Análise Geopolítica e Análise de Conjuntura; espaço para debate e discussão de temas relacionados a Geografia, Política e Geopolítica. Geopolítica do Brasil e da América do Sul, Geopolítica Mundial, Geografia Política, Geografia Econômica e Política Internacional
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segunda-feira, 30 de outubro de 2017
"Leonel Brizola", no Roda Viva (1987) - Desafios geopolíticos, Estratégicos e Econômicos para o Desenvolvimento e a Soberania do Brasil
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terça-feira, 5 de março de 2013
Brasil apresenta crescimento menor mas mantém taxa de desemprego reduzida
Carta Capital, 04/03/2013
O crescimento dez anos depois
João Sicsú
O crescimento dez anos depois
João Sicsú
Foi pífio o crescimento econômico durante o período que o presidente
Fernando Henrique Cardoso governou o Brasil (1995-2002). Em média,
durante oito anos, a economia cresceu 2,3% ao ano. A economia não podia
crescer. A valorização do salário mínimo era modesta. O crédito era um
privilégio das altas classes de renda, dos ricos e das grandes empresas.
O investimento público era cadente e as estatais, que restaram após as
privatizações, tinham planos de investimentos limitados.
No primeiro mandato do presidente Lula (2003-2006), a economia
iniciou um processo de recuperação. Cresceu, em média, 3,5% ao ano. Este
primeiro aumento do PIB foi impulsionado pelo início da política de
valorização do salário mínimo e pela ampliação do crédito para as
famílias e as empresas.
No segundo mandato (2007-2010), além dos elementos que já estavam em
curso, a política de investimentos públicos e das estatais, que
estimulou o investimento privado, foi o elemento-chave. Por exemplo, a
Petrobras aumentou seus investimentos de forma significativa e houve os
lançamentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha
Casa, Minha Vida. Em média, a economia passou a crescer 4,6% ao ano,
apesar da aguda crise financeira americana que atingiu o Brasil em 2009.
A presidenta Dilma Rousseff enfrentou problemas nos dois primeiros
anos de seu governo. Em 2011, houve pressões inflacionárias que
impuseram ao governo a necessidade de desacelerar o crescimento. Mas,
principalmente, a economia brasileira mostrou que existiam gargalos de
infraestrutura e que o ritmo de 2010 (crescimento de 7,5%) não era
sustentável. Houve desaceleração conduzida pelo governo de 2010 para
2011.
Em 2012, o desempenho piorou: a economia iniciou o ano ainda com o
freio de mão puxado. E a crise europeia chegou e contaminou o cenário,
gerando no Brasil e no mundo expectativas empresariais de apreensão e
receio em relação ao futuro. Sob estas condições, a economia atravessou o
ano. Um ano em que o governo e empresários não realizaram planos de
investimentos que pudessem garantir um crescimento satisfatório.
A presidenta adotou medidas estruturantes da economia que podem
garantir a retomada do crescimento. As tarifas de energia elétrica foram
reduzidas, os bancos públicos entraram na concorrência via redução de
taxas de juros e as desonerações fiscais implementadas aumentaram a
capacidade de investimento do setor privado empresarial. E, além disso, o
Banco Central se tornou muito mais “inteligente”: não utiliza a taxa de
juros como remédio único (e em doses cavalares) para manter a
estabilidade monetária. Mas a lição já foi aprendida: o elemento-chave
do crescimento é o investimento público e das estatais.
O crescimento médio durante o governo Dilma (1,8%) fez o sinal
vermelho da economia piscar. Os últimos dois anos de governos do PT
fizeram a economia desviar da série de bons resultados dos governos
Lula.
Apesar do modestíssimo crescimento durante o primeiro biêno de Dilma,
a taxa de desemprego se manteve baixa, os rendimentos dos trabalhadores
continuaram aumentando e a renda per capita cresceu em relação ao
período dos governos do presidente Lula. A conclusão é que os percalços
da economia não contaminaram a trajetória social benigna do decênio
petista no governo federal.
http://www.cartacapital.com.br/economia/o-crescimento-dez-anos-depois/
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sábado, 3 de setembro de 2011
Evolução da renda e da expectativa de vida - 200 países nos últimos 200 anos
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Copa de 2014 movimentará mais de R$ 110 bilhões em investimentos, impostos, consumo e turismo, mas os derrotistas insistem que nada vai dar certo
Agência Brasil
05/07/2011
Copa de 2014 movimentará mais de R$ 110 bilhões em investimentos, impostos, consumo e turismo
Pedro Peduzzi
Brasília – Sediar a Copa de 2014 renderá R$ 47 bilhões ao Brasil em impostos diretos. Com outros tributos, serão arrecadados mais R$ 16 bilhões. O aumento do consumo agregará R$ 5 bilhões à economia brasileira. Já os cerca de 600 mil turistas estrangeiros esperados para a competição deverão deixar no país quase R$ 4 bilhões, enquanto os 3 milhões de turistas brasileiros que aproveitarão a Copa para viajar deverão gastar R$ 5,5 bilhões. Esse dinheiro, somado ao que será investido em obras de infraestrutura públicas e privadas e pelo setor de serviços, representará para a economia brasileira incremento de mais de R$ 110 bilhões.
Os números foram apresentados hoje (5) pelo assessor especial do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde, no 2º Fórum Legislativo das Cidades-Sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014. O fórum tem como objetivo mobilizar o Poder Legislativo nos níveis federal, estadual e municipal para debater desafios, metas e estratégias relacionadas à competição.
Gomide disse ainda que, de acordo com as projeções do ministério, serão criados nos próximos três anos 332 mil empregos permanentes e, em 2014, 381 mil empregos temporários. Parte desses empregos será consequência dos R$ 23 bilhões que devem ser investidos em obras de infraestrutura relacionadas à Copa e dos R$ 10 bilhões previstos para o setor de serviços.
Brasília é a sexta cidade a receber o fórum, após Fortaleza, Recife, Curitiba, Belo Horizonte e Manaus. Até outubro, todas as 12 cidades-sede serão visitadas pelos integrantes do fórum.
Brasília é a sexta cidade a receber o fórum, após Fortaleza, Recife, Curitiba, Belo Horizonte e Manaus. Até outubro, todas as 12 cidades-sede serão visitadas pelos integrantes do fórum.
Edição: Vinicius Doria
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Nordeste é a nova fronteira do desenvolvimento brasileiro
Blog do Planalto
Terça-feira, 28 de dezembro de 2010 às 19:01
Nordeste é a nova fronteira do desenvolvimento brasileiro
Terça-feira, 28 de dezembro de 2010 às 19:01
Nordeste é a nova fronteira do desenvolvimento brasileiro
A Fiat não instalou sua nova fábrica brasileira em Pernambuco porque o presidente Lula é de lá ou porque o governador Eduardo Campos tem olhos azuis. A empresa sabe que o Nordeste está se desenvolvendo a passos largos e é a nova fronteira do País a ser desbravada, por isso não perdeu tempo, afirmou o presidente Lula durante cerimônia de lançamento da pedra fundamental da fábrica no Complexo Industrial de Suape, em Pernambuco. O Nordeste que antes só aparecia nas estatísticas por seus problemas de analfabetismo, desnutrição e mortalidade infantil, agora forma cada vez mais doutores, qualifica profissionalmente sua juventude por meio das escolas técnicas e vê a geração de emprego e renda crescer com a instalação da indústria naval e petroquímica nos estados da região. E assim o País fica mais justo e equilibrado, afirmou o presidente:
“Não era possível o Brasil continuar dividido entre o País miserável exportador de desempregado para o restante do País e o Brasil que recebia quase tudo. Este País tem que ser mais igual, dando oportunidade a todas regiões. (…) O Nordeste precisa de mais indústrias e mais empregos, porque nós temos que recuperar as décadas perdidas. Eu não esqueço a razão pela qual eu saí da minha Caetés no dia 13 de dezembro de 1952. A causa chamava-se fome. E nós não queremos que isso aconteça mais com o Nordeste. Nós queremos que nordestino vá a SP a turismo, como o paulista vem para cá a turismo.”
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Brasil: o desafio de crescer a 7% ao ano, por Samuel Pinheiro Guimarães
Agência Carta Maior
09/06/2010
Crescer a 7%
Se o objetivo central da sociedade brasileira for vencer o subdesenvolvimento, a economia terá de crescer a taxas mais elevadas do que as que têm ocorrido no passado recente, enquanto que as políticas de distribuição de renda terão de ser mais vigorosas para incorporar ao sistema econômico e social moderno as imensas massas que se encontram em situação de grave pobreza: cerca de 60 milhões de brasileiros. caso se deseje manter o Brasil como país pobre e subdesenvolvido, basta crescer a taxas modestas, obedecendo a todas as metas e a supostos potenciais máximos de crescimento, e, assim, lograr manter a economia estável porém miserável. O artigo é de Samuel Pinheiro Guimarães.
Samuel Pinheiro Guimarães
1. O subdesenvolvimento, situação em que a esmagadora maioria da população de um país não pode desfrutar dos bens e serviços que o avanço tecnológico e produtivo moderno permitem, é sempre uma questão relativa. Nenhum país é subdesenvolvido isoladamente; esta é sempre uma situação comparativa entre países e sociedades, desenvolvidas e subdesenvolvidas, em diferentes graus, em distintos momentos históricos.
2. Naturalmente, há indicadores objetivos de subdesenvolvimento: a exploração ao mesmo tempo insuficiente e predatória dos recursos naturais; a baixa escolaridade e qualificação média da mão de obra; a desintegrada rede de transportes; o pequeno consumo per capita de energia; a reduzida diversificação das exportações; o pequeno número de patentes registradas; o acesso restrito da população a saneamento básico; as precárias condições de saúde, educação e cultura; o alto percentual da população que se encontra abaixo da linha de pobreza etc.
09/06/2010
Crescer a 7%
Se o objetivo central da sociedade brasileira for vencer o subdesenvolvimento, a economia terá de crescer a taxas mais elevadas do que as que têm ocorrido no passado recente, enquanto que as políticas de distribuição de renda terão de ser mais vigorosas para incorporar ao sistema econômico e social moderno as imensas massas que se encontram em situação de grave pobreza: cerca de 60 milhões de brasileiros. caso se deseje manter o Brasil como país pobre e subdesenvolvido, basta crescer a taxas modestas, obedecendo a todas as metas e a supostos potenciais máximos de crescimento, e, assim, lograr manter a economia estável porém miserável. O artigo é de Samuel Pinheiro Guimarães.
Samuel Pinheiro Guimarães
1. O subdesenvolvimento, situação em que a esmagadora maioria da população de um país não pode desfrutar dos bens e serviços que o avanço tecnológico e produtivo moderno permitem, é sempre uma questão relativa. Nenhum país é subdesenvolvido isoladamente; esta é sempre uma situação comparativa entre países e sociedades, desenvolvidas e subdesenvolvidas, em diferentes graus, em distintos momentos históricos.
2. Naturalmente, há indicadores objetivos de subdesenvolvimento: a exploração ao mesmo tempo insuficiente e predatória dos recursos naturais; a baixa escolaridade e qualificação média da mão de obra; a desintegrada rede de transportes; o pequeno consumo per capita de energia; a reduzida diversificação das exportações; o pequeno número de patentes registradas; o acesso restrito da população a saneamento básico; as precárias condições de saúde, educação e cultura; o alto percentual da população que se encontra abaixo da linha de pobreza etc.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Seminário: "Pré-Sal e o Rio Grande do Sul", em Porto Alegre será adiado para nova data
Seminário: "Pré-Sal e o Rio Grande do Sul", em Porto Alegre, que estava agendado para próxima segunda-feira será adiado para nova data
do blog Diário do Pré-Sal
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Brasil recebe investimentos estrangeiros para projetos da Copa, Olímpiadas e trem-bala
Agência Brasil
25/04/2010
25/04/2010
Empresários alemães desembarcam no Brasil para investir na Copa, nas Olímpiadas e no trem-bala
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Os projetos do Trem de Alta Velocidade - que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro – e os investimentos para a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, devem receber aplicações de um grupo de empresários alemães.
Na terça-feira (27) o ministro da Economia e Tecnologia da Alemanha, Rainer Brüderle, e uma comitiva empresarial alemã desembarca em Brasília. Também estão marcadas visitas a São Paulo e ao Rio. O grupo será conduzido pelo ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Os projetos do Trem de Alta Velocidade - que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro – e os investimentos para a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, devem receber aplicações de um grupo de empresários alemães.
Na terça-feira (27) o ministro da Economia e Tecnologia da Alemanha, Rainer Brüderle, e uma comitiva empresarial alemã desembarca em Brasília. Também estão marcadas visitas a São Paulo e ao Rio. O grupo será conduzido pelo ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge.
sábado, 17 de abril de 2010
Energia nuclear e dependência tecnológica, por Beto Almeida
16/04/2010
Energia nuclear e dependência tecnológica
Como pano de fundo das pressões dos EUA para impor sanções que impeçam o Irã de desenvolver seu programa nuclear está o veto imperial visando intimidar todos os países que dão passos concretos para romper a dependência tecnológica. Esta dependência funciona como um vergonhoso muro que bloqueia o desenvolvimento soberano de inúmeros países emergentes, mas com desdobramentos planetários. A pressão contra o Irã também atinge o Brasil. O artigo é de Beto Almeida.
Beto Almeida
Como pano de fundo das pressões dos EUA para impor sanções que impeçam o Irã de desenvolver seu programa nuclear está o veto imperial visando intimidar todos os países que dão passos concretos para romper a dependência tecnológica. Esta dependência funciona como um vergonhoso muro que bloqueia o desenvolvimento soberano de inúmeros países emergentes, mas com desdobramentos planetários. A pressão contra o Irã também atinge o Brasil. O artigo é de Beto Almeida.
Beto Almeida
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16536
A realização, nesta semana, da Cúpula Internacional para a Segurança Nuclear , supostamente para afastar o perigo de um confrontação nuclear mundial, reveste-se de farsa discursiva e prática. A participação de Lula neste evento convocado pelos EUA foi interessante. Como de hábito, Lula usou uma imagem simples e fortemente comunicativa para explicar o que anda ocorrendo nesta área nuclear, mesmo quando grandes potências assinam acordos e mais acordos de desarmamento, há mais de 40 anos, teoricamente de redução de ogivas. De vez em quando, disse Lula, eu jogo fora remédios velhos e vencidos....
Não há, rigorosamente, qualquer esforço sincero e comprovado de que as grandes potências atômicas estariam a zelar pela paz mundial, que não existe, e para afastar o perigo de um confrontação nuclear de conseqüências imprevisíveis, até o momento. Assim, é preciso extrair o que de fato está em jogo nestes grandes encontros internacionais. Tal como aquela Conferência do Clima de Copenhaguen, no final do ano passado, foi um grande fiasco, não resultando em qualquer acordo prático que levasse as potências poluidoras a deixar de emporcalhar o mundo, esta Cúpula da Segurança Nuclear também não trouxe qualquer tranqüilidade ou segurança ao mundo. Pudera, o próprio anfitrião, o presidente Barak Obama, acaba de autorizar o Congresso dos EUA a ampliar o orçamento da indústria bélica. E vale lembrar sempre: o orçamento militar dos EUA, sozinho, supera o orçamento de todos os demais países do mundo, somados. Isto mesmo, somados. Foi o que destacou Vladimir Puttin ao ser indagado por dileto repórter da BBC se os acordos militares entre Rússia e Venezuela não causariam preocupação em Washington....
Não há, rigorosamente, qualquer esforço sincero e comprovado de que as grandes potências atômicas estariam a zelar pela paz mundial, que não existe, e para afastar o perigo de um confrontação nuclear de conseqüências imprevisíveis, até o momento. Assim, é preciso extrair o que de fato está em jogo nestes grandes encontros internacionais. Tal como aquela Conferência do Clima de Copenhaguen, no final do ano passado, foi um grande fiasco, não resultando em qualquer acordo prático que levasse as potências poluidoras a deixar de emporcalhar o mundo, esta Cúpula da Segurança Nuclear também não trouxe qualquer tranqüilidade ou segurança ao mundo. Pudera, o próprio anfitrião, o presidente Barak Obama, acaba de autorizar o Congresso dos EUA a ampliar o orçamento da indústria bélica. E vale lembrar sempre: o orçamento militar dos EUA, sozinho, supera o orçamento de todos os demais países do mundo, somados. Isto mesmo, somados. Foi o que destacou Vladimir Puttin ao ser indagado por dileto repórter da BBC se os acordos militares entre Rússia e Venezuela não causariam preocupação em Washington....
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Ibama diz que Belo Monte não atinge diretamente terras indígenas
Agência Brasil
15/04/2010
Ibama diz que Belo Monte não atinge diretamente terras indígenas
Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O diretor de licenciamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Pedro Alberto Bignelli, disse hoje (15) que a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA) não atinge diretamente as terras indígenas da região, ao contrário do que afirma a decisão judicial que suspendeu a realização do leilão e determinou que o Ibama conceda uma nova licença prévia ao empreendimento.
“Existem mapas e a anuência da Funai [Fundação Nacional do Índio] ao processo todo, e nenhum mapa do empreendedor nos estudos que foram feitos remetem a essa influência direta, que é justamente a base dessa lei na qual o juiz deu o parecer”, argumenta Bignelli.
Na decisão anunciada ontem (14), o juiz federal Antônio Carlos Almeida Campelo, da subseção de Altamira, argumenta que a emissão da licença prévia pelo Ibama descumpre o que estabelece o artigo 176 da Constituição Federal, que diz que qualquer aproveitamento hidrelétrico em terras indígenas deve ser precedido por uma lei específica.
“Não é o caso de Belo Monte, que não tem nenhuma influência direta sobre terras indígenas. Existem influências indiretas sobre as comunidades indígenas, que estão pleiteadas nas condicionantes, mas, no momento, influência direta não existe nenhuma”, disse o diretor do Ibama, em entrevista à Agência Brasil.
Ele diz que o instituto não trabalha ainda com a edição de uma nova licença, como determinou a decisão liminar do juiz, e que o Ibama está fazendo pareceres técnicos para subsidiar a defesa que está sendo elaborada pela Advocacia-Geral da União.
Bignelli também garantiu que o instituto não tem preocupação com o possível cancelamento do leilão, marcado para o dia 20 de abril. “A preocupação do Ibama é o cumprimento das 40 condicionantes, qualquer que seja o consórcio, que é para o bem da comunidade, para o bem do meio ambiente”, declarou.
Edição: Lílian Beraldo
Leia também:
- Justiça suspende leilão da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte
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- Governo marca leilão de Belo Monte para 20 de abril
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sexta-feira, 2 de abril de 2010
Produção industrial cresce 18,4% em um ano
Agência Brasil
01/04/2010
01/04/2010
Produção industrial cresce 18,4% em um ano
Nielmar Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A produção industrial brasileira cresceu 1,5% na passagem de janeiro para fevereiro deste ano, descontadas as influências sazonais. Os dados da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Brasil (PIM-Brasil) estão sendo divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que, em relação a fevereiro de 2009, a expansão foi de 18,4%.
Segundo o IBGE, este é o terceiro resultado consecutivo de dois dígitos nesse tipo de confronto (com igual mês do ano passado), “refletindo sobretudo a baixa base de comparação decorrente dos efeitos da crise econômica internacional verificada no ano passado”.
Com o resultado, o setor industrial acumula crescimento de 17,2% no primeiro bimestre de 2010. A taxa anualizada (resultado acumulado nos últimos 12 meses) apresenta recuo de 2,6%, o que indica continuidade da tendência de redução no ritmo de perda.
IBGE: 24 dos 27 ramos industriais pesquisados registraram alta em um ano
Agência Brasil
IBGE: 24 dos 27 ramos industriais pesquisados registraram alta em um ano
Nielmar Oliveira
Repórter da Agência Brasil
http://agenciabrasil.ebc.com.br/home/-/journal_content/56/19523/189703
Rio de Janeiro - Os 18,4% de crescimento registrados pela indústria brasileira em fevereiro deste ano em relação a igual mês de 2009 refletem a expansão em 24 dos 27 ramos pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“O índice de difusão mostrou avanço em 72% dos 755 produtos investigados, o maior nível da série histórica, iniciada em janeiro de 2003, evidenciando um maior dinamismo no setor industrial e, ao mesmo tempo, refletindo uma base de comparação baixa”, avaliou o IBGE, responsável pela Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Brasil.
Segundo o instituto, entre as atividades em crescimento, os maiores impactos positivos vieram de veículos automotores (36,3%), máquinas e equipamentos (42,3%), metalurgia básica (35,9%), outros produtos químicos (26,7%), farmacêutica (51,9%), produtos de metal (44,5%) e indústrias extrativas (20,3%).
Já a contribuição negativa mais relevante veio de outros equipamentos de transporte (-12,7%), ainda pressionado pelo item aviões.
Ainda no confronto com fevereiro do ano passado, houve avanço em todas as categorias de uso, com destaque para os bens de capital que, ao registrarem expansão de 26,2%, apresentaram a taxa mais elevada desde abril de 2008 (29,7%). Neste caso, influenciados “pela maior parte dos seus subsetores, com destaque para bens de capital para uso misto (32,4%), para construção (196,9%), para equipamentos de transporte (17,2%) e para fins industriais (25,3%)”, constatou o IBGE.
A produção de bens de consumo duráveis (25,2%) manteve o crescimento de dois dígitos, impulsionada pelos automóveis (20,%), eletrodomésticos (38,3%) – tanto os de “linha branca” (24,9%) quanto os de “linha marrom” (44,2%) – e telefones celulares (6,6%).
Edição: Talita Cavalcante
Agência Brasil
http://agenciabrasil.ebc.com.br/home/-/journal_content/56/19523/189703
01/04/2010
IBGE: 24 dos 27 ramos industriais pesquisados registraram alta em um ano
Nielmar Oliveira
Repórter da Agência Brasil
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Rio de Janeiro - Os 18,4% de crescimento registrados pela indústria brasileira em fevereiro deste ano em relação a igual mês de 2009 refletem a expansão em 24 dos 27 ramos pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“O índice de difusão mostrou avanço em 72% dos 755 produtos investigados, o maior nível da série histórica, iniciada em janeiro de 2003, evidenciando um maior dinamismo no setor industrial e, ao mesmo tempo, refletindo uma base de comparação baixa”, avaliou o IBGE, responsável pela Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Brasil.
Segundo o instituto, entre as atividades em crescimento, os maiores impactos positivos vieram de veículos automotores (36,3%), máquinas e equipamentos (42,3%), metalurgia básica (35,9%), outros produtos químicos (26,7%), farmacêutica (51,9%), produtos de metal (44,5%) e indústrias extrativas (20,3%).
Já a contribuição negativa mais relevante veio de outros equipamentos de transporte (-12,7%), ainda pressionado pelo item aviões.
Ainda no confronto com fevereiro do ano passado, houve avanço em todas as categorias de uso, com destaque para os bens de capital que, ao registrarem expansão de 26,2%, apresentaram a taxa mais elevada desde abril de 2008 (29,7%). Neste caso, influenciados “pela maior parte dos seus subsetores, com destaque para bens de capital para uso misto (32,4%), para construção (196,9%), para equipamentos de transporte (17,2%) e para fins industriais (25,3%)”, constatou o IBGE.
A produção de bens de consumo duráveis (25,2%) manteve o crescimento de dois dígitos, impulsionada pelos automóveis (20,%), eletrodomésticos (38,3%) – tanto os de “linha branca” (24,9%) quanto os de “linha marrom” (44,2%) – e telefones celulares (6,6%).
Edição: Talita Cavalcante
http://agenciabrasil.ebc.com.br/home/-/journal_content/56/19523/189703
quinta-feira, 11 de março de 2010
Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admite que economia poderá crescer até 6% neste ano
Agência Brasil
10/03/2010
Paulo Bernardo admite que economia poderá crescer até 6% neste ano
Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
Agência Brasil
http://agenciabrasil.ebc.com.br/home/-/journal_content/56/19523/171796
10/03/2010
Paulo Bernardo admite que economia poderá crescer até 6% neste ano
Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
http://agenciabrasil.ebc.com.br/home/-/journal_content/56/19523/171796
Brasília - Apesar de manter a previsão oficial de crescimento de 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, o governo admite que a economia pode se expandir até 6% neste ano. Ao chegar para uma reunião no Ministério da Fazenda, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que o país pode crescer mais que o estimado.
“Não tenho nenhuma dúvida de que vamos ter crescimento acima de 5% em 2010. Nossa previsão oficial é de 5,2%, por enquanto, mas podemos reestimar isso. Acho que não estão chutando muito fora aqueles que acham que o Brasil poderá crescer 6% neste ano”, disse o ministro.
Mais cedo, num encontro com prefeitos do Paraná, Paulo Bernardo havia afirmado que o crescimento poderá ser de 6%. Mesmo cogitando que o crescimento poderá ser maior que o inicialmente projetado, o ministro afirmou que o relatório de programação orçamentária, que sairá nas próximas semanas, manterá a previsão de 5,2%.
“Poderíamos fazer uma previsão mais otimista, mas está muito cedo. O ano começou. Os dados estão interessantes, estão bons. Não temos, entretanto, nenhuma base sólida para dizer que [o PIB de 2010] ficará acima de 5,2%”, disse. “O relatório vai primar pelo conservadorismo, [sairá] com a cara da Fazenda. Não vai ser desenvolvimentista.”
Segundo o ministro, as receitas federais fecharão o ano com crescimento nominal de 12% em relação a 2009. Ele admitiu, no entanto, que a expansão de 6% do PIB tornará mais complicada a definição da quantia que precisará ser cortada do orçamento de 2010 para cumprir a meta de superávit primário – economia de recursos para pagar os juros da dívida pública – de 3,3% do PIB.
“Vai precisar cortar mais, com certeza. O nosso orçamento para este ano está apertado”, ressaltou. O ministro não informou uma estimativa do valor que deve ser contingenciado (bloqueado) do orçamento deste ano.
Em relação ao crescimento do PIB de 2009, que será divulgado amanhã (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Paulo Bernardo afirmou que o crescimento deverá ficar próximo de zero. Um eventual resultado negativo, avaliou o ministro, tornaria ainda maior o crescimento da economia em 2010 por causa de efeitos estatísticos.
“Tem uns pessimistas dizendo que pode dar um pouco negativo, e uns otimistas dizendo que pode dar um pouco positivo. Quanto menor o resultado do ano passado, o crescimento deste ano será maior porque a base de comparação vai ser favorável ao ano de 2010”, destacou.
Brasília - Apesar de manter a previsão oficial de crescimento de 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, o governo admite que a economia pode se expandir até 6% neste ano. Ao chegar para uma reunião no Ministério da Fazenda, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que o país pode crescer mais que o estimado.
“Não tenho nenhuma dúvida de que vamos ter crescimento acima de 5% em 2010. Nossa previsão oficial é de 5,2%, por enquanto, mas podemos reestimar isso. Acho que não estão chutando muito fora aqueles que acham que o Brasil poderá crescer 6% neste ano”, disse o ministro.
Mais cedo, num encontro com prefeitos do Paraná, Paulo Bernardo havia afirmado que o crescimento poderá ser de 6%. Mesmo cogitando que o crescimento poderá ser maior que o inicialmente projetado, o ministro afirmou que o relatório de programação orçamentária, que sairá nas próximas semanas, manterá a previsão de 5,2%.
“Poderíamos fazer uma previsão mais otimista, mas está muito cedo. O ano começou. Os dados estão interessantes, estão bons. Não temos, entretanto, nenhuma base sólida para dizer que [o PIB de 2010] ficará acima de 5,2%”, disse. “O relatório vai primar pelo conservadorismo, [sairá] com a cara da Fazenda. Não vai ser desenvolvimentista.”
Segundo o ministro, as receitas federais fecharão o ano com crescimento nominal de 12% em relação a 2009. Ele admitiu, no entanto, que a expansão de 6% do PIB tornará mais complicada a definição da quantia que precisará ser cortada do orçamento de 2010 para cumprir a meta de superávit primário – economia de recursos para pagar os juros da dívida pública – de 3,3% do PIB.
“Vai precisar cortar mais, com certeza. O nosso orçamento para este ano está apertado”, ressaltou. O ministro não informou uma estimativa do valor que deve ser contingenciado (bloqueado) do orçamento deste ano.
Em relação ao crescimento do PIB de 2009, que será divulgado amanhã (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Paulo Bernardo afirmou que o crescimento deverá ficar próximo de zero. Um eventual resultado negativo, avaliou o ministro, tornaria ainda maior o crescimento da economia em 2010 por causa de efeitos estatísticos.
“Tem uns pessimistas dizendo que pode dar um pouco negativo, e uns otimistas dizendo que pode dar um pouco positivo. Quanto menor o resultado do ano passado, o crescimento deste ano será maior porque a base de comparação vai ser favorável ao ano de 2010”, destacou.
http://agenciabrasil.ebc.com.br/home/-/journal_content/56/19523/171796
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