terça-feira, 9 de novembro de 2010

O BNDES, banco do governo brasileiro, vai financiar até R$ 20 bilhões para a construção do "trem-bala" Rio-São Paulo

BNDES
 
08/11/2010
BNDES financiará TAV em até R$ 20 bilhões


• Trem de Alta Velocidade ajudará a solucionar gargalos em aeroporto e estrada

• Doze mil empregos diretos serão gerados durante as obras

• Tarifa máxima de R$ 199 será competitiva com avião e ônibus entre RJ e SP


 A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou as condições que serão oferecidas pelo Banco para o financiamento do Trem de Alta de Velocidade (TAV), que fará a interligação entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. A participação máxima de recursos públicos no financiamento será de até R$ 19,977 bilhões, atualizada pelo IPCA e limitada a 80% dos itens financiáveis pelo Banco ou 60,3% do investimento total, o que for menor.

O financiamento será concedido integralmente com o custo de TJLP (atualmente em 6% ao ano) acrescido de uma taxa de risco de crédito de 1% ao ano, para qualquer que seja o consórcio vencedor da licitação. O prazo de pagamento será de 30 anos, com seis meses de carência após a data prevista para o início da operação comercial. Os juros serão capitalizados durante o período de carência.

A entrega dos envelopes pelos consórcios ocorrerá no dia 29 de novembro de 2010. A sessão pública do leilão acontecerá em 16 de dezembro e a assinatura do contrato de concessão será no dia 11 de maio de 2011.

A construção do TAV é importante porque contribuirá para solucionar os gargalos no transporte de passageiros entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Atualmente, a rodovia Presidente Dutra, que liga as duas cidades, opera em capacidade máxima. O mesmo ocorre com os aeroportos de Congonhas e Guarulhos.

Sem uma iniciativa como o TAV, a situação tende a se agravar nos próximos anos, tanto nos aeroportos quanto nas rodovias, como conseqüência do crescimento do país. Com o TAV, os problemas causados a partir do aumento  previsto no número de veículos das estradas e de passageiros nos aeroportos de Rio e São Paulo poderão ser equacionados. O acesso rápido a Campinas permitirá que o aeroporto de Viracopos possa viabilizar-se como o terceiro grande aeroporto de São Paulo.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Chico Buarque fala sobre racismo

 Chico Buarque fala sobre Racismo


acesso via Blog do Prof. Pitol




Paratodos - Chico Buarque



"O meu pai era paulista
meu avô, pernambucano
o meu bisavô, mineiro
...meu tataravô, baiano
meu maestro soberano
foi antônio brasileiro..."
http://www.youtube.com/watch?v=eEXwfAzRR1I

Redução na atividade solar pode levar a resfriamento global e pequena "Era Glacial"

Agência FAPESP

05/11/2010

Imagens inéditas de explosões solares

Fábio de Castro
Cientistas do Brasil e da Argentina, com apoio da FAPESP, obtêm primeiras imagens do Sol feitas com equipamentos que mostram atividade solar com grau de detalhamento sem precedentes (divulgação)

Agência FAPESP – Um grupo de cientistas do Brasil e da Argentina acaba de anunciar a obtenção das primeiras imagens do Sol adquiridas com telescópio e filtro H-Alfa – instrumento capaz de mostrar as regiões ativas da atmosfera solar com grau de detalhamento sem precedentes quando operado no mesmo local com dois outros telescópios solares no infravermelho e em ondas submilimétricas.

As primeiras imagens foram obtidas no dia 20 de outubro, no observatório do Complexo Astronômico El Leoncito (Casleo), localizado em San Juan, na Argentina. A iniciativa faz parte de um convênio que envolve, há dez anos, cientistas do Casleo e do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (Craam), da Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A obtenção de imagens em H-Alfa faz parte do Projeto Temático “Emissões da atividade solar do submilimétrico ao infravermelho”, coordenado por Pierre Kaufmann, professor do Craam, e financiado pela FAPESP.

sábado, 6 de novembro de 2010

Eleições 2010: marqueteiro do PT considera que o "caso Erenice" provocou 2º turno nas eleições

Folha de S. Paulo

06/11/2010 


Caso Erenice provocou 2º turno, diz marqueteiro de Dilma

FERNANDO RODRIGUES
 
Enviado especial a Salvador
 

Dilma Rousseff ganhou a eleição para presidente da República, a primeira de sua vida. Mas seu marqueteiro, João Santana, venceu sua terceira disputa desse gênero. Ele é o profissional latino-americano mais bem-sucedido na área de comunicação política-eleitoral em anos recentes.

Além de ser o responsável pelas propagandas de TV e de rádio de Dilma, atuou também na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e na eleição do presidente de El Salvador, Mauricio Funes, em 2009.

Em uma de suas raras entrevistas, Santana, 57 anos, falou à Folha na última quarta-feira, em sua casa de veraneio próxima a Salvador, na Bahia. Fez uma ampla análise do processo eleitoral brasileiro e da última campanha.

Sobre as razões de a disputa ter sido remetida ao segundo turno, aponta como principal fator o escândalo de suspeita de tráfico de influência na Casa Civil, envolvendo Erenice Guerra, sucessora de Dilma naquela pasta:

"O caso Erenice foi o mais decisivo porque atuou, negativamente, de forma dupla: reacendeu a lembrança do mensalão e implodiu, temporariamente, a moldura mais simbólica que estávamos construindo da competência de Dilma, no caso a Casa Civil."

Pesquisas mostraram, diz Santana, que a onda religiosa e o debate sobre aborto tiveram efeito limitado. Ele faz uma autocrítica: "Erramos quando, no primeiro momento embarcamos nessa onda, e erraram mais eles que insistiram nessa maré hipócrita. Isso, aliás, foi um dos maiores fatores de desgaste e inibição do crescimento de [José] Serra [PSDB, adversário de Dilma] no segundo turno".

Paraguai pode ter as maiores reservas de titânio do mundo


5 de Noviembre de 2010

Reserva de titanio de Paraguay sería la mayor del mundo, afirma geólogo

El geólogo norteamericano David Lowell, importante referente de la minería mundial, dio cuenta sobre eldescubrimiento de titanio en la región Oriental y mencionó, inclusive, que se trataría de la mayor reserva delEl enorme potencial en ese mineral de nuestro país fue plenamente corroborado por técnicos de la Subsecretaría de Minas y Energía. mundo.


La Agencia “Bloomberg”, en su edición de ayer, en un material firmado por Elliot Blair Smith, Nathan Cooks y Wing-Gar Cheng, se hace eco de las últimas declaraciones realizadas en Hong Kong por el explorador americano, quien descubrió el mayor yacimiento de cobre del mundo en Chile y que afirmó haber descubierto en Paraguay “lo que él dice podría ser el mayor hallazgo de titanio”.

El geólogo está en China presentando su descubrimiento a inversores en una conferencia del mercado global de titanio, patrocinada por TZ Minerals International, una firma consultora de Australia que se especializa en el mineral, explica el material.  

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O trem-bala brasileiro: um projeto estratégico para o desenvolvimento nacional que trará avanços sociais, econômicos e tecnológicos ao país

Agência Senado

05/11/2010 - 19h37

Trem-bala trará avanços sociais e econômicos, avalia Ministério dos Transportes

Gorette Brandão 

O Trem de Alta Velocidade (TAV) projetado para interligar as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e São Paulo - estendendo-se até Campinas - representa uma solução de transporte de alta qualidade e confiabilidade, com potencial para produzir elevados benefícios sociais e econômicos para as populações dos dois estados. Em síntese, essas são as conclusões contidas em exposição de motivos produzida pelo Ministério dos Transportes (MT) para justificar a iniciativa da construção do chamado trem-bala, empreendimento com preço global orçado em R$ 34,6 bilhões, que pode ter sua execução iniciada a partir de 2011. 


Encaminhado ao Senado a pedido do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o documento procura esclarecer aspectos sobre o projeto do TAV trazidos à discussão durante a campanha eleitoral, assim como questões levantadas em estudo do consultor legislativo Marcos Mendes, do quadro do próprio Senado. O ministério refuta, por exemplo, a afirmação do consultor de que os estudos de viabilidade não justificam adequadamente a opção pelo TAV como resposta para os congestionamentos e atuais baixas condições de segurança nos aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ) e também nas ligações rodoviárias entre as duas capitais.

De acordo com a exposição, as regiões metropolitanas do Rio e de São Paulo reúnem as condições geográficas e econômicas ideais para um projeto como o TAV, a começar pelo tamanho de suas populações - 19 milhões de habitantes em São Paulo e 12 milhões no Rio. Além disso, as duas regiões juntas representam mais de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. 

Lula fala sobre o sucesso da Política Externa durante a formatura de diplomatas do Instituto Rio Branco, Itamaraty

Agência Brasil

05/11/2010

Lula diz que política externa de seu governo é vencedora

Yara Aquino e Priscilla Mazenotti

Repórteres de Agência Brasil

 Brasília - Ao participar de formatura de diplomatas do Instituto Rio Branco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância da carreira para as relações com outros países. Ele citou casos em que diplomatas brasileiros resolveram conflitos com nações da América Latina, como no episódio da compra de gás boliviano e na divergência com o Paraguai sobre a energia produzida por Itaipu.

Lula também lembrou a relação comercial do Brasil com a Argentina. “Na medida em que o Brasil começou a confiar na Argentina e ela começou a confiar no Brasil, foi o resultado mais exitoso de toda a relação entre os países. Não podemos prescindir um do outro. Não somos adversários, somos parceiros”, disse. Para ele, a entrada da Venezuela no Mercosul será fundamental para fortalecer o bloco. A adesão do país ao Mercosul ainda depende da aprovação do Paraguai.

O presidente também lembrou o começo de seu governo, quando decidiu visitar países africanos, para estreitar laços diplomáticos. “Lembro de quantos desaforos recebi quando decidimos ir para a África. O hábito era ir para Paris”, disse. “Hoje vocês vão encontrar um Brasil muito mais consolidado e representado com a África, com o México, com a América Latina e o Caribe”, acrescentou.

Durante o discurso, Lula fez uma crítica a governos anteriores afirmando que era comum contemplar um político que tinha perdido uma eleição com um cargo na área de relações exteriores, em vez de indicar um integrante da carreira. “Tem gente que nem foi tão grande e caiu aqui de paraquedas para fazer política externa”, afirmou. O presidente ainda disse que a política externa de seu governo é vencedora e que os que vieram antes dele devem estar pensando por que não fizeram antes o que foi feito por Lula.

Ele fez, ainda, uma homenagem à presidenta eleita, Dilma Rousseff. Disse que os novos diplomatas vão encontrar um país que, depois de eleger um metalúrgico, vai ser presidido pela primeira vez por uma mulher. “E não uma mulher qualquer, mas uma que esteve condenada ao sacrifício e tortura porque, quando tinha 20 anos, ousou colocar a manga de fora e lutar pela liberdade democrática”, disse. “Essa geração já tinha perdido a esperança e agora chega à Presidência pelas vias democráticas. E, vencendo todos os preconceitos do mundo, ela, no dia 1º de janeiro, tomará posse”, completou.

O presidente disse que os novos diplomatas irão representar um país que tem grande quantidade de petróleo. Falando do pré-sal, disse que “o óleo foi tirado com tecnologia de uma empresa que é motivo de orgulho”.

Lula acrescentou que eles também vão representar um país que tem uma grande instituição na área de tecnologia agrícola, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Esse é o Brasil que vocês vão ter orgulho de representar lá fora”, disse. “É um país que está construindo bibliotecas, que tem o maior programa habitacional do mundo, depois da China. Um país em que a autoestima está bem e um país que tem como único milagre o respeito”, disse.

A Turma Zilda Arns – a maior da história do Instituto Rio Branco – formou 115 diplomatas. Desse total, cerca de 40 já foram designados para representações diplomáticas brasileiras no exterior, principalmente na África, no Oriente Médio e na Ásia.

Edição: Juliana Andrade



Programa "Minha Casa, Minha Vida" prevê entre 300 e 400 mil casas com energia termosolar

Agência Brasil

04/11/2010

Pelo menos 300 mil moradias da segunda edição do Minha Casa, Minha Vida terão energia solar

Vitor Abdala

Repórter da Agência Brasil



Rio de Janeiro - Entre 300 mil e 400 mil casas da segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida serão equipadas com painéis solares para aquecer a água do chuveiro. Todos os novos empreendimentos do programa voltados a famílias com renda de, no máximo, três salários mínimos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste têm de vir equipados, obrigatoriamente, com sistema de captação de energia solar. A informação é da secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães.

“O objetivo do aquecimento solar é, além da preservação da energia, também contribuir para a sustentabilidade econômica, barateando o custo da energia, aliado a um processo de educação dessas famílias, que devem fazer um uso racional da água e da energia”, ressaltou a secretária.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Brasil é o país que mais avança em índice de desenvolvimento da ONU

O Estado de S. Paulo

04 de novembro de 2010

Brasil é o país que mais avança em índice de desenvolvimento da ONU

Apesar da evolução, o Brasil continua a exibir um IDH menor do que a média da América Latina e Caribe


Lígia Formenti 

Agência Estado

O Brasil foi o país que mais avançou no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) preparado pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (PNUD). Foram quatro pontos a mais em comparação a 2009. Um desempenho significativo, sobretudo diante do cenário de estagnação revelado pelo estudo. Dos 169 países analisados, 116 mantiveram a posição apresentada em 2009 e 27 tiveram desempenho pior. Além do Brasil, somente outros 25 conseguiram melhorar a classificação, de acordo com o relatório, que foi divulgado hoje.

Apesar do crescimento, o País ainda apresenta traços importantes de desigualdade tanto de gênero quanto social.  No documento deste ano, o Brasil passa a ocupar a 73ª colocação, desempenho suficiente para que integre grupo de países de desenvolvimento humano elevado. O índice analisa indicadores de desempenho de países em três áreas: saúde, educação e rendimento. Este ano, indicadores usados e a forma de cálculo para chegar ao índice mudaram. A escala, no entanto, permanece: varia de 0 a 1. Quanto mais próxima de um, melhor a situação do país. 

O Brasil alcançou índice 0,699. Noruega, a primeira colocada, 0,938. O pior indicador foi do Zimbábue: 0,140. São quatro classificações:  o grupo com nota mais alta é classificado como de desenvolvimento humano muito elevado. Em seguida, vêm os de desenvolvimento humano elevado, os de desenvolvimento humano médio e, por fim, os de desenvolvimento humano baixo.   A mudança ocorre no aniversário de 20 anos do relatório. "Os critérios de desenvolvimento humano mudam. 

sábado, 30 de outubro de 2010

IG 


30/09/2010 

Saúde melhora na cidade número um do Bolsa Família

Desnutrição recua ao longo da década. Mortalidade infantil reduz a nível menor que no Brasil em 2008

Sabrina Lorenzi, enviada a Junco do Maranhão

A taxa de desnutrição entre crianças de até dois anos de idade despencou em Junco do Maranhão ao longo da década. Recuou de 30,9% em 2000 para 2,3% em 2008. Responsável pelo Pacto pela Redução da Mortalidade Infantil e Materna, uma das metas dos Objetivos do Milênio das Nações Unidas (ONU), Adson França avalia que a queda revela a eficácia de políticas públicas adotadas no município, entre elas o incentivo ao aleitamento materno e a transferências de renda que permitem um maior consumo de alimentos.



quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner morre aos 60 anos

Agência Brasil

27/10/2010

Ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner morre aos 60 anos

Da Agência Brasil

Brasília - O ex-presidente da Argentina Néstor Carlos Kirchner, de 60 anos, morreu hoje (27) depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória, em um hospital, em El Calafate, no departamento de Santa Cruz, por volta das 10h. Em setembro, Kirchner fez uma cirurgia cardíaca, que, na época, foi considerada bem-sucedida. A mulher dele, Cristina Kirchner, é a presidente da Argentina.

Em 2003, Néstor Kirchner foi eleito presidente da Argentina. Ele enfrentou várias críticas principalmente por causa da queda do poder de compra dos argentinos. Apesar disso, o ex-presidente conseguiu fazer da mulher sucessora na Presidência.

Na juventude, Kirchner foi do movimento justicialista, depois atuou como membro da membro da Juventud Peronista. Durante a ditadura, ele ficou afastado da vida política e depois retornou em 1983. Quatro anos depois, ele se elegeu prefeito da região de Rio Gallegos. Em seguida, foi eleito governador da província de Santa Cruz.

Edição: Juliana Andrade


http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica-externa;jsessionid=3D9E268F358329E2C73452475CB0E815?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=1088063

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ANPOCS busca reaproximação com decisores em Ciência & Tecnologia

SBPC

26/10/2010
Anpocs busca reaproximação com decisores em C&T

Por Rafael Evangelista, de Caxambu

Restaurar o papel das ciências sociais de pensar o sistema nacional de ciência e tecnologia. Aprofundar-se no debate sobre a cultura científica, buscando refletir sobre a prática e o conceito, interagindo, criticando-os e melhorando-os. Foi expondo esses objetivos de maior protagonismo político da instituição que a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, Maria Alice Rezende de Carvalho, abriu o 34o encontro anual da entidade. O evento acontece no município mineiro de Caxambu e reúne mais de 1,5 mil pesquisadores em antropologia, ciência política e sociologia de todo o país.

Segundo Carvalho, os cientistas sociais recuaram do debate público sobre o sistema de C & T, que hoje seria hegemonizado pelos físicos e matemáticos. Um dos problemas derivados desse processo seria a excessiva quantificação dos índices que pretendem medir a produção dos pesquisadores, algo que não seria totalmente adequado para os cientistas sociais e que eles teriam falhado em combater. Sem querer disputar essa hegemonia, a presidente aponta a oportunidade trazida por um evento do tamanho e do prestígio como a reunião da Anpocs para que os cientistas sociais se reaproximem dos gerentes do sistema de C&T.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O desafio ambiental dos painéis fotovoltáicos

Embora discorde da abordagem utilizada para descrever este problema (no artigo a seguir), a realidade é que os resíduos tóxicos da produção de células fotosensíveis para placas fotovoltáicas, ainda é bastante incerto. Por enquanto, esta continua sendo uma "alternativa" energética de custo extremamente elevado e cujo passivo ambiental envolvido na sua fabricação e reciclagem, ainda não foi solucionado satisfatoriamente. Por enquanto a geração de energia termossolar (transformação da energia térmica do sol em energia) continua sendo muito mais barata e menos poluente que a geração de eletricidade através de placas fotovoltáicas (luz em eletricidade) que necessitam de semicondutores a base de silício, seja silício monocristalino (mono-Si), seja policristalino (poly-Si). 

Entretanto, o fato de que uma tecnologia ainda inicial apresente problemas, não significa que seu desenvolvimento deva ser abandonado, afinal, materiais semicondutores capazes de transformar diferentes modalidades de energia (luz, calor, radiações, vibrações) em eletricidade, podem ajudar a humanidade a realizar uma transiçãomais suave para uma nova matriz energética no sec. XXI. A depender das decisões e das políticas públicas que adotarmos hoje, esta transição para uma nova matriz energética pode ser problemática e desestabilizadora para as relações entre as nações, ou pode ser  mais sustentável em termos ambientais, sociais e econômicos, levando a Humanidade a um novo patamar de geração de energia mais abundante e barata.

De qualquer forma, recomendo a leitura do artigo, que está reproduzido a seguir:




Alerta em Rede

19/10/2010

Células solares não são tão “verdes” assim

Na contramão do que defendem os ambientalistas, as assim chamadas “energias limpas” não passam de uma bela “ficção verde”, pois, além dos custos econômicos elevadíssimos, não é incomum que os seus impactos ambientais sejam bem maiores do que sugere a propaganda ambientalista. Um exemplo didático é a energia solar, que gera uma considerável quantidade de resíduos tóxicos como subproduto da fabricação das placas coletoras. Além disto, as primeiras placas em funcionamento estão se aproximando do fim de sua vida útil e ainda não se sabe o que fazer com elas ao serem descartadas, em um futuro muito próximo.

"Serra representa Brasil submisso aos interesses dos EUA"

CARTA MAIOR

20/10/2010

"Serra representa Brasil submisso aos interesses dos EUA"

Em entrevista à Carta Maior, o historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira afirma que o processo eleitoral brasileiro está infectado por uma intensa campanha terrorista e uma guerra psicológica promovido pela direita e por grupos de extrema-direita, como TFP, Opus Dei e núcleos nazistas do Sul do país. Para Moniz Bandeira, projeto representado por José Serra é o "do Brasil submisso às diretrizes dos Estados Unidos, com sua economia privatizada e alienada aos interesses aos estrangeiros". 


Carta Maior: Qual a sua avaliação sobre o processo eleitoral brasileiro e sobre a disputa que ocorre agora no segundo turno? Como o sr. caracterizaria os dois projetos em disputa?

Moniz Bandeira: O atual processo eleitoral está infectado por uma intensa campanha terrorista, uma guerra psicológica, promovida não apenas direita, mas pela extrema-direita, como a TFP, OPUS DEI e núcleos nazistas do Sul, e sustentada por interesses estrangeiros, que financiam a campanha contra a política exterior do presidente Lula , pois não querem que o Brasil se projete mais e mais como potência política global. Os dois projetos em disputam são definidos: o Brasil como potência econômica e política global, socialmente justo, militarmente forte, defendido pela candidata do PT, Dilma Roussef; o outro, representado por José Serra candidato do PSDB-DEM, é o do Brasil submisso às diretrizes dos Estados Unidos, com sua economia privatizada e alienada aos interesses aos estrangeiros.

Evidentemente, os Estados Unidos, quaisquer que seja seu governo, não querem que o Brasil se consolide como potência econômica e política global, integrando toda a América do Sul como um espaço geopolítico com maior autonomia internacional.


Carta Maior: Falando sobre política externa, o sr. poderia detalhar um pouco mais o que, na sua visão, as duas candidaturas representam?

Moniz Bandeira:  A mudança dos rumos da política externa, como José Serra e seus mentores diplomáticos pretendem, teria profundas implicações para a estratégia de defesa e segurança nacional. Ela significaria o fim do programa de reaparelhamento e modernização das Forças Armadas, a suspensão definitiva da construção do submarino nuclear e a paralisação do desenvolvimento de tecnologias sensíveis, ora em curso mediante cooperação com a França e a Alemanha, países que se dispuseram a transferir know-how para o Brasil, ao contrário dos Estados Unidos. Essa mudança de rumos, defendida pelos mentores de José Serra em política externa, levaria o Brasil a aceitar a tese de que o conceito de soberania nacional desaparece num mundo globalizado e, com isto, permitir a formação de Estados supostamente indígenas, em regiões da Amazônia, como querem muitas 100 ONGs que lá atuam.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

34ª reunião da Anpocs fará balanço dos últimos anos do governo federal

 SBPC

19/10/2010

34ª reunião da Anpocs fará balanço dos últimos anos do governo federal

Por Rafael Evangelista


A pouco menos de uma semana da realização do segundo turno das eleições presidenciais a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciência Sociais (Anpocs) fará, em sua reunião anual, um balanço da Era Lula. O evento, realizado tradicionalmente na cidade de Caxambu (MG), é a maior reunião de pesquisadores em ciências sociais do Brasil, reunindo em média 1,5 mil participantes, em três sessões especiais, 18 mesas-redondas, 37 seminários temáticos com apresentação de 629 trabalhos, três cursos, seis fóruns, cinco simpósios, três conversas com o autor, exposições de fotos e seis sessões de vídeo.

Outro tópico de relevância relacionado ao período eleitoral será o financiamento de campanhas políticas. “Presente em todos os grandes debates nacionais, nossa entidade caracteriza-se por contemplar, desde sua formação, a pluralidade de perspectivas intelectuais e políticas em curso na vida brasileira. Esse, aliás, o segredo de sua bem-sucedida trajetória”, afirma a presidente da Anpocs, Maria Alice Rezende de Carvalho.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Eleições 2010: a psicanalista Maria Rita Kehl é demitida do Estadão após defender o voto dos pobres

Quinta, 7 de outubro de 2010, 11h25 Atualizada às 15h25

Maria Rita Kehl: "Fui demitida por um 'delito' de opinião"

Bob Fernandes

A psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida pelo Jornal O Estado de S. Paulo depois de ter escrito, no último sábado (2), artigo sobre a "desqualificação" dos votos dos pobres. O texto, intitulado "Dois pesos...", gerou grande repercussão na internet e mídias sociais nos últimos dias. 

Nesta quinta-feira (7), ela falou a Terra Magazine sobre as consequências do seu artigo:

- Fui demitida pelo jornal o Estado de S. Paulo pelo que consideraram um "delito" de opinião (...) Como é que um jornal que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

Veja trechos do artigo "Dois pesos". 

Leia abaixo a entrevista.

Terra Magazine - Maria Rita, você escreveu um artigo no jornal O Estado de S.Paulo que levou a uma grande polêmica, em especial na internet, nas mídias sociais nos últimos dias. Em resumo, sobre a desqualificação dos votos dos pobres. Ao que se diz, o artigo teria provocado conseqüências para você...
Maria Rita Kehl -
E provocou, sim...

- Quais? - Fui demitida pelo jornal O Estado de S.Paulo pelo que consideraram um "delito" de opinião.

- Quando? - Fui comunicada ontem (quarta-feira, 6).

- E por qual motivo?
- O argumento é que eles estavam examinando o comportamento, as reações ao que escrevi e escrevia, e que, por causa da repercussão (na internet), a situação se tornou intolerável, insustentável, não me lembro bem que expressão usaram.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Folha de S.Paulo consegue na Justiça sensurar blog humorístico "Falha de S.Paulo"

R7

05/10/2010 às 08h53

Folha de S.Paulo tira do ar, na Justiça, site que a criticava  

Dono da página acusa jornal de fazer censura com sátira da publicação 

A Folha de S.Paulo conseguiu na Justiça retirar do ar o site de humor Falha de S.Paulo, que fazia sátiras ao tipo de reportagem publicada pelo jornal. Caso a página fosse mantida, os autores estariam sujeitos a multa diária de R$ 1.000, de acordo com a decisão do juiz da 29ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo. No processo, a empresa diz que o motivo da ação é o uso indevido da marca, já que os nomes são parecidos, mas, para os donos do site, trata-se de censura.

O jornalista Lino Ito Bocchini, que criou a página com o irmão, Mario, diz que a ideia surgiu da indignação pela postura da Folha, que “se diz imparcial, mas age assim”. Isso se intensificou durante o período eleitoral.

– Ao contrário do Estadão, que assumiu seu apoio a um candidato [José Serra, do PSDB], a Folha fica posando de imparcial, mas teve, sim, um candidato. Então resolvemos fazer uma crítica leve, bem-humorada. Em vez de agredir o jornal, decidimos fazer paródia. 


Reprodução da home do site antes de ser retirado do ar, com a notificação e a argumentação dos autores



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Nota oficial do MRE sobre a crise política no Equador

Quinta-feira, 30 de setembro de 2010 às 16:19

Nota do Ministério das Relações Exteriores sobre a situação no Equador

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) divulgou nesta quinta-feira (30/9) nota à imprensa sobre a situação crítica que vive o Equador no momento. Segundo a nota, o ministro Celso Amorim tomou conhecimento das manifestações em Quito e entrou em contato com o embaixador brasileiro na capital equatoriana para saber um pouco mais sobre a situação no país vizinho.
O Ministro tem mantido o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva informado sobre as gestões em curso para uma resposta firme e coordenada do MERCOSUL, da UNASUL e da OEA, a fim de repudiar qualquer desrespeito à ordem constitucional naquele país irmão.
Leia a íntegra da nota:
O Ministro Celso Amorim tomou conhecimento, com preocupação, das manifestações no Equador, envolvendo militares e policiais daquele país.
De Porto Príncipe, onde realiza visita oficial desde ontem, o Ministro entrou em contato com o Secretário-Geral das Relações Exteriores, Embaixador Antonio Patriota, que atua como Ministro interino, e com o Embaixador do Brasil em Quito. Além disso, comunicou-se com o Subsecretário-Geral para a América do Sul, Central e Caribe, Embaixador Antônio Simões, que participa de reunião do MERCOSUL em Manaus, e com o Representante Permanente do Brasil junto à OEA.
Em contato telefônico com o Chanceler do Equador, Ricardo Patiño, o Ministro Celso Amorim expressou o total apoio e solidariedade do Brasil ao Presidente Rafael Correa e às instituições democráticas equatorianas.
O Ministro tem mantido o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva informado sobre as gestões em curso para uma resposta firme e coordenada do MERCOSUL, da UNASUL e da OEA, a fim de repudiar qualquer desrespeito à ordem constitucional naquele país irmão.

http://blog.planalto.gov.br/nota-do-ministerio-das-relacoes-exteriores-sobre-a-situacao-no-equador/

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

O Real supervalorizado frente ao Dólar e a ameaça da desindustrialização

 Jornal do Comércio

29/09/2010

Impacto da produção na economia divide setores

Patrícia Comunello

A maior parte  da fatura externa da Marcopolo é gerada fora e depois nacionalizada
A maior parte da fatura externa 
da Marcopolo é gerada fora 
e depois nacionalizada 
FREDY VIEIRA/JC

O câmbio desvalorizado, que gera arrepios a industriais exportadores e vitamina importações de manufaturados, é o epicentro de um debate longe de consenso entre entidades setoriais e especialistas: o Brasil vive uma desindustrialização? Números de produção e emprego aquecidos pelo crescimento interno esvaziam este risco. Por enquanto.


A montadora gaúcha de ônibus Marcopolo sempre foi uma grife da face made in Brazil da balança comercial. E continua, só que 80% das unidades que a marca coloca no mercado internacional são feitas em oito fábricas situadas fora do Brasil e em três continentes - América, África e Ásia. Em vez de captar dólares vendendo os veículos, hoje a maior parte da fatura externa é gerada fora e depois nacionalizada. Com isso, 4 mil dos 14 mil empregados da companhia, que projeta receita líquida de R$ 2,8 bilhões em 2010, 30% acima da de 2009, movem as plantas do exterior. Um caso típico de exportação de empregos, mesmo que em família. Sem contar as vagas geradas nos fornecedores de peças e matérias-primas na Argentina, no México, na Colômbia, no Chile, na África do Sul, na Índia e no Egito.

Depois de 30 anos operando no mercado internacional, a montadora mudou sua estratégia, traduzida pela migração da produção, para não perder mercado ante um  câmbio desvalorizado em até 20%. “O Brasil não é mais competitivo”, justifica o diretor de Relações com Investidores da montadora, Carlos Zignani.

"Efeitos colaterais", por Daniel Caetano





Efeitos Colaterais
Daniel Caetano

Não gosto muito de tratar assuntos políticos aqui; a razão para isso é que gosto de estimular a reflexão sobre o que observo no dia-a-dia e, acredito, falar sobre política sai um pouco desta linha, dado que nela o mote principal não é a razão e reflexão, mas a negociação de interesses. 

Vou abrir uma exceção desta vez, devido a uma conversa que ouvi ontem. Conversavam sobre a ineficiência, ineficácia do "bolsa-esmola" e toda a falácia que supostamente cerca o referido programa (positivas e negativas). O que me permite abrir essa exceção é o fato de que todos os candidatos parecem estar apoiando esta iniciativa - ainda que, em alguns casos, esse apoio seja motivo de riso para muitos. 


Sou uma pessoa técnica, não gosto de fazer política. Minha experiência no campo político me proporcionou muita angustia pessoal; foi quando descobri que não tenho fígado para isso1. Assim, há algum tempo, seguindo a minha visão técnica e sem conhecer muita coisa da realidade brasileira, eu questionava muito o tal do Bolsa Família; em especial, quanto à sua eficácia.

Novo oleoduto entre Rússia e China amplia discussões sobre as relações entre as grandes potências



http://www.youtube.com/watch?v=CZ5gY6_WCTU

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Hidrelétricas, hidrovias e a harmonia dos interesses nacionais

Alerta em Rede

21/09/10

Hidrelétricas, hidrovias e a harmonia dos interesses nacionais

Semana passada, a Agência Nacional de Águas (ANA) lançou edital para contratação de um consultor para avaliar e sistematizar estudos de alternativas de arranjos de eclusas e canais de navegação previstos em empreendimentos hidrelétricos. O contratado definirá os critérios que deverão ser observados nas propostas de alternativas de arranjos de eclusas e canais de navegação, com foco nas hidrovias dos rios Madeira e Teles Pires/Tapajós; deve, ainda, apresentar os aspectos técnicos e o escopo mínimo dos projetos básicos que serão desenvolvidos para o arranjo escolhido para a infraestrutura hidroviária em cada empreendimento hidrelétrico. [1]

A iniciativa, mesmo com atraso, sinaliza que ainda há esperanças para a implantação da hidrovia Teles Pires-Tapajós, considerada estratégica para a logística de transporte do interior brasileiro. Neste sentido, é relevante o anúncio que o governo pretende licitar, até dezembro, quatro hidrelétricas na bacia do rio Teles Pires: Sinop (400MW), São Manoel (746MW), Foz do Apiacás (275MW) e Teles Pires (1.820MW). Contudo, como de hábito, há problemas com o processo de licenciamento ambiental desses empreendimentos. As discussões públicas sobre a usina de Sinop, por exemplo, estavam previstas originalmente para ter início em 23 de junho, mas acabaram canceladas por pedido do Ministério Público Estadual do Mato Grosso. O órgão afirmou, na ocasião, que os eventos deveriam ter contado com maior divulgação, para que o público comparecesse em maior número. O MPE também alegou atraso na entrega do EIA/Rima para consulta pública. [2]

Não faltam estudos sobre os prejuízos causados a todos pela pífia utilização do modal hidroviário no país. Agora mesmo, um plano de transporte apresentado pelo Movimento Nossa São Paulo aponta os rios Tietê e Pinheiros como vias-chave para a melhoria do trânsito na capital paulista. Segundo o documento, a criação de hidrovias nos dois rios que cortam a cidade reduziria em 30% o tráfego cargas pela região metropolitana da capital: “Utilizar os rios Tietê e Pinheiros como meios de transporte de cargas significa tirar do trânsito da região metropolitana uma boa parte das 400 mil viagens de caminhões por dia ou 1 bilhão de toneladas de cargas por ano ano”, diz.

Igualmente, do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE), da USP, fez um estudo sobre a logística do etanol no Brasil recomendando que, para alcançar o mercado externo, é inviável escoar a maior parte do álcool produzido no país – em São Paulo - por via rodoviária. Para substituir o modal rodoviário, o estudo indica, como estratégia de longo prazo, o planejamento e a implantação de uma rede de alcooldutos e, no curto prazo, a utilização da hidrovia Tietê-Paraná com muito mais intensidade que atualmente. O trecho navegável do rio Tietê deve ser aumentado de 41 para 55 km e já existem estudos para a construção de um hidroanel metropolitano prevendo a ligação do Tietê com 30 quilômetros de trecho navegável na Represa Billings. [3]

Há mais de meio século, entra governo e sai governo, mas permanece uma predatória querela intestina entre barrageiros e hidroviaristas, onde os primeiros têm prevalecido. Por isso mesmo, a anunciada construção de usinas na bacia do Tapajós oferece uma ótima oportunidade para que este círculo perverso seja interrompido de uma vez por todas em nome da harmonia dos interesses nacionais.

 

 

Notas:

[1]ANA vai avaliar os projetos de eclusas das usinas do Rio Madeira, Canal Energia, 14/09/2010

[2]Governo avalia publicar edital do leilão A-5 antes de ter todas licenças, Jornal da Energia, 17/09/2010

[3]Estudo recomenda alcoolduto e hidrovia para exportação de etanol, Agência USP, 16/09/2010










terça-feira, 14 de setembro de 2010

Celso Amorim: Brasil ajuda a desenhar nova realidade internacional

Carta Capital


14/09/2010
Um novo mapa do mundo

Celso Amorim  (*)

Há sete anos, quando se falava da necessidade de mudanças na geografia econômica mundial ou se dizia que o Brasil e outros países deveriam desempenhar um papel mais relevante na Organização Mundial do Comércio (OMC) ou integrar-se de modo permanente ao Conselho de Segurança na ONU, muitos reagiam com ceticismo. Desde então, o mundo e o Brasil mudaram numa velocidade acelerada e algumas supostas “verdades” do passado vão se rendendo ante a evidência dos fatos. As diferenças no ritmo de seu crescimento econômico em relação aos países desenvolvidos converteram os países em desenvolvimento em atores centrais da economia mundial.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Lula defende integração regional e cultural em aula inaugural da Unila

Agência Brasil

02/09/2010

Lula defende integração latino-americana em aula inaugural da Unila

Lúcia Nórcio
Repórter da Agência Brasil

Foz do Iguaçu (PR) - A aula inaugural da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu, foi proferida na tarde de hoje (2) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente falou para professores e funcionários da universidade, além de operários que participaram da construção de Itaipu. Cerca de 200 estudantes brasileiros e estrangeiros (da Argentina, do Paraguai e do Uruguai) estão matriculados nos seis cursos oferecidos pela instituição, criada em janeiro com o objetivo de contribuir para o processo de integração dos países latino-americanos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O Brasil, a UNASUL e a estabilidade continental

InfoRel

27/08/2010

Brasil: país-chave para a estabilidade regional



Marcelo Rech


Na próxima semana, o presidente colombiano Juan Manuel Santos estará em Brasília para discutir com Lula, temas da agenda regional.

Santos deseja imprimir novo fôlego às relações da Colômbia com seus vizinhos.

Além disso, quer fazer bom uso da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) para que os interesses do país não sejam afetados.

Trata-se de uma mudança importante uma vez que o antecessor, Álvaro Uribe, sequer pretendia integrar o bloco.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Poder Judiciário colombiano veta acordo que permitia a instalação de bases americanas na Colômbia

R7

17/08/2010

Justiça da Colômbia rejeita acordo com EUA sobre bases militares

Suprema Corte diz que o polêmico tratado sobre as bases viola a Constituição
Do R7

A Suprema Corte colombiana rejeitou nesta terça-feira (17) o acordo firmado em 2009 entre os governos dos Estados Unidos e da Colômbia para a instalação sete bases militares e a presença de tropas americanas no país. Os magistrados disseram que o tratado viola a Constituição.

Segundo decisão do presidente da Suprema Corte, ministro Mauricio González Cuervo, o convênio deve ser discutido no Congresso colombiano. Para outro magistrado, Jorge Iván Palacio, o tratado precisa ser redefinido, já que o ponto que fala da presença de tropas estrangeiras no país viola a lei colombiana. As informações são do jornal El Espectador.

Santos, que tomou posse há menos de duas semanas, era ministro da Defesa de Uribe na época da assinatura do tratado, que provocou polêmica na região

O acordo para o uso por parte das Forças Armadas dos EUA de sete bases militares em território colombiano provocou muita polêmica no continente. A negociação foi tema de um encontro da Unasul, em Bariloche, na Argentina, no ano passado.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Lula defende maior integração entre América do Sul e África


06 de agosto de 2010

Lula defende maior integração entre latino-americanos e africanos

EFE, Caracas,

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma maior integração da América Latina com a África, em encontro com o líder venezuelano, Hugo Chávez, hoje em Caracas.

“O potencial” de colaboração e desenvolvimento entre América Latina e África “é infinitamente superior à capacidade de imaginação que podemos ter desse potencial”, ressaltou Lula, na abertura da Mesa Presidencial Estratégica da Cúpula América do Sul-África (ASA), que se estenderá durante o fim de semana.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Cúpula do Mercosul reitera apoio à Argentina na questão das Malvinas

O Estado de S.Paulo
03 de agosto de 2010

Mercosul reitera apoio à Argentina em disputa pelas ilhas Malvinas

Reivindicação foi intensificada após companhias britânicas começarem a prospectar petróleo nas ilhas

Efe
SAN JUAN, ARGENTINA- Os membros do Mercosul e os países associados confirmaram nesta terça-feira, 3, seu apoio à Argentina em sua "legítima reivindicação" pela soberania das Ilhas Malvinas e seu interesse por uma rápida solução para o conflito com o Reino Unido.

Em comunicado conjunto divulgado ao término da 39ª cúpula do bloco lembraram "o interesse regional para que a prolongada disputa alcance o mais rápido possível uma solução, em conformidade com as resoluções pertinentes das Nações Unidas" e as declarações dos foros regionais e multilaterais.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Após sanções, China investe US$ 40 bilhões no setor de Petróleo & Gás iraniano

TN Petróleo
02/08/2010

China investe US$ 40 bi em petróleo e gás do Irã

Segundo os acordos assinados entre os dois países, o investimento chinês em projetos de prospecção e extração de petróleo chegará a US$ 29 bilhões, enquanto os demais US$ 11 bilhões serão destinados a petroquímicas, refinarias, oleodutos e gasodutos.



sexta-feira, 30 de julho de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Diplomacia: Unasul amplia negociações para tentar um acordo entre Venezuela e Colômbia

Agência Brasil
27/07/2010

Unasul intensifica negociações para tentar um acordo amanhã entre Venezuela e Colômbia

Renata Giraldi

Repórter da Agência Brasil


Brasília – Às vésperas da reunião dos ministros das Relações Exteriores dos países que compõem a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), em Quito, para discutir a crise entre Venezuela e Colômbia, o governo do presidente do Equador e pro tempore do bloco, Rafael Correa, afirmou que há um esforço coletivo para a busca de um acordo. Hoje (27) o governo colombiano propôs a criação de um fórum dentro da Unasul para a discussão do tema. A reunião entre os ministros está marcada para amanhã (28) à tarde.

sábado, 24 de julho de 2010

Brasil e Turquia continuam defendendo solução diplomática para a questão do programa nuclear do Irã

Agência Brasil

24/07/2010

Brasil, Turquia e Irã retomam negociações sobre programa nuclear

Renata Giraldi 
Repórter da Agência Brasil 


Brasília – Um mês e meio depois que o Conselho de Segurança das Nações Unidas impôs uma série de sanções ao Irã, o Brasil e a Turquia voltam a discutir sobre o programa nuclear iraniano. Os ministros das Relações Exteriores iraniano, brasileiro e turco têm um almoço marcado para amanhã (25), em Istambul, na Turquia. Antes, os ministros brasileiro Celso Amorim e o turco, Ahmet Davutoglu, têm uma reunião separada.

Diplomatas brasileiros que acompanham o assunto afirmaram à Agência Brasil que o almoço entre os representantes dos três países é uma resposta a um pedido do ministro das Relações Exteriores do Irã, Manuchehr Mottaki. Ao final do encontro, os chanceleres deverão conceder uma entrevista coletiva.

sábado, 17 de julho de 2010

Crescimento das relações comerciais e políticas entre Brasil e Argentina fortalece a Integração Sul-Americana

Agência Brasil

17/07/2010

Relação política e comercial entre Brasil e Argentina é o eixo para a integração da América Latina
Luiz Antônio Alves

Correspondente da Agência Brasil na Argentina


Buenos Aires - A relação entre o Brasil e a Argentina é o eixo central que poderá permitir a construção de uma América Latina e caribenha integrada e de um Mercosul fortalecido. Na medida em que o entendimento político entre os dois países torna-se mais sólido, as questões que provocam atritos pontuais são resolvidas graças aos mecanismos de aproximação já consolidados, como é o caso das reuniões entre os presidentes, ministros e autoridades dos dois governos. A existência de diferenças de entendimento sobre determinados temas não é grave. O importante é que elas possam ser tratadas em ambiente institucional de diálogo, e isso já existe entre os dois países.