daniel, reconhecendo o trabalho que teve pela democratização da Comunicação”, relatou José Nunes, presidente do SindJors. Celia Stadnik, viúva do jornalista, se disse feliz por ver reconhecido o trabalho do ex-companheiro . "Achei bonito, diferenciado, lembrando o papel que ele teve na Comunicação", comentou.

Nascido em 29 de dezembro de 1954, em Porto Alegre, Daniel Herz foi um dos fundadores do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e é até hoje referência para os movimentos por uma comunicação mais democrática. Em 1992, tornou-se diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul e, no mesmo ano, passou a atuar como diretor da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Também foi um dos idealizadores do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, do qual fez parte.

Nas discussões sobre a democratização da comunicação, nos anos 1970, Daniel trabalhou pela ampliação e qualificação do debate, mostrando que a comunicação ia além da técnica ou do domínio de uma ferramenta. Daniel faleceu em Porto Alegre, em 30 de maio de 2006, por complicações do mieloma múltiplo.


http://www.coletiva.net/site/noticia_detalhe.php?idNoticia=47385


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Homenagem

Jornalista Daniel Herz é nome de praça na Capital

Na presença de familiares, amigos, colegas de trabalho e profissionais da área da comunicação foi realizado, no sábado (20/10), ato de descerramento de placa nomeando praça no bairro Rubem Berta de jornalista Daniel Koslowsky Herz. A escolha do homenageado partiu da iniciativa de amigos e jornalistas, companheiros em sua trajetória pela democratização dos meios de comunicação.

“Trata-se de uma justa honraria ao grande militante, professor, sindicalista, escritor, estrategista político, pesquisador e empresário que Daniel Herz foi”, observou Adeli Sell, proponente da homenagem. “O que seria da TV a cabo sem uma legislação adequada?” emendou o parlamentar ao lembrar que a Lei do Cabo foi uma das principais realizações de Herz, pois disciplinou os serviços de TV por assinatura, criando os canais comunitários, universitários, públicos e legislativos, e adotou os conceitos de universalização dos serviços, compartilhamento de infraestrutura e controle público. 

Emociados com o ato, os familiares agradeceram pela iniciativa da Câmara Municipal. “É uma emoção e um reconhecimento muito grande ouvir de todos vocês a importância que o nosso Daniel teve para a sociedade. Saber que publicamente é reconhecido é uma honra para todos nós”, disse Célia Stadnik, víuva do jornalista falecido em 2006. Os filhos Fernando (27), Guilherme (21) e Ada (16) também acompanharam o ato. 

Sindjors
Da sua trajetória, merece destaque o fato de ter sido um dos fundadores do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Rio Grande do Sul em 1992, aos 37 anos. Sua contribuição foi fundamental em diversos aspectos, principalmente depois que passou a atuar, no mesmo ano, como diretor da Federação Nacional dos Jornalistas.

"No momento em que o Brasil retoma o Conselho de Comunicação no Congresso Nacional, vemos a importância que se dá à memória do Daniel, reconhecendo o trabalho que teve pela democraitzação da Comunicação. Por isso o Sindicato está na luta pelo Conselho Estadual de Comunicação, e esse papel o Daniel soube fazer muito bem. O Sindicato está fazendo o que ele propôs, de uma verdadeira democracia na Comunicação, ao contrário dos donos da mídia, que estão querendo apenas o monopólio. É uma honra poder homenagear Daniel Herz", relatou José Maria Rodrigues Nunes, presidente do Sindjors. Nunes ainda entregou aos familiares medalha em comemoração aos 70 anos do Sindicato, celebrado neste ano. 

A praça que ganhou o nome de Daniel Herz está localizada na Rua Paulo Renato Ketzer de Souza com Rua José Miguel da Conceição, Zona Norte da cidade. O local é referência importante para a comunidade, sendo utilizada para esportes e lazer.

Tatiana Feldens
Gabinete do vereador Adeli Sell (PT)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

" O arfanabetismo da inpremça "





Jornalistas com déficit de letramento
Por Weden
 
Diz o dito popular que médicos enterram seus erros. E os jornalistas os repercutem.

A falta de atenção e capacidade de compreensão do que diz o  livro didático Por uma Vida Melhor, da editora Global é indicativo de deficit de letramento entre jornalistas. Junte-se a problemas de leitura, interesses mercadológicos, ignorância científica, leviandade intelectual e oportunismo político.

São inúmeros os sintomas do deficit de letramento. Entre eles, dificuldade de relacionar textos (problemas com a intertextualidade), desatenção ao cotexto em que aparecem as sentenças  e incapacidade de  associar o texto ao contexto de enunciação - para não falar nas posições discursivas, mas isso é outra história.

O problema não é só encontrado no ensino básico.  É comum que o deficit de letramento seja detectado também em outros níveis de escolaridade, mesmo entre aqueles que, em suas profissões, fazem largo uso da leitura e da escrita.

Linguistas já chamaram a atenção para o fato de que se estes jornalistas fossem submetidos ao PISA seriam reprovados.

Aqui a lista de jornalistas e intelectuais que precisam aprimorar sua leitura.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

FAlha de S.Paulo: Ombudsman reconhece o mico da FOlha de S.Paulo em censurar blogueiros

Blog Limpinho & Cheiroso


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

FAlha de S.Paulo: Ombudsman reconhece o mico da Folha 


Adaptado do Blog Limpinho & Cheiroso

A brutal perseguição imposta ao blog satírico Falha de S.Pau-lo, que foi censurado, proces-sado e ainda corre risco de pa-gar multa, está dando uma bai-ta dor de cabeça à famiglia Frias. Agora é a própria om-budsman da Folha, Suzana Sin-ger, que reconhece que a em-presa deu um tiro no pé. No ar-tigo intitulado “David e Golias” – será que ela ainda acha que o jornal em que trabalha é tão forte assim? –, a conclusão é taxativa: “O processo da Folha contra a ‘Falha’ prejudica mais o jornal do que o blog humorístico” (clique aqui).

Para quem não conhece a história, o blog foi criado em setembro passado pelos irmãos Lino e Mário Bocchini. O primeiro até já trabalhou num dos jornais do Grupo Folha e tem um vasto currículo na chamada grande imprensa. Críticos da postura direitista do jornal, que durante a campanha presidencial virou palanque eleitoral do demotucano José Serra, eles resolveram fazer um sítio com sátiras hilárias e irreverentes às capas, reportagens, colunistas e chefões da empresa jornalística.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Folha de S.Paulo consegue na Justiça sensurar blog humorístico "Falha de S.Paulo"

R7

05/10/2010 às 08h53

Folha de S.Paulo tira do ar, na Justiça, site que a criticava  

Dono da página acusa jornal de fazer censura com sátira da publicação 

A Folha de S.Paulo conseguiu na Justiça retirar do ar o site de humor Falha de S.Paulo, que fazia sátiras ao tipo de reportagem publicada pelo jornal. Caso a página fosse mantida, os autores estariam sujeitos a multa diária de R$ 1.000, de acordo com a decisão do juiz da 29ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo. No processo, a empresa diz que o motivo da ação é o uso indevido da marca, já que os nomes são parecidos, mas, para os donos do site, trata-se de censura.

O jornalista Lino Ito Bocchini, que criou a página com o irmão, Mario, diz que a ideia surgiu da indignação pela postura da Folha, que “se diz imparcial, mas age assim”. Isso se intensificou durante o período eleitoral.

– Ao contrário do Estadão, que assumiu seu apoio a um candidato [José Serra, do PSDB], a Folha fica posando de imparcial, mas teve, sim, um candidato. Então resolvemos fazer uma crítica leve, bem-humorada. Em vez de agredir o jornal, decidimos fazer paródia. 


Reprodução da home do site antes de ser retirado do ar, com a notificação e a argumentação dos autores



terça-feira, 22 de junho de 2010

Polêmica no Futebol ajuda a explicar Política no Brasil, por Eduardo Guimarães

Blog da Cidadania

22/06/2010

Futebol explica Política ao país

Eduardo Guimarães

Há uma ironia poética em dois episódios envolvendo futebol que terão – ou que tiveram – o poder de explicar política à sociedade como nenhum discurso político jamais conseguiu tão didaticamente. Isso se deve ao verdadeiro amor e à passionalidade que o brasileiro dedica a esse esporte.

O fenômeno “Cala Boca Galvão” e a briga da Globo com Dunga revelam, da forma que o povo brasileiro melhor poderia entender, o viés hipócrita, arrogante, antinacional e sabotador da grande imprensa brasileira, capaz de ir contra os interesses nacionais em temas que vão da imagem internacional do país aos seus interesses comerciais e, se “necessário”, até aos seus interesses desportivos.

Telespectador ataca Globo e fica do lado de Dunga

22/06/2010

Telespectador ataca Globo e fica do lado de Dunga

UOL Notícias



http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/2010/06/22/040298376EC0812tm?ooops--telespectador-ataca-globo-e-fica-do-lado-de-dunga-040298376EC08123A6

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Fenômenos naturais, ignorância geográfica e catastrofismo midiático

Ceticismo
18/01/2010

Terremotos, charlatanismo e mídia: uma relação desastrosa 

Diogo Farrapo Albuquerque 

A ciência, por definição, tem como função não só explicar os fenômenos naturais mas também prevê-los. Muitos foram previstos e posteriormente verificados experimentalmente ou na natureza.

Na ciência, as previsões não vem de pais-de-santo, Mãe Diná ou através de bolas de cristal. Os fenômenos são estudados e partir daí é possível indicar quando ocorrerão dentro de situações controladas ou na própria natureza.
Tectonismo - zona de subducção e atrito entre placas tectônicas
 
Terremotos

Os terremotos ou sismos são causados pela liberação de grande quantidade de energia no interior da crosta e ocorrem geralmente devido ao movimento de placas tectônicas, atividade vulcânica, falhas no interior da placa etc.

Os fenômenos relacionados à atividade sísmica ainda não podem ser previstos através de um modelo científico confiável. Existem estudos que estão testando algumas hipóteses de previsão mas ainda são puramente especulativos.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Laerte Braga defende que obrigatoriedade do Diploma para prática do Jornalismo é resquício da ditadura

Observatório da Imprensa

31/3/2009
 
FORMAÇÃO DO JORNALISTA

Diploma é resquício da ditadura

Por  Laerte Braga 

 

A decisão de regulamentar o exercício da profissão de jornalista através da obrigatoriedade do diploma foi tomada na ditadura militar. Ato Institucional nº 5, como forma de controlar a informação e impedir o acesso de críticos do período da boçalidade militar aos veículos de comunicação.

Uma das grandes preocupações dos ditadores e seus sicários era a presença de escritores, pensadores, lideranças políticas, trabalhadores, enfim, daqueles que não pudessem ser controlados ou regidos pelos patrões, então donos da ditadura. Patrocinadores da ditadura.

Transformou-se o ato de pensar, em termos jornalísticos, seja no buscar a notícia, no avaliar o fato, no interpretar, em uma questão técnica. Fale sobre isso em tantas palavras, o espaço é tal, ou você dispõe de dois minutos para expor esse assunto e, o principal, a ótica é essa, a do dono, do modelo.

Os cursos de comunicação foram sucateados na maioria das universidades públicas e na invasão de faculdades privadas. Hoje o jornalista é técnico, até na formação. Especialista. Aquele que tem o dever de saber um pouco de tudo, de indignar-se, de refletir a liberdade, é factótum do dono.

É a característica do jornalismo brasileiro, com exceções evidente. Mas é o padrão imposto pela mídia como fator de dominação e alienação. Tem jornalista especializado em analisar bundas, outros em falar dos castelos de Caras, outros em transformar porcaria em produtos largamente consumidos e vai por aí afora.

Era o objetivo dos militares, é o objetivo dos que controlam a informação e é a associação com o peleguismo sindical da Fenaj.

Direito e dever

Há cerca de uns três anos um diretor de cinema premiado no exterior foi impedido de dar aulas de cinema numa universidade por não ter diploma. Contrataram um técnico que nunca segurou uma câmera.

A campanha da Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas para a manutenção desse instrumento draconiano originado da ditadura é a típica reserva de mercado de pelegos (os que controlam a Federação), a ditadura da mediocridade, o que não significa que todos os jornalistas diplomados assim o sejam.

O instrumento em si, a obrigatoriedade do diploma, é ditatorial. O jornalismo não é como a atividade médica e mesmo assim em muitos países do mundo é possível exercer a medicina sem diploma bastando o notório saber comprovado. Linus Pauling, por exemplo, que estudou e descobriu os efeitos da vitamina C, o que lhe valeu um prêmio Nobel de Medicina, nunca estudou medicina.

Esse argumento de regulamentação não é cabível no ato de pensar e manifestar-se através do que hoje chamam mídia. E ainda há muito o que romper além da barreira do diploma. Há o caso das rádios comunitárias perseguidas como se seus integrantes fossem bandidos – a Globo os chama literalmente de bandidos. E nem falo da televisão.

Na prática, a Fenaj associou-se aos donos e lixe-se o direito e o dever – repito, direito e dever – de opinar. A capacidade da organização e da formação longe dos bordéis globais, ou dos pastores salvadores de almas e donos de vastas contas bancárias.

Mentira embalada

No Brasil, independente de pontos de vista – e a diversidade é a essência da democracia, nunca a ditadura do pensamento padrão Globo, ou o que seja, Record, PSDB, PT, DEM etc – os grandes nomes do jornalismo não tinham diploma. Millôr Fernandes, por exemplo, sem favor algum, um dos gênios do jornalismo em qualquer lugar do mundo, não o tem e sequer tem formação de terceiro grau.

O jornal e logo o jornalista nasceram com a idéia da indignação – ou, como diz Millôr, "a corrupção começa no cafezinho". O que se pretende com o diploma ou é o jornalista dócil, submisso – William Bonner e aquele monte de gente da Folha, do GLOBO, do Estadão, de Veja, de todos – ou é o relações públicas, o que abre a porta e manda o visitante assentar enquanto vai anotando o que o dono manda que se anote.

Há uma passagem que não se sabe se lenda ou realidade, mas que expressa bem isso, sobre a carreira de Assis Chateaubriand (1892-1968). Dizem que numa sexta-feira santa, no início de sua carreira, ávido de agradar ao patrão, recebeu a incumbência de escrever um artigo sobre Cristo e disparou a pergunta: "Contra ou a favor?"

Não é o diploma que faz o jornalista, como, aliás, não é o diploma que faz o médico, o advogado, o engenheiro, quem quer que seja. É o talento e a capacidade de percepção da vida em seu sentido, sua essência, sua razão de ser e a necessidade da postura crítica e independente.

A luta pela preservação dessa vergonhosa e antidemocrática reserva de mercado para o direito de pensar, de escrever, de se expressar em veículos de comunicação tem esse viés autoritário, é típico de uma sociedade cada vez mais desumanizada e que corre às bancas para comprar Caras e se deliciar com o inatingível, a fantasia, assim submeter-se ao modelo sem contestar, ou que fica plantada diante do diplomado Pedro Bial chamando um grupo de objetos de carne e osso dentro de uma casa de "heróis" e "mártires".

É impressionante como essa gente consegue embalar a mentira e vendê-la em caixas belíssimas desenhadas por desenhistas diplomados, vendidas por pelegos sustentados pela categoria sem perceber o engodo, transformando-a em produto democrático, como se democracia fosse produto desse tipo de procedimento.

Liberdade engessada

Cada vez mais voltamos à condição de sociedade tribal e com características diversas daquelas do canibalismo explícito. Hoje ele é implícito e as tribos dispõem do poder, do controle, se ajustaram e se acomodaram nos castelos dessa ordem autoritária em divisões tipo aqui o dono, aqui nesse catre o objeto diplomado – o que se submete – enquanto do lado de fora os que acreditam e agradecem, os objetos moldados segundo a técnica da alienação, do public relations, ou do especialista em relações humanas.

Tem diplomado hoje especializado em ensinar a montar o currículo certo para arranjar o emprego dos sonhos.

Quem resiste, por indignar-se e ser critico da exigência de diploma, está fora. O problema é que o diploma é um modo de controle e o caminho para submeter. Para melhor guiar a "manada".

A chave para rompermos as barreiras impostas pelo modelo atual, perverso, estamos vendo onde reflete a "crise", onde estão os sonegadores – Fiesp/Daslu – está no romper essa cadeia de transmissão do mundo pela ótica Bonner, diplomado evidente, que considera o resto como Homer Simpson.

Aceitar esse resquício da ditadura, do mais cruel e sórdido instrumento de barbárie política da História, o AI-5, é como cair de quatro e descobrir que não somos bípedes.

E um aspecto final. Procurem no resto do mundo, mesmo nas nações mais desenvolvidas e capitalistas, onde existe esse tipo de regulamentação. Este tipo, ou seja, aquele que engessa a liberdade de expressão, o modelo Fenaj/Globo (e o resto, lógico).

O sindicalismo brasileiro corre o sério risco de inaugurar salão de barbeiro com direito a coquetel em sua sede e divulgar tudo num release feito por um diplomado. Já indignar-se, criar, ser livre, isso precisa de "diploma". O do fica quieto e faça o que eu mando. É como querem o jornalista, guiando a "manada".