Mostrando postagens com marcador Urbanização. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Urbanização. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Obras da Copa viabilizam a transferência da Vila Dique para área urbanizada

Blog Geografia e Geopolítica

06/07/2011

Obras da Copa do Mundo viabilizam a transferência da Vila Dique, em Porto Alegre, para área urbanizada

A transferência da Vila Dique para o loteamento urbano da Avenida Bernardino Silveira Amorim, 1915, no Bairro Rubem Berta, tem por objetivo viabilizar as obras prioritárias no Aeroporto Internacional Salgado Filho e ao mesmo tempo dar condiçoes de moradia dignas e urbanas para esta comununidade. A luta pela urbanização ou assentamento definitivo da comunidade já dura cerca de 40 anos.





Quando concluído, o novo loteamento que ocupa uma área de 21 hectares contar[a com infraestrutura completa de luz, água e esgoto, terá um total de 1.476 habitações, 103 unidades comerciais, escola e creche municipais, posto de saúde, unidade de triagem de resíduos recicláveis, centro comunitário, praça e área de preservação ambiental.

A primeira etapa do reassentamento começou no final de 2009, com a transferência das primeiras 48 famílias. Até o início do ano cerca de 400 famílias já tinham sido transferidas para o novo loteamento. Todas as casas, sobrados e apartamentos contam com sala, cozinha, banheiro e dois dormitórios. Vinte unidades são adaptadas para pessoas com deficiência.





A mudança da Vila Nazaré será para um loteamento a ser construído na Zona Norte. Três áreas estão em processo de desapropriação para receber 1.322 famílias. Em duas áreas já foram realizados estudos para viabilidade da obra que terá seu projeto e previsão de entrega e custos divulgados em breve. 

O projeto tem por objetivo a melhora da qualidade de vida e o aumento dos índices sócio-econômicos destas comunidades, oportunizando um futuro melhor e com perspectivas de crescimento .

O custo da obra é de cerca de R$ 56,5 milhões, sendo que R$ 33,5 milhões (59,28%) são oriundos do governo federal, via Caixa Econômica Federal (CEF). Os outros R$ 23,02 milhões (47,72%) caberão ao município. A obra está sendo realizada pela empresa Dan-Herbert Construtora e Incorporadora S.A e a conclusão deve ocorrer na metade de 2010, quando aproximadamente 5 mil pessoas passarão a viver no local.


com informações da Secretaria da Copa de Porto Alegre - SECOPA e do Ministério do Turismo

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Enchentes em São Paulo: a continuidade do problema e a responsabilidade dos governantes "liberais"

A crença que os liberais nutrem na livre-iniciativa como sendo uma natural contraposição ao planejamento estatal, ainda é muito arraigada entre alguns setores da sociedade brasileira. Muitos políticos se aproveitam disto e utilizam o discurso da livre-iniciativa e do livre mercado, como desculpa para se eximir da responsabilidade maior do poder público de planejar o bem comum da sociedade e de defendê-lo no longo prazo. 


As enchentes em São Paulo se repetem a anos como resultado da perigosa mistura de crenças distorcidas com incompetência. Os políticos eleitos pelo povo para representá-lo no aparato do estado, não investem em saneamento básico e infra-estrutura de prevenção de enchentes, nem mesmo planejam formas de diminuir problemas crônicos como a hiper-impermeabilização da superfície das grandes cidades. Ao invés disso, transferem a culpa do problema para terceiros, culpam os "indivíduos", especialmente os pobres, pelas enchentes: "as pessoas jogam lixo na rua"; quando não culpam a sorte, ou São Pedro: "vamos rezar pra que não chova mais tanto assim".

Mas obras de infra-estrutura de saneamento e escoamento de água e a redução da hiper-impermeabilização da superfície das cidades, custam caro e não aparecem: ou alguém já viu algum governador ou prefeito de São Paulo cortando uma fita colorida na inauguração de uma galeria de esgoto nova na periferia, cercado por repórteres? 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Urbanização atinge mais de 80% da população total, mas ainda com grandes desigualdades regionais

Agência Brasil

14/12/2010

Urbanização atinge mais de 80% da população, mas ocorre de forma desigual

Thais Leitão

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O processo de urbanização no Brasil alcança mais de 80% da população, mas seu crescimento se dá de forma desigual, abrangendo poucas cidades que concentram grande contingente de brasileiros e de riqueza. Por outro lado, multiplicam-se os pequenos centros urbanos que abrigam uma força de trabalho pouco qualificada e fortemente vinculada às atividades primárias.

sábado, 19 de junho de 2010

Brasil é destaque na Expo Shanghai 2010

Jornal Correio do Povo, Ano 115 nº 261 - Porto Alegre

18 de junho de 2010

Diário da China

Brasil é destaque na Expo-2010


JURANDIR SOARES

j.soares@cpovo.net

Reservei esta quinta-feira para uma visita ao pavilhão do Brasil na Expo- 2010 Xangai, esta mostra que reúne países das mais diversas partes do mundo. Nosso pavilhão é um dos mais concorridos, recebendo cerca de 15 mil pessoas por dia, que tomam conhecimento da nossa cultura, da nossa diversidade, dos nossos costumes e das nossas potencialidades. Já na entrada, o visitante é envolvido por imagens, projetadas em toda a parede, e sons de nossas belezas naturais, praias, florestas, campos, assim como nossas festas regionais e, evidentemente, o Carnaval e o futebol. A nossa diversidade é mostrada nas atividades cotidianas de um operário, um engenheiro, um homem do campo e uma atriz de teatro. O visitante tem a oportunidade de conhecer o mundo de cada um deles e perceber que, quando chega a hora do almoço, todos compartilham o nosso feijão com arroz.


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Brasília: há 50 anos no centro das decisões nacionais



Agência Senado

20/04/2010 

Brasília: centro das decisões nacionais

Da Redação / Agência Senado

Há 50 anos, era erguida no Planalto Central do Brasil a nova capital do país. Imaginada desde o século XVIII, Brasília surgiu como a demonstração da capacidade dos brasileiros que a construíram em apenas três anos.

Coube a Juscelino Kubitschek comandar o grande esforço de construção de Brasília, assumindo como sua missão a transferência da capital do litoral para o interior. Ao seu lado estiveram idealizadores e realizadores como Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Burle Marx, Israel Pinheiro, Bernardo Sayão e Ernesto Silva. Envolvidos no mesmo esforço, estiveram milhares de trabalhadores - homens e mulheres de todo o país que se deslocaram para o centro do Brasil em busca de oportunidades e de sonhos. Pioneiros da nova cidade, muitos deles lançaram raízes em Brasília e fizeram dela um fervilhante cadinho de culturas, sotaques e cores.

Mesmo depois do árduo período da construção, o fluxo migratório continuou intenso nos 50 anos seguintes. Nordestinos, mineiros, goianos, sulistas, cariocas, paulistas e amazônidas continuaram se dirigindo ao Distrito Federal, fazendo surgir as várias cidades satélites e propiciando um crescimento populacional de 1.760% - quase dez vezes mais do que o crescimento global da população brasileira no mesmo período.

Brasília também é uma cidade de contrastes: a rica cidade que tem o mais alto Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil (0,844) e a mais alta renda per capita (R$ 40.696) é também a cidade que tem um índice de pobreza de quase 40%. Até nisso, uma síntese do país.

Nessas cinco décadas, Brasília transformou-se de fato no centro das decisões nacionais, no polo que atrai as atenções, as pressões, os anseios e a vigilância da sociedade. Frequentemente, cidadãos de toda parte tomam os gramados da Esplanada dos Ministérios e os espelhos d'água do Congresso fazendo cobranças e protestos - concretizando o espírito democrático que inspirou a criação da nova capital.

Brasília foi o cenário de muitos momentos históricos. Viu as renúncias de dois presidentes; viu um golpe militar; centralizou as esperanças da redemocratização, quando a emenda das eleições diretas foi votada e derrotada, quando Tancredo foi eleito e, pela fatalidade de uma doença, não pôde tomar posse; viu, ainda assim, um civil assumindo a Presidência e encerrando o longo regime militar; viu as intensas discussões em torno de uma nova Constituição e a promulgação de uma Carta Magna que representava as esperanças de um país mais democrático e desenvolvido; viu então, a partir daí, a sucessão tranquila de presidentes que ocorre somente nas democracias maduras.
Brasília é tudo isso: centro político, caldeirão de diversidade, síntese do país, cidade monumento. Apesar das dificuldades e das eventuais decepções, Brasília prossegue encantando o mundo, cumprindo os destinos que seus idealizadores e pioneiros vislumbraram.

Agência Senado





Linha do tempo da criação de Brasília


Brasília 50 anos