segunda-feira, 15 de abril de 2013

Eleições na Venezuela : a vitória de Maduro favorece a consolidação do Mercosul



Vitória de Maduro nas Eleições venezuelanas é reconhecida em toda a América Latina mas oposição tenta questionar o resultado das urnas


O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (Consejo Nacional Electoral, CNE) anunciou a vitória de Nicolás Maduro nas eleições para Presidente da Venezuela. Embora tenha tido uma pequena margem de vantagem,  com 50,66% dos votos válidos, Maduro foi eleito presidente em um processo eleitoral considerado limpo e sem incidentes, por parte dos observadores internacionais (OEA, UNASUL e Mercosul) e da supervisão do Conselho Nacional Eleitoral. Além de obter maioria dos votos, com 50,66% do total, Maduro venceu na maioria das 24 regiões eleitorais venezuelanas.

A UNASUL reconheceu a vitória de Maduro e defendeu que o resultado das eleições seja respeitado pela oposição, que pediu recontagem dos votos. O pedido de recontagem dos votos é uma clara tentativa da oposição derrotada de de tentar deslegitimar o resultado das eleições e preparar o terreno para novas tentativas de desestabilizar o governo eleito. Considerando a tradição golpista da oposição venezuelana, esta iniciativa pode ser vista como uma clara ameaça à estabilidade da democracia na Venezuela.

Vitória de Maduro nas Venezuela favorece a consolidação do Mercosul e o aprofundamento da Integração Sul-Americana
Nicolás Maduro foi sindicalista e deputado federal pelo partido de Hugo Chavez, tendo assumido o cargo de Ministro das Relações Exteriores do governo de Chávez em 2006, posto que manteve até se tornar vice-Presidente em 2012.

Tudo indica que a Política Externa venezuelana deve se manter, com pequenas modificações resultantes do estilo pessoal de Maduro e da sua longa experiência como Ministro das Relações Exteriores do país. Isto significa que a postura da Venezuela a favor da integração sul-americana e sua participação no Mercosul devem se consolidar no novo governo. Considerando que a continuidade da aliança do Brasil com a Venezuela é fundamental para a consolidação da integração regional sul-americana, e que esta passa pela integração da Venezuela ao Mercosul, a estabilidade deste processo é vital para os países da América do Sul.  

Considerando os interesses internacionais em jogo, fica claro que os setores mais conservadores da Venezuela estão tentando desestabilizar o país com apoio externo, principalmente dos lobbies e grupos de interesses mais onservadores nos Estados Unidos, declaradamente contrários à integração Sul-Americana. A ameaça do golpismo contrário à integração regional, apoiado por potências extra-regionais é óbvio e todos os países sul-americanos devem se preocupar com este tipo de perigo. Tudo indica que os países sul-americanos terão que se unir cada vez mais para enfrentar este tipo de pressão externa, que deve ser crescente nos próximos anos dada a intensificação da competição internacional e da rivalidades inter-regionais, inclusive entre os grandes blocos econômicas regionais e entre as grandes potências.











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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Debate entre Luiz Inácio Lula da Silva, José Mujica e Víctor Báez

Debate entre Luiz Inácio Lula da Silva, José Mujica e Víctor Báez
(video em espanhol)

El jueves 4 de abril en Sala de Presidentes del Edificio MERCOSUR en la Ciudad de Montevideo, el Proyecto FES Sindical Regional (FSR), en cooperación con la Confederación Sindical de Trabajadores y Trabajadoras de las Américas (CSA), realizo un Debate Público.

En el mismo participaron;
- Luiz Inácio Lula da Silva, ex Presidente de Brasil,

- José Mujica, Presidente de Uruguay,

- Víctor Báez, Secretario General de la Confederación Sindical de Trabajadores/as de las Américas (CSA).



http://youtu.be/LULbbfpQBQ4



http://youtu.be/JBdgOCm80i0


La experiencia de Gobiernos Progresistas en América Latina está cumpliendo una década de desarrollo. En la mayoría de los Países que viven esta realidad, la relación entre Partidos Progresistas y el Movimiento Sindical constituyó un aspecto relevante tanto para alcanzar el gobierno como para marcar el rumbo y el carácter de las transformaciones. En este debate público queremos promover un diálogo entre líderes políticos progresistas y el sindicalismo de América Latina para interrogarse sobre la sustentabilidad de estas transformaciones, la agenda pendiente y la importancia que representa la articulación y alianza (muchas veces tensa) entre ambos mundos para consolidar y profundizar este proceso de cambios.


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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Taxa de desemprego no Brasil está estável em 5%, enquanto na Espanha e na Grécia chega a 27%

Enquanto a Europa em crise vive os piores índices de desemprego registrado, o Brasil alcança a menor taxa de desemprego desde que este índice começou a ser registrado. 

A Grécia atingiu a taxa de desemprego de 27% da população economicamente ativa. Na Espanha a taxa de desemprego está em 26% e em Portugal 17,5%. A média européia está em 12% de desemprego na Zona do Euro, porque o desemprego é menor na Alemanha. 

Entre a população jovem da Europa, a situação de empregabilidade é ainda pior, as taxas de desemprego alcançam 60% na Grécia, 55% na Espanha e 37% em Portugal e 35% na Itália, sendo que a média européia está em 23,6%. A situação é ainda pior porque todos esses países estão fortemente endividados e o volume de comércio entre os países europeus vem caindo.

Enquanto isso no Brasil...
Diferentemente da realidade européia, o Brasil vive uma fase econômica muito positiva. O país vem apresentando taxas bem maiores de crescimento nos últimos anos, com aumento da renda média, melhorias na distribuição de renda e melhora nas taxas de emprego. Mesmo diante das críticas da imprensa conservadora no país, os indicadores econômicos e sociais brasileiros estão melhorando, o comércio internacional continua se espandindoe o comércio Brasil-Mercosul continua crescendo.

Nos últimos anos as taxas de desemprego brasileiras oscilaram na faixa de 5% a 7%, alcançando apenas 5% em 2013. Essas são as menores taxas de desemprego já registradas no país. Em 2010 foram criados 2,5 milhões de empregos formais, com registro em carteira. Em 2011 foram criados outros 1,9 milhão de novos empregos formais, acrescidos de outro 1,3 milhão em 2012. Ao todo, foram 14,5 milhões de novos empregos formais criados no Brasil nos últimos 10 anos.  

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Esta é uma situação ímpar na história brasileira, pois o país sempre teve altas taxas de desemprego, e no período dos anos 1980-1990 os índices de desemprego se mantiveram entre 15% e 20%, sendo que os piores índices de desemprego foram justamente nos anos 1990. Isto porque foi durante os anos 1990 que predominaram governos contrários aos interesses nacionais, que implementaram as políticas econômicas neoliberais ideologicamente mais radicais e que geraram mais desemprego no país, simplesmente destruindo cerca de 3 milhões de empregos formais em uma década, enquanto dobrou a dívida externa do país. 

Cosiderando esse histórico de desemprego, pode-se afirmar que o Brasil vive, pela primeira vez, uma situação de "pleno emprego" relativo. Soma-se a isso, o fato de que a quantidade de jovens fazendo faculdade mais que dobrou na última década, e percebe-se que a situação atual de quase pleno emprego deve-se manter nos próximos anos. 

Essa situação economômica postiva no país tem produzido outros fenômenos interessantes, como o aumento da vinda de imigrantes para o Brasil.  Este aumento ainda é pequeno se comparado a outros países tradicionamente receptores de imigrantes, como os EUA. Mas o fato de o número de imigrantes ter dobrado na última década significa que o Brasil se tornou mais atrativo, inclusive para a mão-de-obra mais qualificada de outros países. 
Como mais emprego significa mais renda e maior consumo, e a atividade industrial não está se expandindo no mesmo ritmo, até mesmo os índices de inflação subiram, pressionados por uma capacidade de consumo recorde no Brasil. A solução para iso seria simples: reduzir os juros para os investimentos na expansão produtiva, especialmente da indústria, para que a produção cresça mais rápido que o consumo. 

Entretanto, os economistas ortodoxos neoliberais já começaram a defender que o governo deveria aumentar os juros como forma de aumentar o desemprego e reduzir a pressão do consumo sobre a inflação. Fica claro que este tipo de medida perversa para o povo brasileiro, beneficia os banqueiros, insaciáveis por lucros fáceis, pois juros maiores significam lucros maiores para os bancos. Por isso, os bancos são sempre os grandes defensores do aumento das taxas de juros e fazem tanta pressão junto à imprensa, em defesa de juros mais elevados como forma de conter a inflação. 

Mas, um outro grupo político também acredita que pode se beneficiar do aumento do desemprego: a oposição ao governo atual. Com os índices de desemprego caindo, as chances da oposição nas eleições de 2014 são nulas. Se o desemprego aumentar, talvez a oposição tenha uma remota chance de eleger um candidato contrário à política econômica atual. Estes grupos, oposição e banqueiros, parecem os mais interessados em enfraquecer o governo atual. Isto porque o governo Lula-Dilma conseguiu reduzir significativamente as taxas de juros que haviam alcançado recordes de 44,9% ao ano em 1999 e estavam em 26% em 2002, no fim do governo FHC. Hoje a taxa de juros no país, ainda considerada alta, é de 7,25%. 

Nos anos 1990 o Brasil mal conseguia vender títulos da dívida pública no exterior com mais de 6 meses de vencimento e pagando juros exorbitantes. Atualmente, o governo brasileiro consegue vender títulos da dívida do tesouro de 20 anos, a juros de 2,6%, o que era impensável nos anos 1990. 


É por isso que uma parte da grande imprensa no país, muito ligada aos banqueiros e à oposição, defende tão árduamente o aumento dos juros como forma de conter a inflação: porque o aumento dos juros vai aumentar o desemprego e diminuir a popularidade do governo em um ano crítico, de véspera das eleições de 2014. 

Infelizmente, fica claro que uma parte singificativa da oposição, dos banqueiros e da grande imprensa, que atua no Brasil, não está minimanente interessada no que é melhor para o povo brasileiro e para o país. Tudo indica que esses grupos de pressão estão engajados apenas em defender seus interesses particulares mais mesquinhos, mesmo que para isso seja necessário desempregar milhões de brasileiros. 

Segue abaixo a notícia referente à manutenção da baixa taxa de desemprego no Brasil.



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Agência Brasil, 28/03/2013

Desemprego no Brasil mantém-se estável nos primeiros dois meses do ano, diz IBGE

Flávia Villela

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O desemprego no país manteve-se estável em fevereiro na comparação com janeiro, ao subir de 5,4% para 5,6% nas seis regiões metropolitanas investigadas. Os dados foram divulgados hoje (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que a alta da taxa de desocupação em fevereiro também mostrou-se estável em relação ao mesmo período do ano passado (5,7%). Cerca de 1,4 milhão de pessoas nas regiões pesquisadas estavam desocupadas em fevereiro, segundo a pesquisa.

A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas do Recife, de Salvador, Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, de São Paulo e Porto Alegre. Houve queda de desocupação nas regiões metropolitanas de Salvador e do Rio de Janeiro (19,3% e 19%, respectivamente) e alta em Recife (28,2%).

Segundo o IBGE, a população ocupada em fevereiro é de aproximadamente 23 milhões de pessoas, o que representa queda frente a janeiro (-0,7%) e alta na comparação com o mesmo período do ano passado (1,6%), com incremento de 362 mil postos de trabalho em 12 meses.

Regionalmente, a análise mostrou variação mensal significativa apenas no Recife (queda de 3,2% ou menos 51 mil pessoas ocupadas de janeiro para fevereiro). Na comparação com fevereiro do ano passado, houve variação somente em São Paulo (2,5%, ou mais 236 mil pessoas ocupadas).

O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado (11,5 milhões) ficou estável em relação a janeiro e cresceu 2,3% em relação a fevereiro de 2012 – mais 254 mil postos de trabalho com carteira assinada em um ano.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 1.849,50, com alta de 1,2% frente a janeiro e de 2,4% na comparação com fevereiro de 2012. A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 42,8 bilhões) também apresentou estabilidade em fevereiro ante janeiro último e cresceu 4,2% em relação a fevereiro de 2012.

Regionalmente, na comparação com janeiro deste ano, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores aumentou nas regiões metropolitanas do Recife (1,6%), Rio de Janeiro (1,7%), de São Paulo (1,3%) e Porto Alegre (2,2%); ficou estável em Belo Horizonte e caiu em Salvador (-1,2%). Já em relação a fevereiro do ano passado houve altas no Recife e em Belo Horizonte (ambas, 7,4%), em Porto Alegre (7,3%), São Paulo (2,8%) e no Rio de Janeiro (0,8%). Apenas Salvador registrou queda no rendimento (-9,8%).

Assim como o IBGE, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese) e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) divulgam dados mensais sobre o desemprego no país. As informações apresentadas nesses levantamentos costumam ser diferentes, devido aos conceitos e à metodologia usados. Entre as diferenças está o conjunto de regiões pesquisadas.

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada pelo Dieese e pela Fundação Seade, não engloba o número de desempregados na região metropolitana do Rio de Janeiro. Já na pesquisa do IBGE não estão incluídas duas regiões que fazem parte do conjunto da PED: Fortaleza e o Distrito Federal.


Edição: Denise Griesinger
Agência Brasil



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terça-feira, 5 de março de 2013

Brasil apresenta crescimento menor mas mantém taxa de desemprego reduzida

Carta Capital, 04/03/2013

O crescimento dez anos depois   

João Sicsú


Foi pífio o crescimento econômico durante o período que o presidente Fernando Henrique Cardoso governou o Brasil (1995-2002). Em média, durante oito anos, a economia cresceu 2,3% ao ano. A economia não podia crescer. A valorização do salário mínimo era modesta. O crédito era um privilégio das altas classes de renda, dos ricos e das grandes empresas. O investimento público era cadente e as estatais, que restaram após as privatizações, tinham planos de investimentos limitados.


Fonte: SCN/IBGE
Fonte: SCN/IBGE

No primeiro mandato do presidente Lula (2003-2006), a economia iniciou um processo de recuperação. Cresceu, em média, 3,5% ao ano. Este primeiro aumento do PIB foi impulsionado pelo início da política de valorização do salário mínimo e pela ampliação do crédito para as famílias e as empresas.

No segundo mandato (2007-2010), além dos elementos que já estavam em curso, a política de investimentos públicos e das estatais, que estimulou o investimento privado, foi o elemento-chave. Por exemplo, a Petrobras aumentou seus investimentos de forma significativa e houve os lançamentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa, Minha Vida. Em média, a economia passou a crescer 4,6% ao ano, apesar da aguda crise financeira americana que atingiu o Brasil em 2009.

A presidenta Dilma Rousseff enfrentou problemas nos dois primeiros anos de seu governo. Em 2011, houve pressões inflacionárias que impuseram ao governo a necessidade de desacelerar o crescimento. Mas, principalmente, a economia brasileira mostrou que existiam gargalos de infraestrutura e que o ritmo de 2010 (crescimento de 7,5%) não era sustentável. Houve desaceleração conduzida pelo governo de 2010 para 2011.



SCN/IBGE, Censo/IBGE, PNAD/IBGE, CCN/FGV
Fonte: SCN/IBGE, Censo/IBGE, PNAD/IBGE, CCN/FGV

Em 2012, o desempenho piorou: a economia iniciou o ano ainda com o freio de mão puxado. E a crise europeia chegou e contaminou o cenário, gerando no Brasil e no mundo expectativas empresariais de apreensão e receio em relação ao futuro. Sob estas condições, a economia atravessou o ano. Um ano em que o governo e empresários não realizaram planos de investimentos que pudessem garantir um crescimento satisfatório.

A presidenta adotou medidas estruturantes da economia que podem garantir a retomada do crescimento. As tarifas de energia elétrica foram reduzidas, os bancos públicos entraram na concorrência via redução de taxas de juros e as desonerações fiscais implementadas aumentaram a capacidade de investimento do setor privado empresarial. E, além disso, o Banco Central se tornou muito mais “inteligente”: não utiliza a taxa de juros como remédio único (e em doses cavalares) para manter a estabilidade monetária. Mas a lição já foi aprendida: o elemento-chave do crescimento é o investimento público e das estatais.

O crescimento médio durante o governo Dilma (1,8%) fez o sinal vermelho da economia piscar. Os últimos dois anos de governos do PT fizeram a economia desviar da série de bons resultados dos governos Lula.

Apesar do modestíssimo crescimento durante o primeiro biêno de Dilma, a taxa de desemprego se manteve baixa, os rendimentos dos trabalhadores continuaram aumentando e a renda per capita cresceu em relação ao período dos governos do presidente Lula. A conclusão é que os percalços da economia não contaminaram a trajetória social benigna do decênio petista no governo federal.


http://www.cartacapital.com.br/economia/o-crescimento-dez-anos-depois/


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Universidade Federal da Integração Latino-Americana completa 3 anos de existência

Unila, 12/01/2013

Três anos de criação da UNILA

Neste sábado (12/janeiro), a UNILA completou três anos da assinatura da lei que a criou

A Universidade Federal da Integração Latino-Americana completa, neste sábado (12), três anos da assinatura da Lei 12.189/2010, que marca a sua criação. Um projeto inovador para a educação da América Latina e do Caribe e um desafio para quem aposta no conhecimento compartilhado como uma possibilidade real de unir povos, respeitando o multiculturalismo e o bilinguismo.

Um dos destaques do ano para a UNILA foi início do processo de institucionalização, com a homologação do seu Estatuto no mês de abril. A partir daí, a Universidade propôs uma série de atividades para que docentes, estudantes e técnicos-administrativos desenvolvessem, em conjunto, a base do Projeto Pedagógico Institucional (PPI).

Um segundo momento desse processo foi pontuado pelas discussões internas para a consolidação do texto do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), que está em fase de elaboração e posteriormente será aprovado pelo Conselho Universitário. Comissões internas também foram formadas para iniciar as discussões de elaboração do Regimento Geral e dos regimentos dos quatro institutos que se encontram em formação.

O ano também foi marcado pela greve nacional de docentes e técnicos-administrativos, que paralisou as atividades por cerca de três meses, alterando assim o calendário acadêmico. O movimento estimulou a união das pessoas no ambiente interno, por meio de diálogos entre os segmentos envolvidos e com a administração; como também proporcionou aproximação com toda a comunidade de Foz do Iguaçu, por meio de atividades para o público externo e mobilizações sociais.

Em números

A UNILA já conta com representantes de pelo menos 11 diferentes países, formando um universo de cerca de 1200 estudantes, tendo El Salvador como pioneiro entre os países da América Central. O número de cursos ofertados aumentou para 16, com a inclusão de Cinema e Audiovisual, Arquitetura e Urbanismo, Música e Saúde Coletiva.

O processo seletivo de estudantes deverá mudar em 2013. Será realizado em dois momentos, sendo o primeiro até o mês de julho para nove cursos. A principal mudança será a adesão ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e a chegada antecipada de estudantes a Foz do Iguaçu, com o intuito de que eles possam ter aulas prévias de português e espanhol e também se ambientarem à cidade antes do início do semestre letivo.

O número de servidores da UNILA totalizou 292 pessoas, entre docentes e técnicos-administrativos. Em um ano o corpo técnico passou de 72 para 157, atuando em diversas áreas. O número de professores também registrou aumento, passando de 65 para 123. Em 2012 a UNILA realizou dois grandes concursos de docentes efetivos, sendo que o último, no mês de novembro, habilitou mais 65 candidatos e alguns deles serão chamados já no início deste ano.

A Universidade se expandiu fisicamente, tendo a necessidade de alugar dois prédios externos às instalações até então concentradas no Parque Tecnológico da Itaipu. Em 2012, parte da Reitoria e da administração foi transferida para o Edifício Rio Almada, enquanto os cursos da área de Humanas iniciaram aulas no UNILA Centro, que se tornou um espaço de maior aproximação com a comunidade de Foz do Iguaçu.

No mês de outubro, a UNILA firmou acordo com a Caixa Econômica Federal, visando a cessão do espaço da antiga sede do banco, na parte central da cidade, para a criação de um Centro Cultural que contará com espaços para biblioteca, cinema, teatro, exposições e concertos, além de outras atividades para estudantes e comunidade.
Enquanto isso, o novo campus já começa a mostrar formas definitivas, tornando visível parte de todas as edificações previstas. Até o mês de dezembro estavam sendo cumpridas as etapas de terraplanagem e a escavação da central de utilidades e do edifício central. O campus da UNILA foi um dos últimos projetos assinados pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que deixa um grande legado para a história dessa Universidade.
Esse foi um ano de lutas, perdas e ganhos, de imagens fortes, mobilizações e sensibilizações com temas locais e continentais. Alguns desses momentos estão registrados em vídeos no Mais UNILA.


http://www.unila.edu.br/noticias/tr%C3%AAs-anos-cria%C3%A7%C3%A3o











http://youtu.be/2GRPjz4zhy8



http://youtu.be/0_RsN6Htoro



http://youtu.be/mB4fftkGm4c



http://youtu.be/xIJvX7qADJU